" Mister do Café: Jorge Coroado explica a "promiscuidade" no mundo do apito

domingo, 29 de janeiro de 2017

Jorge Coroado explica a "promiscuidade" no mundo do apito


Existe, hoje, razoável número de ex-árbitros, como eu, emitindo opinião sobre arbitragem. Há poucos que, podendo orgulharem-se da carreira, sem olvidar erros próprios, expressam opinião convicta, denunciam falhas, sugerem correções. Outros, agradecidos, reconhecidos pela forma como foram apoiados, considerados e “promovidos” sem competência para função, que sempre viveram no cinzentismo (viver não custa, custa saber viver), são delicodoces na escrita ou no dizer, falam pela metade, endrominam leitores e ouvintes na presuntiva defesa cega (maior cego é o que não quer ver) da classe. 

Classe cujos problemas não se resolvem com reuniões, meias palavras ou show-off como ocorrido duas semanas atrás. Resolvem-se com gente que saiba e seja capaz de cumprir regulamentos, não viva no limbo da promiscuidade. Quem exerce o amiguismo, protecionismo e transgride normas que deve zelar, contribui para desresponsabilização dos dirigidos, fomenta oportunismo, descredibiliza setor e põe a nu modo como desenvolveu seu percurso. 

Como pode o CA da FPF exigir dos seus filiados quando incumpre com Regulamento de Arbitragem? Aquele documento proíbe colaboração ao setor de quem mantenha relação com comunicação social. Porquê admitir que o Sr. Duarte Gomes, que escreve em jornal desportivo (Ok! Dou de barato ser título conveniente) e comenta em canal de TV, na primeira meia-final da Taça da Liga tenha integrado grupo que ajudou equipa de arbitragem com sistema de VIDEO-GOLO? Talvez por fazer defesa bacoca de decisões de filiados como fez, relativamente ao terceiro golo do Boavista diante do Benfica, usando metade do texto da XI Regra – Fora-de-jogo e respetivas explicações ou, na apresentação do CA da AF Lisboa, qual paladino da verdade, diplomaticamente ter zurzido em ex-árbitros que não integram grupo de ben…quistos e órgãos de comunicação que os acolhem.

Jorge Coroado, in jornal Ojogo 27/01/2017


Deixo o link para dois artigos meus sobre esta temática:


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10 comentários:

  1. Obrigado Sr. Jorge Coroado por estas palavras. Sé tenho pena que antigos e actuais árbitros não tenham a coerência de dignificar a isenção como deveria de acontecer com qualquer individualidade que tenha de tomar decisões. A honestidade é uma das virtudes mais difíceis de manter incólume.

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  2. Se o coroado sabe mais do que diz, porque nao fala? É chamar os bois pelos nomes!! Senao é comprado como o outro da Madeira!!

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  3. Está só à espera que lhe dêm um cargo... depois cala-se!
    Como todos...

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  4. Tinha que falar no Benfica, depois diz-se isento.
    Este ate conseguiu ver um penalty na area do adversário. Vai efalando que em breve te arranjam um lugarzinho onde possas ter influencias.

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  5. Este, pode ter muitos defeitos, mas frontalidade e coragem nunca lhe faltaram. E fala em ben...quistos, o que será?

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  6. Ontem vi o rola, ex-árbitro que costuma estar na btv, a comentar num painel de ex-árbitros na tvi24 sobre lances duvidosos de vários jogos incluindo o Sporting-Paços de Ferreira. Foi uma excelente aquisição...

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  7. O amiguismo e o protecionismo são e foram sempre o cimento que sustenta o edifício da arbitragem, pelo que tal mundo tem pouco de edificante para mostrar. Os escândalos, no bem apitar, até não assume outras proporções, porque há transmissões televisivas e as imagens ainda que às vezes manipuladas, entram pelos olhos a dentro e não deixam mentir. O mundo da arbitragem continua podre como sempre.

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  8. e ainda anda solto este troca tintas azul ...

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