Já tinha avisado que depois de rebentar o escândalo relacionado com o operação Lex, a teoria do "são todos iguais" e do "isto toca a todos" iria reaparecer em força. Também já tinha falado da enorme curiosidade que foi terem sido publicadas duas notícias relativas a investigações a Bruno de Carvalho na véspera do arranque da Operação Lex. É também engraçado que ainda antes de os elementos da PJ e magistrados terem chegado aos locais das buscas, já estarem lá equipas de jornalistas como prova o vídeo da Sábado.
Podem saber mais sobre as investigações feitas a Bruno de Carvalho (aqui). É importante dizer que todas elas foram iniciadas por denúncias: um denúncia feita pelo ex-sócio Paulo Pereira Cristóvão (só dá mesmo para rir) e outras duas denúncias anónimas, mas que toda a gente sabe que foram feitas pelo Benfica. É importante que as pessoas percebam que mediante as denúncias, o MP tem a obrigação legal de as investigar. Não vai demorar muito tempo até ser tudo arquivado. De qualquer forma, estas "investigações" servem para meter a cara do Presidente do Sporting na capa dos jornais, servindo de escudo a investigações feitas com base em factos e com provas irrefutáveis como são os casos dos vouchers, emails, compra de resultados ou agora o operação Lex. É hora do "são todos iguais".
Na linha do pensamento do cartilhado Rui Pedro Braz, surgiu hoje um artigo de opinião de outro benfiquista.
Generalizações
Diz João Miguel Tavares no Publico que "qualquer pessoa que acompanhe o futebol português com um módico de atenção sabe que nem Luís Filipe Vieira, nem Bruno de Carvalho, nem Pinto da Costa são personagens recomendáveis". Lá está a teoria do "toca a todos" e do "são todos iguais.
Para quem ainda não percebeu, Bruno de Carvalho nunca foi sequer arguido em qualquer caso desde o dia em que assumiu a presidência do Sporting, muito menos condenado. E antes de entrar no Sporting não existe registo de qualquer crime. Pinto da Costa foi condenado por corrupção no âmbito do apito dourado pelo conselho de disciplina (justiça desportiva), tendo posteriormente sido ilibado. Já sobre Vieira estamos perante alguém que até já foi condenado por roubo, dando continuidade ao histórico recente de presidentes do Benfica com graves problemas com a justiça.
Para quem ainda não percebeu, Bruno de Carvalho nunca foi sequer arguido em qualquer caso desde o dia em que assumiu a presidência do Sporting, muito menos condenado. E antes de entrar no Sporting não existe registo de qualquer crime. Pinto da Costa foi condenado por corrupção no âmbito do apito dourado pelo conselho de disciplina (justiça desportiva), tendo posteriormente sido ilibado. Já sobre Vieira estamos perante alguém que até já foi condenado por roubo, dando continuidade ao histórico recente de presidentes do Benfica com graves problemas com a justiça.
João Miguel Tavares, poderia salientar a diferença de Bruno de Carvalho para os restantes, mas decidiu juntar tudo no mesmo saco. Mas continuou. Diz o artista que "existe uma altíssima probabilidade de os negócios da bola envolverem dinheiro sujo e operações ilegais". Esqueceu-se de referir a luta de Bruno de Carvalho contra os fundos como a Doyen, precisamente por não terem rosto e por não se saber a proveniência do dinheiro. Uma luta que deu frutos, com a proibição destes instrumentos. Para quem não se lembra, ou se faz de esquecido, na primeira campanha eleitoral, Bruno de Carvalho apresentou aos sócios um fundo de investimento para reforçar o plantel. A diferença desse fundo para os restantes é que nesse dia sentou-se ao lado dos investidores que deram a cara pelo projecto. Também deve ter passado ao lado da visão do senhor.
João Miguel Tavares refere também o facto de Vieira não ser remunerado no Benfica, mas que só o facto de ser presidente do clube lhe permite ter outras vantagens indirectas para a sua actividade empresarial como influencia, poder, crédito ou "relações". Esqueceu-se também de referir neste exercício de generalização que Bruno de Carvalho deixou a vida empresarial para se dedicar a 100% ao Sporting, dai que seja remunerado por isso. Julgo que acontece o mesmo com Pinto da Costa, neste momento.
A generalizações nunca são uma boa forma de análise, mas já que o senhor gosta de as fazer, vou-me aventurar a fazer também uma. Qualquer pessoa que acompanhe o jornalismo português com um módico de atenção sabe que nem João Miguel Tavares, nem Nuno Farinha, nem Afonso de Melo, nem uma quantidade infinita de jornaleiros, são personagens recomendáveis para a sociedade. Existe uma altíssima probabilidade de os negócios do jornalismo envolverem dinheiro sujo de avenças pagas pelo Benfica e que vão contra o código deontológico e o respeito que deve ser mantido pelos leitores. Os jornaleiros como João Miguel Tavares que têm assento em programas de comentário só o conseguem porque foram lá postos por alguém para defenderem certos interesses.
Que tal a minha generalização? Fui muito meigo, não fui?
Suspeições
Nesta quinta-feira deu à costa outro artolas. Nada mais, nada menos do que o director do Correio da Manhã. Vejam bem isto:
Absolutamente surreal o que é dito pelo director do Correio da Manhã que coloca em causa a honra dos treinadores e do próprio jogador. Quem viu o jogo sabe que Raphinha fez uma exibição bastante positiva com excelentes momentos. Foi apenas e só o jogador mais rematador de toda a partida tendo feito 3 dos 7 remates do Vitória e em termos defensivos mostrou sempre uma enorme disponibilidade, algo que até me surpreendeu pela positiva.
Não vale a pena acrescentar o que disseram os analistas de outros jornais sobre a exibição do jogador, até porque o jornal deste palerma fez uma análise ao jogo de ontem. Vamos comparar as notas das exibições de Raphinha nos jogos com os 3 grandes, no jornal em que este otário é director.
Nota 5 nos jogos com Benfica e Porto e nota 6 no jogo contra o Sporting. Portanto, para o jornal de Octávio Ribeiro, Raphinha fez apenas e só a melhor exibição da época nos jogos contra os grandes. E estava condicionado. Imaginem se não estivesse.
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