Ao longo dos últimos anos muito se tem falado dos processo movidos pelo Sporting sob a liderança de Bruno de Carvalho. O "tolinho dos processos", como tem sido apelidado o presidente do Sporting pelo encartilhados, é já um clássico dos bitaites entre adeptos. Vamos lá analisar esta situação:
A cartilha
Há precisamente um ano, os adeptos encartilhados atacaram Bruno de Carvalho com tudo o que tinham sobre os processos em curso interpostos pelo e contra o Sporting. Na altura foram requentar notícias, como a decisão do caso Doyen que foi tomada em Dezembro de 2015. Tudo isto com a conivência dos encartilhados dos jornais.
Na altura, Bruno de Carvalho escreveu o seguinte no seu facebook:
"Ontem saiu um surto de notícias sobre dívidas que nem sei se não há aí algum magnata que nos ajude. O Sporting tem o menor passivo de todos. Perdeu com Carlos Freitas? Sim. Com a Doyen há meses? Sim. Mas ontem a campanha foi concertada, quase como a orquestra da Gulbenkian... Orgulhosamente, estamos equilibrados, estamos completamente calmos com o que se está a passar. Todos os processos podem ganhar-se ou perder-se e cá estamos em três anos num clube que diziam falido que não faliu. Quando cheguei, houve pessoas que me iam fechar a torneira e que ia morrer. Eu estou cá e algumas dessas instituições já não estão cá. Não gosto é de orquestras, só das sinfónicas".
Bruno de Carvalho, 28 Abril 2016
Ontem ficamos a saber o veredicto em relação ao "caso Labyad". Motivo pelo qual é interessante fazer uma actualização nos valores e nos casos em que o Sporting tem ido para tribunal. Vejamos:
Caso "Labyad"
Mais 900 mil euros que ficam nos cofres de Alvalade e que com Godinho Lopes teriam seguido para o bolso de um tal de Jorge Pires, "por serviços de intermediação".
Caso "Bruma"
Quem não se lembra de personagens como Bebiano Gomes ou de Catio Baldé. A telenovela foi alimentada diariamente pelos jornaleiros e escribas nacionais.
Resultado do processo:
Caso "Elias"
Mais um caso quente herdado de Godinho Lopes, que a actual direcção do Sporting soube resolver com mestria.
Numa primeira fase o Sporting chegou a acordo com o jogador.
(link da notícia)
E depois efectuou a venda dos 50% do passe que detinha.
Caso "João Moutinho"
Mais uma batalha jurídica ganha pelo Sporting desta vez contra o FC Porto a propósito da transferência do jogador.
O Sporting recorreu ainda de outras questões relacionadas com o caso. Questões essas que ainda não foram deliberadas em sede de recurso.
Caso "Atila Turan"
Mais uma contratação á moda de Godinho Lopes que a actual direcção conseguiu resolver.
Caso "Yannick Djaló"
Outro problema resolvido depois da completa falta de capacidade de Godinho Lopes e seus pares.
Caso "Pedro Sousa e Irene Palma"
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| ReC Semestral Sporting 15/16 |
Caso "Galp"
Uma poupança de apenas 5,25 Milhões de Euros. Coisa pouca...
Casos Pendentes
Bojinov - Sporting condenado em primeira instância a pagar 600 mil Euros quando o jogador reclamava 6,5 Milhões. Sporting interpôs recuso estando a aguardar-se a decisão.
Maurício do Vale - Sporting condenado em primeira instância a pagar 200 Mil Euros. Sporting interpôs recuso estando a aguardar-se a decisão.
As derrotas
Neste momento o Sporting tem apenas duas derrotas transitadas em julgado. O "caso Carlos Freitas" e o "caso Doyen".
Resumindo
Estes são os processo que o Sporting venceu durante o mandato de Bruno de Carvalho. Tudo somado, são 25,5 Milhões de Euros ganhos em processos judiciais.
Vejamos agora os processos que ainda não tiveram decisão definitiva:
Estamos a falar de 200 mil euros para Maurício do Vale e de 600 mil euros para Bojinov em processos em que na primeira instância não foi dada razão ao Sporting. Se pensarmos que Bojinov reclamava 6,5 Milhões de Euros e apenas lhe foi concedido um valor na casa do 600 mil euros, não podemos considerar este caso como uma derrota efectiva pelo Sporting. Estamos a falar de uma diferença de quase 6 Milhões de euros.
Vejamos agora as derrotas:
Carlos Freitas, mais um "menino" de Godinho Lopes conseguiu "sacar" ao Sporting mais 209 mil euros. O tão falado "caso Doyen" foi também perdido pelo Sporting. Os leões tiveram de pagar 12 Milhões de euros mais juros.
Mas este caso precisa de uma explicação adicional. Vamos lá:
Quando o Sporting comprou Marcos Rojo ao Spartak de Moscovo, os leões investiram 1 Milhão de Euros e a Doyen investiu 3 Milhões de Euros. O Sporting ficou com 25% e a Doyen com os restantes 75%. O Sporting vendeu o jogador ao Manchester United por 20 Milhões de Euros. Se o clube não tem denunciado o contrato com a Doyen teria ficado com 5 Milhões de Euros e os restantes 15 Milhões iriam para a empresa de Nélio Lucas.
Antes de vender o jogador, o Sporting denunciou o contrato e por isso recebeu os 20 Milhões na totalidade. Desses 20 Milhões, o Sporting transferiu de imediato para a conta da Doyen os 3 Milhões investidos aquando da compra do jogador. Daí que o tribunal tenha condenado o Sporting ao pagamento de 12 Milhões de Euros (15M - 3M já pagos) mais os juros.
Isto quer dizer que o Sporting em todo o processo com a Doyen teve de pagar juros de 12 Milhões de Euros durante cerca de dois anos e meio. Este dinheiro foi uma grande ajuda para permitir que o Sporting cumprisse a questão do fair-play financeiro deixado por José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes, e ainda deu para começar as obras no Pavilhão João Rocha que está em fase de acabamento.
No início desta semana, o TAS anunciou a decisão definitiva em relação à proibição dos Fundos.
Perdemos o processo com a Doyen na certeza que o Sporting bateu-se pelo que acreditava. De qualquer forma, a acção de Bruno de Carvalho e do Sporting foram decisivas para que os fundos se tornassem ilegais no mundo do Futebol. Uma decisão que foi tornada publica no inicio desta semana e que curiosamente não chegou aos programas dos encartilhados e nos jornais pouco ou nenhum destaque teve. Por que será?
Fica feito o esclarecimento.
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