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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

O pontapé de saída na pré-campanha


A decisão de Bruno de Carvalho de deixar o seu futuro nas mãos dos sócios já faz mexer as máquinas de campanha dos tais "Sportingados" indicados pelo Presidente. Logo no dia seguinte ao anúncio, o camarote leonino - casa online destes artistas e rampa de lançamento para Pedro Madeira Rodrigues, conhecido nas internetes como "City Lion" (aqui) - deu o pontapé de saída, apresentando João Pessoa e Costa e Ricardo Henrique Tomás como "dois enormes Sportinguistas".

Vergonha alheia


Link do post (aqui)
Desde logo, o facto de terem sido membros do conselho directivo do pior presidente da história do Sporting é um bom cartão de visita. Mas o escriba de serviço, um tal de Ricardo Leão vai ainda mais longe apelidando esta gente de "grandes Sportinguistas". Vamos então lá ver a grandiosidade destes Sportinguistas.


João Pessoa e Costa - O "grande Sportinguista" do lado esquerdo


Começo pelo senhor que está do lado esquerdo da foto. Não foi há muito tempo que falei sobre João Pessoa e Costa e da sua enorme ligação a Pedro Guerra. Resumindo, o antigo vice-presidente de Godinho Lopes fazia cartilhas para Pedro Guerra com o objectivo fundamental de lhe dar argumentos na luta comunicacional contra o Sporting, os seus dirigentes e fundamentalmente Bruno de Carvalho. Num destes emails enviados para Pedro Guerra, este "senhor" enviou um documento com informações financeiras de Augusto Inácio para que a máquina de comunicação do Benfica usasse contra o então director desportivo do Sporting. Algo que acabou por acontecer como vimos em diversas capas do Correio da Manhã. Podem ver alguns desses emails num post que fiz sobre este senhor (aqui).

Ricardo Henrique Tomás - O "grande Sportinguista" do lado direito


Passo agora para o menino querido que aparece engravatado do lado direito da imagem. O senhor Ricardo Henrique Tomás enquanto vogal do conselho directivo de Godinho Lopes foi responsável pelo vergonhoso negócio relacionado com a Municipália, empresa municipal do concelho de Odivelas que geria o Multiusos local. Curiosamente, este senhor fazia parte do conselho de administração dessa empresa municipal ao mesmo tempo que acumulava o cargo dirigente no Sporting. 

E mais engraçado do que isso é o facto de ser sócio na Correia, Seara, Caldas, Simões e Associados que curiosamente é a firma de João Correia (advogado do Benfica e Luís Filipe Vieira) e de Fernando Seara. Talvez agora fique claro o porquê de naquela época Fernando Seara saber tanta coisa sobre questões internas do Sporting.


Já falei sobre este negócio num outro post (aqui). De qualquer forma deixo um breve resumo: Godinho Lopes e Ricardo Henrique Tomás negociaram com a Municipália o aluguer do Multiusos de Odivelas por uma uma mensalidade fixa de 10.000€ para que as suas equipas de Andebol e Futsal pudessem jogar nesse espaço. Para além do montante fixo, o Municipália tinha direito a 50% dos valores recebidos em bilheteira, receitas de transmissão televisiva, publicidade, etc. Podem consultar o acordo (aqui) e ficarem a perceber que foi este senhor e Godinho Lopes quem representarem o Sporting neste negócio. 

O mais engraçado no meio desta negociata é que o Sporting de Godinho Lopes não pagou uma única renda. No dia em que Bruno de Carvalho entrou no Sporting o clube ia já com 8 meses de renda em atraso. 

Link da notícia (aqui)
Em Setembro de 2013, a direcção de Bruno de Carvalho acordou um plano de pagamentos para liquidar as dívidas deixadas por Godinho Lopes e Ricardo Henrique Tomás. Na altura foi também assinado um acordo de rescisão para a loucura lançada por Godinho Lopes e seus pares para o complexo desportivo de Odivelas. 

Em 2014, a direcção de Bruno de Carvalho conseguiu negociar o aluguer do espaço para as suas modalidades. De 10.000€/mês + 50% de todas as receitas na época de Godinho Lopes, o Sporting de Bruno de Carvalho assinou um contrato em que passaria a pagar 500€ por jogo, sem qualquer contrapartida percentual das receitas e ainda tinha direito a usar o Pavilhão de borla em 6 jogos de Futsal e nas competições internacionais de Andebol e outros eventos de interesse municipal. 

São estas as diferenças entre os "grandes Sportinguistas" como João Pessoa e Costa e Ricardo Henrique Tomás e os "ditadores" como Bruno de Carvalho. 

O senhor do meio


No centro da foto está Arthur Hanse, um dos atletas portugueses que irá participar nos jogos olímpicos de inverno. Os "grandes sportinguistas" resolveram oferecer uma camisola do Sporting ao rapaz, por este ser adepto do Sporting. Ricardo Henrique Tomás esqueceu-se apenas de dizer que é amigo do atleta e que em 2014 já lhe tinha oferecido uma camisola do Sporting.

Link (aqui)
E assim se faz uma manobra de pura propaganda. Basta arranjarem um amigo e presentearem-no com uma camisola.

Mas tenho de reconhecer que de facto, se há coisa que estes "grandes Sportinguistas" sempre tiveram, foi um enorme jeito para os presentes. Querem ver?

Os presentes


Fiquem com alguns dos presentes que os sócios do Sporting receberam destes "grandes Sportinguistas", na célebre AG de apresentação da auditoria ao mandato de Godinho Lopes. Uma direcção que estes senhores fizeram parte: 

1,078 M - Marketing em regime de Outsoursing quando tínhamos uma equipa própria na estrutura.
0,214 M - Cunha Vaz e Associados, quando tínhamos uma equipa de comunicação própria no clube com Pedro Sousa e Irene Palma contratados e a receberem largos milhares.
0,055 M - "Estágio na Quinta da Marinha" para a equipa de futebol profissional, quando temos uma Academia.
0,080 M - Renda do Pavilhão Odivelas completamente desnecessário.
0,088 M - Caso PPC/Cardinal. 
0,242 M - Rescisões de contratos que poderiam ter sido feitas por zero
2,000 M - Novos cargos na SAD, sem justificação.
0,144 M - Aumento salarial anual de 1%
5,000 M - Direitos de imagem de jogadores que renderam zero.
2,400 M - Relatório de Scouting sem qualquer tipo de aproveitamento.
0,800 M - Vencimento aumentado a Izmailov durante o periodo em que tinha contrato e esteve no clube.
1,700 M - Comissão renovação Izmailov
0,382 M - Indemnização Luís Duque e Francisco Lopes
0,900 M - Salários de Beto, Manuel Fernandes, Vidigal, Pedro Cunha Ferreira e Paulo Menezes durante o mandato.
1,445 M - Salários de Carlos Freitas, Patrícia Martins, Pedro Sousa e Francisco Lopes 
5,000 M - Direitos de Imagem
2,300 M - Scouting
4,700 M - Indemnizações a treinadores
9,340 M - Comissões Empresários

Foram só 38 milhões de euros em prendas.

Cabe agora aos sócios do Sporting dizerem de viva voz se querem "ditadores" ou "grandes Sportinguistas" à frente do clube. 

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