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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Afonso de Melo e os 1000€ de avença por "questões políticas"


No dia 30 de Novembro de 2016, Luísa Ramos - a tal directora de recursos humanos do Benfica que enviou o email a ameaçar os colaboradores com processos crime e processos disciplinares no caso de consultarem os emails (aqui) - enviou um email para Luís Bernardo, director de comunicação, pedindo um parecer relativamente a dois contratos de prestação de serviços. 

Luís Bernardo - O homem dos "pareceres"



Como podem verificar, a directora de recursos humanos afirma cabalmente que Afonso de Melo teria um contrato de 6 meses com um vencimento de 1000 euros por mês que acabaria no final de Dezembro de 2016. Era então preciso um parecer do Director de comunicação quanto a uma eventual renovação do vínculo, uma vez que se tratava de alguém ligado à sua área de acção. 

Reparem que o email foi enviado a Luís Bernardo com o conhecimento de Ricardo Maia e Luís Filipe, ambos ligados ao departamento de comunicação. 

Que serviços presta Afonso de Melo para o Benfica?


No mesmo dia, Luís Filipe dá a sua opinião ao Director de Comunicação. 


A opinião expressa neste email é no mínimo enigmática. Luís Filipe parece ter medo das palavras para descrever Afonso de Melo, dizendo apenas que "é opinador no jornal (página semanal) e comentador na BTV".


"Luís, dás ok?"


No dia 11 de Dezembro perante a não resposta de Luís Bernardo, Luísa Ramos volta a questionar sobre o tema, pedindo: "não se esqueçam deste tema sff". Dois dias depois, a 13 de Dezembro de 2016, Luís Filipe, o coordenador de informação envia o seguinte email para Luís Bernardo:


Desde já importa dizer que Luís Bernardo estava há pouco tempo no Benfica, uma vez que só tinha entrado em funções em Agosto de 2016, portanto, tinha pouco mais de quatro meses de casa. Esta informação é relevante para percebermos que Luís Bernardo ainda não estava bem por dentro do "esquema". Dai que Luís Filipe lhe tenha explicado a tal "questão política" relacionada com Afonso de Melo. Já vos falo um pouco de "política". Vamos primeiro ver como acabou a história.

Mais uma moeda, mais uma volta



Portanto, por "questões políticas" Afonso de Melo teve direito a mais uma voltinha no carrossel da máquina de propaganda. Quem é que não gostava de dar uma voltinha neste carrossel!?

As questões políticas


Ora bem, para quem não sabe, Afonso de Melo foi assessor de imprensa da FPF nos tempos de Scolari entre 2004 e 2006. De lá para cá, tem colaborado com o jornal "O Benfica" e com a Benfica TV como é confirmado no próprio email. Importa dizer que o contrato foi renovado por 6 meses - até Junho de 2016 - mas entretanto já terá sido renovado por mais duas vezes, já que ainda na edição da semana passada do jornal "O Benfica" era disponibilizada a habitual crónica semanal do artista. Fiquem com um pequeno lamiré da "coisa".

Pequeno excerto da crónica de Afonso de Melo no jornal "O Benfica" de dia 12 de Janeiro de 2018
Pelo nível deste pequeno excerto, julgo que já perceberam o estilo do artista.

1000 € por uma crónica semanal!?


As participações na Benfica TV são muito raras nos dias que correm, por isso o dinheiro que Afonso de Melo recebe é justificado essencialmente pela crónica semanal que escreve para o jornal. Ora, se um mês tem quatro semanas, percebemos que cada crónica custa ao Benfica 250€. O comum dos mortais pode achar isto caro, mas o clube que oferece bilhetes a rodos, refeições, noitadas no elefante branco ou os milhares de euros que gasta em direitos de opção de jogadores que nunca chega a contratar, deve achar isto uma pechincha. Ou é isso ou então há aqui a "questão política" que tem de ser compensada.

A questão política


Para além de avençado da máquina de propaganda, Afonso de Melo é uma das figuras de proa do jornal I onde ocupa o cargo de redactor principal. Durante anos os Sportinguistas foram apelidados de calimeros e tolinhos das teorias da conspiração. Nas últimas semanas tem sido um fartote em termos de confirmações das tais teorias da conspiração. Façam o favor de clicar no link seguinte para verem a teoria da conspiração que escrevi em Setembro do ano passado relacionada com este artista e com o jornal I (aqui).

O jornal i tornou-se num antro de avençados benfiquistas com um ódio de morte a Bruno de Carvalho e ao Sporting. A tal promiscuidade e tráfico de influências que a "questão política" indica, faz com que este lixo em forma de jornal tenha um plantel de cronistas composto por artistas como:
- António Galamba - o escriba dos discursos e das entrevistas encenadas ao jornal Abola) - Exemplo (aqui)
- Ricardo Costa - antigo presidente do CD da Liga que ofereceu dois campeonatos dos túneis ao Benfica e que continua a prestar serviços jurídicos para o clube e para os seus apaniguados como Frankc Vargas - (aqui)
- António Rola - o "árbitro jubilado" que trabalha para o Benfica há mais de 15 anos. 
- Sérgio Azevedo - o tal deputado que envia documentos confidenciais para Pedro Guerra - (aqui)
- Fernando Seara - aqui nem preciso de explicar quem é o artista

Sinceramente, alguém acha este painel normal? Tudo isto sob a protecção do inenarrável Vitor Rainho, director do pasquim, que é um sujeito absolutamente desprezível e que permitiu entre outras coisas uma capa como esta:


Talvez agora se perceba melhor as "questões políticas" de quem faz tudo o que o dono manda para conseguir manter a avença de 1000€. O código deontológico é atirado às hortigas (mix entre horta de carnide e urtigas), a comissão de carteira de jornalistas assobia para o lado - se calhar também entra algum por essas bandas - e segue a banda da propaganda. 

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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

CASO VOUCHERS - Benfica teve acesso privilegiado a depoimentos dos árbitros


Com tantos episódios de tráfico de influências, corrupção e derivados no caso dos emails, já pouco ou nada consegue surpreender os adeptos de futebol em Portugal. Desta feita, a revista Sábado na sua edição de hoje, publica uma matéria sobre o facto de o Benfica ter tido acesso privilegiado a depoimentos dos árbitros no âmbito do caso dos vouchers. Depoimentos esses que deveriam ser confidenciais. 

A reportagem




Revisitando o processo


No dia 5 de Outubro de 2015, Bruno de Carvalho esteve no programa "Prolongamento" da TVI24 e fez a denuncia do caso dos vouchers.


Depois da denuncia publica, o caso foi entregue ao Conselho de Disciplina da FPF que a 14 de Outubro o enviou para a Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga ficando este órgão com a responsabilidade de fazer as necessárias averiguações e emitir um parecer sobre o assunto. 

No dia 6 de Novembro de 2015 foi noticiado pela TSF e pelo Mais Futebol que a CIIL 



No dia seguinte (7 de Novembro) e segundo a revista Sábado, "a APAF enviou para árbitros, árbitros assistentes, segunda categoria, estagiários e observadores uma "sugestão de resposta" à CIIL. "Os árbitros e assistentes solicitaram à APAF aconselhamento jurídico, no seguimento de um pedido da Comissão de Inquéritos da Liga", explicou à SÁBADO José Fontelas Gomes, então presidente da associação, actual presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol." 

As questões colocadas aos árbitros


1) Já receberam prendas de algum clube?
2) Sentiram-se condicionados por alguma oferta de algum clube?
3) Receberam ou utilizaram alguma oferta do Benfica?

Desde logo, o facto de o questionário ter sido fechado e feito através de email diz praticamente tudo sobre a vontade de a CIIL analisar devidamente o caso. Depois, as perguntas são absolutamente patéticas. 


O dia em que a APAF se armou em António Galamba


Segundo a "Sabado", no dia seguinte, 7 de Novembro de 2015, "a APAF enviou para os seus associados uma sugestão de resposta que passava pelos árbitros dizerem que "em toda a sua carreira sempre foi hábito generalizado por parte dos clubes oferecerem lembranças alusivas à colectividade ou à região, tais como porta-chaves, galhardetes, cachecóis, livros, medalhas comemorativas, camisolas ou produtos regionais". O árbitro deveria ainda dizer que os jogos no estádio da Luz "nunca foram excepção à regra", sendo que o Benfica oferecia "lembranças nos mesmos precisos termos e contexto que os demais" clubes.

É muito importante salientar dois pontos fundamentais:

1) Durante 3 épocas todos os árbitros que foram apitar ao Estadio da Luz receberem os vouchers e nunca nenhum escreveu esses factos no relatório de jogo. Quando Bruno de Carvalho denunciou o caso, os homens do apito correram para a APAF pedindo auxílio jurídico para responderem a 3 questões patéticas sobre o assunto, o que é bem demonstrativo do medo e incómodo causado. 

2) A APAF decidiu então armar-se em António Galamba - o tal que escreve os discursos e que dá as entrevistas de Vieira ao jornal Abola - fazendo um guião para os árbitros responderem ao que foi solicitado.

Na hora certa


Nesse mesmo dia (7 de Novembro) a APAF enviou um email para os árbitros com o guião para resposta à CIIL. Curiosamente, no mesmo dia Paulo Gonçalves também recebeu esse email, assim como Ricardo Costa, antigo presidente do Conselho de Disciplina e consultor da Abreu Advogado, a tal empresa que abastece com muita frequência a lista dos delegados da Liga. 

Ora, apenas 4 dias depois (11 de Novembro) é que Luís Filipe Vieira prestou esclarecimentos. Por isso é fácil percebermos que quando o Presidente do Benfica prestou declarações já sabia tudo o que tinha sido dito pelo árbitros em sede de inquérito.

A pergunta do milhão de dólares é simples: Ora, se a APAF enviou um email para os árbitros, como é que o email foi parar às mãos de Paulo Gonçalves e do Benfica? Terá sido Fontelas Gomes a passar essa informação ou terá sido algum padre com uma enorme vontade de ser um "menino querido"?


Duas refeições não é cortesia suficiente, por isso "alguém" aumentou para quatro...


No dia anterior (10), Paulo Gonçalves enviou para a sociedade de advogados "Correia, Seara, Caldas, Simões", cópias dos vouchers oferecidos entre as épocas 2013/2014 e 2015/2016, sugerindo uma alteração à minuta do depoimento de Luís Filipe Vieira, passando a constar nesse depoimento que a alteração de um convite duplo na época 13/14 para 4 convites na temporada seguinte não era da sua responsabilidade, mas sim de "alguém no departamento de futebol do clube". Portanto, Com jeitinho o Shéu é que ainda vai pagar a factura dos vouchers....

Portanto, o Benfica considerou que uma caixa com a história de Eusébio e uma réplica da sua camisola não era cortesia suficiente. Isto não ofende a memória do Eusébio? Não sendo cortesia suficiente em 2013/2014 o Benfica colocou dentro da caixa um voucher com duas refeições. Na época seguinte ainda não consideravam a cortesia como suficiente e aumentaram o número de refeições para quatro. Que maravilha! Quatro árbitros, dois delegados da Liga e um observador dos árbitros tiverem direito a um voucher para irem com a sua família jantar ao Museu da Cerveja, num dos locais mais previligiados de Lisboa sem gastarem um cêntimo e sem qualquer limite de valor. Se assim desejassem até poderiam comer marisco e beber Moet Chandom como quem bebe um copo de água.

Amigos para sempre


Voltando um pouco atrás, a tal sociedade de advogados "Correia, Seara, Caldas, Simões" que segundo a troca de emails divulgada pela Sábado terá sido a sociedade que defendeu o Benfica no caso dos vouchers e que elaborou a narrativa do depoimento de Luís Filipe Vieira sobre esta caso, tem como sócio Fernando Seara. Se estão bem recordados, aqui há umas semanas Fernando Seara foi apanhado nos emails a arranjar "bilhetes jeitosos" para Miguel Lucas Pires ir ao estádio da Luz com os seus amigos. Curiosamente, Miguel Lucas Pires foi apenas e só um dos juízes que analisou e arquivou o caso dos vouchers...




Isto está cada vez mais a bater tudo certo. Só posso concluír com um "Há coincidências incríveis, não há?"

Perante tudo isto, gostava de saber quanto tempo é que a justiça desportiva precisa ara irradiar esta corja toda do nosso desporto e para mandar o Benfica para o distrital? Tem a palavra os Piriquitos...

PS: Agora apaguem tudo


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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O vergonhoso caso de Keaton Parks - Parte II


No passado dia 28 de Julho fiz um primeiro post sobre o caso Keaton Parks e a forma como saiu do Varzim para o Benfica.  Entretanto, há desenvolvimentos que merecem ser esclarecidos.

Resumo


Podem consultar o primeiro post que fiz sobre este assunto (aqui). De qualquer forma deixo um pequeno resumo: 

A 4 de Janeiro deste ano, os jornais desportivos nacionais noticiaram o interesse do Benfica em Keaton Parks. No dia 21 de Fevereiro, o jogador rescindiu o contrato com o Varzim de forma unilateral, "alegando entre outros argumentos salários em atraso". Em Março é reactivada a comissão arbitral e o advogado do atleta decidiu levar o processo para essa entidade. Ora, uma vez que o jogador rescindiu contrato em Fevereiro e a comissão arbitral só foi reactiva em Março, essa comissão nunca seria competente para indicar qualquer decisão ou parecer, cabendo essa responsabilidade ao TAD.

Mas, os senhores da comissão arbitral, cheios de vontade em atropelar a lei, decidiram dar razão ao jogador no dia 29 de Maio. Recordo apenas que estamos a falar da mesma comissão para a qual foi nomeado João Pinheiro, que posteriormente teve de colocar o seu lugar à disposição após a denuncia de posts ofensivos ao Sporting e a Bruno de Carvalho no seu facebook. 

Dois dias depois da decisão ilegítima e ilegal da Comissão arbitral, Keaton Parks foi anunciado nos jornais como sendo jogador do Benfica. De imediato o Varzim interpôs uma providência cautelar no TAD para cancelar a decisão ilegal e ilegítima da Comissão arbitral. Uma providência cautelar que acabou por ser aceite pelo TAD que considerou o comissão arbitral incompetente para decidir sobre este assunto. 

O Advogado "escolhido"


Pedro Macieirinha, advogado de Keaton Parks

Keaton Parks "escolheu" Pedro Macieirinha para seu advogado, após "sugestão" de Paulo Gonçalves, o tal senhor da SAD do Benfica que trata dos "meninos queridos", como ainda na passada terça-feira ficou mais uma vez provado, com o caso de Ferreira Nunes/Frankc Vargas (aqui). Mas quem é este senhor advogado?

Mais um "incompatível"


Link perfil (aqui)

Como podem verificar no print anterior, o senhor advogado é Director Jurídico do Gil Vicente desde Fevereiro de 2006. Como é óbvio e evidente, há uma clara incompatibilidade de funções. Eu pergunto: Como é possível que um funcionário de um clube seja advogado de um atleta num processo contra um clube rival? Só mesmo cá no burgo. Mas há mais!

O galo também canta!


Link da notícia (aqui)

Ora deixem-me ver se percebi bem: Um jogador rescinde unilateralmente com um clube e escolhe para seu advogado o director jurídico de uma equipa rival. Equipa essa que participa na mesma competição do clube ao qual o atleta interpôs um processo. Giro!

Para além disso, o atleta passa a treinar com essa equipa levando todo o tipo de informação sobre a preparação, organização e a estrutura do clube com o qual está em litígio. Bravo!

Qualquer dia ainda vamos ver Paulo Gonçalves a defender jogadores e dirigentes de outros clubes. E quem sabe se não poderá dar uma ajudinha a árbitros, delegados, observadores...

A Macieirinha está carregada


Pedro Macieirinha tem estado muito activo nos últimos meses. Foi por exemplo o advogado escolhido no processo contra o Canelas e elementos dos Super Dragões, como podem ver (aqui). E até já aparece na comunicação social como especialista em direito desportivo defendendo algums coisas interessantes para os encarnados (aqui).

As dores de Keaton Parks


Comunicado Keaton Parks no seu Facebook pessoal a 30/05/2017

No dia 30 de Maio, Keaton Parks publicou um comunicado no seu Facebook pessoal congratulando-se com a decisão da CAP, o tal organismo que não tinha competência para se pronunciar sobre o assunto. Peço a máxima atenção aos leitores para este comunicado especialmente para as partes sublinhadas a amarelo:

- O ponto 1 do comunicado começa por afirmar cabalmente que o atleta efectuou a rescisão por justa causa "por estarem em falta o pagamento de salários relativos aos meses de Setembro de 2016, Outubro de de 2016, Novembro de 2016, Dezembro de 2016, e Janeiro de 2017". Foi esta a principal fundamentação para a rescisão de contrato.

- No ponto 2, o atleta afirma que o clube "incumpriu ainda com outras obrigações decorrentes do contrato de trabalho: tratamento e respeito como o jogador como seu colaborador e concessão de condições de trabalho ao jogador. 

- No ponto 8 e 9, o atleta afirma que a CAP lhe deu razão pelo facto de o Varzim não ter os vencimentos em dia com o atleta. 

Ora, é importante realçar que o Varzim não foi notificado sequer da existência do processo e muito menos lhe foi dada qualquer possibilidade para se pronunciar, como é apanágio de qualquer processo minimamente justo. A única notificação que chegou ao clube da Póvoa do Varzim foi o acórdão com a decisão, como podem verificar (aqui).

A questão dos vencimentos em atraso seria cabalmente desmontada pelo clube, uma vez que têm todos os recibos de vencimento assinados pelo atleta. Só por aqui se percebe a má fé da CAP e dos seus responsáveis. Uma atitude que num país sério levaria à imediata destituição dos elementos que compõem esta comissão. 

O Varzim recorreu para o TAD através de uma providência cautelar que versava essencialmente na incapacidade da CAP se pronunciar sobre o assunto. Algo que foi obviamente aceite pelo TAD que anulou a "decisão" da CAP.

Uma decisão que pode mudar o futebol nacional


Depois de anular a decisão da comissão arbitral, chegou a altura de o TAD se pronunciar sobre o assunto. E eis que surge uma decisão peregrina e que coloca em causa toda a industria do futebol. Uma vez que o acórdão não é publico, baseio-me apenas nos comunicados oficiais do Benfica e do Varzim. Vejamos:


Comunicado Benfica (aqui)


Comunicado Varzim (aqui)

Como podem verificar, Varzim e Benfica confirmam que o TAD deu como provado que "o jogador recebeu a totalidade das retribuições mensais acordadas e que o jogador nunca esteve à margem do plantel, nem sequer em condições diferenciadas dos demais colegas". Curiosamente, foram estas as queixas anunciadas no comunicado publicado pelo atleta no seu facebok pessoal, como já vimos em cima.

Então porque raio o TAD validou a justa causa?


Segundo os comunicados dos dois clubes, "o TAD entendeu que a falta de utilização do Jogador pelo Varzim entre 22 de Dezembro de 2016 e 01 de Fevereiro de 2017 não foi devida a questões técnicas ou médicas, interpretou-a como forma de retaliação ao malogro de negociações tendentes à transferência do Jogador, e considerou apenas por isso que havia justa causa de rescisão, para efeitos desportivos".

Desde logo, é importante realçar que durante o período indicado pelo TAD o jogador esteve no lote dos convocados para a deslocação ao Estádio de Alvalade (Taça da Liga) a 30 de Dezembro (aqui) e foi suplente não utilizado numa partida a 4 de Janeiro frente ao Arouca (aqui). Mas até dou isto de barato.

O TAD justifica a "justa causa" para a rescisão com algo que é impossível de comprovar. Como é que o tribunal encontrou evidências que o atleta não jogou por questões relacionadas com uma eventual transferência? Só o treinador ou os próprios dirigentes do Varzim poderiam provar tal coisa e não consta que o tenham feito. Quem nos garante que não foi uma opção técnica ou até directiva que visava a aposta num outro activo? Quando os jogadores assinam contratos há alguma cláusula que lhes garanta a titularidade ou utilização corrente? 

Esta decisão do TAD não tem qualquer fundamento, e inclusivamente o jogador nunca alegou o motivo pelo qual o TAD encontrou fundamentação para punir o Varzim. É uma decisão que demonstra um total desprezo pela entidade patronal que cumpriu escrupulosamente com as obrigações contratuais para com o jogador, como o próprio TAD acabou por confirmar. 

Perante isto, jogadores como Reyes ou Martins Indi também podem alegar justa causa para rescindirem com o Porto, uma vez que estão no último ano de contrato e não fazem parte das opções iniciais de Sérgio Conceição. É isto que está em causa. Dou outro exemplo: Imaginemos que surgem propostas por Adrien Silva e o Sporting considera-as curtas não transferindo o jogador. Entretanto Bruno Fernandes ganha o lugar na equipa e Adrien fica de fora da equipa. Será que Adrien também tem direito a rescindir por justa causa? É que é isto que o TAD está a afirmar. Basta um jogador não jogar e ter tido um clube interessado nos seus serviços e está feito o filme para a rescisão. Esta decisão é um verdadeiro escândalo e poderá abrir uma caixa de pandora para situações deste género. 

Mas o mais curioso no meio de tudo isto é o facto de o Benfica ter levado este caso para um jogo nojento de influências. A decisão completamente ilegal do CAP e a decisão do TAD, que não tem a mínima base de fundamentação são um claro sinal da força e das ramificações de um polvo que urge destruir.

Estamos a falar do mesmo clube que ofereceu 150 mil euros ao Vianense numa eliminatória da Taça mas que se dá a todo este trabalho para roubar um jogador ao Varzim, evitando o pagamento de um milhares de euros. Por que será?

Ricardo Costa está em todas



Importa ainda esclarecer que o Sr. Ricardo Costa, o tal senhor que faz pareceres a pedido de Paulo Gonçalves para Ferreira Nunes é vice-presidente do Conselho de Arbitragem do TAD. Precisamente o órgão dentro da estrutura do TAD que julga questões arbitrais entre clubes e jogadores como é o caso de Keaton Parks.

Link (aqui)
Obviamente, coincidências...

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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Quem quer ser Frankc Vargas?


Francisco J.Marques regressou ontem à antena do Porto Canal para revelar mais emails sobre o apito abençoado. Foram divulgadas dois assuntos muito interessantes: Um relacionado com Ferreira Nunes, a Abreu Advogados e a AF Coimbra e um outro assunto relacionado com o computador de Jorge Jesus e a forma como chegou ao Sporting. Não quero misturar os temas, razão pela qual farei dois posts. Começo pelo senhor Ferreira Nunes e os seus amigos.

O vídeo do programa


(créditos vídeo - Blog Artista do Dia)

Quem quer ser Frankc Vargas?


No dia 4 de Outubro de 2016, Paulo Gonçalves, assessor jurídico do Benfica, recebeu um email de um tal de Frankc Vargas com o email: (atento.arbitragem@...). Nesse email, Frankc Vargas 


Ao contrário do que seria de esperar, o anexo não continha o cartão de cidadão de um tal de Frankc Vargas, mas sim o cartão de cidadão do senhor Ferreira Nunes, antigo responsável pelas classificações dos árbitros durante o mandato de Vitor Pereira. 

Curiosa a forma como Ferreira Nunes criou uma conta de email alternativa e um pseudónimo para falar com os responsáveis encarnados. Por que será?

Ferreira Nunes

Sai uma "ajuda" para um "menino querido"


Ferreira Nunes saiu do Conselho de arbitragem em Julho de 2016 juntamente com o amigo Vítor Pereira. Este senhor ficou conhecido, entre outros, por ter despromovido Marco Ferreira depois de na época anterior ter ficado em segundo lugar na classificação geral. É escusado estar aqui a recuperar o caso Marco Ferreira. Toda a gente sabe a forma e o porquê de ter sido afastado do futebol nacional. 

Ora, Ferreira Nunes ficou desempregado em Julho de 2016, pelo que teria de procurar novo pouso. E quem melhor do que Paulo Gonçalves e o Benfica para ajudarem o "menino querido" a encontrar um novo rumo para a sua carreira?

Neste email de 4 de Outubro de 2016, Ferreira Nunes pede ajuda a Paulo Gonçalves para conquistar a Associação de Futebol de Coimbra. A estratégia passava por arranjar pareceres jurídicos que indicassem a impossibilidade de recandidatura de Horácio Antunes se recandidatar a novo mandato, alegando limitação de mandatos. 

É importante que as pessoas percebam de uma vez por todas o poder das associações de Futebol. São elas que escolhem o presidente e o respectiva direcção da FPF; os conselhos de disciplina, justiça e arbitragem; e são também as associações que votam as alterações regulamentares propostas para o futebol nacional. É bom que as pessoas tenham a noção disto. 

Importa referir que em Março deste ano, Bernardino Barros já tinha denunciado um encontro entre Ferreira Nunes e Paulo Gonçalves num restaurante na Mealhada.

Os senhores dos pareceres


Paulo Gonçalves desenrasca de imediato Ferreira Nunes através do pedido de um parecer a Ricardo Costa e Alexandre Mestre. Pareceres intermediados por Ricardo Costa ficou conhecido pelo campeonato do túnel da Luz, conquistado pelo Benfica após os castigos exemplares a Hulk, Sapunaru, Mossoró, Ney e Vandinho. Mais para a frente falarei mais sobre estes dois artistas. 

Ricardo Costa (aqui) e Alexandre Mestre (aqui)

Curiosamente, estes senhores fazem parte dos quadros da Abreu Advogados, a tal empresa contratada para defender o Benfica no caso dos emails. Por coincidência, a Abreu Advogados é também o berço de dois dos novos "meninos queridos" que através da pós-graduação da Liga conseguiram entrar directamente para o cargo de delegados da Liga. Podem saber mais clicando (aqui) e (aqui)

"Agora apaguem tudo"


No dia 23 de Dezembro de 2016, Augusta Moreira, do departamento financeiro da Abreu Advogado enviou para José Miguel Nora e para Ferreira Nunes a factura dos serviços prestados pelos tais pareceres. De imediato, o senhor Ferreira Nunes - ou Frankc Vargas - reencaminhou a factura para Paulo Gonçalves. Como quem diz: "Agora apaga tudo".

Este esquema é absolutamente vergonhoso e é inacreditável que as instituições desportivas nacionais continuem a assobiar para o lado. Esta gente tem idoneidade para assumir cargos desportivos? Nem para porteiro da Liga servem. É que desconfio que era capazes de abrir as portas e estender a passadeira vermelha apenas a alguns.

Fiquei com a clara sensação que Francisco J.Marques apenas nos trouxe um pequeno aperitivo sobre o histórico de Ricardo Costa e Ferreira Nunes, até porque me parece que a conta de email "contraosistema@iol.pt" que serve de fachada para a ligação directa entre o Benfica e Ricardo Costa terá muito mais sumo. É questão de aguardamos mais uns dias.

Sobre o senhor Ricardo Costa, amanhã conversamos... 


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sexta-feira, 28 de julho de 2017

O vergonhoso caso de Keaton Parks


Começa a ficar complicado acompanhar tanta vergonha no futebol português. Hoje trago o caso absolutamente vergonhoso de Keaton Parks. Em Janeiro deste ano o nome de Keaton Parks foi apontado ao Benfica pelo jornal Ojogo que como sabemos tem excelentes contactos com os clubes do norte. 

Jornal Ojogo 4/01/2017

Keaton Parks rescinde e o Varzim recorre ao TAD


Curiosamente, após o interesse do Benfica...

No dia 21 de Fevereiro de 2017, Keaton Parks enviou uma comunicação a rescindir o contrato de trabalho desportivo com o Varzim. O Varzim  respondeu no dia 28 de Fevereiro com uma acção de oposição de reconhecimento da justa causa alegada pelo jogador  no tribunal arbitral do desporto (TAD). Importa referir que de acordo com os regulamentos, um jogador só pode inscrever-se por outro clube caso se encontre validamente desvinculado, o que no caso de rescisão contratual, equivale a dizer, se lhe for reconhecida justa causa na rescisão contratual. Importa referir que ficou desde logo marcada uma diligência processual no TAD para o dia 6 de Junho.

Atalhos à Benfica


Link da notícia (aqui)

No dia 30 de Maio, o jornal Record anunciou que Keaton Parks estava a caminho do Benfica. Curiosamente, uma notícia que surge poucos dias depois da Comissão Arbitral Paritária ter dado razão ao atleta. Só que estamos a falar de uma comissão completamente incompetente para julgar este assunto e que NUNCA notificou o Varzim para se pronunciar sobre o assunto. Passo a explicar:

Nos termos da Lei n.º 74/2013 de 06 de Setembro, que criou o TAD, posteriormente alterada pela Lei n.º 33/2014, de 16 de Junho, foi atribuído ao TAD a competência arbitral anteriormente atribuída à Comissão Arbitral Paritária formada entre a LPFP e o SJPF, que se manteve em vigor apenas até 31 de Julho de 2016, tendo a partir de então sido extinta.

Ou seja, com a criação do TAD a comissão arbitral paritária foi extinta a 31 de Julho de 2016, ficando o TAD com essas competências. Este processo de extinção da Comissão arbitral paritária contou até com forte oposição do sindicato dos jogadores, como se pode ver de seguida:

Link da notícia (aqui)

Mas estes senhores tanto esgravataram que conseguiram recuperar a comissão arbitral, que entrou em funções a 28 de Março deste ano, num processo que ficou conhecido do grande público pelo facto de um dos escolhidos para essa comissão ser o senhor João Pinheiro, benfiquista e comentador da BTV.

Os benfiquistas Lúcio Correia e João Pinheiro  

Dos três membros escolhidos para o nova comissão arbitral, dois são adeptos do Benfica. Com a denuncia que o blog "Tu Vais Vencer" fez sobre o senhor João Pinheiro, a Liga e o sindicato não tiveram outra opção senão mostrar a porta de saída a esse artista, que depois disso passou ainda a ser mais incisivo nas críticas a Bruno de Carvalho e ao Sporting. Aconselho a leitura do post do Blog "Tu Vais Vencer" (aqui) e de dois posts fiz sobre esse artista (aqui) e (aqui).

Talvez agora seja mais fácil aos leitores perceberem a necessidade de o polvo abraçar o maior número de áreas possíveis.

Uma completa ilegalidade


Como vimos em cima, de 1 de Julho de 2016 a 27 de Março de 2017 a única entidade competente para resolver estes casos era o TAD. Ora, se o jogador rescindiu com o Varzim a 21 de Fevereiro de 2017, o caso tem de ser resolvido pelo TAD e nunca pela comissão arbitral, que aliás só entrou em funções mais de um mês depois da rescisão do jogador.

Posto isto, qualquer pessoa compreenderá que na presente situação a Comissão Arbitral Paritária era, e é, incompetente para decidir do processo de oposição de reconhecimento de justa causa para efeitos desportivos.

Fica claro perante todo o país a incompetência - para não lhe chamar outra coisa - da Comissão Arbitral, que tudo fez para defender o Benfica mesmo sabendo que não tinha qualquer competência e legitimidade para apreciar o caso, num caso que está no TAD desde 28 de Fevereiro. Alguém me explica como é que o Varzim poderia ter dado entrada do processo na comissão arbitral que na altura nem sequer existia? Alguém me explica como é que a comissão arbitral decide este caso sem NUNCA ter ouvido ou notificado o Varzim de qualquer elemento processual? 

Estamos perante um escândalo que tem de ser rapidamente resolvido com a demissão imediata de todos os membros desta comissão arbitral. Isto é brincar com o futebol português. 

Benfica assina com o jogador


Link (aqui)

No passado dia 25 o Benfica anuncia Keaton Parks como reforço da sua equipa B. Com o objetivo de impedir a inscrição do médio para esta época, o Varzim interpôs uma providência cautelar e o TAD decidiu que a CAP não tem competência para julgar o caso, impedindo Keaton de ser inscrito por outro clube até que seja conhecida a decisão. Sustentada na aprovação da CAP, a Liga aceitou a inscrição de Keaton Parks e enviou a mesma para a FPF que teve outra leitura e baseou-se na decisão da TAD para recusar inscrever o jogador, já tendo notificado o Benfica.

Uma vergonha sem fim


Este caso é apenas mais um a somar a um sem fim de irregularidades preconizadas por alguém que sempre disse que o poder nas instâncias desportivas era mais importante do que os bons jogadores. E isso é provado todos os dia. 

Importa referir que o Varzim tem defendido intransigentemente a sua posição e até vai apresentar na Liga uma queixa contra o Benfica. Segundo Pedro Faria, presidente do Varzim "o Benfica tem de ter mais respeito por uma instituição centenária como o Varzim". 

Em Janeiro o Benfica manifestou interesse no jogador. Em Fevereiro o jogador rescinde com o Varzim. Em Março é reactivada comissão arbitral paritária composta por "meninos queridos" e que de forma completamente ilegal, dá razão ao jogador e permite a sua inscrição pelo Benfica. E tudo isto acontece com a completa conivência da imprensa portuguesa. Obviamente, tudo isto é uma enorme coincidência.

De qualquer forma, já todos sabemos como é que o processo no TAD vai acabar, não fosse o famoso Ricardo Costa, o vice-presidente do conselho de arbitragem desportiva do TAD. Quem não se lembra dos quatro anos em que este artista esteve à frente do Conselho de Disciplina!? 

Curiosamente, Ricardo Costa também é consultor da Abreu Advogados, a tal empresa que defende o Benfica no caso dos emails e de onde dois dos novos delegados da Liga saíram, como podem ver (aqui) e (aqui).

Link (aqui)

Coincidências...

PS: Adorava saber que escritório de advogados defende o atleta.

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O "Esquiça" volta a atacar! - Uma "apitadela" de autor



A ambiente pré-nomeação

 

Primeiro que tudo convêm perceber a envolvência do jogo e a sua importância para o campeonato. À partida sabíamos que:

- Jogo entre uma equipa que joga para o título e outra que joga para a Europa. Desde logo um encontro apetitoso para as transmissões televisivas internacionais, por isso bastante representativo da qualidade do nosso futebol. 
- Para o Benfica a deslocação a Paços de Ferreira seria um dos jogos mais importantes e difíceis desta recta final de Liga. Ainda para mais quando estamos a 15 dias de um derby. Uma derrota em Paços de Ferreira poderia significar um eventual adeus ao título, caso o Sporting ganhasse ao Boavista. Para além disso, o Porto ganhando ao Moreirense ficava em 2º lugar com os mesmos pontos mas com a vantagem no confronto directo.
- Para o Paços este jogo seria também muito importante. Os pacences estavam no 6º lugar, numa jornada em que o 4º e 5º jogavam entre si e poderia haver a possibilidade de subida para o 5º lugar.  Mas ainda há a questão de Arouca, Rio Ave e Belenenses conseguirem passar o Paços na classificação.

A nomeação


A opção por um arbitro internacional seria o mais lógico e aconselhável para um jogo desta importância. Não sendo este um critério infalível porque sabemos como funcionam as escolhas para internacionais (post sobre o assunto basta clicar), seria sempre o melhor dos critérios.

No limite, um arbitro que estivesse a fazer uma grande época também poderia ser uma escolha razoável. Um Internacional ou um arbitro a fazer uma boa época seria o mínimo que se poderia pedir a Vítor Pereira. Julgo que todos estamos de acordo em relação a isto.

A escolha recaiu em Jorge Ferreira. Uma vez que não é internacional só pode estar a fazer uma grande época dirá o leitor... ERRADO!!!

O jornal Record elabora todas as semanas um ranking de classificações dos árbitros. Este ranking, tem por base as notas atribuídas pelos jornalistas de Record, Correio da Manhã, ABola e Rádio Renascença que fizeram a cobertura das partidas. Não sendo uma classificação oficial é o melhor que temos para aferir das prestações dos árbitros. Vejamos em que lugar está o Jorge Ferreira.


Vigésima posição em vinte e quatro árbitros, antes desta jornada. Aposto que vai subir muito na classificação esta semana...

Eu já tinha falado deste apitador, na altura da sua nomeação para o jogo em Setúbal. Felizmente o Sporting fez uma das melhores exibições da época e goleou por 6-0. Vejam por favor o post que fiz sobre essa nomeação, e ai podem verificar a má época que o "Esquiça" tem feito. (Cliquem aqui)

Para além de não ser internacional e de estar a fazer uma péssima época, o Sr. Jorge Ferreira é um fervoroso adepto do Benfica. Confrontado com o assunto...

(link do artigo do jornal Expresso de Fafe. O artigo tem menos do que um mês)


Obviamente não é crime os árbitros serem adeptos de um determinado clube, nem tão pouco será considerado crime que todos os jogos apitados ao "seu clube" acabem com a vitória do mesmo, dê lá por onde der... São as chamadas "coincidências"...

 

100% Eficácia








Por falar em "coincidências" há outro artista com registo igual. Tenho que fazer uma pesquisa, porque ainda deve haver mais artistas com o histórico impecável. Fica o artigo sobre Manuel Mota. (link)

O "apitador" sem medo!


Em Alvalade foi capaz de marcar um penalty contra o Sporting logo aos 5min, num jogo que o Sporting perdeu frente ao Estoril. No Dragão também não teve medo e foi capaz de expulsar um jogador do Porto aos 25min de jogo num empate a zero contra o Boavista.


O seu desempenho na Capital do Móvel

 

Ficou por assinalar um penalty a favor do Paços de Ferreira, o Benfica chega ao 1-2 antes do intervalo através de uma penalidade inexistente e no 1-3 há falta de Jardel sobre o defesa pacense. Isto usando o critério que tirou 4 pontos ao Sporting nos golos anulados frente a Boavista (Slimani) e Rio Ave (Coates).

Mas o mais inacreditável foi a dualidade nos lances de penalidade. No lance onde há de facto penalty a favor do Paços o "artista" mostrou amarelo por simulação. No lance onde marcou penalty a favor do Benfica há simulação do Jonas. Há ainda uma outra simulação de Jonas na área do Paços que o arbitro não considerou como faltosa mas também não deu amarelo por simulação.

Mas quem explica isto bem é o narrador do jogo na transmissão para o Reino Unido da BTSports.




Jonas o "piscineiro" 

 

Os dois saltos para a piscina de Jonas "piscinas" são dignos de participação no concurso de saltos dos Jogos Olímpicos. Se os juízes presentes no concurso dos Jogos do Rio de Janeiro forem Jorge Ferreira, João Capela ou Manuel Mota, Jonas arrisca-se mesmo a ganhar uma medalha de ouro para a equipa da casa.

O que diz o regulamento em relação aos "piscineiros"?


Ora, segundo os regulamentos os "piscineiros" levam no mínimo um jogo de suspensão. 

A punição por "salto para a piscina" só por uma vez foi executada. Na altura Lisando Lopez, avançado do Porto foi castigado por um jogo por ter simulado um penalty no clássico frente ao Benfica. O "oficioso" do carnide até usou a palavra batota...



Até Rui Costa concorda...



De salientar, que a Comissão de Disciplina da Liga ( na altura era a Liga que decidia), resolveu instaurar um processo sumaríssimo por "conta própria". Com o "artolas" do Ricardo Costa (Presidente do órgão na altura) nem era preciso o Carnide reclamar...

O clássico onde Lisando simulou a penalidade foi jogado a 8 de Fevereiro de 2009. 52 dias depois foi castigado com um jogo de suspensão. Se o CD levar o mesmo tempo a decidir Jonas falhará pelo menos um jogo em meados de Abril. (yeah, right, como se a CD fosse instaurar algum processo).

Mais logo poderíamos estar a festejar uma vantagem maior sobre os rivais em caso de vitória frente ao Boavista. Assim o melhor que podemos fazer é continuar a lutar pelos 3 pontos em disputa e pensar jogo a jogo. Uma coisa é certa, os apitadores não deixam o Sporting descolar. Já tinha acontecido no Nacional vs Porto com dois penaltys por assinalar a favor do Nacional e no mítico jogo entre o Vitória de Guimarães e o Carnide, onde valeu tudo. Para além de 3 penaltys que ficaram por assinalar a favor do Vitória o Xistra ainda se deu ao luxo de insultar o técnico Sérgio Conceição.

Assim fica difícil...

Para registo futuro, quero apenas dizer que João Capela ainda não apitou o Benfica esta época e está a ser guardado para esta fase final de Liga. Provavelmente para o derby...


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