O futebolzinho português continua a ser pródigo em decisões completamente inacreditáveis. Vejamos o incrível "caso Eliseu" ao pormenor.
"Caso Eliseu" - Arquivado
Vamos recordar as imagens para que não restem dúvidas:
O Conselho de Disciplina anunciou ontem o arquivamento do auto de flagrante delito elaborado pela Comissão de Instrutores da Liga, após queixa do Sporting, pelo lance entre Eliseu e Diogo Viana no último Benfica-Belenenses.
No defeso foi alterado o regulamento, permitindo agora aos clubes e ao próprio Conselho de Disciplina o pedido de abertura de um auto de flagrante delito por parte da Comissão de instrutores da liga. Com a decisão tomada ontem, o conselho de disciplina sentenciou à morte os autos de flagrante delito.
Nos fundamentos da decisão, José Manuel Meirim e amigos entendem que não se podem sobrepor à avaliação do árbitro e do vídeo-árbitro, que julgaram o lance ocorrido ao minuto 60 do jogo Benfica-Belenenses, da terceira jornada da Liga NOS, e não descortinaram agressão nem prática de jogo violento de Eliseu.
As questões colocadas
Foram estas as três questões que o CD decidiu colocar a Rui Costa, árbitro da partida e a Vasco Santos, vídeo-árbitro. As duas primeiras questão estão relacionadas com o que viram durante o jogo. Respostas que obviamente já toda a gente saberia qual seriam as respostas. Se tivessem opinião diferente teriam obrigatoriamente de ter agido no momento próprio. A terceira pergunta já roça o surrealismo. Por que raio é que é que é importante questionar os árbitros sobre a forma como o jogo foi reatado?
Perante isto, serve de alguma coisa perguntar o que viram ou como é que o jogo foi reatado? A pergunta fundamental ficou por responder: Passados alguns dias, a frio e revendo as imagens o que pensam do lance? Havia ou não motivo para ser dada ordem de expulsão a Eliseu?
Incompetente?
Aqui ficam as respostas de Rui Costa às questões levantadas pelo CD da FPF.
Rui Costa considerou o lance como sendo um "choque normal sem qualquer acção faltosa". Ora, perante isto, o que se pode concluir sobre a valia deste árbitro? Que nota é que Rui Costa teve neste jogo? É possível ter tido uma nota positiva?
Mas há coisas ainda mais engraçadas.
Cego ou algo mais?
Até admito que Rui Costa possa não ter visto bem o lance no terreno de jogo. Agora, Vasco Santos teve à sua disposição todas as repetições do lance e mesmo assim considerou "não ter existido qualquer agressão ou prática de jogo violento".
Meus amigos, isto é o quê? É que eu só consigo concluir uma de duas coisas. Ou Vasco Santos tem claros problemas de visão ou então fez um enorme favor ao Benfica. Curiosamente, Vasco Santos é um dos padres apontados nos emails que têm denunciado o polvo encarnado. "Vamos ter os padres que escolhemos e ordenamos nas missas que rezamos, temos é de rezar e cantar bem", e de facto, Vasco Santos demonstrou claramente que tem a missa bem estudada.
As queixas do Sporting em relação às agressões de Vila do Conde
No jogo Rio Ave-Benfica, Pizzi agrediu Francisco Geraldes nas barbas do árbitro Hugo Miguel. Mais uma vez, nem o árbitro da partida nem o vídeo-árbitro vislumbraram o lance.
No mesmo jogo, Eliseu voltou a espalhar magia, com especial destaque para um lance absolutamente vergonhoso na linha de fundo onde dá um pontapé no jogador do Rio Ave quando este se encontra caído contra os painéis de publicitários.
Perante estes dois casos, aposto que as justificações lançadas pelo Conselho de Disciplina serão no mínimo, hilariantes.
Justiça? Onde?
Eliseu teve uma entrada brutal sobre Diogo Viana colocando em causa a integridade física de um colega de profissão. Com excepção de Pedro Guerra, do árbitro, do vídeo-árbitro e do conselho de disciplina, todo o país concorda com a barbaridade do acto. Os experts de arbitragem com espaço na imprensa são unânimes e até o próprio Conselho de arbitragem reconheceu o erro de avaliação.
Há um assalto numa zona comercial. O polícia que patrulha a zona não se apercebe do roubo. O responsável pelo sistema de vídeo vigilância estava a ver a telenovela em vez de analisar as imagens claras sobre o ocorrido. Entretanto há uma queixa de roubo e são apresentadas provas definitivas e irrefutáveis do crime. O juíz não quer saber das provas para nada. Questiona apenas o polícia e o responsável pela vídeo-vigilância que dizem não ter visto nada. Ora, se não viram nada não há crime.
Estamos, portanto, perante um "crime" que é legitimado pelos órgãos de justiça com base nas declarações de dois incompetentes (para dizer o mínimo). Mas isto cabe na cabeça de alguém? Pelos vistos cabe...
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