sexta-feira, 20 de março de 2020

Varandoon - O "bravo" do pelotão


Um dia depois de o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa ter decretado o Estado de Emergência, deu em Frederico Varandas uma súbita vontade de "voltar à guerra". Curiosamente, uma vontade que não teve no inicio desta pandemia.

A publicação na sua página de Instagram


Ao final do dia de ontem, o Presidente do Sporting anunciou nas suas redes sociais que iria voltar a servir o país.


A versão do Jornal de propaganda de Frederico Varandas


Como habitualmente, o Record, jornal de propaganda de Frederico Varandas, veio a terreiro tecer loas a Frederico Varandas, o "herói de Kandahar", o "Doutor Coragem", o "atirador de beijinhos aos sócios", o "arrancador de cabeças", o líder do "clube de malucos", entre outros epítetos. 

Capa Jornal Record 20/03/2020

Diz o Record que o "Presidente do Sporting pediu para ser reintegrado". Um verdadeiro bravo do pelotão nacional, que até teve direito a medalha de ouro, tal é a sua coragem. 

E foi esta a encomenda com que o Record decidiu presentear os seus leitores. Se fossem jornalistas e não uns meros propagandistas do copy paste, podiam ter investigado o assunto e terem dado informações realmente relevantes aos seus leitores. 

Varandas está de licença especial


Como se sabe, Frederico Varandas está de "Licença Especial" por ser membro eleito pelo PSD na lista de Fernando Seara para a Assembleia de Freguesia de Odivelas. O tal esquema que o Presidente Frederico Varandas usa para se libertar das suas obrigações militares, continuando a acumular estes anos de licença como tempo de serviço efectivo para efeitos de antiguidade, entre outras benesses. 


Atentem bem na referência que o próprio Sporting faz ao artigo 33º da Lei da Defesa Nacional e das Forças Armadas. É com base nesse artigo que Frederico Varandas conseguiu a "licença especial".

Varandoon - O "bravo" do pelotão


Ora, da propaganda Varandoniana à realidade, vai uma diferença significativa. Vejamos o que diz o artigo 33º da Lei da Defesa Nacional. 


Como podem verificar através do ponto 6 c) do artigo 33º: "A licença especial caduca, determinando o regresso militar à situação anterior, com a declaração de guerra, do estado de sítio e do estado de emergência". 

Portanto, isto é o mesmo que dizer que a partir do momento em o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa decretou o Estado de Emergência, Frederico Varandas passou a ser automaticamente um militar no activo, conforme decorre da lei. Ou seja, o Presidente Varandas não é voluntário de nada. Cumpre apenas com as suas obrigações militares e se não o fizer completa os requisitos formais para ser designado por desertor. Um pequeno "pormenor" que escapou ao Jornal Record. Coisa pouca.

PS: No meio de tudo isto há um clube com milhões de adeptos, com centenas de funcionários e com um sem fim de problemas diários que surgem desta crise e que são necessários resolver. Um clube que tal como o resto do país está parado e que tem de encontrar forma de se reerguer quando esta crise passar. Bem, olhando um cantinha da capa do Record de hoje, se calhar até já se pode perceber que as soluções já estão a ser encontradas...



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segunda-feira, 9 de março de 2020

De estagiário a 3º treinador mais caro da história do futebol mundial


O título diz praticamente tudo. No espaço de meses, Rúben Amorim passou de um mero estagiário com o nível II a terceiro treinador mais caro da história do futebol mundial. Vou repetir a ver se as pessoas percebem:

O 3º treinador mais caro da história do futebol mundial



Rúben Amorim só é ultrapassado na lista dos treinadores mais caros da história do futebol mundial por André Villas-Boas e Brendan Rodgers. O português transferiu-se para o Chelsea depois de ter vencido tudo com o Porto. Vencedor da Liga Europa, vencedor do campeonato, vencedor da Taça de Portugal e da Supertaça. Para além dos títulos com o Porto, André Villas-Boas bateu uma série de recordes nessa época. A saber: treinador mais jovem a vencer uma prova europeia, maior número de vitórias de um clube português numa época europeia, maior número de vitórias consecutivas numa época, recorde de pontos na Liga, maior margem de pontos para o 2º classificado, recorde de jogos consecutivos sem perder e conquista da Liga sem derrotas, 40 anos depois. E tudo isto depois de ter estado durante anos nas equipas técnicas de José Mourinho e de ter feito um excelente trabalho na Académica. 

Olhando para Brendan Rodgers, vemos um percurso ascensional que começou nas divisões secundárias inglesas e que culminou com a entrada no Liverpool onde acabou por perder o campeonato de 2013/2014 de forma dramática na recta final. De Liverpool foi para o Celtic onde venceu 7 títulos, tendo sido contratado em Fevereiro de 2019 pelo Leicester City por 10,5M de euros. O Leicester está a fazer uma época brilhante (3º classificado) e o técnico acabou de renovar até 2025.

Eram estes os percursos dos dois únicos treinadores no mundo que custaram mais do que Rúben Amorim. Comparar estes percursos com os 13 jogos de Rúben Amorim em Braga e com a vitória da Taça da Liga, só pode mesmo ser uma brincadeira. 

Rúben Amorim custou mais do que todos treinadores da história do Sporting juntos


Na era moderna, apenas dois treinadores foram contratados pelo Sporting através do pagamento de um valor de transferência. Em 2010/2011, o Presidente José Eduardo Bettencourt desembolsou cerca de 600 mil euros para contratar Paulo Sério ao Vitória de Guimarães. 

Link da notícia (aqui)

Na época passada, o Presidente Frederico Varandas desembolsou cerca de 550 mil euros para contratar Marcel Keizer ao Al Jazira. 


Neste século não há registo de mais valores de transferência pagos pelo clube. Relativamente ao século XX é provável que por alguma ocasião o Sporting tenha pago algum valor pela transferência de um treinador, mas os valores seriam sempre irrisórios quando comparados com os valores praticados na era moderna. 

Portanto, é factual dizer que o Sporting gastou mais dinheiro para contratar Rúben Amorim do que gastou para contratar os mais de cem treinadores que o antecederam nos quase 114 anos de história do Sporting. 

A 2º contratação mais cara de sempre da história do Sporting


Mas para enquadrar melhor este completo absurdo, nada melhor do que enquadrar estes números na listagem de maiores compras de sempre do Sporting.  
Como podem verificar, em 114 anos de história só por uma vez o Sporting fez um investimento superior ao de Rúben Amorim. Falo da contratação de Bas Dost, goleador holandês que foi custou 11,850M, tendo marcado 93 golos em 127 jogos pelo clube. Por falar em Bas Dost, faz agora um mês que ouvimos da boca de Frederico Varandas o seguinte: 

Link da notícia (aqui)
Portanto, o mesmo homem que vendeu Bas Dost "porque precisávamos desse dinheiro para sobreviver" é agora o mesmo sujeito que decide estourar 10 milhões de euros num treinador que não tem sequer uma dúzia de jogos na 1ª divisão, tornando-o no terceiro treinador mais caro da história do futebol mundial. Insanidade absoluta.

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

A maior manifestação contra uma Direcção da história do desporto nacional


As imagens que todos vimos da manifestação contra a Presidência de Frederico Varandas, do passado dia 9 de Fevereiro, não deixam dúvidas. Com larga margem, esta foi a maior manifestação contra um Presidente de um clube na história do desporto nacional. Vou repetir: a maior manifestação contra um Presidente de um clube na história do desporto nacional! Reforço de outra forma. Nunca em mais de um século de existência de entidades desportivas, o país tinha visto tamanha manifestação contra a Presidência de um clube desportivo.

Crise!? Qual crise!?


Deixei passar estes dez dias para com alguma distância analisar esta matéria, dando tempo para que todos os comentadores, analistas e afins pudessem dar a sua opinião. Passado todo este tempo é absolutamente delicioso ver o silêncio total em torno deste assunto. A imprensa ficou apenas pela notícia da manifestação e algumas reportagem no próprio dia. Nos dias seguintes, nenhum órgão de comunicação social achou interessante fazer uma peça ou debate sobre os motivos que levaram à maior manifestação contra a presidência de um clube na história do desporto nacional. Nem mesmo a CMTV, que noutros tempos fazia painéis rotativos noite dentro para debater a crise do Sporting. Nem sequer os cronistas da praça, acharam o tema interessante para os seus escritos.

Sintoma claro do branqueamento da crise leonina é precisamente o facto de nenhuma imprensa associar a palavra "crise" ao momento que o clube vive. Já tinham reparado nisto? Para os menos atentos, o Sporting vai bem e recomenda-se. Ora, se assim é, por que será que tantos Sportinguistas decidiram dar a cara contra o conselho directivo de Frederico Varandas? Não seria normal a imprensa procurar a resposta a esta questão? Não é relevante? Não é um conteúdo apelativo?

Obviamente, as alegadas agressões que terão ocorrido no Multidesportivo, sobre as quais falei (aqui) retiraram o foco. E digo, "alegadas", porque as imagens que recentemente foram mostradas não mostram as agressões. Talvez um dia apareçam as imagens de video-vigilância da zona do elevador propriamente dito. Curiosamente, dez dias depois da altercação, os meliantes continuam sem ser levados à justiça. E isto quando toda a gente sabe quem são, onde moram e o que fazem. Estamos à espera do quê?

Mas este virar de foco para a altercação em detrimento da manifestação impede que a maior manifestação de sempre contra uma Presidência de um clube desportivo em Portugal seja analisada?

Quantos foram? Quem foi? O que queriam?


Como é normal, os órgãos de comunicação social deram resposta a estas três questões relacionadas com a manifestação. Para responder a estas questões consultei notícias dos jornais semanários (Expresso e Diário de Notícias), dos 3 jornais diários generalistas (Público, JN e CM), das três principais rádios (Antena 1, TSF e RR), das quatro principais televisões (RTP, SIC, TVI e CMTV), assim como os três diários desportivos (Record, Ojogo e Abola). Ao todo, consultei 15 órgãos de comunicação social.

Vamos por partes. Começo pelos semanários Expresso e Diário de Notícias.

Diário de Notícias e Expresso

Como podem verificar, os semanários apontam para os 3000 adeptos que "pediram a demissão de Frederico Varandas".

Passando aos jornais generalistas diários, é este o panorama.

Jornal Público
Para o Público, "a demissão do presidente foi exigida por cerca de três mil adeptos".

Jornal de Notícias
O Jornal de Notícias não garantia os três mil adeptos como o Público, mas garantia que "mais de 2 mil adeptos juntaram-se em Alvalade e exigiram a demissão do presidente".

Antena 1, TSF e Rádio Renascença

Olhando para as três grandes rádios, todas dizem que "3 mil adeptos pedem demissão de Varandas". O mesmo aconteceu com as três principais televisões: RTP, SIC e TVI.

Vejamos agora os desportivos:

Jornal Abola
No Jornal Abola são referidos "mais de três mil adeptos do Sporting".

Jornal Ojogo
No Jornal Ojogo não se quiseram comprometer definitivamente e falaram apenas em "milhares de adeptos".

Os oficiais de propaganda da direcção de Frederico Varandas


Olhando para o Correio da Manhã, que fez apenas 2 parágrafos sobre a manifestação, verificamos que também consideram que estiveram três mil pessoas na manifestação, só que não eram adeptos, mas sim "claques". Algo que nenhum outro meio de comunicação social ousou dizer. 

Correio da Manhã
Mas se a versão do Correio da Manhã é boa, o que dizer da versão do Jornal Record, jornal oficial de propaganda da direcção de Frederico Varandas? Se ainda há alguém com dúvidas, fiquem com mais uma prova disso mesmo.

Jornal Record
Portanto, para o jornal Record não estiverem nem "três mil adeptos", nem "mais de dois mil adeptos", nem "milhares de adeptos". Estiveram apenas e só "um milhar de adeptos, afectos às claques Juventude Leonina e Directivo Ultras XXI". Digam lá que isto não é genial!? Toda a imprensa aponta para os três mil manifestantes, com excepção do JN que aponta para "mais de duas mil pessoas" e para o Ojogo que diz que eram "milhares de adeptos". Mas para o jornal Record eram apenas e só mil adeptos. E como se pode ler, eram adeptos, mas das claques. Todos das claques, porque como toda a gente sabe, com excepção da "escumalha", todos os Sportinguistas amam a direcção de Frederico Varandas. Ora digam lá que isto não é absolutamente fantástico!?

Perigoso grupo de Ultras da Juve Leo na manifestação contra Frederico Varandas 

Mas ainda há mais! É que ao contrário de todos os outros órgãos de comunicação social que davam conta que o objectivo dos manifestantes era a demissão de Frederico Varandas, eis que o Jornal Record encontrou a verdadeira razão do protesto. Segundo estas senhores, os manifestantes foram apenas "para demonstrar o descontentamento com o rumo que tem sido seguido pela direcção de Frederico Varandas". Genial!!!

Nada que surpreenda os Sportinguistas mais atentos ao "trabalho" desenvolvido pelo jornal oficial de propaganda da direcção de Frederico Varandas. Curiosamente, o mesmo jornal que lançou em primeira mão a auditoria de gestão. Um jornal que publicou documentação privada do Sporting, mas que ainda assim continua a ter todos os exclusivos do Sporting, como ainda recentemente aconteceu com uma grande entrevista de Frederico Varandas, que ocupou as páginas do jornal por dois dias.

Alguém acha normal que o Sporting dê todos os exclusivos ao jornal que prejudicou gravemente a vida interna do clube ao divulgar a auditoria de gestão? Então o Sporting ajuda quem tanto prejudicou o clube? A não ser que tenha acontecido o que toda a gente acha que aconteceu, mas que ninguém tem coragem de dizer publicamente. No fundo é o mesmo terreno pantanoso que os portugueses pisaram em relação a Isabel dos Santos e à sua fortuna ou em relação ao racismo que existe na sociedade portuguesa. Se o início de 2020 deslindou estas duas questões, pode ser que também nos traga novidades na lista dos grandes mistérios leoninos do século XXI. Se assim não for, podemos todos continuar a citar o nosso Presidente da Mesa da Assembleia Geral relativamente ao leak da auditoria: "Agora já está, já está!".

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Os inadmissíveis acontecimentos no multidesportivo


Esta crónica deveria ser sobre a enorme manifestação de Sportinguistas à porta do multidesportivo no último domingo. Infelizmente, ao mesmo tempo que ocorria a manifestação, ocorreram factos que merecem subir até ao topo da agenda, deixando para segundo plano a manifestação (farei post noutra oportunidade). 

O essencial


Não preciso saber grandes pormenores para tecer desde logo algumas considerações. Confirmando-se as agressões aos membros do CD e a uma filha de um deles, como Sportinguista só posso lamentar profundamente o sucedido. Não há divergência nenhuma que seja justificação para ser resolvida à pancada com elementos dos órgãos sociais do clube. Muito menos, quando uma menor está junto do seu pai. Bem ou mal, foram eleitos pelos sócios e merecem respeito, tal como todos os sócios também o merecem. Independentemente de ter existido ou não alguma troca de palavras ou falta de respeito, nada justifica passarem para a agressão. 

Da parte do Sporting espero que dêem toda a assistência ao processo e que vão até às últimas consequências para que os culpados sejam levados à justiça. Adicionalmente, e na eventualidade de se conseguir identificar os culpados, e caso sejam sócios, espero uma rápida actuação por parte do Conselho Fiscal e Disciplinar. Esta gente não pode continuar a ser associada do Sporting CP. 

Quanto a todas as contradições relativas a este caso que foram sendo passadas ao longo das últimas 24 horas, é tempo de deixarmos as autoridades investigarem para que a verdade seja apurada. Tudo o que se possa dizer agora será mera especulação. Que se faça justiça!

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domingo, 9 de fevereiro de 2020

Varandas vs Varandas - Da "dignidade" ao "histerismo e cobardia"


Estou certo que os Sportinguistas estão bem recordados das declarações do Presidente Frederico Varandas no final da meia-final da Taça da Liga na época passada. Na altura, após vencermos o Braga no desempate por pontapés de penálti, o Presidente leonino quis dar uma lição aos Sportinguistas e ao mundo sobre como se deve reagir a uma derrota. Cerca de um ano depois, tudo mudou.

Vejam o vídeo seguinte e tirem as vossas conclusões. 

Varandas vs Varandas - Da "dignidade" ao histerismo e cobardia"



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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

O "Idiotorial" de Frederico Varandas


Na primeira edição do Jornal Sporting após a venda de Bruno Fernandes, o Presidente Frederico Varandas decidiu tomar o lugar de Rahim Ahamad e escrever ele próprio o editorial do jornal Sporting. Que me recorde, esta foi a segunda ocasião em que o actual Presidente do clube decidiu escrever o editorial do Jornal, sendo que a primeira ocasião serviu para perspectivar o ano de 2020.

As referências de Frederico Varandas


Desta feita, a peça intitulada de "Bruno Fernandes", foi uma espécie de ode aqueles que Frederico Varandas considera como "referências". Vejamos:


Como podem verificar, o Presidente Frederico Varandas começa o seu texto dizendo que "ao longo da sua história este clube centenário viu partir grande jogadores", e de seguida passou a enumerar esses jogadores, acabando o parágrafo com uma palavra para "outras referências", para além das citadas anteriormente.

Como é lógico, este texto é um absoluto escarro para todo e qualquer Sportinguistas que ame o clube e que conheça minimamente a sua história e o passado destes jogadores. No lote de nomes que Varandas cita como "referências" estão figuras como as de Simão Sabrosa, Bruma, William Carvalho, Rui Patrício ou João Moutinho. Relevo particularmente estes cinco nomes, porque são consensuais no universo leonino como "personas non gratas" ao clube.


As "referências" de Frederico Varandas


É realmente necessário recordar tudo o que Simão Sabrosa fez e disse sobre o Sporting desde saiu do Barcelona para o Benfica? É realmente necessário recordar o processo que Bruma colocou ao Sporting e que visava a sua saída a custo zero sem ter qualquer razão? É realmente necessário relembrar que William Carvalho e Rui Patrício, capitães do Sporting, decidiram rescindir contrato com o clube, sendo que este último foi até quem deu o pontapé de saída nas rescisões? É realmente necessário recordar a forma como João Moutinho abandonou o Sporting?

Umas atrás das outras


Este é apenas e só mais um episódio de uma longa lista de atropelos à memoria e sentimento dos Sportinguistas. Um atropelo que tem sido recorrente por quem momentaneamente lidera o clube. Falamos da mesma direcção que quis homenagear a Luís Boa Morte em Alvalade, e que só por pressão dos Sportinguistas acabou por ser cancelada.

Link da notícia (aqui)
Falamos da mesma direcção que achou por bem fazer de William Carvalho convidado de honra para os camarotes de Alvalade.


Falamos da mesma direcção que decidiu fazer regressar ao Sporting um rapaz chamado Tiago Ilori. O mesmo rapaz que "estava preparado para ficar dois anos sem jogar" para poder sair do Sporting a custo zero, precisamente na mesma altura em que Bruma tentou rescindir com o clube. Curiosamente, neste mercado de inverno, Frederico Varandas tentou despachar o jogador para a Turquia, mas o jogador rejeitou.

Link da notícia (aqui)
Mas o exemplo mais sintomático desta total falta de valores leoninos está colado nas paredes dos corredores da Academia do Sporting.


Neste mural colocado propositadamente pela direcção de Frederico Varandas, Rui Patrício é apresentado no lote de jogadores que "lideraram pelo exemplo". E de facto, liderou. Foi Rui Patrício quem liderou o processo de rescisões de contrato com o Sporting no pós-Alcochete. É este o exemplo que Frederico Varandas e seus pares querem que os nossos jovens jogadores vejam diariamente.

Para fechar


Este "idiotorial" mostra também o quão miserável é Frederico Varandas, ao ocultar de forma claramente intencional o nome de Bas Dost da listagem dos grandes goleadores da história do Sporting. Não só por uma questão de justiça, por se tratar de uma dos grandes avançados da nossa história, mas também porque como é público, até eram "amigos de casa", antes do holandês ser escorraçado. Algo que é bem demonstrativo das qualidades humanas deste senhor.

O Sporting sob a actual liderança é um clube sem respeito próprio, sem noção do seu passado, sem noção dos seus valores, sem sensibilidade pelo sentimento dos sócios, e sobretudo, sem memória. Este Sportinguezinho que Frederico Varandas nos apresenta tem de rejeitado liminarmente por todos os Sportinguistas, antes que seja demasiado tarde. Até ao momento Frederico Varandas ainda não é o pior presidente da história do Sporting, porque infelizmente tivemos de levar com Godinho Lopes. Mas o título de presidente que mais envergonhou os Sportinguistas, já ninguém lho tira.


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terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Todos juntos... não dão um Nani


Fez ontem um ano desde o última dia em que Nani vestiu a camisola do Sporting. Como se sabe, o então capitão do Sporting foi oferecido a "custo zero" pelo Presidente Frederico Varandas. Uma oferta feita numa altura em que o jogador formado na nossa Academia era apenas e só, o "extremo" dos grandes com melhor rendimento" - (aqui).

Do "casa vai sendo arrumada" até ao "Obrigado, capitão!" 


Em Fevereiro de 2019, foi desta forma que o Jornal Sporting noticiou a saída do capitão leonino.

Como podem verificar, Nani não teve sequer direito a um destaque de capa. No interior não há uma notícia dedicada à saída do capitão. O Sporting optou por fazer uma notícia genérica cujo subtítulo começa com um abominável "Casa vai sendo arrumada", Como se um jogador que tanto deu ao clube pudesse sequer ser incluído num arrumar de casa. Mas o Nani ainda teve de levar com a classificação de "ex-capitão", num texto que começa com um terrível "O Sporting continua a trabalhar no reajuste do plantel às ordens de Marcel Keizer".

Vejamos agora a forma como o Jornal Sporting abordou a saída do também capitão Bruno Fernandes.


Curiosamente, Bruno Fernandes já teve direito a capa e felizmente não teve de levar com o rótulo de "ex-capitão". Adicionalmente, homenagem do Sporting com entrega de camisola comemorativa dos 137 jogos pelo Sporting e até um editorial Presidencial dedicado à saída de Bruno Fernandes.

E não me interpretem mal. Não tenho absolutamente nada contra o destaque dado a Bruno Fernandes. Agora, não posso é aceitar que estes mesmos senhores tenham ignorado Nani e depois tenham feito este escarcéu com o Bruno Fernandes. Dois capitães do Sporting que acabam por sair a meio das temporadas. Sobre a saída de Nani e a falta de reconhecimento já falei no devido tempo (aqui). Fica apenas mais uma nota que não poderia deixar passar em claro.

Todos juntos... não dão um Nani


Vejamos os números dos 5 extremos escolhidos pelo Presidente Varandas e a sua equipa para fazerem parte do plantel para a época 2019/2020.

Ora bem, os extremos do plantel 2019/2020 todos juntos realizaram 68 partidas num total de 3319 minutos jogados. Todos juntos, tiveram participação directa em 11 golos do Sporting (marcaram 5 golos e conseguiram 6 assistência).

Ora, comparando com o mesmo período na época 2018/2019 e verificando os números de Nani, são estes o resultados:


Portanto, em igual período na época passada, Nani realizou 28 jogos pelo Sporting onde teve participação directa em 16 golos (marcou 9 e assistiu para 7 golos).

Para fechar


Bolasie, Jesé, Camacho, Plata, Jovane e Fernando foram os extremos escolhidos para darem "asas"  ao ataque do Sporting nesta época. Falamos de 5 jogadores que todos juntos não conseguem sequer chegar perto dos números obtidos por Nani na época passada. Esta gente toda participou em 11 golos (5 golos e 6 assistências). Na época passada, no mesmo período, Nani participou em 16 golos (9 golos e 7 assistências).

Estes números são cabais quanto à valia do então capitão do Sporting na equipa. Infelizmente, o Presidente Frederico Varandas e seus pares preferiram despachar Nani pela porta pequena, depois de o jogador formado na nossa Academia ter regressado ao Sporting num momento complicado da história do clube. Enquanto uns desertavam para encherem os bolsos às custas do Sporting, Nani decidiu regressar a casa, quando podia perfeitamente ter ido para um qualquer clube a ganhar muito mais. Nem isso foi reconhecido por esta gente.

Isto depois de já ter mostrado por duas ocasiões o seu Sportinguismo. Primeiro aquando do momento da saída para o Manchester United, fazendo o Sporting ganhar 2,5 milhões de euros adicionais. Recordo que foi vendido por 22,5M quando tinha cláusula de rescisão de 20M, mas como tinha dado a sua palavra de honra para a renovação do contrato com o Sporting - aumentando a cláusula para os 25M - só aceitou a transferência se o Sporting fosse ressarcido de um montante adicional, o que veio a acontecer. Recordar também o regresso ao Sporting em 2014/2015 por empréstimo, numa altura em que tinha apenas 27 anos. Será que os Sportinguistas estão esquecidos daquela recepção apoteótica no Aeroporto da Portela?

O tempo dos balanços relativos a algumas decisões da Presidência de Frederico Varandas está a chegar e o balanço da decisão de escorraçar Nani para ir buscar Jesés, Bolasies e Fernandos está à vista de todos. E depois os Sportinguistas que criticam estas decisões absurdas é que são os "burros", os "cientistas da bola", os "esqueletos", a "escumalha", os "sonsos" e os "desonestos intelectualmente".


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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Frederico Varandas oferece 1,237 Milhões de euros


Se há coisa que não se pode negar é que este Sporting presidido por Frederico Varandas é inovador. Só é pena que sejam sempre "inovações" em prejuízo do Sporting. Vamos a mais uma. 


Mecanismo de solidariedade a "meias"


Comunicado venda Bruno Fernandes
No comunicado à CMVM onde o Sporting anuncia a venda de Bruno Fernandes é dito que "o valor do Mecanismo de Solidariedade devido a clubes terceiros será suportado pela Sporting SAD e pelo Manchester United, em partes iguais.".

Estamos então perante mais uma fantástica inovação de Frederico Varandas e seus pares, pois como toda a gente sabe, quem fica com a responsabilidade de pagar o mecanismo de solidariedade é sempre o clube comprador. 

O exemplo da compra de Bruno Fernandes à Sampdoria


Para que não restem dúvidas, continuo mesmo no exemplo de Bruno Fernandes analisando a forma como se processou a sua transferência da Sampdoria para o Sporting. 

ReC Sporting SAD 2017/2018
Como podem verificar, aquando da transferência de Bruno Fernandes da Sampdoria para o Sporting, fomos nós quem pagou 340 mil euros de "mecanismo de solidariedade". Neste caso em concreto e na idade que Bruno Fernandes tinha na altura, falamos de 4% do valor total da transferência (8,5M x 4%= 340 mil euros). 

O que diz o Regulamento de transferências?


Quer o Regulamento de Transferências da Fifa, quer o regulamento de transferências da FPF são inequívocos nesta matéria. 

Regulamento de transferências da FIFA (aqui)
Como podem verificar, "o novo clube deve pagar a contribuição de solidariedade". Volto a frizar, "o novo clube". Falamos, como é óbvio do Manchester United. Mas há mais. No ponto 2 deste artigo é inclusivamente dito que "se necessário, o jogador deve ajudar o novo clube a cumprir esta obrigação". 

Para que não restem dúvidas, deixo também o print do regulamento de transferências da Federação Portuguesa de Futebol. 

Regulamento de transferências FPF (aqui)
Sem margem para dúvidas, "a contribuição de solidariedade é paga pelo clube que regista o jogador"

Quanto nos vai custar esta "inovação" de Frederico Varandas?


No momento da venda, a taxa do mecanismo de solidariedade passa dos 4% aquando da nossa compra à Sampdoria para 4,5%, uma vez que agora já é incluído o ano que passou na Sampdoria. 


Feitas as contas verificamos que só em termos de mecanismo de solidariedade a transferência de Bruno Fernandes rende aos clubes formadores 2,475 milhões de euros, sendo que o Sporting, pelo acto genial do Presidente Varandas tem de suportar metade desse montante. Falamos de 1.237.500,00€. 

Por certo o Presidente Varandas terá todo o gosto em passar um cheque de 137.500,00€ ao Pasteleira, um cheque de 412.500,00€ ao Boavista, um cheque de 137.500,00€ ao Novara, um cheque de 412.500,00€ à Udinese e um cheque de 137.500€ à Sampdoria. 

Para fechar


Mas alguém acha isto normal? Alguém acha normal que o Sporting se sujeite a pagar metade do mecanismo de solidariedade num negócio onde o comprador é sempre responsável por esse pagamento? Alguém acha normal que o Sporting tenha este comportamento quando falamos apenas e o só do clube mais rico do mundo? Mas isto cabe na cabeça de alguém? Termino com a questão habitual aos Sportinguistas. É este o tipo de gestão que querem ver no Sporting?


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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Alvalade "às moscas" - Pior casa de sempre na Liga no novo estádio


O último jogo do Sporting frente ao Marítimo teve nas bancadas do Estádio José Alvalade apenas 12.798 espectadores. Um número que merece uma profunda reflexão por parte de todos os Sportinguistas. Para o fazermos é preciso enquadrar este número. 

O jogo da Liga com menos assistência no novo Estádio José Alvalade


Jornal Abola 29/01/2020
Segundo a edição de hoje do Jornal Abola, este foi o jogo para a Liga realizado no novo Estádio José Alvalade que teve menos adeptos na bancadas, superando o recorde negativo alcançado em 2010/2011, na recepção ao União de Leiria. Nessa partida estiveram em Alvalade 15.515 espectadores. Portanto, o recorde negativo foi batido com uma diferença de 2.717 espectadores.

Jornal Abola 29/01/2020
Aqui fica a listagem elaborada pelo Jornal Abola relativa aos 10 jogos para a Liga com piores assistências no Estádio de Alvalade.

Distribuição de jogos por assistências


Infelizmente, os registos de assistência disponibilizados pela Liga só remontam até à época 2008/2009, razão pela qual irei apenas analisar os dados disponíveis. Durante este período o Sporting realizou 169 jogos em casa. Para perceber melhor o tipo de assistência que o Sporting tem decompus os dados oficiais desses 169 jogos para a Liga. 


Como podem verificar, o intervalo de assistência mais usual no Estádio José Alvalade em jogos para a Liga está entre os 40.000 e os 44.999 espectadores (38 ocasiões). Por outro lado, verificamos que a assistência do último jogo (12.798 espectadores), é o primeiro resultado abaixo dos 15 mil espectadores desde que há registos oficiais. E através da notícia do Jornal Abola, também sabemos que foi o único jogo no novo Estádio de Alvalade a estar abaixo dos 15 mil espectadores. 

Média de assistências na Liga no novo Estádio 


Não há dados públicos e disponíveis das assistências de todos os jogos no novo Estádio, mas existem os dados da média de assistências por época para a Liga. Vejamos:

Média Assistências novo Estádio José Alvalade - Jogos Liga

Até ao momento, e com 8 dos 17 jogos realizados em casa, o Sporting está com uma média de 30.955 espectadores no Estádio José Alvalade. Um valor muito baixo quando comparado com os valores conseguidos nos últimos anos. Pior do que isto, só na última época do Presidente Godinho Lopes. E a tendência vai no sentido de a média piorar, uma vez que já disputamos os jogos mais apelativos da época em casa. Das equipas da que lutam pelos primeiros lugares da Liga, já jogamos com todas em Alvalade. Benfica, Porto, Famalicão, Braga, Rio Ave e Vitória de Guimarães. 

As 15 piores casas desde que há dados oficiais



Através dos dados oficiais (2008/2009 em diante), compilei as 15 piores assistências por serem precisamente os únicos 15 jogos deste lote de 169 partidas, que não conseguiram chegar aos 21.000 espectadores. E aqui é muito interessante verificar os momentos históricos da vida do Sporting em que ocorreram estas assistências miseráveis. 

A assistência do último jogo surge num período em que estava marcada para o dia seguinte o anúncio de decisão do Presidente da MAG sobre a marcação de uma Assembleia Geral de destituição do Presidente Frederico Varandas e restantes membros dos órgãos sociais (decisão que foi entretanto adiada). Esta é a segunda entrada do Presidente Varandas neste "ranking". A primeira tinha ocorrido na época passada, aquando do despedimento de José Peseiro e da passagem de Tiago Fernandes para a equipa principal. Na altura estiveram em Alvalade 20.359 espectadores. 

Tal como o Presidente Frederico Varandas, o Presidente Godinho Lopes também tem 2 jogos nesta lista. Partidas que coincidem com o período de recolha de assinaturas e apresentação do requerimento para a Assembleia de destituição em Janeiro de 2013. O jogo com o Paços de Ferreira marcou o despedimento de Franky Vercauteren e o jogo com o Beira-Mar marcou a estreia de Jesualdo Ferreira como treinador em Alvalade. Godinho Lopes que viria a pedir a demissão do cargo de Presidente no início de Fevereiro. 

O mandato de José Eduardo Bettencourt tem 11 entradas nesta lista. Os 5 jogos de 2009/2010 dizem todos respeito ao período pós-Paulo Bento que correspondeu à entrada de Carlos Carvalhal. Dos restantes 6 jogos, 2 são até realizados com Nobre Guedes na presidência interina do Sporting. O jogo com o Paços de Ferreira foi mesmo o facto que fez com que José Eduardo Bettencourt pedisse a demissão do cargo. 

Portanto, como se pode verificar, as assistências mais baixas da história do novo Estádio José Alvalade estão invariavelmente ligadas a instabilidade directiva. Uma espécie de "canto do cisne" das presidências. 

Para fechar


Todos estes dados são sintomáticos da profunda crise em que o Sporting está mergulhado e vão no mesmo sentido do que já se tinha visto no último jogo dos núcleos (aqui), com a perda de mais de 18 mil espectadores face a "jogos dos núcleos" realizados em épocas anteriores. 

O ambiente vivido durante o jogo com o Marítimo não é sequer digno de uma instituição com a história e a grandeza do Sporting. Todos estes sinais demonstram que o Sporting não vive apenas uma crise desportiva, como alguns - cada vez menos - querem fazer passar. O problema é muito mais grave e profundo do que isso. Os números mostram que os Sportinguistas nunca estiveram tão afastados do clube como estão hoje. E isto ocorre numa presidência que tinha como mote "Unir o Sporting".

Este recorde negativo ainda é mais revelador da crise leonina na medida em que jogo foi alvo de 4 "vendas" diferenciadas de bilhetes, algo que não me recordo que alguma vez tenha ocorrido no Sporting. Desde logo, a venda normal em bilheteira. Depois há que somar a isso as pessoas que compraram Gamebox no início da época e que decidiram ficar em casa, mesmo com o bilhete já pago. Adicionalmente, há ainda Sportinguistas que compararam a Gamebox 2ª fase e por fim e provavelmente o mais relevante é o facto de o Sporting ter feito um pack de três partidas a um preço muito baixo (jogo com Porto, Benfica e Maritímo com bilhete mais barato a 40€ para os 3 jogos). Apesar de tudo isto, o Sporting registou a pior assistência de sempre num jogo da Liga no novo Estádio José Alvalade, o que torna este recorde negativo ainda mais significativo. 

Mas lá está, ninguém pode negar que a promessa desta direcção em bater todos os recordes não foi batida, inclusivamente nos recordes de assistências no Estádio com as famosas "experiências" à moda do Administrador Miguel Cal. Os resultados estão à vista de todos. 

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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

A Teoria Varandiana das "três formas de lidar com a derrota"


Há cerca de um ano atrás, no final da meia-final da Taça da Liga entre Braga e Sporting, que os leões venceram nas grandes penalidades, o Presidente Frederico Varandas decidiu dar a cara e falar ao jornalistas na zona mista. 

O Professor Varandas


Inspirado pela qualificação para a final, o Presidente Varandas passou de médico a professor, tendo decidido ensinar à nação leonina e ao mundo, como se deve "lidar com a derrota". Vamos recordar.


Portanto, segundo o Professor Varandas "há 3 formas de lidar com a derrota. Com dignidade (olhando para dentro), com histerismo ou com cobardia".

Um ano depois, na mesma zona mista onde deu essa lição ao mundo, e depois da eliminação do Sporting, ninguém pôs os olhos no "Doutor Coragem". O homem que durante toda a campanha eleitoral foi dizendo que só daria a cara nos maus momentos não apareceu. Para usar um termo militar, Varandas "desapareceu em combate". Um desaparecimento que não é de hoje, uma vez que nos últimos meses não dá qualquer palavra aos Sportinguistas para a época vergonhosa que o Sporting está a fazer, com recordes negativos a ser batidos a cada jogo. Infelizmente, não têm faltado maus momentos para o líder do Sporting aparecer a dar a cara.

Beto faltou à aula do Professor Varandas


No final do jogo da passada terça-feira, os Sportinguistas foram brindados com esta intervenção de Beto. 

(Vídeo 3 Gerações 1 Ideal) - (aqui)

Desde logo tenho de salientar que é com tristeza que vejo o Beto a prestar-se a esta triste encomenda. Tristeza, mas não surpresa, já que ainda tenho memória dos tempos em que este antigo capitão do Sporting foi funcionário da então direcção presidida por Godinho Lopes. Uma encomenda sem direito a qualquer questão por parte dos jornalistas onde a ideia chave que foi passada e repassada foi: "é muito fácil expulsar um jogador ao Sporting". 

Olhando para estas declarações no final do jogo, onde é que as devemos enquadrar na teoria Varandiana das "três formas de lidar com a derrota? Será que estamos perante um reacção digna, de "assumir a derrota e perceber olhando para dento o motivo pelo qual se perdeu"? Estamos perante uma versão histérica? Ou será que estamos mesmo perante a versão cobarde que é "refugiarmo-nos em outras pessoas" e de "fazer as pessoas parvas"? 

A versão cobarde

Link da notícia (aqui)
Quando chegamos ao ponto de falhar a flash-interview - pagando para isso 5 mil euros - parece-me que fica evidente que quer este comportamento, quer as declarações de Beto, enquadram-se como uma luva no terceiro ponto da Teoria Varandiana das "três formas de lidar com a derrota": a tal "versão cobarde". Algo que até bate certo com o comportamento cobarde do Presidente Frederico Varandas, que vendo a casa a arder semana após semana, continua a fugir dos Sportinguistas, não dando a cara pela miserável época que está a proporcionar aos Sportinguistas. 

E assim segue o Sporting Clube de Portugal. Sem rumo, sem estratégia, sem capacidade ou competência. 

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