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domingo, 26 de novembro de 2017

Estratégias de comunicação


O jornal Expresso deste fim de semana apresentou uma matéria sobre as estratégias de comunicação dos 3 grandes. Para isso foram feitas 15 questões ao líderes dos respectivos departamentos. Aqui ficam as respostas.


Perguntas



Respostas



Breve comentário


As declarações de Nuno Saraiva e Francisco J.Marques são coerentes com os seus comportamentos e com o que têm desenvolvido em termos de política de comunicação nos seus clubes. Por contraponto, as declarações prestadas por Luís Bernardo são de uma hipocrisia extrema. Quem lê as respostas do director de comunicação do Benfica até pode esquecer-se por momentos que esse senhor é o representante máximo da comunicação de um clube que usa as cartilhas do ódio como base do seu discurso oficioso, do clube que tem um conta de twitter com acesso exclusivo a jornalistas - uma espécie de cartilha para jornaleiros - do clube que alberga no seu órgão principal de comunicação (Benfica TV) um sem fim de cartilheiros, avençados e toda uma variedade de Piriquitos, etc. 

No Porto e no Sporting os responsáveis dão a cara e dizem o que pensam. Já no clube dos Piriquitos, apregoa-se o "não falem dos outros", ao mesmo tempo em que se enviam cartilhas com boatos e calúnias para denegrirem os adversários. 


Termos de levar com Luís Bernardo a dizer que opta por uma postura institucional só pode ser mesmo para rir. Mas tenho de dar muito mérito ao director de comunicação do Benfica, em pelo menos uma coisa. A tal postura institucional permite-lhe levar para casa cerca de 660 euros por dia  - 240 mil euros/ano (link). E isso não está ao alcance de todos.

Agradecer a todos pelo apoio. Se ainda não seguem o Mister do Café nas redes sociais, podem começar já. 

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terça-feira, 11 de julho de 2017

EXCLUSIVO - O Delegado da Vergonha


No passado dia 4 de Abril, Francisco J.Marques afirmou no programa Universo Porto da Bancada o seguinte: "Os presidentes das equipas que vão defrontar o Benfica, não deixem chegar junto dos seus jogadores nenhum César. É um conselho que eu deixo. Se os Césares ficarem longe dos jogadores dessas equipas, não há necessidade dos próximos capítulos".

A resposta do "verdadeiro" César


Alguns dias depois, César Boaventura, CEO da empresa de agenciamento GIC, sentiu-se visado por estas declarações de Francisco J.Marques e resolveu responder através do jornal Record. Um órgão de CS que está ligado a esta gente desde o primeiro momento, como veremos mais à frente.

link da notícia (aqui)
Com tantos "Césares" neste país, não deixa de ser curioso que este sujeito tenha enfiado a carapuça. Na altura estranhei essa situação e fiz uma pequena investigação sobre este senhor e a sua empresa. Um post que pode e deve ser lido no link seguinte:


Abel Silva - O Sr. do "Jogo Duplo"


Link (aqui)

Abel Silva esteve desde o primeiro momento ligado à GIC, como se pode ver no print anterior. Este senhor é um dos implicados no processo "Jogo Duplo" relativo a viciação de resultados e apostas ilegais. Curioso, não é?


O Record sai em defesa de Abel Silva


A notícia sobre o envolvimento de Abel Silva no processo Jogo Duplo começou a ser publicada pela hora de almoço de dia 30 de Março de 2016. No mesmo dia, Abel Silva concedeu uma entrevista ao jornal Record num escritório de advogados, como as fotos do jornal confirmam. Resta saber se foi numa das quatro firmas contratadas pelo Benfica para lidar com o caso dos emails.


No dia seguinte, o jornal Record faz notícia com este tema. E sim, estão a ver bem. O Record fez uma capa com a defesa de uma personagem menor como o Abel Silva. Por que será? Antes desse dia, algum jovem com menos de 30 anos conhecia sequer este senhor? Qual é a relevância disto? E porque é que o Record optou por uma clara tentativa de limpeza pública do sujeito? Alguém viu alguma capa do Record sobre o caso dos emails? Pois...

Cheira a esturro, não cheira?

O fantástico mundo da GIC


O Ministério Publico e a própria comissão de instrução e inquéritos da Liga fizeram de conta que não ouviram as declarações de Francisco J.Marques. Os jornais foram no mesmo sentido e branquearam a situação. Os presidentes dos clubes que jogaram com o Benfica até ao final da época nada disseram. Ficou tudo na paz do senhor. Afinal de contas com "os padres que escolhemos e ordenamos, nas missas que celebramos, temos é de rezar e cantar bem."

Entretanto, um tal de César Boaventura enfia a carapuça. Vai-se a ver e o senhor está cheio de negócios "espectaculares" com o Benfica com especial destaque para o caso de Mika (que no momento da transferência do Boavista para o Sunderland, veio-se a saber ainda pertencia ao Benfica) e Coulibaly (o tal jogador que esteve 1 mês e meio a treinar no Seixal e depois acabou por assinar com o Farense, clube que perdeu a manutenção na II Liga na secretaria por um erro infantil. Curiosamente, esse erro permitiu ao Benfica B a manutenção na II Liga).

César Boaventura também faz negócios "maravilhosos" com clubes no leste da Europa, nomeadamente na Moldávia, terra dos senhores da União de Leiria que foram presos na operação Matrioskas. Curiosamente, o Benfica foi buscar ao União de Leiria vários jogadores por empréstimo (Leiria a emprestar jogadores ao Benfica!?).

Um dos sócios de César Boaventura na GIC é precisamente Abel Silva, o tal herói de Riade e que recentemente passou à condição de arguido no caso "Jogo Duplo". Abel Silva que para além dos 12 anos que esteve como jogador do Benfica, passou ainda por mais duas ocasiões pelo clube da Luz. Em 2004, Luís Filipe Vieira contratou Abel Silva para adjunto de Rui Vitória, que na altura era treinador dos Juvenis. Em 2008 regressou como olheiro especialista nos mercados de leste. Importa salientar que a relação de Abel Silva com Luís Filipe Vieira remonta aos gloriosos tempos do Alverca.

Introducing João Moura


Perante este fantástico histórico dos senhores ligados à GIC, quero-vos apresentar mais um artista da mesma estirpe. Senhoras e senhores, abram alas para o Dr. João Moura.

Link (aqui)
O Dr. João Moura é chefe do departamento Jurídico da GIC England como se pode ver no site da empresa de César Boaventura. 

Mas vejamos mais um pouco do curriculum do senhor:

Link (aqui)

O Dr. João Moura acabou o curso em 2014. A informação não está disponível mas é provável que tenha acabado o curso entre Julho e Setembro desse ano. Em Outubro desse ano entrou como advogado estagiário para o escritório do Dr. Lourenço Pinto, o que por si só já é um baptismo de fogo. Com 3 meses de advogado estagiário chegou a cronista do jornal Record como especialista em Direito Desportivo. (Ora digam lá que isto não é uma delícia)

Em Setembro de 2015 foi contratado pelo Marítimo de Carlos Pereira. Com menos de um ano de carreira já apanhou dois "professores catedráticos" do nosso futebol. Para fechar em grande, em Fevereiro de 2016 entrou como funcionário na Abreu Advogados. A Abreu Advogados que foi uma das quatro firmas escolhidas pelo Benfica para se defender do caso dos emails, como divulgou o Expresso este fim-de-semana. 

Jornal Expresso deste fim-de-semana
Que lindas coincidências. Ora digam lá que com este curriculum o rapaz não tinha tudo para ser...

O novo "menino querido" 




O "nosso amigo" João Moura congratulou-se com a entrada para delegado da Liga na próxima época desportiva, através de um post no seu facebook pessoal. Estamos portanto a falar de um senhor que é assessor jurídico do Marítimo, um dos competidores na Liga; que ao mesmo tempo trabalha para uma empresa de advogados que está a trabalhar para o Benfica no âmbito de um processo onde até a própria Liga está envolvida; e trabalha para um agência de jogadores de futebol, que é mais conhecida do grande público por estar ligada a malas, viciação de resultados e jogo ilegal. 

Bravo!!! Mas não é só isto...

João Moura - O Pior do curso


Cliquem na imagem para aumentar. Link (aqui)
Como podem verificar nos resultados divulgados pela própria Liga, o nosso amigo João Moura foi o pior classificado dos 24 finalistas. Mas, mesmo assim foi um dos 8 escolhidos para delegado da Liga na próxima época. Curiosos para saberem porquê?

A regra dourada


A Liga e a universidade católica lançaram uma Pós-Graduação em Futebol Profissional. O mapa de estudos incluía os seguintes itens:
- Organização das competições profissionais (20 horas) 
- Marketing e comunicação (20 horas) 
- Enquadramento jurídico (40 Horas)
- Gestão e Contabilidade (40 horas) 

No total estamos a falar de uma formação de 120 horas com um custo total de 3600€ para cada aluno. Importa salientar que estamos perante um custo que não está ao alcance de qualquer um. Mais depressa há que gaste o dinheiro nas meninas do: "200€ o tempo que quiseres, se for a 3 é 400€" do que em 120 horas de formação. Digo eu...

Até aqui tudo normal, não fosse o facto de existir uma regra peregrina que discrimina positivamente os estudantes desta formação. Vejamos:

Link (aqui)

Com que então há 4 vagas directas para os candidatos vindos da pós-graduação, nem que sejam uns calhaus com olhos. Pela via aberta a todos apareceram mais de 400 candidatos a delegados da Liga. 

Link (aqui)

Estamos a falar de 400 candidatos a lutarem apenas por 4 vagas, uma vez que as restantes 4 vagas estão destinadas aos quatro melhores candidatos que fizeram a pós-graduação. Ora, como podemos verificar, dos estudantes na pós-graduação apenas 4 tiveram interesse em concorrer. E ficaram todos, independentemente da nota. Enquanto isso, dezenas de candidatos tiveram melhor nota do que a do Sr. Dr. João Moura, mas não entraram. 

Eu chamo a isto comprar o lugar. Como é possível que a Liga desperdice gente que mostrou mais capacidade nas provas do que este artista? Há alguém neste país que consiga perceber isto? Os delegados são escolhidos em função da capacidade ou em função do pagamento de uma qualquer propina?

No meio de tudo isto não deixa de ser ainda mais inacreditável que gente sem qualquer tipo de formação tenha obtido melhores resultados do que este artista que "perdeu" 120 horas da sua vida na formação e pouco ou nada aprendeu.

Outro delegado ilegal


Link (aqui)

No domingo denunciei o caso de 6 delegados na Liga que estão na ilegalidade acumulando cargos nas estruturas das associações de futebol com o cargo de delegados da Liga. Inclusivamente, o líder dos delegados é um deles. Post pode ser lido (aqui).

Como podem verificar, o Sr. João Moura não cumpre o ponto 1 b) do Plano de Recrutamento e Formação de Delegados da Liga divulgado pela liga de clubes. A regra é bem explicita e impede que o delegado esteja ligado "por qualquer forma ao futebol profissional". Basta olhar para o curriculum do artista para perceber o incumprimento inequívoco do regulamento de admissão de novos delegados.

Concluindo


Amanhã serão divulgados e "empossados" oficialmente os novos "meninos queridos" de raça pura, e vamos todos continuar a cantar o kumbaya.

Vai ser interessante ver o comportamento do senhor João Moura nos jogos do Marítimo. Terá coragem para dizer o que quer que seja contra o clube do qual é assessor? E nos jogos em que estão envolvidos clubes da AF Porto, presidida pelo seu primeiro patrão Lourenço Pinto? Também vai ver tudo direitinho? E nos jogos do Benfica, um dos mais importantes clientes da firma para a qual está a trabalhar? Ai também vai ter os olhos abertos? E nos jogos onde participarem atletas e treinadores agenciados pela GIC da qual é colaborador? Terá coragem para reportar alguma irregularidade cometida por algum deles? Não é evidente a incompatibilidade de funções?

E assim segue o futebol nacional.

Estou curioso para perceber se depois deste post e do post dos 6 delegados ilegais a imprensa divulgará esta informação ou se continuará silenciada a mando de alguém.

PS: E ainda não acabei de falar sobre "os meninos queridos"...

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quarta-feira, 28 de junho de 2017

O serviço público de Francisco J.Marques


Francisco J.Marques tem feito verdadeiro serviço público ao divulgar toda a teia montada pelo Benfica com o objectivo de controlar o desporto nacional. Fica aqui um resumo de algumas das suas principais denúncias.


Neste vídeo não estão incluídas as denúncias feitas no programa de ontem que analisarei mais tarde.

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

56 Milhões à moda do Porto


A SAD do Porto confirmou a compra de Oliver Torres por 20 Milhões de Euros ao Atlético de Madrid. O espanhol iguala Imbula como a transferência mais cara da história dos Dragões. 

Durante o dia de ontem fiz um post sobre o assunto, onde demonstrei que o Porto nunca assumiu oficialmente a obrigatoriedade de compra do passe do jogador. Podem ler (aqui).

Os comunicados à CMVM


Cliquem para aumentar


É possível verificar nos comunicados à CMVM sobre os empréstimos de Diogo Jota e Oliver Torres que a SAD do Porto referiu-se sempre a estes negócios como "opção de compra" e não como "obrigatoriedade de compra.


A comunicação e as Finanças



Francisco J.Marques, novo director de comunicação do FC Porto após a saída de Rui Cerqueira trouxe o assunto para a agende mediática na passada terça-feira, no programa "Universo Porto - Da Bancada" no Porto Canal. A conversa surgiu como resposta ao trio de propagandistas do Seixal (Rui Gomes da Silva, Pedro Guerra e André Ventura), que insinuaram no dia anterior em coro que o jogador Soares tinha sido contratado por empréstimo ao Vitória de Guimarães e que por esse facto não iria jogar nesta jornada na cidade berço.


Acredito que a CMVM tenha questionado de imediato o clube face a estas declarações de uma figura tão importante na estrutura do clube, como é o director de comunicação.

O que é certo, é que o clube apressou-se a anunciar a compra definitiva do atleta.

Comunicação à CMVM



Gosto particularmente do "na sequência do comunicado feito no dia 25 de Agosto". O tal comunicado onde o Porto mentiu à CMVM. Uma mentira com uma influência de 20 Milhões de euros na actividade da sociedade. Fico à espera da multa...

Oliver Torres vale 20 Milhões?


Do ponto de vista de gestão do plantel, parece-me claramente que é um jogador muito caro para a nossa realidade. O atleta tem qualidade mas neste momento não justifica estes valores, provavelmente, nem metade. O Porto pode estar a contar com uma enorme evolução por parte do atleta, e tendo Jorge Mendes do seu lado tudo pode acontecer. Contudo, nem Jorge Mendes conseguiu dar "um jeito" aos 11 Milhões investidos pelo Porto em 60% do passe de Adrian Lopez, que curiosamente também chegou do Atlético de Madrid.



"Só o FC Porto pode decidir. No meu entender, acho que é um jogador que não vale os 20 milhões de euros. Era deitar dinheiro fora. (…) Até porque o FC Porto não está a nadar em dinheiro e acho que temos jogadores com muito valor para a posição dele. Dar 20 milhões por um jogador como Óliver é muito dinheiro. Acho que deviam dispensá-lo porque o FC Porto tem mais opções", referiu, Jaime Magalhães em declarações à Antena 1.

A gastar como nunca!


Do ponto de vista financeiro, esta compra é um enorme erro. Relembro que o Porto está sob o escrutino da UEFA relativamente aos critérios de Fair-play financeiro. Os Dragões estão com prejuízos acumulados nas últimas 3 épocas de cerca de 80 Milhões de Euros. 

O Porto tinha obrigatoriedade de compra do passe do atleta até ao final do ano, pelo que poderia perfeitamente ter esperado mais algum tempo para inscrever a compra no exercício da próxima época. Optaram por fazer já a compra ficando o Porto com um valor global de compra de jogadores nesta época cifrado nuns impressionantes 56 Milhões de Euros. Pela primeira vez na história do clube a barreira dos 50 Milhões em compras foi ultrapassada e logo na época onde a contenção deveria reinar.

Obviamente, esta política despesista terá impacto nas contas do clube, que terá mesmo de vender jogadores até ao final de Junho para conseguir tapar este enorme buraco. O facto de existir uma deadline para efectuas as vendas é também um factor de desvantagem negocial com que o Porto vai ter de lidar. 

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Da "chapa seis" aos 20 milhões


Durante o programa Universo Porto de ontem, o director de comunicação do FC. Porto Francisco J. Marques, anunciou que Oliver Torres tem uma cláusula de compra obrigatória no final da época. Esta situação não era conhecida do grande publico, uma vez que o clube azul e branco deixou de publicar relatórios e contas trimestrais, assim como o Benfica. Vejamos:

A obrigação de compra



Ora, segundo o que a imprensa anunciou na altura em que o jogador foi contratado, a cláusula de compra do jogador estáva cifrada nos 20 Milhões de Euros.


Estamos a falar de uma avultada quantia que será uma das transferências mais caras de sempre de um clube em Portugal e que igualará em montante a compra de Imbula, o "Ferrari" de Lopetegui. Quem também custou "uma pipa de massa" foi Adrian Lopes. Contas certas, 11 Milhões por 60% do passe do jogador. Pinto da Costa lá foi dizendo que "Negócios destes com Jorge Mendes nunca mais faço", mas parece que a promessa não é para cumprir. Aqui a dúvida é saber qual o passageiro no carrossel de Mendes, na viagem entre o Porto e Madrid. 

Porto mentiu à CMVM!


Como podem verificar, as comunicações enviadas pelo Porto à CMVM são precisamente iguais, quando não o deveriam ser, uma vez que o Porto não tem opção de compra, mas sim, a obrigatoriedade de compra até ao final do prazo (31 de Dezembro de 2017). Oportunidade mais do que perfeita para a CMVM mostrar serviço. Será que estão dispostos a isso? 

Já que estou com a "mão na massa" aproveito e acrescento às contas o valor investido em contratações durante esta época. Vejamos:

Felipe



Layun



Boly



Alex Telles


Soares



Depoitre



No Relatório e contas de 2015/2016, o Porto anunciou o valor global de 3 contratações. Destes 3 atletas apenas o valor de Depoitre não foi divulgado claramente pelos jornais. Se aos 19 M retirarmos os 6,5 M pagos por Alex Telles e os 6,5 M pagos por Boly, chegamos à conclusão que Depoitre custou cerca de 6 Milhões de euros aos cofres do clube. Curiosamente, mais um jogador com "chapa 6". 

Ora bem, 6 jogadores com "chapa 6 Milhões dá 36 Milhões. Somando so 20 Milhões de Oliver Torres ficamos com a magnífica soma de 56 Milhões em contratações esta época. Nada mau para quem está sob o escrutínio da Uefa relativamente à questão do Fair-play Financeiro. Só nos últimos 3 anos os Dragões levam cerca de 80 Milhões de prejuízos acumulados. O all-in está bem visível a todos e mesmo a conquista do título pode não chegar para "limpar" um buraco desta dimensão. 

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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Bufos, insultos e festejos


A "Dragões diário", newsletter diária do FC Porto traz hoje informações muitíssimo relevantes que não estão a ter eco em nenhuma imprensa nacional. Num texto assinado por Francisco J. Marques, antigo jornalista da agência Lusa e que recentemente sucedeu a Rui Cerqueira no cargo de director de comunicação do clube, os dragões acusam jornalistas de comportamentos menos apropriados.

Insultos e festejos



São acusações muito graves a dois profissionais que têm um código deontológico muito claro e bem definido para estes casos. Não me vou pronunciar sobre a veracidade destas afirmações por vários motivos. Contudo, não posso deixar de verificar que é o segundo relato do género num curto espaço de tempo.

Os bufos


Em Março deste ano no derby de Alvalade entre o Sporting e Benfica, o jornalista Fernando Correia, teceu as seguintes considerações.


De imediato, Bernardo Ribeiro, director adjunto do jornal Record veio a terreiro acusar Fernando Correia de ser "um bufo".


"Um bufo será sempre um bufo", comentou Bernardo Ribeiro no twitter, após a denúncia de Fernando Correia. Absolutamente inqualificável, ainda para mais vindo isto de um jornalista com um cargo de direcção no jornal.

Curiosamente, nenhum órgão de comunicação social deu eco à denúncia de Fernando Correia nem à denuncia hoje apresentada pelo director de comunicação do Porto. Eu pergunto: Isto não é relevante? Então andam ai "alegadamente" jornalistas a insultarem adeptos e a festejarem golos e ninguém reproduz estas notícias? É que nem o correio da manhã!

Mas ainda há mais. Os 3 diários desportivos dão eco às queixas apresentadas na newsletter de hoje sobre arbitragem.


Sobre as questões relacionadas com os "colegas" nem uma palavra. É mais uma prova cabal do corporativismo de uma classe que está cada vez mais em descrédito.

Ficarei à espera de um processo de inquérito por parte do sindicato de jornalistas, mas vou-me sentar. É que já estou cansado de esperar em pé pelo inquérito aos acontecimentos de Março em Alvalade.

E depois ainda há quem fique admirado pelo facto de ninguém comprar jornais. Por que será?

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