Mostrar mensagens com a etiqueta Avançado da Esplanada. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Avançado da Esplanada. Mostrar todas as mensagens

domingo, 31 de julho de 2016

TROFÉU "5 VIOLINOS" – Um ritual de passagem!



Ontem, houve mais uma bela noite “de Sporting”, em Alvalade e seguida por esse mundo fora por milhões de sportinguistas. A homenagem é por demais conhecida: aos “5 Violinos”, a melhor linha avançada de sempre do futebol Português. O ambiente foi excelente e o sentimento final de pleno agrado.

ACABARAM-SE OS FEIJÕES!


Tivemos mais um adversário conceituado a abrilhantar aquele que é, cada vez mais, o jogo que marca o início da fase de competição "a sério" da pré-época, e o verdadeiro início do empolgamento dos milhões de sportinguistas. A percepção é de que até aos “5 Violinos” é tudo "a feijões", corra como correr, e dado a euforias ou ansiedades espúrias e inconsequentes. A partir daí, os "feijões" tornam-se a sério, a ilusão junta-se às férias, as praias enchem-se de conversas animadas, o mundo é logo outro e a impaciência para que chegue a competição iminente instala-se. Um verdadeiro ritual de passagem!


MAIS UM “ADEREÇO” PARA O MUSEU

5 vitórias em 5 edições, contra adversários de prestígio, assanhados e sem facilitar: 5ª Taça para o Museu. Depois do Olympiacos em 2012/13 (1-0), da Fiorentina em 2013/14 (3-0), da Lázio em 2014/15 (2-2, 4-2 após grandes penalidades), e da Roma em , 2015/16 (2-0), desta vez a vítima foi o excelente Wolfsburgo, despachado com um merecido 2-1. Algo me diz que, para o ano, o adversário será ainda melhor!

A “CERIMÓNIA”

Pífia. Infelizmente não há outra palavra. Lenta, arrastada, mal encenada, sem chama... claramente a rever. Não é preciso fanfarra e fogos (e muito menos aqueles "fogachos"...), mas tem que haver aquilo que os ingleses chamam de verve e ritmo. Continuando em inglês, há uma regra que faria aqui maravilhas: K.I.S.S (Keep It Simple Stupid). Pode ser pouco, mas tem que ser bom - Less is More!!! Sem grandes recursos conseguem fazer-se grandes coisas, ou pelo menos com uma dignidade e um ritmo à altura. E... ontem, nem uma coisa, nem outra!

Já a coreografia do jogo de apresentação se tinha ficado por uma nota q.b. a escapar ao mediano, pelo que vou insistir neste assunto: Tal como diz aquela frase: "À mulher de César não lhe basta ser, é preciso parecer", também ao sucesso do espectáculo do futebol não lhe basta ser, é preciso parecer, ou seja, não basta que o jogo principal seja de qualidade, é imperativo que os acontecimentos antes e/ou depois acompanhem esse nível, e não introduzam memórias que o desvalorizem seja de que forma for.

Valeu o jogo, o desempenho, o resultado, o troféu, e ficou renovado o desejo impaciente de que a competição venha depressa. Vamos às notas sobre o que tivemos em campo:


UM JOGO, DUAS PARTES


Primeira parte... “espinha dorsal”.

Confiança, domínio, qualidade e... 2-0 sem pele nem espinhas. Como disse Jesus no outro dia, mesmo recém-chegados de férias, a qualidade com os “Aurélios” é logo outra e dá para "disfarçar" alguma falta de andamento físico. E se com a preparação toda por fazer já é assim, o que será quando voltarem a estar a 100%!! Um pormenor evidente: os “Aurélios” saíram para o Euro como excelentes jogadores. Agora, voltaram como excelentes jogadores... a transbordar confiança: o "peso" das medalhas de ouro puxou-os ainda para cima!!!

Ficou claro que a espinha dorsal da equipa é uma estrutura vertical: Rui; Coates/Semedo; William; Adrien; J. Mário / Brian Ruiz; Slimani.De um dos lados, acresce Schelotto que já é uma costela sólida e do outro Bruno César porfia para também ser uma costela, mesmo que flutuante: atrás, à frente, não lhe interessa, conquanto seja, e faz por ser. Mexer nesta coluna vertebral, só em casos extremos e para melhor, o que nunca será fácil.
 
Segunda parte... “segundas linhas”.

10 substituições desgarraram o jogo e deram um desempenho espectável. 0-1 merecido, apesar das excelentes oportunidades falhadas (quem não marca...!). Francamente melhores do que em jogos anteriores, as segundas linhas (que nunca jogarão nesta quantidade num só jogo) mostraram que ainda têm caminho pela frente para fazer, mas já começam a dar sinais mais claros de que irão sair dali alternativas válidas. Ah... e Jefferson (já lá vamos!)
 

 
BALIZA

Rui Patrício - Em grande! Não dá para escrever muito, porque se gastariam logo de início os bons adjectivos todos. Este homem é mais que um jogador: é um verdadeiro símbolo vivo e no activo do Sporting. Para desfrutar!

Azbe Jug - Descanso merecido, depois de no último jogo ter começado a limpar a imagem (falsa) deixada do arranque da pré época.

LATERAL DIREITA

Schelotto - Competente. Menos em jogo, mas sempre com entrega e qualidade. Um valor cada vez mais seguro;

João Pereira - ...esforçado, sem conseguir dar muito mais.

DEFESA CENTRAL

Coates e Semedo - Assim mesmo, em conjunto: a dupla! Passando alguns pormenores menos conseguidos, aqui e ali, como é próprio desta altura, estão muitos furos acima e são a melhor garantia para a defesa do castelo. Uma espécie de “guarda pretoriana” da equipa;

Naldo - Vai ficando difícil avaliá-lo nesta situação recorrente de ter que fazer quase sempre a esquerda toda (já lá vamos!). Ainda assim, parece ser a alternativa mais segura. Podem discutir-se muitos índices, mas um reconhecimento é incontornável: profissional exemplar!

Ewerton - A perder claramente o barco para a concorrência, ou em vias de apanhá-lo para outras paragens?

Paulo Oliveira - "Esquecido"? Ou apenas gestão de pré-época?

LATERAL ESQUERDA

Marvin Zeegelaar - Quem faz tudo o que sabe, a mais não é obrigado. Não será dos que sabe mais, mas vai chegando para não comprometer.

Fico com a impressão que falta qualquer coisa aqui.

MÉDIO DEFENSIVO

William Carvalho - Ou será melhor dizer Master William? Todas as palavras são sempre pequenas: um monstro, puro deleite!!!

Palhinha - Tremideira a "8", a melhorar um pouco com o andar do tempo e a passagem a "6". Com tempo e a calma devida, a sua qualidade vai, sem dúvida, levá-lo ao lugar;

Petrovic - De fora, a sentir o peso e a habituação de trabalhar com esta intensidade;

Bruno Paulista - Em obras...

MÉDIO CENTRO

Adrien - Há um ano atrás fiquei com as orelhas a arder por dizer que este iria ser o jogador que mais iria evoluir com JJ, e que se iria tornar no cérebro e patrão da equipa. Um ano depois... tenho as orelhas frias! Ainda sem forma, é o Senhor Capitão, um Leão exemplar!!!

Aquilani - Quem sabe pode até nunca desaprender... mas neste caso, continua a não se ver. Quinze minutos em campo, um golo feito perdoado ao adversário e pouco mais. Ligeiramente melhor, mais batalhador, mas abaixo do que podia noutros tempos. Na antecâmara da saída?

Marcelo Meli - Uns minutos em campo antes do jogo, para sentir a verde e iniciar o entrosamento com o 12º jogador. Esperemos que tenha percebido do que a casa gasta, ficado agradado com o nível que o espera e com ganas para trabalhar. Muito e sempre.

ALA DIREITA

João Mário - O “Aurélio” em menor forma. Férias merecidas, em reclusão paradisíaca, muito bem acompanhado... era espectável. Ainda assim, a transpirar confiança por todos os poros. Uns pés de sonho e uma cabeça de ouro. Sério, competente e a entrega de sempre, a silenciar todas as desconfianças. Um “dos nossos”, puro deleite!!!

Iuri Medeiros - Confiança, precisa-se! Quando se libertar, perder a "timidez" e soltar aqueles pés, voltamos a falar. Esperemos que aproveite bem o tempo até ao início da competição.

Gelson Martins - Temporariamente fechado para obras;

Ricardo Esgaio - Tapado na lateral, tapado na ala, tapado no meio, vai ter dificuldade para arranjar o espaço para a sua qualidade e abnegação quando voltar do Rio.

ALA ESQUERDA

Bryan Ruiz - O “não-Aurélio” mais “Aurélio” de todos. Livrou-se às “adaptações” desta vez, mas voltou a fazer uma perninha em posição menos habitual e onde não rende tanto. A manter neste sector dos Alas porque é a sua posição natural e onde regressará brevemente. Um senhor!

Bruno César - Onde lhe falta alguma técnica, sobra-lhe disponibilidade, entrega e raça. Os bons jogadores também se fazem assim. Uma assistência, um quase golo, e um penalti ganho, mas sobretudo um mouro de trabalho sempre na luta;

Matheus - Um “malandro” em crescimento. JJ há-de libertar na plenitude a joia que há dentro deste estupendo miúdo.

AVANÇADOS

Slimani - Cara séria e a entrega do costume. Letal. Se ganha uns centímetros... "mata". Allahu Akbar! Disponibilidade uns furos abaixo, a relembrar o momento de preparação em que toda a equipa está, mas... quem o viu e quem o vê! Sobra-lhe em qualidade e entrega onde lhe falta em... empresário. Inch' Allah fique.

Alan Ruiz - Ainda um pouco preso pela molenga sul-americana, mas aqueles pés prometem. Deu um ar da sua graça aqui e ali, mas precisa de evoluir dentro das ideias de jogo de JJ, sobretudo naquilo que para qualquer avançado sul-americano recém-chegado será sempre um paradoxo: defender.

Podence - O nosso Rato Atómico. Atrevido, por vezes mesmo descarado, sem medo de ir à luta, deixa água na boca para o que poderá fazer quando superar mais alguma da natural inexperiência que ainda tem. Claramente o mais consistente da nova fornada da Academia e até, por agora, dos reforços em geral.

Barcos - O único não-guarda-redes que ficou sentado no banco. Talvez a treinar para uma viagem longa de avião em breve? Ou mera circunstância?

Carlos Mané – De fora. A trabalhar para as olimpíadas.

Teo Gutierrez - Está do outro lado do Atlântico... e quase a ficar por lá: Glória a Dios!

ALAS E TOPOS EXTERIORES

12º Jogador - Mesmo em dia de início das férias maiores, estiveram mais de 30 mil deles. Desempenho adequado a um troféu particular, mas a dar mostras de ser o elemento da equipa em mais avançado estado de preparação. Pormenores técnicos interessantes e a entrega à luta do costume, sempre em prol da equipa. Excelente contributo para evitar o segundo golo adversário na fase final do jogo. A deixar água na boca para quando a Onda Verde explodir

EQUIPA TÉCNICA
 
Jorge Jesus - É quase irritante (ou mesmo muito irritante... para os adversários) a confiança que tem na sua competência, ou melhor, na sua arte, a indiferença com que passa por pseudo-descalabros, imune a compreensões ou incompreensões sobre o alcance do trabalho em produção, saída de uma visão realmente incomum. Invariavelmente a consistência torna-se a regra e os resultados começam a aparecer. Sempre insatisfeito, focado e furiosamente exigente, está a montar mais um rolo compressor.




DIRECÇÃO

Presidente Bruno de Carvalho - Insuportável. Não dá para aguentar isto! Voltou a desaustinar o banco todo e a travar-se de razões com JJ, tendo mesmo estado na iminência de chegar a vias de facto. Os dois nunca se irão entender, quanto mais estar em total união, comunhão de objectivos, e concertados na busca incessante do sucesso da equipa e do clube, como foi por demais evidente logo após o jogo (que cenas lamentáveis!).
Ainda tive a expectativa de que talvez tivessem passado despercebidas na tv, mas quando cheguei a casa lá tive que constatar o pior: o país inteiro viu!

Não sei o que pretende da vida, mas cada vez mais acho que está a arrastar o clube todo para um lugar solitário, no cume de todas as montanhas que conseguir. Tenho receio do que isso possa dar, porque os sportinguistas não têm tido muitas rotinas de estar a olhar sempre para baixo.

E acho que está tudo! Ou não? Estou com ideia que me esqueci de alguém... deixa ver....ah, é isso: falta Jefferson.Falta aqui ou faltou ao jogo? Tinha ideia que tinha sido convocado e até entrado, mas esteve literalmente ausente.Inconsequente, desposicionado, comido vez atrás de vez... Sem palavras! Novamente a medalha de lata da noite, considerando as duas equipas. Tivemos por cá um tipo, há duas épocas atrás, com o mesmo nome. Esse sim era um bom jogador. Mas desde que foi para o Dinamo de Kiev e veio este, ficámos a perder e de que maneira.Claramente o elo mais fraco! Adeus?

Voltando ao que interessa, como já disse, valeu o jogo, o desempenho, o resultado, o troféu, e ficou renovado o desejo impaciente de que a competição venha depressa.

Próxima etapa de preparação: Algarve.Dia 4 de Agosto com o Bétis, e dia 5 com o Nice.

por AVANÇADO DA ESPLANADA

Podem consultar todos os textos do nosso avançado clicando (aqui)

Agradecer a todos pelo apoio. Se ainda não seguem o Mister do Café nas redes sociais, podem começar já.


Link do Facebook: (cliquem)


Link do Twitter: (cliquem)

segunda-feira, 20 de junho de 2016

CONSEGUIRÁ A SELECÇÃO DERROTAR... O TREINADOR?



"FALTA QUALQUER COISA"


Falta de sorte, azar, injustiça, etc... foram, de novo(!!!), as palavras dominantes para tentar explicar a ineficácia que a selecção voltou a apresentar.

Os números foram avassaladores, as oportunidades criadas também, mas no íntimo toda a gente ficou com a sensação de que "falta ali qualquer coisa".

E é uma percepção justificada, porque foi visível que todo esse caudal atacante não era sólido, mas sim algo sofrido ou desgarrado, nalgumas vezes atabalhoado e sempre inconsequente.

Isto, afirmado assim, pode parecer um paradoxo, tal o número de oportunidades criadas, mas se revirmos o jogo, com olhos de ver, torna-se evidente, quase gritante:

Não obstante a qualidade superior inquestionável da generalidade dos nossos jogadores, a nossa equipa não tem "cola", não tem aquele "algo mais" que dá tranquilidade e consistência a tudo aquilo que agora é feito com ansiedade e em esforço.
E isso nota-se de forma bem evidente no meio campo, onde tudo se joga em qualquer partida: a parte central não funciona como devia.

O EQUÍVOCO


João Moutinho, André Gomes, ou até Renato Sanches ou Rafa, cada uma à sua maneira, com a sua experiência e nível de forma (ou falta dela), são indubitavelmente jogadores de qualidade. Uns mais sólidos, outros mais explosivos, mas não garantem a tal "cola", apenas mais individualismo.

Foi mesmo surpreendente ver João Moutinho a ser considerado o "Melhor Jogador" desta partida (no mínimo, desonesto para o guarda-redes adversário!). O seu jogo foi particularmente inconsequente, talvez mesmo a posição mais inconsequente dentro de campo em termos da tal solidez que não existiu.

E é tão surpreendente que convido todos a rever o jogo tomando particular atenção ao desempenho deste jogador. Permitirá constatar a quantidade de vezes em que se apresentou mal posicionado, escondido atrás de adversários, a optar por movimentos do tipo "passa e esconde", de braço em riste a apontar para que o portador da bola passasse para outro lado, sem se dar à recepção, sem procurar o passe e o desequilíbrio, sem pulmão para pressionar alto ou fazer mudanças na velocidade de jogo.

Foram muito visíveis as 3 ou 4 faltas que sofreu em jogadas perigosas, que podem ter tido a sua influência no prémio que recebeu, mas vistas friamente, surgiram todas de situações em que Moutinho chegou um segundo atrasado, incapaz de dar sequência aos passes "a rasgar", que pedem a ultrapassagem do adversário e a criação de desequilíbrios efectivos e não ganhar faltas parando o jogo.

Resumindo, falamos de um jogador de qualidade, mas sem forma adequada às exigências prementes da competição, sem capacidade de introduzir ou assegurar mecanismos de entrosamento, consequência e fluidez ao nosso jogo. Já foi assim no primeiro jogo, voltou a ser neste!

A culpa não é sua, nem do André Gomes, nem do William (claramente o melhor dos três!) nem dos outros, porque esse meio campo, constituído por um somatório de "nomes" individuais, resulta numa manta de retalhos, sem o entrosamento, a ligação e o entendimento necessários, que apenas vai sendo disfarçado pela óbvia qualidade intrínseca de cada um.

Adicionar qualquer jogador "avulso" a isto (João Mário, Rafa ou até Renato Sanches), não passa de uma solução "mais do mesmo", que não resolve o essencial, mas tão somente adiciona mais um elemento que "talvez" tenha algum rasgo que resolva. Em termos daquilo que se quer e precisa para termos uma verdadeira Equipa, esse caminho do "sortilégio" não serve nem é, definitivamente, competente.

UM TODO MAIOR QUE A SOMA DAS PARTES


Qual é a solução, então?

Todos se lembram como Scolari reagiu à derrota de entrada do Euro 2004, colocando o "FC Porto" de Mourinho em campo, assegurando daí em diante um nível de entrosamento da equipa que acabou por "levar tudo à frente" até final.
Todos reconhecem que a superior qualidade de selecções como a Espanha e a Alemanha assenta em cima da "cola" garantida por espinhas dorsais saídas integralmente de determinada equipa de cada um desses países.
Essas "colas", esses entrosamentos, essa introdução de mecanismos de fluidez e solidez nessas equipas, conferem aquele algo mais que torna essas selecções tão capazes e consequentes.

Chega-se à selecção nacional e... esquecemos isso tudo. Vê-se, constata-se e elogia-se em relação aos outros, mas quando toca a nós... lá vem a mesquinhez e a hipocrisia da clubite.
E não é entre adeptos: é entre comentadores, supostos "experts" e toda a sorte de palradores que infectam a opinião pública. Uns por agenda, outros por mediocridade, outros ainda por cobardia, tentam esconder a evidência com a peneira que lhes convém.

E porquê?
Porque essa solução não vem dum Porto dominante, como noutras alturas, nem dos actuais Donos Disto Tudo, o Benfica.

Mas está disponível e vem do Sporting, de onde foram convocados os jogadores nucleares do melhor meio campo da Liga portuguesa.


O MEIO CAMPO "DO SPORTING"


William, Adrien e João Mário, em conjunto(!!!), jogam de olhos fechados, têm pulmão para pressionar alto durante 90 minutos, têm mecanismos estabilizados, com capacidade de criar os desequilíbrios necessários para furar os mais fechados "autocarros" e servir de forma capaz os desequilibradores da frente, soltando-os e dando-lhes produção, introduzindo consistência, consequência, tranquilidade e foco persistente a meio campo, necessário a oferecer um carácter efectivamente avassalador ao desempenho geral da equipa, sem repelões, desgarrado ou em esforço desnecessariamente sofrido, como agora.

É imperativo que, quando é feito um passe para o espaço ou a solicitar um movimento de ruptura, o colega esteja lá para o receber, porque já sabe como é e está à espera exactamente disso e não a fazer qualquer outro movimento, noutro sentido, desgarrado, como aconteceu amiúde nos dois jogos.

E esta "espinha dorsal", este meio campo "nuclear" é possível quer seja em 4-3-3, quer seja no 4-4-2 base de FS, onde o trio pode ser complementado com um criativo, como André Gomes, Quaresma ou até Rafa, a fazer de "Bryan Ruiz", tal como costumam jogar.

Isto é tão óbvio que ontem havia muitos milhares de portugueses a indignar-se nas redes sociais por não estar a acontecer (benfiquistas incluidos - lampiões obviamente que não!), desesperando pelas substituições, esperando que Fernando Santos, nalgum lampejo de inteligência, tivesse lançado em primeiro lugar Adrien para o lugar de Moutinho e de seguida João Mário para o lugar de André Gomes ou de algum dos criativos, Nani ou Quaresma, colocando um "E" grande na equipa.


UM TREINADOR EM NEGAÇÃO E A CONVERSA DO COSTUME


Mas não. Fernando Santos voltou a mexer tarde e muito mal, preferindo manter a manta de retalhos ou até piorando-a e tornando-a ainda mais desgarrada. Quando se esperava que fosse o elemento que tratava de garantir a coesão e fluidez que é necessária, não só não o fez no primeiro jogo, como não fez no início do segundo jogo, como insistiu no erro e até o piorou com as mexidas a destempo que fez, constituindo-se como um verdadeiro obstáculo, senão mesmo o principal, ao melhor desempenho da selecção.

João Mário foi efectivamente lançado para o lugar de Quaresma, mas Adrien não passou do aquecimento. E as consequências foram óbvias: tivemos que assistir ao sofrimento de ver mais do mesmo no geral, ou nalgumas situações JM e William a ensaiarem as famosas e letais triangulações sem que depois aparecesse o terceiro elemento ou vértice que permitiria furar o autocarro e soltar uma entrada letal no corredor sobre a área, apanhando o adversário em desequilíbrio e criando o espaço necessário a uma finalização mais assertiva e sem ansiedade.

Não se trata de uma solução "divina" ou "garantida", como nenhuma é, mas apenas de uma opção pela competência.
Os espanhóis já o perceberam há muito tempo e, desde que apostaram nisso, nunca mais largaram, e os alemães nem pestanejam em adoptar esse princípio, tal é a sua obsessão e intransigência com a questão organizativa e estrutural. Em ambos os casos assistimos a "todos que são mais que as partes, constituindo verdadeiras equipas, entrosadas e oleadas e com os resultados que estão à vista: entre os dois, estão os vencedores de todos os títulos mais recentes!

Mas por cá, "aqui d'el Rei", que são o meio campo do Sporting, ou melhor, não são o meio campo do benfica, por isso... nem pensar.
E não faltarão as conhecidas verborreias retóricas do nacional-lampionismo, a atirar-se à forma para tentar negar o conteúdo - "Ah, e tal, os espanhóis assentam no Barça e os alemães no Bayern e o Sporting não é um nem outro", etc - sabendo nós qual seria o "argumento" se a coisa fosse ao contrário e se tratasse do meio campo do Benfica!

Agrava que Fernando Santos não o percebeu, nem acredito que vá perceber. O seu perfil técnico-burocrata e a sua susceptibilidade a certos interesses e pressões que rondam a selecção (foi, suspeito, também por isto que lá foi colocado), não o vai permitir.
Vai persistir no mesmo erro, ajudado pelo facto de se poder agarrar a estatísticas que, de tão avassaladoras permitem ocultar o quão enganosas são, e esconder-se atrás das imensas costas largas de Ronaldo que, pela sua projecção mediática, será sempre o alvo de todas as críticas, mais ou menos invejosas ou ignorantes.


COSTAS DEMASIADO LARGAS


De facto, CR7 está a pagar, pela crítica, algo que não é da sua responsabilidade, da sua decisão ou sequer da sua incompetência.
Falhou um penalti? Falhou. Esteve no seu melhor? Não.
Mas tentou tudo, não obstante de estar numa equipa com desempenho desgarrado e em permanente esforço, em posições e dinâmicas onde não rende e pode ser "abafado" com relativa facilidade, decorrentes da mediocridade de um treinador sem unhas para uma equipa destas e um jogador destes.

Indigna-se muita gente que CR7 joga melhor no Real do que na selecção. Pois é. Mas convém tentar perceber porque é que o anterior Paulo Bento ou o actual Fernando Santos, nem nos seus sonhos mais molhados, alguma vez seriam treinadores de uma equipa desse nível.
A selecção e as suas sucessivas "gerações" tem pago bem caro por isso!


À FALTA DE MELHOR... VENHA A "SORTE"


Com o choradinho cego do "nacional-lampionismo" a exigir a inclusão de Renato Sanches, preferindo o orgulho de ter um dos "seus" a jogar do que ver uma equipa entrosada, oleada, mandona, consequente, sólida e eficaz;
com a pressão latente do "Mendismo", interessado mais em negócios e lucros individuais, do que na felicidade de um povo; e com a incapacidade por demais evidente do próprio treinador para se impor a isso tudo, mas também de ele próprio perceber o problema e a solução a adoptar, antes constituindo-se como mais um obstáculo de monta ao desempenho da própria equipa (como ficou patente ontem!!!), resta esperar pelo 3º jogo e rezar pelo sortilégio "avulso":

Que haja algum rasgo de excelência de algum jogador, que alguma das bolas sofridas e em esforço acabe por entrar, que a equipa, no fim, consiga superar a inconsistência que é assegurada... pelo o próprio treinador.


O FADO


Foi assim no passado e parece que vai continuar a ser agora. É o "fado" do seleccionador, acompanhado à guitarra e à viola pela FPF. Pode ser pitoresco assistir hoje a "antigas glórias" a "já" poderem contar as pressões que houve noutras campanhas para introdução de jogadores "avulso", por serem da equipa A ou da equipa B. Mas, na verdade, isso não passa de um atestado de incompetência patética aos seleccionadores e à FPF que, pelos vistos, continuam na mesma! Assim vai o nosso triste futebol.

Deixemos, por isso, a calculadora de uma vez por todas, porque a equação é bem simples:
Na quarta-feira, a selecção vai ter que superar e derrotar Fernando Santos... se quiser ganhar à Hungria e seguir em frente.
Melhorias? Uma Equipa? Vai continuar a não haver!

O Avançado da Esplanada
Agradecer a todos pelo apoio. Se ainda não seguem o Mister do Café nas redes sociais, podem começar já. 
Link do Facebook: (cliquem)
Link do Twitter: (cliquem)

quinta-feira, 24 de março de 2016

3 ANOS E UM DIA... DE TRABALHO!


Passaram ontem 3 anos desde a tomada de posse de Bruno de Carvalho como Presidente do Sporting Clube de Portugal.

Para celebrar a efeméride, houve visitas abertas à obra do novo Pavilhão João Rocha (já deu para sentir o cheiro do regresso a casa dos grandes ambientes em grandes jogos!), houve rejúbilo, com mensagens de parabéns e bons augúrios dos adeptos a inundar as redes sociais, mas houve sobretudo a noção de que era apenas mais um dia nesta nova vida do Sporting.

E hoje é outro. Aquele que eu quero celebrar, porque tem sido essa a marca deste grande Presidente: trabalhar mais a cada novo dia, com Esforço, Dedicação e Devoção, para uma grandeza cada vez maior do clube, totalmente orientada para a nossa Glória.

É mais um dia na normalidade ascencional que foi introduzida como regra, que voltou a libertar o Espírito Leonino do Sporting Clube de Portugal, depois de duas décadas de má memória, entropia, afundamento e submissão a uma espécie de "Espírito Santo" de um tal de "Sporting Comercial Português" a que estávamos resignados, que nos trazia na tristeza e na depressão e quase nos levou à ruina.

É mais um dia na ascensão que tanta urticária e azia tem causado a tanta gente, sobretudo aqueles que não suportam nem aceitam que o Sporting possa estar a reocupar o seu legítimo lugar e trabalham desesperadamente, dia após dia, para impedir que isso aconteça, com o patrocínio e a colaboração de uma CS servil e mesquinha.


AS AGÊNCIAS DE PROPAGANDA


A referência do Record é a saída de Marco Silva
e não a contratação de Jorge Jesus... essa nota de rodapé!
A hemorroidal insiste em não passar!

Com efeito, a CS actual, na sua incapacidade de discernir entre liberdade de imprensa e libertinagem de tendência, não só perdeu os seus maiores valores - independência e isenção - como readquiriu tiques bafientos, fundamentalistas e de índole totalitária, próprios de um jornalismo de regime pré-25 de Abril que, no caso do desporto e a coberto da demissão reguladora do Estado, atingem um exagero tal que roça uma vergonhosa xenofobia por tudo aquilo que não seja vermelho.

A coisa chegou a tal ponto que, na verdade, já nem se podem considerar órgãos de informação, mas apenas como agências de propaganda de um "estado único". Em muitos casos, começam a fazer lembrar cada vez mais aquela senhora de voz sofrida e quimono comprimido, que recita as verdades oficiais do Grande Líder da Coreia do Norte, todas as noites.

E se nas "agências de propaganda" comerciais já é vergonhoso, ver isto a acontecer, à cara podre, na televisão paga por todos nós - a RTP - roça o criminoso! Mas até esses perderam o sentido da liberdade e enveredaram pela libertinagem.

Na perspectiva destas personagens, há mais de três milhões e meio de portugueses (para falar apenas dos sportinguistas!) que não têm direito ao respeito, à equidade de tratamento (já para não falar de igualdade), ou sequer a ser felizes, ou no mínimo deixados em paz.

Para essa gente rasteira e medíocre, somos uma espécie de cidadãos de 2ª, passíveis de ser tratados de qualquer forma, abusados, enxovalhados, provocados, apenas pelo "crime" de não sermos "dos que são mais" e um obstáculo aos interesses do seu Grande Líder e suas hordas.

E para isso vale tudo: adulterar notícias, fabricar assuntos, simular "fontes", truncar palavras, descontextualizar textos, mentir à brava, numa espécie de contrafacção da verdade que noutro sector de actividade já teria levado a uma intervenção incontornável da ASAE e ao julgamento dos responsáveis.

Um pormenor que escapa às pessoas, que o jornalixo português traz convenientemente omitido e que a ERC prefere fingir não saber: o Estatuto do Jornalista diz que, por defeito, TODAS as fontes devem ser identificadas. A não identificação só é aceitável quando há que proteger a fonte. Essa protecção acaba no momento em que fica comprovado que a fonte está a mentir.

Pergunto: com o desfilar permanente e consecutivo de notícias que posteriormente se comprovam serem mentiras, quantas fontes foram identificadas? Nem uma!
Se a identificação de quem veiculou mentiras é um dever dos jornalistas, porque não identificam essas pessoas? Porque são coniventes com os mentirosos? Porque são eles próprios os mentirosos? Porquê?
E porque é que, nesses casos, a ERC não obriga à divulgação, por protecção aos superiores valores do jornalismo e serviço à verdade? Por conivência? Por cobardia? Porquê?

A CELEBRAÇÃO DAS AGÊNCIAS


Foi, por tudo isto que se assistiu sem surpresa aos ecos desta "efeméride" na CS:
Dividiram-se entre os dois polos da esquizofrenia com que a Máquina de Propaganda controla a informação:

O mais institucionais, usaram da versão "Grande Líder" e trataram de ignorar a "efeméride", entregando-se ao silêncio - o que se agradece: pelo menos não abusaram nem provocaram.
Outros, deitaram mão da versão "Estado Lampiânico", aquela com que uma miríade de catataus e papagaios debitam diáriamente as provocações e os abusos inaceitáveis... que "o Grande Líder não disse".

Ambos no cumprimento do objectivo máximo: abater mediáticamente "o homem", aquele que insiste no desplante de não se submeter, aquele que faz perigar o "estado único", aquele que mete a nú a pouca vergonha em que eles próprios se tornaram, aquele que se permite a ousadia de querer fazer felizes essa ralé dos cidadãos de segunda.


A DURA PERSISTÊNCIA DO GRANDE SPORTING E UM PRESIDENTE A CONDIZER



É com este desejo do execrável e pífio Record (na sua luta crónica com a Bola pelo estatuto de órgão oficioso lampião) que termino como comecei.

Quanto mais desejam que tenha chegado o último ano deste Presidente do Sporting Clube de Portugal, quanto mais se alinham para lhe tentar traçar o fim, quanto mais procuram eliminar o maior obstáculo ao Grande Líder que servem, quanto mais querem vender desinformação que abata aquele que tanta urticária e coceira lhes causa, mais eu estarei focado em cada dia seguinte:

Aquele novo dia em que o Presidente do Sporting continua, como sempre, a trabalhar mais e mais para alimentar o crescimento do clube, para solidificar o estatuto de grande, para intrometer-se em todas as lutas por direito próprio, para dar cabo dos «sistemas» do execrável regime único que só tacanhos e alarves promovem, para proteger o nosso direito à felicidade e à Glória.

E como eu, milhões e milhões de sportinguistas.
Sabemos que cada dia é uma efeméride, de luta, de trabalho, sempre para cima, contra tudo e contra todos e que, como sempre, de gente mesquinha e rasteira não rezará a história.
O Sporting, não é mais aquela entidade enorme, submetida e passiva, que existia meramente para abrilhantar o sucesso dos outros. Não é, nem voltará a ser!

Aos "senhores" da CS, desejo que continuem a trabalhar para a vossa urticária, porque essas tácticas que servem, ao melhor estilo das CS controladas por tipos como Gobbels, Ceausescu ou Kim Jong Un, não só são o melhor sintoma de que estamos no caminho certo, como só nos unirá cada vez mais em torno do nosso clube e de um presidente com que (vão-se habituando!) terão que levar por muitos e muitos dias como o de hoje, o de amanhã, o seguinte e por aí fora...

Obrigado Presidente, por mais este dia de trabalho!

SEGUIMOS JUNTOS!



(Avançado da Esplanada)


Este foi mais um texto do "matador" leonino. Podem consultar os seus outros textos aqui: (link). Nos próximos dias também farei uma análise aos 3 anos de mandato de Bruno de Carvalho.

Agradecer a todos pelo apoio. Se ainda não seguem o Mister do Café nas redes sociais, podem começar já.

Link do Facebook: (cliquem)
Link do Twitter: (cliquem)


sexta-feira, 11 de março de 2016

Este ano, para variar, o primeiro pode ser... o melhor?


A derrota de sábado foi um golpe duro, como já o havia sido o empate em Guimarães.

No entanto, ambos os jogos deixaram claro que o Sporting é, de longe, a equipa que melhor futebol joga nesta Liga. E isso ficou totalmente a nu, com a forma como vulgarizou o Benfica que, depois de safar um golito numa carambola fortuita, pouco mais pôde do que remeter-se à defesa desesperada dessa vantagem magra e fortuita.

Quem viu o jogo, ficou com a noção clara de estar perante um paradigma daquilo que se considera um jogo contra uma equipa pequena. Mais que pequena, porque nem se pode falar de “autocarro”, mas sim de “carrinha”, tão apertada e encolhida foi a viatura que estacionaram em frente da baliza. Nem o Tondela usa uma viatura tão... “económica”.

Ainda assim, o resultado não se manteve pelo mérito da “táctica de equipa pequena”, mas pela manifesta falta de eficácia na concretização da equipa do Sporting, tal a quantidade de oportunidades criadas e falhadas.


FAIXAS ENCOMENDADAS e MARQUÊS RESERVADO


Mas “o resultado é que conta”, dizem.  E conta de tal forma que a massa de órgãos de propaganda lampiã informais (Bola, Record, Mais Futebol, TVI, DN, etc, chefiados pelo inenarrável CM) e formais (com todos os papagaios e catataus do Coro de S. Gabriel a sair a terreiro) se agarrou a ele para tentar desviar as atenções do desempenho pífio e desesperado com que se auto-humilharam em campo.

Desmarcado o incómodo da evidência, deitaram mão da bazófia natural lampiã e vai de fabricar uma inevitabilidade: todas as projecções que fazem e cenários que tentam vender, passam por problemas e dificuldades de percurso de todos os adversários do “seu” Benfica, estando este votado a um passeio 100% vitorioso daqui para a frente. Dito de outra forma, aconteça o que acontecer... já são campeões.


Ora, quem acompanha os jogos da Liga, já percebeu que, em condições normais, só há um adversário à altura do Sporting em termos de competência e consistência do “jogo jogado”. E não é nem Benfica, nem Porto: é o Braga.

O Braga não tem sido tão regular, é certo, mas quando desata a jogar à bola é um caso sério. E quanto mais o campeonato anda, mais o tem demonstrado. Quando está no auge, aquelas duas outras equipas nem cheiram. Não é à toa que o Sporting – Braga da Taça foi, até à data, “o” jogo desta época.

Esta evidência, só por si, seria o bastante para manter calmas e confiantes as hostes sportinguistas, em relação aos 27 pontos que faltam disputar. Até porque ao Benfica basta a mais pequena escorregadela – um mero empate – para passar para segundo.

O ALFINETE DE PETER


Mas há o factor “C” (de Colinho, de Conivência, de Cunha, de Corrupção, de Canalhice, de Cobardia – a oferta é muito abrangente, o leitor que escolha à sua vontade) que atemoriza toda a gente, por ser o responsável pela ascensão dos lampiões ao topo.

Em termos classificativos estritos, foi o resultado de Alvalade que os colocou no primeiro lugar.

No entanto, tem sido evidente para todos, benfiquistas incluídos, que foram “inclinações providenciais” em certos jogos chave (Guimarães, Paços, Arouca, Setúbal, Rio Ave, Braga, ou até contra o patológico e servil Belenenses), que colocaram o Benfica bem acima do nível da sua própria incompetência, subvertendo artificialmente o famoso Princípio de Peter.

Grande parte através de “erros humanos” à-lá-carte, autênticos “saca-rolhas” providenciais que foram desbloqueando a impotência e os resultados, a que se soma uma impunidade gritante e selectiva no que concerne a cartões vermelhos e penaltis, que já ninguém de bom senso se atreve a negar, tão assustadoras e desproporcionadas são as estatísticas.



É aqui que reside o “receio” dos adversários, a “confiança” dos lampiões e as “certezas” do Estado Lampiânico.

Porque em jogo jogado, em capacidade e competência desportiva, é por demais evidente que esses sentimentos seriam diametralmente opostos. A realidade competitiva assim o mostra, por muito branqueamento e “realidade alternativa” que a máquina de propaganda (CS incluída) fabrique e nos tente vender.

O Sporting está mesmo uns furos acima e é a equipa que melhor futebol joga em Portugal, mesmo com um orçamento bem abaixo dos rivais. O Benfica não passa de um balão insuflado artificialmente por umas cartas “extra” saídas de algumas mangas providenciais, sempre que o jogo está a correr mal.

Sem “ajudas”,  “trunfos na manga” ou “serviços” ínvios e manhosos, o caminho do Benfica é muito incerto e inseguro. Dificilmente pontuará com o Braga, dificilmente ganhará ao Guimarães ou ao Rio Ave, dificilmente não perderá uns quantos pontos até ao fim, dificilmente não regressará para o patamar natural limitado pela sua própria incompetência. E basta tropeçar num empate, para se esboroar todo. Esta é a dura realidade.


UMA CUNHA

O que me leva a tentar meter, publicamente, uma cunha ao Presidente do Conselho de Arbitragem, apelando “à cara-podre” à sua condição de sócio do Sporting:

- Trate de garantir condições para que não haja interferências “orientadas” nos restantes jogos da Liga;
- Trate de garantir condições para que os jogos sejam limpos, sem “tendências” nem “inclinações”;
- Trate de garantir condições para que todos os cartões vermelhos e penaltis que tiverem que ser mostrados ou marcados... o sejam;
- Trate de garantir condições para que os árbitros não se deixem condicionar ou intimidar por delegados e observadores e pelas classificações macacas com que esses verdadeiros cancros servem o «Colinho».

Se a máfia que mexe os cordelinhos do «sistema» tentar apertá-lo por este “atrevimento”, faça queixa à polícia, ao MP ou ao DCIAP e denuncie publicamente.
Ande com um gravador sempre à mão. Grave as suas chamadas todas e avise os seus interlocutores que o está a fazer, para ter validade jurídica. Repare que essa gente, mais tarde ou mais cedo, está toda a acabar detida. Ponha-se do lado certo, transparente, leal e legal, enquanto ainda tem tempo. Seja corajoso e opte pela dignidade do futebol em vez de promessas ilusórias de tachos futuros a troco do seu carácter! O desporto em geral e o futebol em particular ficar-lhe-ão agradecidos e recordá-lo-ão como uma referência a seguir. E a sociedade também.

Lembre-se que, apesar de os danos já serem muito grandes nesta altura do campeonato, nunca é tarde para emendar a mão. Até porque isso significa passar a respeitar também os outros milhões de portugueses que hoje são sujeitos a um tratamento que roça a xenofobia, pelo mero facto de não serem "vermelhos", e também um respeito pelos valores e princípios mais nobres e inalienáveis do desporto que o futebol é, acima de tudo.

SER OU NÃO SER...

Se o futebol está definitivamente condenado a estar capturado por um punhado de gente rasteira e sem escrúpulos, e este campeonato é só mais um destinado a ser uma fraude, então não há realmente nada a fazer.

Nesse caso resta-nos aguardar pelo dia da visita das autoridades policiais e judiciais a este câncro (que já começa a tardar!), continuar infelizmente a dar aos nossos filhos pequenos este “futebol” como exemplo a não seguir, e viver para o jogo de cada fim de semana, ignorando uma competição que, na verdade, não existe.

Se pararem as ajudas, os esquemas, os favores, os serviços... aí, meus senhores, a conversa é outra.

Se tal for possível, acredito que não só estamos na luta como somos os principais candidatos ao título, num campeonato que muito possivelmente só será decidido na(s) última(s) jornada(s). Aí, acredito que em poucas jornadas estaremos de novo em primeiro lugar e que acabaremos por nos sagrar campeões.

Porque uma coisa está à vista de todos, por muito que o tentem esconder: O Benfica é um balão insuflado com recurso a artifícios externos ao jogo jogado. Sozinho... não se aguenta! E está a um empate de se estampar!

O Sporting, por sua vez e  mesmo apesar deste momento menos concretizador, está bem, é o mais forte e recomenda-se. E isso dá-me uma fé danada!

Vamos continuar a lutar por cada jogo, por cada ponto, por cada vitória, por sermos cada vez melhores, porque é esse o nosso desígnio. Só pedimos que os engulhos deixem de adulterar o jogo, saiam da frente e, de preferência, se recolham aos buracos de onde nunca deveriam ter saído!


Avançado da esplanada
 

Agradecer a todos pelo apoio. Se ainda não seguem o Mister do Café nas redes sociais, podem começar já.

Link do Facebook: (cliquem)
Link do Twitter: (cliquem)