Por que será que a sociedade portuguesa não confia nos árbitros e nas instituições desportivas nacionais? Esta deveria ser a principal resposta que os actuais dirigentes do futebol português deveriam procurar, para dar prestigio e credibilidade às nossas competições.
Nos últimos dias tenho vindo a falar no escândalo que são as ligações de Duarte Gomes à arbitragem nacional, mas parece que ninguém quer saber da nada. Tudo é permitido a quem está dentro do sistema. Atopelam-se regulamentos, quebram-se as normas básicas da gestão, ignoram-se petardos atirados a jogadores, etc. Como alguém disse um dia: É tudo folclore.
Aqui ficam os posts sobre Duarte Gomes:
- O casal do apito e mais um escândalo no Futebol Português
- Duarte & Cª
Vejamos mais dois casos curiosos sobre o futebol português:
Aqui ficam os posts sobre Duarte Gomes:
- O casal do apito e mais um escândalo no Futebol Português
- Duarte & Cª
Vejamos mais dois casos curiosos sobre o futebol português:
Uma fita gasta
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| Link da notícia (aqui) |
Como podem verificar, Hugo Miguel - árbitro nomeado para o Clássico de amanhã entre o Porto e Sporting - esteve envolvido no processo Apito Dourado, tendo sido "salvo" pela "má qualidade de som da fita gravada que impedia que as incidências do jogo pudessem ser analisadas pela equipa de peritos".
Cosmos
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| Link (aqui) |
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional decidiu escolher a Cosmos como parceira de viagens da Taça da Liga. A mesma Cosmos que esteve envolvida directamente no processo Apito Dourado. Vejamos:
Notícia Expresso de 1 de Agosto de 1998
Olivedesportos compra agência Cosmos
A OLIVEDESPORTOS de Joaquim Oliveira tornou-se a única proprietária da agência de viagens Cosmos. A Cosmos, recorde-se, é a agência oficial da Federação Portuguesa de Futebol e do FC Porto e ficou particularmente conhecida após o seu envolvimento no caso das férias pagas ao árbitro Carlos Calheiros.
A agência - que tinha na sua administração Adelino Caldeira (considerado próximo de Joaquim Oliveira) e da qual já desde há algum tempo o filho do patrão da Olivedesportos, Rolando Oliveira, é presidente do Conselho Fiscal - mantém em carteira os contratos com a Federação Portuguesa de Futebol e o FC Porto. É ainda responsável pela deslocação das equipas do continente às regiões autónomas.
A ligação mais directa da Cosmos ao mundo do futebol provocou as mais diferentes controvérsias, tendo sido mesmo acusada por alguns jornais, em tempos, de ter sido favorecida no contrato com a Federação. Esse facto deu origem a um processo em tribunal, no ano passado, tendo sido condenado o director do jornal «Record», que, entretanto, recorreu para o Supremo. Mas 1997 ficou como um ano negro para a Cosmos. Não apenas os resultados líquidos não subiram - como apontavam as previsões das empresas de consultadoria comercial que falavam de um aumento de 1,45 milhões de contos, estimados em 96, para 1,5 em 97 - como, segundo António Laranjeira, a facturação foi substancialmente inferior em relação ao ano anterior. A revelação do caso do árbitro Francisco Calheiros, trazida a lume pela SIC e envolvendo o nome da Cosmos, contribuiu para que a imagem da empresa fosse beliscada nesse ano.
Joaquim Oliveira, que já detém todos os direitos da publicidade estática na esmagadora maioria dos estádios portugueses e o negócio do futebol na televisão, além da propriedade do jornal «O Jogo», fica agora também com a agência de viagens que mais ligações tem com o mundo do futebol.
Por Jorge Massada, no Expresso, 1-08-1998
Curiosamente, Adelino Caldeira transitou anos mais tarde para a SAD do Porto e não veio sozinho. A filha é apresentadora do Porto Canal e o seu irmão tem-se safado bem nas negociatas com o clube. Mais informação (aqui).
Curiosamente, Adelino Caldeira transitou anos mais tarde para a SAD do Porto e não veio sozinho. A filha é apresentadora do Porto Canal e o seu irmão tem-se safado bem nas negociatas com o clube. Mais informação (aqui).
Caso "Jacinto Paixão"
O caso "Calheiros"
Aqui fica a recordação da importância da Cosmos num determinado período do futebol português.
Termino como comecei: Por que será que a sociedade portuguesa não confia nos árbitros e nas instituições desportivas nacionais?
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