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domingo, 5 de janeiro de 2025

Apito ao poder - Parte II

Ao longo dos últimos meses, muito por força de uma imprensa amestrada e da completa apatia dos "3 grandes", pouco ou nada se tem falado sobre o jogo das cadeiras na cúpula do futebol português. Com a chegada do novo ano, a imprensa entretêm os adeptos com as possíveis dispensas e contratações de novos jogadores para as suas equipas, enquanto o mercado dos dirigentes continua...a rolar ao som do apito. Pedro Proença avança para FPF, deixando o assento quente para Artur Soares Dias na Liga, enquanto que na AFL, Rui Rodrigues, o senhor da camioneta do apito da Sporttv tenta seguir as pisadas dos seus pares do apito. 

Desde o primeiro post que fiz sobre este assunto (aqui), este mercado teve algumas movimentações interessantes, com destaque para a situação de Nuno Almeida, que me faz recordar uma velha máxima do antigo Primeiro-Ministro, Luís Filipe Vieira, que dizia publicamente que os “lugares na Liga e FPF são mais importantes do que os bons jogadores”. 

Ferrari Vermelho vai à box trocar de pneus 

https://www.fpf.pt/pt/News/Todas-as-not%C3%ADcias/Not%C3%ADcia/news/46483
Link (aqui)

No dia 4 de outubro de 2024, com a época desportiva a decorrer, Nuno Almeida anunciou o final da sua carreira como árbitro de futebol. Na comunicação realizada pela FPF, o "Ferrari Vermelho", como é conhecido, considerou: "Sinto-me em condições para continuar ou não teria iniciado a época, mas acho que posso utilizar a minha experiência em outras áreas da arbitragem".

No espaço de dois meses, este foi o segundo árbitro a abandonar de forma abrupta a carreira com a época desportiva em curso, depois de Artur Soares Dias. Como diria alguém, "o comboio não passa duas vezes", e a oportunidade de um cargo de prestígio, poder e muito bem remunerado garantido para pelo menos uma década, não podia ser desperdiçada. 

Curiosamente, a justificação para o abandono de ambos foi semelhante, assim como a disponibilidade do Jornal Record, o famoso "media partner" da Liga Portugal, para entrevistar Nuno Almeida. 

Sobre a encomenda propriamente dita, os dois objetivos principais foram transmitidos. Em primeiro lugar, posicionar-se para um cargo numa estrutura liderada pelo "incansável" Pedro Proença (print anterior). Em segundo lugar, tentar libertar-se do facto de ter sido um dos árbitros que mais utilizou os vouchers do Benfica. 

O Rei do voucher


Diz o "sócio" que não sabia dos vouchers no Kit Eusébio, mas a realidade é que foi o maior utilizador dos vouchers do Benfica, com umas inacreditáveis sete refeições, que custaram aos cofres da luz cerca de 1600€. 

Link completa divulgada na imprensa retirada do processo (aqui)

Na tentativa de limpar a face, Nuno Almeida diz que "não fazia a mínima ideia" que havia um voucher na caixa, que ficou "apenas com a primeira caixa" e que ofereceu as restantes "aos amigos mais próximos de Monte Gordo", concluindo que "tive o cuidado de lhes perguntar e eles nem sabiam do que eu estava a falar".

Desde o dia da retirada da arbitragem até ao dia desta entrevista ao Jornal Record, Nuno Almeida, coadjuvado pelos propagandistas de Pedro Proença teve sessenta e seis dias para encontrar uma justificação para o facto de ser o Rei do Voucher. O melhor que conseguiu foi fazer-se passar, a si e aos seus amigos, pelos lerdinhos de Monte Gordo. Uns tipos muito ingénuos que abrem um presente e que não conseguem ver um voucher que lhes garante uma tainada monumental. Ninguém os viu nem sabe do que se trata, por isso temos de acreditar que o raio dos vouchers só podiam ser saltitantes - como as papoilas - e que, sem ninguém lhes tocar, foram até ao Museu da Cerveja para serem descontados. É de facto extraordinário.  

Isto vindo do artista que na mesma entrevista diz não fazer "a mínima ideia" de onde surgiu a alcunha de Ferrari Vermelho. Nós sabemos, Nuno. Nós sabemos muito bem.  

Ferrari em excesso de velocidade


Link da notícia (aqui)

Eu sei que há malta muito esquecida, mas eu ainda sou do tempo em que José Fontelas Gomes, atual Presidente do Conselho de Arbitragem da FPF e na altura Presidente da APAF, defendia os árbitros que usaram os vouchers com a justificação de "O código de ética da UEFA estabelece que o valor máximo das lembranças não pode ultrapassar os 200 francos suíços, o que dá qualquer coisa como 183 euros". 

Queira o caro leitor recuar um pouco neste texto e verificar que das sete jantaradas do Ferrari Vermelho, três são bem acima desse limite, sendo que é justo destacar aquela que deve ter sido uma jantarada memorável e que custou perto de 600€. Coisa pouca.

Ferrari Vermelho na poll position


Link da notícia (aqui)

Na passada sexta-feira, em comunicado, a candidatura de Pedro Proença fez saber que além de querer triplicar o número de árbitros, já tem nomes para o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, com Luciano Gonçalves, atual presidente da APAF, a ser o candidato à Presidência, enquanto que, espante-se, Nuno Almeida será o vice-Presidente com a responsabilidade pela seção profissional. Serão estes os homens de mão de Pedro Proença para meterem a arbitragem na ordem. 

Ainda ontem, vimos Di Maria fazer isto ao árbitro João Godinho sem lhe ter sido dada ordem de expulsão.  Nuno Almeida foi um árbitro medíocre e nunca chegou sequer a internacional. Apesar disso, e ainda não tendo tomado posso como líder pelo apito profissional em Portugal, mostra já que é uma inspiração para o atual lote de apitadores nacionais, como podem ver de seguida. 

Liderança implacável: Recordação do dia em que Luisão encostou a cabeça a Nuno Almeida e... nada aconteceu.

De Alcanadas para o Mundo - O Rei dos Bilhetes e da ética 


Se Nuno Almeida é o Rei dos Vouchers e da disciplina, Luciano Gonçalves é o Rei dos Bilhetes e da ética. 

Recordemos o belíssimo episódio em que Luciano Gonçalves pediu 50 bilhetes ao Benfica para os amigos de Alcanadas (aqui) ou o extraordinário caso de 2004, onde mostrava já ser um artista multifacetado. Na ocasião, conseguia ser árbitro de futebol, jogador e dirigente. Uma versatilidade que lhe permitiu apitar um jogo entre duas equipas da mesma divisão que o clube no qual era jogador e dirigente, o Centro Recreativo de Alcanadas. 


De facto, as gentes de Monte Gordo e de Alcanadas têm a sorte de ter amigos tão dedicados e atenciosos como aqueles que serão, previsivelmente, os novos líderes do apito em Portugal. Já diz o provérbio, "Amigo diligente, é melhor do que parente". 


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Missa até ao fim


A Final 4 da Taça da Liga serviu de prova dos nove para atestar da incompetência do conselho de arbitragem e para perceber que as missas vão continuar, mesmo com VAR. Vamos por partes.

Uma confusão à portuguesa


A Taça da Liga é uma organização da Liga de clubes, mas as nomeações dos árbitros são geridas pela FPF através do conselho de arbitragem. Contudo, quem paga aos árbitros é a Liga, ou seja, os clubes. Por outro lado, quem paga os custos associados ao VAR no campeonato é a FPF. Confusos? Também eu. 

Vejamos se nos entendemos. A Liga tem feito um esforço brutal para prestigiar a Taça da Liga. Encontrou um patrocinador para a competição, implantou um modelo de final 4 que é interessante, desenvolveu parcerias para passar a fase final em canal aberto, etc. (Sobre esta organização da Final 4 falarei noutro post). 

Por outro lado, temos a FPF que para quem ainda não percebeu, quer esvaziar completamente os poderes da Liga, contando para isso com o alto patrocínio do Estado lampiânico. Já falei sobre isso na altura da golpada no parlamento, em que os deputados do PSD se preparavam para fazer passar pela "porta do cavalo" (aqui) uma legislação para retirar o poder de regulamentação disciplinar e de arbitragem da Liga e entrega-lo nas mãos da FPF, isto depois de o conselho de arbitragem já ter sido desviado para a FPF. Curiosamente, ficamos a saber que um desses senhores deputados proponentes até é membro do conselho de disciplina da FPF e outro tem comunicações regulares com o Benfica entregando documentação confidencial (aqui). 

Como é que querem que os clubes levem a sério a competição?


A FPF e a Liga vivem num clima de paz podre, que ficou bem patente nos últimos dias. Vamos pensar um pouco. Sendo uma competição organizada pela Liga, os clubes têm todo o interesse que seja um sucesso. O caminho para a credibilização da competição tem sido trilhado e na edição deste ano os três grandes encararam a prova para ganhar, ao contrário de anos anteriores. Vimos os jogos em que os grandes participaram e apercebemo-nos que os treinadores escolheram os seus melhores jogadores para irem a jogo. Melhor exemplo do que o recente clássico entre o Porto e o Sporting não há. Infelizmente, as duas equipas até perderam jogadores influentes na manobra das equipas, por precisamente meterem toda a carne no assador, como diria Quinito. Falo de Gelson e Danilo.

Os melhores ficam em casa


Ora, se os treinadores escolheram os melhores jogadores, não seria também lógico que o Conselho de arbitragem escolhesse também os melhores árbitros para estes 3 jogos decisivos? Se queremos credibilizar uma competição temos de ter os melhores a apitar estes jogos, para não acontecerem roubos de igreja como na final de 2009. Foi esse o momento chave que descredibilizou por completo a competição e subsiste até aos dias de hoje. Ainda hoje a competição é conhecida como Taça Lucílio ou taça da carica, por causa desse momento. Mais uma razão para definitivamente o Conselho de arbitragem da FPF escolher os melhores. 

Seria lógico que José Fontelas Gomes, o treinador dos árbitros, escolhesse os três nomes dentro do lote de internacionais, que são os principais árbitros nacionais. Mas não foi isso que o presidente do Conselho de arbitragem fez. A escolha recaiu em três figurinhas absolutamente medíocres do apitadeiro nacional: Manuel "dos talhos" Mota, Nuno "Ferrari Vermelho" Almeida e Rui Costa que foi agraciado com uma final quando está a fazer uma época absolutamente vergonhosa. Curiosamente, Rui Costa é irmão de Paulo Costa, vice-presidente do Conselho de arbitragem. Coincidências.

O árbitro da final


Vou só deixar dois exemplos de lance protagonizados por Rui Costa durante esta época que ficarão por certo na memória dos adeptos: A agressão de Eliseu a Diogo Viana e o penálti não assinalado por falta evidente sobre Gelson, depois de duas visualizações nos ecrans do VAR.



Mais um jogo, mais uma roubalheira


Já falei sobre a vergonhosa arbitragem de Nuno Almeida na meia final (aqui) e (aqui). Vejamos agora o "serviço" de Rui Costa.


Fiz questão de retirar o vídeo da RTP para mostrar as reacções dos inseparáveis Manuel Fernandes Silva e de Bruno Prata, que demoraram uma eternidade a perceber o lance. Importa realçar que na Sporttv a análise de Luís Freitas Lobo foi praticamente imediata, vislumbrando claramente a mão do jogador do Vitória. Tirando esse pormaior, vamos ao que importa.

Missa sem sacristãos


Importa relembrar nas meias-finais o conselho de arbitragem nomeou árbitros de baliza, sendo que tal não aconteceu neste jogo por clara incompetência de José Fontelas Gomes e seus pares, como já expliquei (aqui). Este lance é o exemplo perfeito da utilidade de um árbitro de baliza. O árbitro de baliza estaria em cima do lance e não teria problemas em verificar a mão do jogador do Vitória, coisa que Rui Costa e restantes auxiliares de campo não conseguiram fazer. Se tivesse sido definido que não seriam utilizados árbitros de baliza durante toda a competição, não haveria problema nenhum, até porque ninguém levantaria a questão. Agora, ver a equipa de arbitragem das meias finais para a final ser reduzida em dois elementos não cabe na cabeça de ninguém. Então no jogo mais importante da competição é que se retiram meios que podiam assegurar a verdade desportiva?


Um verdadeiro artista


Porque será que só Rui Costa é que vai ao monitor rever os lances? Para o VAR dar a indicação é porque tem a certeza absoluta que é pontapé de penálti. Não sei se é desconfiança em relação ao colega que estava no VAR ou se dava jeito retardar a partida. Depois, porque raio é que demorou tanto tempo para verificar um lance tão evidente? Recordo que quando Rui Costa se dirige ao monitor as imagens já foram cortadas pelo VAR para o processo ser ainda mais rápido. A imagem que vemos no lado esquerdo do ecran quando aparece a indicação "videoárbitro" é precisamente aquilo que Rui Costa estava a ver. 

Mas há questões ainda mais importantes do que isso. Porquê é que Rui Costa não exibiu o cartão vermelho ao jogador do Vitória? Então uma defesa com a mão de um jogador de campo em cima da linha de golo não é para vermelho? Se isto não é para vermelho não sei o que será. Há uma teoria que diz que o guarda-redes estava atrás do jogador e podia chegar à bola. Se a questão for essa nunca será vermelho para nenhum defesa, uma vez que os guarda-redes estão sempre atrás dos defesas.

Obviamente, seria lance para cartão vermelho e que deixaria o Vitória de Setúbal empatado e com menos um jogador durante o assalto final do Sporting à baliza adversária. Não expulsou porque não quis! O Jorge Jesus explica bem a situação.


E depois de tudo isto, o artista dá 5 minutos de compensação. Só para a análise da decisão do pontapé de penálti foram gastos 5 minutos. Depois, há que somar as substituições, que segundo as regras devem ser compensadas em 30 segundos cada. Como foram efectuadas 4 substituições na 2ª parte estamos a falar de mais 2 minutos. E depois vários jogadores do Vitória de Setúbal foram assistidos e as perdas de tempo por parte do foram constantes. No mínimo, 10 minutos de compensação teriam de ser dados.

O padre estava com pressa para acabar com a missa e levar o jogo para a marca dos pontapés de penálti. Teve azar que o rapaz que deveria ter sido expulso acabou por ser decisivo ao falhar uma grande penalidade que permitiu ao Sporting conquistar o troféu.

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sábado, 27 de janeiro de 2018

Os padres da taça dos carteiros


Cá vai mais uma originalidade do futebol português. Na edição de ontem do jornal Record foi noticiado que a Final da Taça da Liga não terá árbitros de baliza, ao contrário do que aconteceu nas meias-finais.  

Final sem árbitros de baliza



Vamos lá ver se nos entendemos. Durante as fases preliminares da competição 4 não existiu VAR ou árbitros de baliza, uma vez que isso traria custos elevados à competição. Até aqui tudo bem, compreende-se perfeitamente que não exista orçamento para isso. Nas meias-finais da final 4 o conselho de arbitragem decidiu introduzir o VAR e os árbitros de baliza para que nesta fase decisiva o erro fosse diminuído ao máximo. Julgo que todos concordamos com isto e só temos de aplaudir esta decisão. 

Agora que chegamos ao jogo mais importante de toda a competição o conselho de arbitragem não consegue arranjar dois árbitros de baliza. Sinceramente, isto cabe na cabeça de alguém? Dizem eles  que não há árbitros de categoria C1 disponíveis. Eu pergunto: E de categoria C2? E C3? E C20? E porque não Pedro Proença e o Fernando Gomes? Ou o padeiro? Ou até quem sabe um qualquer carteiro, uma vez que estamos na taça CTT? 

Mas andamos a brincar aos futebois? É esta a tal estrutura federativa de excelência que nos querem propagandear? E não me venham falar em regulamentos de categorias de árbitros ou de períodos de descanso. O conselho de arbitragem não conhece os regulamentos? Como é possível não terem previsto esta situação? E se o período de descanso não for cumprido vem algum mal ao mundo? Os dois sujeitos que estarão a ocupar a posição de árbitro de baliza ficam assim tão cansados que não possam apitar um jogo dois dias depois?

Só pode ser brincadeira


Isto é completamente inadmissível e não pode passar impune. O conselho de arbitragem anda a brincar com os clubes e com os adeptos. A nomeação de Nuno Almeida, vulgarmente conhecido por Ferrari Vermelho já foi uma patetice de todo o tamanho, como ficou bem visível durante todo o jogo. Na outra meia final entre Setúbal e Oliveirense tinha sido escolhido o inenarrável Manuel Mota. Para o jogo de mais logo, Fontelas Gomes e os amigos, escolheram Rui Costa, que curiosamente é irmão de Paulo Costa, vice-presidente do conselho de arbitragem. Oferecem uma final de uma competição a um tipo que está a fazer uma época medíocre. Deixo dois exemplos flagrantes da péssima época que Rui Costa esta a fazer.

Pontapé de penálti por assinalar e nem com a ajuda do VAR conseguiu decidir bem


A agressão de Eliseu



Como é que querem dar credibilidade à Taça da Liga designando para a Final 4 árbitros como Nuno Almeida, Manuel Mota e Rui Costa?


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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Mas há dúvidas!?


Já ontem escrevi um pouco sobre a arbitragem absolutamente escandalosa de Nuno Almeida no clássico. Entretanto apercebi-me que ainda há uma grande ignorancia no que diz respeito à questão do lance de pontapé de penálti/offside, que ficou por assinalar a favor do Sporting. Vamos então explicar a situação. 

Penálti ou offside?


Não há nenhum ângulo que permita ver de forma cabal se Bas Dost está ou não em offside. Mas assumindo que até está. É muito importante que as pessoas percebam que a lei sobre o fora de jogo foi alterada, como podem ver de seguida:


Portanto, o momento em que a falta ocorre é que vai decidir se estamos perante um lance de pontapé de penálti ou de offside. Atentem na explicação de Pedro Henriques no vídeo seguinte:


A explicação de Pedro Henriques é clara, mas de qualquer forma deixo um print do momento em que começa a falta de Danilo.


Como podem verificar, a bola ainda está junto do Bruno Fernandes quando Danilo faz uma das várias faltas que fez neste lance. Logo, de acordo com a lei, Bas Dost ainda não tinha tomado parte activa na jogada, por isso ficou por assinalar um pontapé de penálti a favor do Sporting. Imaginemos que a falta só ocorreria no momento em que Bas Dost saltava para cabecear, nesse caso seria assinalado o offside. 

E aqui é importante realçar algumas questões:

1) O próprio conselho de arbitragem é que deveria dar estas explicações aos adeptos de futebol. Estão com medo do quê?
2) Como é possível que nem Nuno Almeida, nem o árbitro de baliza, nem o fiscal de linha tenham visto um atropelo destes?
3) E como se consegue justificar que o Artur Soares Dias (VAR) não tenha dado a indicação de pontapé de penálti neste lance?

Até o Expert do Porto Canal concorda...


No "Verde no Branco" de ontem foi reproduzido um vídeo em que António Perdigão, especialista de arbitragem do Porto Canal, considera que ficou por assinalar pontapé de penálti a favor do Sporting e que o golo invalidado pelo VAR ao Porto foi uma boa decisão. Aqui fica.


Como disse Nuno Saraiva, talvez seria uma boa ideia Sérgio Conceição, Francisco J.Marques e Pinto da Costa ouvirem mais o seu expert em arbitragem.

Um pequeno resumo



Fica apenas o resumo da opinião de todos os árbitros com presença na comunicação social sobre os lances chave da partida. Ficou apenas a faltar a opinião de António "jubilado" Rola sobre os lances. O que acham que diria?

Como podem verificar, tirando José Leirós que considera que Soares não está offside, todos os outros especialistas são claros a indicar que ficou por assinalar um pontapé de penálti a favor do Sporting e que o golo do Porto foi bem invalido. 

Quanto ao resto dos lances da partida, recomendo a visualização da fruta distribuída pelos jogadores do Porto sempre com o beneplácito de Nuno Almeida que conseguiu acabar a partida apenas com um cartão amarelo para jogadores do Porto. Podem ver (aqui).

Perante tudo isto, ainda há dúvidas sobre o "serviço" de Nuno Almeida? 


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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Nuno Almeida "O Ferrari Vermelho" que tudo fez para atropelar o Sporting


O clássico de ontem contou com nada mais, nada menos, do que com 8 árbitros para avaliarem as incidências da partida. Um equipa liderada por Nuno Almeida, vulgarmente conhecido por Ferrari Vermelho. A vitória do Sporting não me retira interesse em analisar ao pormenor o "serviço" deste padre e restantes sacristãos. 

O que dizem os experts de arbitragem



Marco Ferreira no Record

Tribunal do Ojogo
Duarte Gomes na Abola

Como podem verificar, TODOS os experts em arbitragem consideram que ficou por assinalar um pontapé de penálti a favor do Sporting. Relativamente ao lance de golo invalidado pelo VAR ao Porto, apenas José Leirós conseguiu descortinar que Soares estava em linha. Os restantes cinco experts confirmam o offside.

Pontapé de penálti por assinalar a favor do Sporting



Coloco aqui o vídeo do lance da grande penalidade não assinalada para que as pessoas percebam bem do que se trata. Estamos a falar de um jogo que teve árbitros de baliza. Nas imagens é possível vermos o senhor Hélder Malheiro a 2 metros do lance. Não viu Nuno Almeida, não nenhum dos árbitros assistentes, não viu o árbitro de baliza em cima do lance e também não viu Artur Soares Dias, VAR da partida. Ora, se não viram isto, ou são cegos, ou há aqui matéria para ser apurada. 

Aproveito também a oportunidade para perguntar a Francisco J.Marques se este lance também era passível de cartão vermelho para o Danilo, como o director de comunicação do Porto defendeu, no lance de Mathieu em Setúbal. 

Mas não foi só isto que estes artistas não viram. Vamos a mais coisas "engraçadas".

"Vai tomar no cú"



Soares esteve bastante nervoso durante toda a partida e isso foi visível não só na forma com mandou Sérgio Conceição "tomar no cú", mas também na abordagem aos lances. No vídeo anterior para além do insulto é possível vermos como Soares escapou a 3 cartões amarelos evidentes. O primeiro por falta muito perigosa quando Rúben Ribeiro já se preparava para entrar na área do Porto. O segundo por pontapear a bola com violência para as bancadas afectas ao Sporting e o terceiro por ter feito 3 faltas no mesmo lance e depois de o árbitro ter interrompido a partida, ainda se ter colocado em frente à bola. 

Nuno Almeida nada viu...


A "Lambada"



Parece que o Porto tem muitos dançarinos especialistas na "lambada". Alex Telles dançou a lambada com Gelson, Sérgio Oliveira com Bruno Fernandes e Oliver com Battaglia. Com um bailado tão bonito, o sôr árbitro ficou-se apenas pela marcação das faltas. Maravilha.

"Dá-me um abraço"


Depois da lambada, veio um abraço fofinho de Marega a Fábio Coentrão.


Portanto, a equipa de arbitragem viu Marega a apertar o pescoço a Coentrão e apenas mostrou o cartão amarelo. Tá certo.

Mas Nuno Almeida não ignorou apenas chapadas e apertões de pescoço. Senhoras e senhores, preparem-se para entrarem no mundo encantado de Felipe.

Como é possível Felipe ter acabado a partida sem ser expulso?



Perante tudo isto, como é possível ainda termos de levar com este padre no activo? Deixo-vos com a recordação do "serviço" deste artista no jogo que deu o título 2015/2016 ao Benfica (aqui). 

Nesta altura importa recordar a declaração de Luís Filipe Vieira na entrevista que deu recentemente na Benfica Tv, onde afirmou que o Sporting não iria ganhar nenhuma competição esta época. E de facto, apesar de todas estas dificuldades e de termos mesmo assim conseguido eliminar o Porto, ainda não ganhamos nada. Perante tudo isto, os Sportinguistas têm de perceber que a final de próximo sábado será muito complicada de vencer e só com o apoio de todos será possível.

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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Judiciária reabre caso Marco Ferreira


No passado Sábado o Jornal da Madeira avançou com um exclusivo relativo à despromoção de Marco Ferreira no final da época 2014/2015. Segundo o jornal madeirense, a Judiciária reabriu o caso depois de "Marco Ferreira ter sido ouvido recentemente pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) numa audição prolongada, realizada em solo madeirense através de vídeo-conferência."

Segundo fonte próxima do processo citada pelo Jornal da Madeira a "investigação que envolve a despromoção de Marco Ferreira tem na sua posse novos elementos, que ainda não tinham sido revelados, apesar de este ser um caso bastante mediático".


A notícia


Aqui fica a notícia na integra para análise dos leitores.

EXCLUSIVO - Jornal da Madeira

Os despromovidos e os protegidos


Os padres de Luís Filipe Vieira - Vasco Santos, Hugo Pacheco, Bruno Esteves, Paulo Baptista, Jorge Ferreira, Nuno Almeida, Rui Silva e Manuel Mota

Dos 8 padres referidos nos emails, apenas dois não estavam no quadro principal C1 em 2014/2015, época em que Marco Ferreira foi despromovido. Atentem bem na classificação final dos árbitros de primeira categoria.



Marco Ferreira foi o último classificado. Como é possível que um árbitro internacional com a experiência e competência deste árbitro tenha ficado em último lugar? Isto numa lista em que Manuel Mota foi 5º e Jorge Ferreira foi 7º, só para dar dois exemplos muito flagrantes da protecção dada por Ferreira Nunes aos seus "meninos queridos". 

Jorge Ferreira que no ano seguinte chegou ao 5º lugar da classificação geral. Curiosamente, na época seguinte, Ferreira Nunes deixou de ser o "mago das classificações" e Jorge Ferreira foi imediatamente despromovido. Coincidências...

As denuncias de Marco Ferreira


No dia 5 de Julho de 2015, Marco Ferreira esteve num programa especial da RTP, onde prestou algumas declarações muito relevantes sobre o modus operandi de Vitor Pereira, à data Presidente do Conselho de Arbitragem da FPF. Vejamos:


É importante dizer que estas declarações levaram a um processo no Conselho de Disciplina cujas conclusões foram absolutamente vergonhosas como podem ver (aqui).


O beija mão


A 11 de Junho deste ano, após a primeira divulgação de emails feita no Porto Canal, Marco Ferreira abriu o livro na antena da TVI24.


Ou seja, após a confirmação da descida de divisão, Marco Ferreira sentiu a necessidade de confrontar Luís Filipe Vieira sobre a sua descida de categoria. E aqui só vejo dois motivos válidos para o ex-árbitro pedir a reunião: Ou estava a tentar reverter a sua despromoção junto da pessoa que no seu entendimento tinha esse poder, ou então estava a confrontar a pessoa responsável para sua despromoção.

Vamos aguardar com serenidade as investigações, na certeza que este caso terá por certo muito sumo. Como diria Adão Mendes: "O primeiro-ministro é um grande homem e um grande líder, tem um grande amor ao glorioso. Hoje, o SLB manda mesmo e os outros não mexem nada."

PS1: Dar os parabéns ao Jornal da Madeira e a Edmar Fernandes por este exclusivo e salientar que NENHUM outro jornal decidiu pegar no tema com excepção do jornal Ojogo que fez uma notícia na sua edição online (aqui).

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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Eucaristia dominical


A eucaristia dominical ocorreu por volta da hora do jantar em duas sessões muito especiais, uma na vila das Aves e outra em Alvalade. Os padres Rui Costa e Nuno Almeida deram missas que ficarão na história da Igreja Universal do reino dos emails, vouchers e da Porta 18. Senão vejamos:

Ferrari vermelho de 5 portas


Na vila das Aves aconteceu isto:


Como é fácil verificar, no início da jogada Jonas faz uma falta clarissíma sobre o jogador do Aves. No seguimento, Pizzi conquista um pontapé de penálti a favor dos encarnados. Em minha opinião não há qualquer falta sobre Pizzi. O único contacto que existe é com os braços e não me parece passível de falta. Mas isso acaba por ser indiferente para o caso, uma vez que a jogada já estava ferida de morte.

Nem eu nem ninguém consegue compreender como é que Nuno Almeida não conseguiu ver a falta de Jonas. Fábio Piló, 4º árbitro da partida e os árbitros auxiliares Venâncio Tomé e Paulo Ramos também não viram.


Deixo apenas o print da análise feita pelo tribunal do Ojogo para destacar sobretudo a apreciação global que é feita. 

O Ferrari vermelho ia a tanta velocidade que ninguém conseguiu ver o lance. Nem o condutor Nuno Almeida e muito menos os 3 penduras. 

Missa à luz das velas


Depois desta pouca vergonha e  já o jogo tinha terminado eis que surge a explicação oficial na conta de twitter do Conselho de arbitragem.


Perante isto eu começo a achar que só podemos estar perante um incrível bruxedo. Na primeira jornada aconteceu um bruxedo no jogo entre o Benfica e o Braga, que fez desaparecer das imagens o atleta do Benfica que estava a colocar o jogador do Braga em jogo, num golo limpo que foi invalidado. Agora, ficamos a saber que faltou a luz ao vídeo-padre e que a missa foi dada à luz das velas. Há coincidências incríveis não há?

Resumindo: O árbitro não viu. O 4 árbitro não viu. O primeiro auxiliar não viu. O segundo auxiliar não viu e o vídeo-árbitro estava sem comunicações. Se isto não é "bruxedo" não sei o que será...

Em Alvalade também houve missa



Depois da vergonha na Vila das Aves, o padre Rui Costa não quis ficar atrás dos padres que deram a missa nas Aves.

O penálti sobre Gelson é evidente e indiscutível. Rui Costa esteve mal ao não assinalar o pontapé de penálti mas não é o único culpado nesta fase inicial. Por que será que o árbitro auxiliar João Bessa Silva não deu a indicação certa ao árbitro? Também não viu?

Perante a decisão errada de Rui Costa, o VAR Bruno Esteves deu indicação ao árbitro da partida que não tinha tomado a decisão mais correcta. De outra forma nem sequer teria havido contacto entre o vídeo-árbitro e o árbitro da partida. Inacreditavelmente, Rui Costa reviu as imagens por duas vezes e mesmo assim continuou a achar que tomou a decisão mais correcta. 

Ou Rui Costa é incrivelmente incompetente ou então há aqui algo de muito estranho. 

"Aguenta, aguenta..."


Estamos perante uma decisão inacreditável e que merece claramente ser punida pelo Conselho de arbitragem. Relembro que estamos a falar do mesmo padre que não viu a agressão de Eliseu. Obviamente coincidências...


Fico a aguardar o audio da conversa entre Rui Costa e Bruno Esteves. A bem da transparência é bom que seja disponibilizado rapidamente.

Se isto fosse noutras bandas, já tinha saído um email a pedir para "dar cabo da nota" a Rui Costa. Algo que se afigura complicado, não fosse este senhor irmão de Paulo Costa, um dos vice-presidentes do Conselho de arbitragem que se mantém em funções desde a vigência do Papa Vítor Pereira. 

Coincidências...



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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

As reuniões da treta sobre o estado do "apito"


Ocorreu ontem a tão propalada "reunião de trabalho" entre o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol e os clubes das competições profissionais. Importa salientar que esta "reunião de trabalho", como é descrita pelo próprio site da FPF, foi marcada depois das exibições vergonhosas das equipas de arbitragem nos jogos de Porto e Sporting. Ou seja, estamos a falar de algo que foi planeado para amenizar o clima e as criticas que têm subido de tom ao longo das últimas semanas, com arbitragens absolutamente medonhas.

A versão original



Não se pense que a reunião da "treta" ontem realizada é uma grande novidade. A 21 de Setembro de 2010 e pela primeira vez na história do "apitamento" nacional, o Presidente do Conselho de arbitragem - na altura da Liga - dá uma conferencia de imprensa para anunciar que o Benfica foi prejudicado num jogo com o Vitória de Guimarães. Este momento de comédia de Vítor Pereira aconteceu depois da 5ªjornada da época 2010/2011. Para justificar a convocatória de tão inesperada conferencia de imprensa, o senhor Vítor Pereira afirmou que seria pratica corrente da sua comissão de arbitragem, e que de 5 em 5 jornadas os lances mais polémicos seriam analisados em sessões como a de dia 21 de Setembro de 2010. O que é realidade é que depois desta primeira conferência de imprensa só se realizou mais uma sessão de "esclarecimento" após a 10ª jornada.

"Quem não chora não mama"



A 13 de Setembro de 2010, Luís Nazaré, à data Presidente da Mesa da Assembleia geral do Benfica fez uma longa declaração onde disparou para todos os lados. Vejamos:

1 - O Benfica pediu uma reacção a Vitor Pereira sobre o facto do árbitro Olegário Benquerença ter sido homenageado pela associação de Futebol do Porto. Curioso constatar como os benfiquistas se "ofendiam" com estas homenagens. Quando se trata de oferecer "vouchers" a coisa lá muda de figura.

2 - Benfica a citar Michel Platini é um must, mas compreende-se que os "artistas" se citem uns aos outros.

3 - A mítica frase do "Abstenham de se deslocar aos jogos fora de casa" foi proferido por esta ocasião.

4 - Momento de comédia deste vídeo é mesmo a ameaça em deixarem de participar na Taça da Liga. Um competição que no ano anterior tinha sido ganha ao Sporting no célebre penálti e expulsão do Pedro Silva, por ter tocado a bola com o... peito.

5 - Declarar Laurentino Dias, "persona non grata"

É engraçada verificar o que mudou na arbitragem de lá para cá, não é? E foi assim que nasceu a primeira versão das "reuniões da treta" para acalmarem os ânimos. O que é um facto é que a primeira versão foi um sucesso. Os agentes do futebol, adeptos e imprensa comeram e calaram. Por isso, Fontelas Gomes decidiu recuperar este expediente.

Ânimos mais calmos



Os jornais já estão a tentar pacificar o assunto. Os comentadores continuam a dar cobertura a esta narrativa de vitimização por parte dos árbitros influenciando os adeptos a "baixarem as orelhas". Até a esmagadora maioria dos dirigentes parece estar agora mais calma. É incrível o que se consegue com uma reunião da treta e com uma imprensa amiga, não é?


A raça que nunca se vergará!


Entretanto, Octávio Machado já reagiu às "deliberações" que este painel de artistas decidiu fazer sobre os lances do derby. Amanhã farei a minha análise a isto. Para já, fiquem com as ideias do Director leonino.



Pelos pingos da Chuva


Hoje, discute-se muito as "deliberações" do Conselho de arbitragem sobre as decisões de Jorge Sousa no derby. É este o tema do momento na arbitragem. Só que pelos pingos da chuva e enquanto se discute este assunto lá saíram as nomeações para os jogos desta semana.

Nuno Almeida, vulgarmente conhecido como "Ferrari Vermelho" estará em Chaves para arbitrar o Sporting. Já no jogo do Benfica estará Luís Ferreira e no Dragão Fábio Veríssimo, mais dois daqueles árbitros da "nova geração" da Academia do Seix... Arbitragem. Absolutamente inacreditável!

E pronto, a reunião da treta pariu um rato, tal como alguém tinha previsto durante a semana. Nestas reuniões eu gostava era de ver abordados temas como estes:

Os "Vieiras" do apito - Patchouli, borbulhas e brilhantina
O "Caso Marco Ferreira" prova onde está o cancro no futebol português
Os protegidos do apito
Miguel Libório - Um artista de futuro...

Ficará para outra oportunidade, por certo. Lá para 2024...

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sábado, 7 de janeiro de 2017

De "Xistrada" ou de "Ferrari Vermelho"?


Depois das últimas "exibições" dos homens do apito parece-me interessante recuar um pouco no tempo e tentar antever o jogo grande da jornada.

A "Xistrada" 


Foi no D.Afonso Henriques que na época passada, acorreu a arbitragem mais vergonhosa da época, num jogo em que Carlos Xistra não vislumbrou 3 grandes penalidades contra o Benfica. Foi notória a "sede" que teve para resolver o jogo o mais rápido possível num lance ridículo com Gaitán. Para além destes lances, Carlos Xistra ainda chamou o treinador Sérgio Conceição de "burro". Vamos recordar:



Sabem qual foi o castigo para o árbitro Carlos Xista, por ter insultado um treinador? Bola...

O Ferrari Vermelho


Não! Não é o Ferrari de Alan Ruiz. Estou mesmo a falar do árbitro Nuno Almeida. O Senhor que mais logo vai apitar o jogo entre o Vitória de Guimarães e o Benfica, parece ter esta alcunha lá pela sua terra. Não é à toa que é o árbitro convidado para as últimas jornadas do Benfica. Vejamos o que aconteceu, precisamente no último jogo da época passada no estádio da Luz, quando estava em disputa o título de campeão nacional.



Posto isto, qual é o prognóstico dos leitores para mais logo? Temos "Xistrada" ou vai ser um passeio no "Ferrari Vermelho"?

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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Benfica Campeão? Chamem a polícia!!!


Mais uma sessão de cinema no café. Desta feita, quero-vos mostrar como se fazem campeões em Portugal. Este é apenas um capítulo de uma autêntica telenovela nojenta mas que representa em toda a sua essência a podridão do futebol em Portugal.




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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Capela arrombada, trancas à porta!



Depois das declarações de Octávio Machado referentes à nomeação de João Capela para o jogo que o Benfica vai realizar em Coimbra, eis que chega a equipa de branqueamento do Estado lampiânico para atirar poeira para o arbitro que apita o Sporting.


O jornal Record apresentou-nos um "estudo" sobre as arbitragens de Nuno Almeida em jogos do Sporting. O "estudo" está tão bem elaborado que nem sequer há referencia à competição relativa ao jogos. Conveniência ou incompetência!?  

Mas vamos por partes:

Nuno Almeida e o Sporting


A amarelo estão os jogos em que os jornaleiros do Record consideraram que existiram erros.

No quadro anterior podemos consultar todos os jogos do Sporting apitados por Nuno Almeida. São 15 jogos e desses o jornal Record considerou que em 12 jogos o arbitro tomou decisões erradas. Já no caso de João Capela, dos 14 jogos em que apitou o Benfica apenas foram considerados 10 jogos com erros.

Mas há uma pequena grande diferença que o jornaleiros omitiram propositadamente. Nuno Almeida apitou 15 jogos do Sporting mas apenas 9 foram da Liga enquanto que dos 14 jogos que Capela apitou do Benfica, 13 foram da Liga. Curioso não é?


Análise "jogo a jogo" usando os critérios da Liga da Verdade


Como é do conhecimento de todos, a Liga da Verdade é uma iniciativa do jornal Record. Sendo esta uma notícia desse pasquim, "ficamos em casa". Neste exercício todos os penaltys não assinalados/golos mal invalidados contam como golo no resultado final, assim como os golos mal validados são subtraídos ao resultado final. 

Vamos então à analise dos lances enunciados pelo jornaleiro de serviço:



1º Sporting - Sporting Braga (2-0) Liga
Segundo o pasquim há dúvidas se a bola entra ou não. Ora se há dúvidas não se pode considerar uma decisão errada do arbitro. Mesmo assim podem retirar esse golo ao Sporting. Ficava (1-0).

2º Sporting - Nacional (2-0)
"Primeiro golo do Sporting nasce numa falta não assinalada". Podem tirar o golo ao Sporting. Ficava (1-0).

3ºSporting - Alverca (2-0) 
"Ficaram por expulsar dois jogadores, um por cada equipa". Ninguém foi beneficiado. 

4º Sporting - Vizela (2-1) 
"Golo do Vizela precedido de falta; vermelho perdoado a Liedson." Retire-se o golo irregular do Vizela e ficava (2-0)

5º Sporting - Estoril (2-2) 
"Penalty por assinalar contra o Sporting." Vamos considerar que o penalty deveria ter sido assinalado e que o Estoril marcava. O Sporting teria perdido (2-3)

6º Sporting - Alba (8-1)
Com um resultado destes é preciso dizer alguma coisa?

7º Sporting - Marítimo (3-0)
"Ficaram por assinalar dois penaltys a favor do Marítimo". Mesmo marcando os dois, ficava 3-2.

8º Sporting - Vit. Guimarães (1-0)
"Golo mal anulado a Montero". Logo, ficava 2-0.

9º Sporting - Arouca (1-0)
Penalty por assinalar sobre Mané; Perdoada expulsão a jogador do Arouca. Vitória sem dúvidas.

10º Vizela - Sporting (2-3) 
Recordo-me deste jogo. No penalty do Sporting a bola toca no braço do jogador do Vizela que não tem intenção de tocar na bola com o braço. Retirando esse golo ao Sporting teríamos um resultado de (2-2) num jogo da Taça. 

11º Sporting - Rio Ave (4-2)
Vermelho por mostrar a Diego Lopes e um golo do Sporting é precedido de falta. Ficava (3-2).

12º Sporting - Moreirense (3-1)


Sobre este jogo os jornaleiros do Record consideram que há bloqueio de Esgaio e que existem "vários foras de jogo mal assinalados" não especificando. O problema é que eu especifico o que provavelmente eles não querem falar. Será que estavam a falar deste lance!?


Por acaso o avançado do Moreirense só estava 3 metros em fora de jogo antes de sofrer a falta que deu o penalty e posteriormente o golo ao Moreirense...

"Vários fora de jogo mal assinalados" diz o jornaleiro...

Resumindo


Dos 12 jogos que o jornal Record apresentou, em apenas dois houve influencia no resultado final (as duas análises que estão com fundo amarelo). O Sporting somou um ponto contra o Estoril que não deveria ter somado e venceu uma eliminatória da Taça quando deveria ter ido a prolongamento...

Enquanto o Sporting beneficiou de um ponto com Nuno Almeida, João Capela "ofereceu" ao Benfica 6 pontos ao Benfica usando o mesmo critério que usei para o Sporting (critério Liga da Verdade). Benfica ganhou duas vezes ao Sporting e uma vez ao Gil Vicente quando deveria ter empatado esses jogos segundos estes critérios.


Baralhando e voltando a dar, o Benfica está claramente preocupado em "limpar a imagem de João Capela". Varandas Fernandes (ex dirigente do Benfica), João Gabriel e até o próprio Benfica em comunicado já vieram a terreiro defender o apitador. 

No meio de todo este "espectáculo" criado à volta de declarações justas e sérias sobre a nomeação de Capela, o Presidente do Conselho de arbitragem ainda permitiu ao arbitro prestar declarações aos orgãos de comunicação social. Relembro que os árbitros estão proibidos de falar com a imprensa e só com autorização expressa do Conselho de Arbitragem o podem fazer. Para além de comentar as palavras de Octávio Machado, o apitador ainda se prestou ao serviço de prestar vassalagem ao previsível novo "dono"...


É caso para dizer. Capela arrombada, trancas à porta!

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