Dando sequência à análise dos vários dossiers lançados pela imprensa com base na auditoria de gestão ao mandato de Bruno de Carvalho, trago-vos hoje a questão da remuneração de Fredy Montero.
A segunda vida de Montero no Sporting
Aqui fica a peça do Jornal Record sobre o vencimento de Fredy Montero.
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As dúvidas da auditora
Fredy Montero chegou ao Sporting em Julho de 2013 e foi vendido ao Tianjin Teda da China em Janeiro de 2016. Duas épocas e meia ao serviço do Sporting onde disputou 94 jogos e marcou 37 golos. Regressou ao clube em Janeiro de 2018 e saiu no passado mês de Janeiro para a MLS. Nesta segunda fase no Sporting disputou 37 jogos e marcou 9 golos.
Segundo a Baker Tilly, na primeira passagem pelo Sporting o atleta tinha um vencimento anual médio de 200 mil euros e na segunda passagem um vencimento anual médio contratualizado no valor de 2 milhões de euros. Face a isto e em traços gerais a Baker Tilly considera que "não obtivemos explicações suficientes que sustentem o racional que justifica os termos contratuais do segundo contrato, ou seja um aumento tão grande na sua remuneração".
Vamos lá então desmontar tudo isto. Primeiro vou demonstrar que o primeiro contrato não era apenas de 200 mil euros por ano e depois vou demonstrar que o segundo contrato estava inserido numa lógica de curto prazo que foi completamente ignorada pelos auditores.
Quanto ganhava Montero na MLS?
Obviamente, 200 mil euros anuais para um atleta internacional vindo da MLS como uma das principais figuras dos Seattle Sounders seria uma remuneração muito curta.
A MLS é uma liga absolutamente transparente e os vencimentos de todos os jogadores são publicados numa base anual. Ora vamos lá ver no report do 2012 - último ano que Montero esteve na MLS - quanto é que auferiu o atleta colombiano.
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| Link do report (aqui) |
Como podem verificar, Fredy Montero deixou a MLS onde auferiu 756 mil dólares em 2012, que à taxa média de conversão em 2012 daria cerca de 670 mil euros. Portanto, Montero deixava a MLS para vir para o Sporting receber menos de um terço do que ganhava? Claro que não.
Como podem ver no quadro anterior, Fredy Montero recebeu cerca de 632 mil euros pelos 2 anos e meio que esteve no Sporting a que se somam 65 mil euros em prémios que perfaz o total de 697 mil euros. Portanto, o atleta sairia da MLS onde ganhava cerca de 670 mil euros por época e vinha para o Sporting receber 697 por duas épocas e meia? Mas isto entra na cabeça de alguém? Claro que não.
Relativamente aos direitos de imagem, que também foi um tema que saiu da auditoria, farei a análise global num outro post. Para já utilizarei apenas os dados relativos aos direitos de imagem de Montero, que é o que estou a tratar neste post.
Ora, a remuneração de Fredy Montero nesta primeira passagem pelo Sporting tinha três componentes: salários, prémios e direitos de imagem. Visto os salários e os prémios em cima, passo agora para os montantes dos direitos de imagem.
Assim que ingressou no Sporting em 2013, Montero assinou um contrato global de direitos de imagem no valor de cerca de 3,5 milhões de dólares, que vigoraria enquanto o atleta estivesse ao serviço do Sporting. Como o contrato não foi cumprido até ao final (jogador foi vendido para a China), desse bolo total o Sporting "só" pagou 1,344 milhões de euros de direitos de imagem divididos por essas duas épocas e meia.
Para fazermos uma análise séria relativamente às remunerações do jogador temos de fazer aquilo que a auditora não fez, que passa por somar o vencimento, os prémios e os direitos de imagem. Vejamos:
Como podem verificar, Montero recebeu em 2013/2014, cerca de 655 mil euros do Sporting. Um montante praticamente igual ao que auferiu na última época na MLS. Na época seguinte teve uma remuneração total de 846 mil euros e em 2015/2016 recebeu cerca de 540 mil euros pela meia época que realizou no Sporting. No total, Montero recebeu do Sporting pouco mais de 2 milhões de euros por duas épocas e meia.
Logo, muito longe da teoria dos 200 mil euros médios por ano que a Baker Tilly usou para construir a sua narrativa falaciosa.
A primeira falácia da conclusão da Bakert Tilly está no facto de considerarem que "no primeiro período em que Montero esteve ao serviço do Sporting a sua remuneração média foi de 200 mil euros". Ora, como vimos em cima a remuneração de Montero tinha três variáveis: salário, prémios e direitos de imagem. E tanto assim é que no próprio capítulo de análise dos direitos de imagem os auditores da Baker Tilly dizem que os montantes dos direitos de imagem "são efectivamente componentes da remuneração dos jogadores".
Então se fazem parte da "remuneração" dos jogadores, como é que não foram incluídos no primeiro período de análise? O que é um facto é que desta forma a Baker Tilly transformou uma remuneração total de 2 milhões de euros por 2 anos e meio de contrato em pouco mais de 600 mil euros. Uma "jogada" que lhes permite seguir a narrativa do "não obtivemos explicações suficientes que sustentem o racional que justifica os termos contratuais do segundo contrato, ou seja um aumento tão grande na sua remuneração".
Depois de explicado o primeiro contrato com o Sporting, vamos ao segundo.
Obviamente, quando o jogador se transfere para a China vai auferir um salário astronómico, como é do conhecimento de todos aqueles que acompanham o fenómeno. É evidente que para fazer regressar o jogador ao Sporting é necessário pagar mais do que o que ele auferia no primeiro contrato com o Sporting. Só assim é Montero poderia pensar em abdicar do contrato milionário que tinha com os chineses do Tianjin Teda
É curioso que na altura tenha sido o próprio Jornal Record a noticiar que o atleta abdicou do seu contrato com os chineses para voltar ao Sporting. Ora, na notícia relacionada com a auditoria, o que o jornalista do Record deveria ter feito era precisamente analisar todas estas movimentações e notícias em torno de Montero para dar uma perspectiva total aos seus leitores. É que pegar na auditoria e fazer copy paste sem nenhum análise jornalística qualquer um faz.
O atleta regressou ao Sporting em Janeiro de 2018 assinando um contrato de época e meia (até final de 2018/2019), onde receberia 1,2M pelos 6 meses da época 2017/2018 e 2,9M pela totalidade da época 2018/2019. Nesse acordo o Sporting ficou ainda com a opção de renovar automaticamente por mais duas épocas (19/20 e 20/21) pagando 1,3M de salário anual por cada uma dessas épocas.
Neste segundo contrato podemos debater se a contratação de Montero foi ou não boa para o Sporting face aos valores acordados. Na realidade 2,9M pela época 18/19 seria um investimento muito grande para um jogador que não seria titular de caras do Sporting e na minha opinião falamos de um valor incomportável face ao facto de não ser um elemento preponderante na equipa. Mas há um "mas" muito grande no meio de todo este processo.
Para fazermos uma análise séria é fundamental que os Sportinguistas tenham acesso a toda a informação. Informação essa que deveria ser relevada nas conclusões da auditoria e na própria peça do jornal Record. Infelizmente, não está. Mas cá estou eu para falar nela.
Como foi anunciado aos Sportinguistas no jornal do clube e em comunicado à CMVM, o Sporting pagou 1M de euros de comissões à ColombialGol SAS e Proeleven para resgatar o jogador. Com a auditoria ficamos a saber que 600 mil euros foram para a ColombiaGol SAS e que 400 mil euros foram para a agência Proeleven.
Diz a Baker Tilly que há aqui dupla intermediação para levantar dúvidas sobre o negócio. Falamos de pura e simplesmente mais um episódio de pura má fé destes senhores. É que basta ler TODA a auditoria para perceber que a ColombiaGol SAS recebeu 600 mil euros de comissão por "definindo a melhor maneira de convencer Montero a aceitar a SCP SAD em vez de outro clube", conforme se pode ler na própria auditoria, com base no contrato assinado entre as partes.
Relativamente aos 400 mil euros para a Proeleven foram pagos na assessoria da extensão do contrato do jogador, mas também na óptica de uma estratégia claramente definida para o futuro do jogador, como podem ver de seguida.
Como podem ver num excerto da auditoria, a estratégia do Sporting passava por contar com o atleta por apenas aquela meia época da temporada 17/18, pagando os tais 1,2M em salários e vendendo o jogador no verão de 2018. Logo, já não seria necessário ter de lidar com um salário de 2,9M de euros anuais. Isto é tão evidente que no dia em que o jogador está a assinar com o Sporting, a SAD está já a dar poderes à Proevelen para que no final da época o jogador seja transferido.
Posto isto, tenho de dizer que a opção de contratar Montero dentro destes moldes teve todo o sentido na época. Falamos de um mercado complicado como é o de Janeiro, onde contratar um Ponta de Lança não é fácil nem barato. Mas mais relevante ainda é o facto de ser necessário um período de tempo de adaptação dos novos jogadores à equipa, ao país, aos novos companheiros, ao treinador e até em relação ao tipo de futebol praticado. Ora, no caso de Fredy Montero nada disso seria uma condicionante porque já tinha passado pelo Sporting, onde conhecia o país, o futebol, a estrutura, grande parte dos companheiros e até já tinha trabalhado com Jorge Jesus.
Com a tal definição clara e evidente que o atleta seria para vender no final da época, afirmo que para mim esta contratação teve todo o sentido.
No final do dia, a Baker Tilly lá lançou o "não obtivemos explicações suficientes que sustentem o racional que justifica os termos contratuais do segundo contrato, ou seja um aumento tão grande na sua remuneração". Parece-me evidente que ficou tudo esclarecido em cima, mas não quero terminar sem fazer um balanço do percurso de Montero no Sporting.
Portanto, no mandato de Bruno de Carvalho, Fredy Montero recebeu do Sporting pouco mais de 3 milhões de euros em remunerações. Dois milhões na primeira passagem e um milhão na segunda passagem.
Se olharmos para os montantes pagos e recebidos nas transferências do jogador ficamos com o seguinte:
Se quisermos ainda fazer uma análise mais global, subtraindo aos 1,635M de lucros das transferências os cerca de 3M de euros de remunerações, ficamos a perceber que na realidade Montero custou ao Sporting no mandato de Bruno de Carvalho cerca de 455 mil euros por cada uma das três épocas que esteve ao serviço do Sporting.
Concluo dizendo que falamos de um atleta fez 131 jogos tendo feito 18 assistências e marcado 46 golos, tornando-se no 5º melhor marcador do Sporting neste século, sendo só superado por Liedson, Bas Dost, Jardel e Slimani.
O vencimento de Montero
Importa recordar que Montero chegou ao Sporting por empréstimo de uma época. Para essa época ficou logo acordado o vencimento de 200 mil euros anuais. Ficou também acordado que em caso do Sporting accionar a opção de compra, o atleta ficaria no clube por mais 4 épocas e que o seu vencimento anual seria crescente: 255 mil euros em 14/15; 305 mil euros em 15/16; 355 mil euros em 16/17 e 405 mil euros em 17/18.
Vamos ver então o que de facto foi pago como vencimento e prémios a Fredy Montero nesta primeira fase no Sporting.
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| Dados publicados na Auditoria de gestão ao mandato de Bruno de Carvalho |
Como podem ver no quadro anterior, Fredy Montero recebeu cerca de 632 mil euros pelos 2 anos e meio que esteve no Sporting a que se somam 65 mil euros em prémios que perfaz o total de 697 mil euros. Portanto, o atleta sairia da MLS onde ganhava cerca de 670 mil euros por época e vinha para o Sporting receber 697 por duas épocas e meia? Mas isto entra na cabeça de alguém? Claro que não.
Os direitos de imagem
Relativamente aos direitos de imagem, que também foi um tema que saiu da auditoria, farei a análise global num outro post. Para já utilizarei apenas os dados relativos aos direitos de imagem de Montero, que é o que estou a tratar neste post.
Ora, a remuneração de Fredy Montero nesta primeira passagem pelo Sporting tinha três componentes: salários, prémios e direitos de imagem. Visto os salários e os prémios em cima, passo agora para os montantes dos direitos de imagem.
Assim que ingressou no Sporting em 2013, Montero assinou um contrato global de direitos de imagem no valor de cerca de 3,5 milhões de dólares, que vigoraria enquanto o atleta estivesse ao serviço do Sporting. Como o contrato não foi cumprido até ao final (jogador foi vendido para a China), desse bolo total o Sporting "só" pagou 1,344 milhões de euros de direitos de imagem divididos por essas duas épocas e meia.
Para fazermos uma análise séria relativamente às remunerações do jogador temos de fazer aquilo que a auditora não fez, que passa por somar o vencimento, os prémios e os direitos de imagem. Vejamos:
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| Dados publicados na Auditoria de gestão ao mandato de Bruno de Carvalho |
Logo, muito longe da teoria dos 200 mil euros médios por ano que a Baker Tilly usou para construir a sua narrativa falaciosa.
Primeira falácia desmontada
Então se fazem parte da "remuneração" dos jogadores, como é que não foram incluídos no primeiro período de análise? O que é um facto é que desta forma a Baker Tilly transformou uma remuneração total de 2 milhões de euros por 2 anos e meio de contrato em pouco mais de 600 mil euros. Uma "jogada" que lhes permite seguir a narrativa do "não obtivemos explicações suficientes que sustentem o racional que justifica os termos contratuais do segundo contrato, ou seja um aumento tão grande na sua remuneração".
Depois de explicado o primeiro contrato com o Sporting, vamos ao segundo.
A segunda passagem de Montero pelo Sporting
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| Capa Jornal Record 18/01/2018 |
É curioso que na altura tenha sido o próprio Jornal Record a noticiar que o atleta abdicou do seu contrato com os chineses para voltar ao Sporting. Ora, na notícia relacionada com a auditoria, o que o jornalista do Record deveria ter feito era precisamente analisar todas estas movimentações e notícias em torno de Montero para dar uma perspectiva total aos seus leitores. É que pegar na auditoria e fazer copy paste sem nenhum análise jornalística qualquer um faz.
O atleta regressou ao Sporting em Janeiro de 2018 assinando um contrato de época e meia (até final de 2018/2019), onde receberia 1,2M pelos 6 meses da época 2017/2018 e 2,9M pela totalidade da época 2018/2019. Nesse acordo o Sporting ficou ainda com a opção de renovar automaticamente por mais duas épocas (19/20 e 20/21) pagando 1,3M de salário anual por cada uma dessas épocas.
Neste segundo contrato podemos debater se a contratação de Montero foi ou não boa para o Sporting face aos valores acordados. Na realidade 2,9M pela época 18/19 seria um investimento muito grande para um jogador que não seria titular de caras do Sporting e na minha opinião falamos de um valor incomportável face ao facto de não ser um elemento preponderante na equipa. Mas há um "mas" muito grande no meio de todo este processo.
Uma grande "novidade" e a teoria da dupla representação
Para fazermos uma análise séria é fundamental que os Sportinguistas tenham acesso a toda a informação. Informação essa que deveria ser relevada nas conclusões da auditoria e na própria peça do jornal Record. Infelizmente, não está. Mas cá estou eu para falar nela.
Como foi anunciado aos Sportinguistas no jornal do clube e em comunicado à CMVM, o Sporting pagou 1M de euros de comissões à ColombialGol SAS e Proeleven para resgatar o jogador. Com a auditoria ficamos a saber que 600 mil euros foram para a ColombiaGol SAS e que 400 mil euros foram para a agência Proeleven.
Diz a Baker Tilly que há aqui dupla intermediação para levantar dúvidas sobre o negócio. Falamos de pura e simplesmente mais um episódio de pura má fé destes senhores. É que basta ler TODA a auditoria para perceber que a ColombiaGol SAS recebeu 600 mil euros de comissão por "definindo a melhor maneira de convencer Montero a aceitar a SCP SAD em vez de outro clube", conforme se pode ler na própria auditoria, com base no contrato assinado entre as partes.
Relativamente aos 400 mil euros para a Proeleven foram pagos na assessoria da extensão do contrato do jogador, mas também na óptica de uma estratégia claramente definida para o futuro do jogador, como podem ver de seguida.
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| Excerto Auditoria |
Posto isto, tenho de dizer que a opção de contratar Montero dentro destes moldes teve todo o sentido na época. Falamos de um mercado complicado como é o de Janeiro, onde contratar um Ponta de Lança não é fácil nem barato. Mas mais relevante ainda é o facto de ser necessário um período de tempo de adaptação dos novos jogadores à equipa, ao país, aos novos companheiros, ao treinador e até em relação ao tipo de futebol praticado. Ora, no caso de Fredy Montero nada disso seria uma condicionante porque já tinha passado pelo Sporting, onde conhecia o país, o futebol, a estrutura, grande parte dos companheiros e até já tinha trabalhado com Jorge Jesus.
Com a tal definição clara e evidente que o atleta seria para vender no final da época, afirmo que para mim esta contratação teve todo o sentido.
Vamos a números
No final do dia, a Baker Tilly lá lançou o "não obtivemos explicações suficientes que sustentem o racional que justifica os termos contratuais do segundo contrato, ou seja um aumento tão grande na sua remuneração". Parece-me evidente que ficou tudo esclarecido em cima, mas não quero terminar sem fazer um balanço do percurso de Montero no Sporting.
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| Dados recolhidos na Auditoria |
Portanto, no mandato de Bruno de Carvalho, Fredy Montero recebeu do Sporting pouco mais de 3 milhões de euros em remunerações. Dois milhões na primeira passagem e um milhão na segunda passagem.
Se olharmos para os montantes pagos e recebidos nas transferências do jogador ficamos com o seguinte:
Concluo dizendo que falamos de um atleta fez 131 jogos tendo feito 18 assistências e marcado 46 golos, tornando-se no 5º melhor marcador do Sporting neste século, sendo só superado por Liedson, Bas Dost, Jardel e Slimani.
Resumindo e concluindo
A Baker Tilly lançou aqui uma série de dúvidas absolutamente irrelevantes sobre um jogador que até deu lucro e rendimento desportivo ao Sporting. Olhando para isto depois de ter analisado a auditoria eu diria que a Baker Tilly tudo fez para tentar criar aqui um caso onde ele não existe. É triste verificar a fraqueza dos argumentos utilizados e sobretudo a manipulação e omissão de factos muitos relevantes das conclusões. E já nem entrei nas comparações absolutamente patéticas de €/por minuto jogado. Enfim, é o que temos...
Concluo perguntando onde é que está aqui o caso de polícia? Onde é que o Sporting foi prejudicado?
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