Mostrar mensagens com a etiqueta José Manuel Meirim. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José Manuel Meirim. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Godinhices, Meirices e Varandices



Godinhices


Não há como negar. Há coisas absolutamente incríveis no mundo do "apitadeiro" nacional. Ontem, como há uns meses atrás, o senhor Luís Godinho conseguiu a proeza de tirar um golo limpo ao Sporting. Vamos recordar o Moreirense-Sporting de 17/18.


Como podem verificar, no momento em que Bas Dost cabeceia a bola está fora da pequena área, logo, fora da área de protecção do Guarda-redes. O pior do lance é vermos que o árbitro da partida, ao aperceber-se que a bola se dirigia para a baliza, ter decido apitar antes da mesma entrar. Com esta atitude impediu a análise do VAR. Se tal não tivesse acontecido, seria possível reverter esta decisão errada e considerar o golo do Sporting. Recordo que para além deste lance ficou ainda por assinalar um pontapé de penalti a favor do Sporting. 

Ontem, aconteceu algo semelhante. 


Reparem como, mais um vez, o senhor Luís Godinho apitou propositadamente antes do lance terminar, impedindo a possibilidade de recurso ao VAR da partida. Um lance que não deixou dúvidas aos especialistas de arbitragem, tirando os senhores do Record. Jorge Faustino diz que aceita a decisão do árbitro e Marco Ferreira é o único a dizer perentoriamente que é falta de Bas Dost. Todos os outros experts, incluindo Marco Pina da CMTV consideram que o golo foi limpo e que deveria ter sido considerado.



Meirices


Enquanto decorria o jogo, ficamos a saber através da imprensa que o Conselho de Disciplina da FPF, liderado pelo senhor Meirim, decidiu despenalizar Ristovski, depois do jogador ter sido castigado com dois jogos, depois da expulsão em Setúbal. Como já tinha cumprido castigo no jogo da Liga contra o Benfica, ficaria apto para alinhar ontem. Na conferência de imprensa de ontem, Marcel Keizer confirmou que o Sporting recebeu a comunicação da FPF a três horas do início da partida e que por ter sido tão tarde decidiu não utilizar o jogador. 

E já vale pouco voltar a falar na total falta de compreensão do árbitro Hélder Malheiro, que não quis perceber o estado emocional de um jogador que tinha acabado de ser agredido, ficando com um alto na cabeça do tamanho da montanha do Pico. 

A decisão do CD é das coisas mais vergonhosas que já se viu no desporto em Portugal. Obviamente, o CD sabia que o Sporting tinha um derby - tão importante para o calendário nacional - nos dias seguintes, e mesmo assim precisou de 5 dias para tomar uma decisão, tendo anunciado a mesma a apenas 3 horas do encontro. Até por uma questão de bom senso e por estarem os olhos do país neste jogo, era importante que o assunto em análise fosse alvo de deliberação o mais rápido possível. O jogo ocorreu a 30 de Janeiro (quarta-feira). Os senhores do CD tiveram ainda dois dias úteis na semana passada para deliberarem. Mesmo que não fosse nessa semana, o mínimo que se pedia era para deliberarem na manhã de segunda-feira, permitindo ao treinador preparar a equipa contando com o contributo de Ristovski. Nada disso foi considerado.

Tudo isto ganha contornos de comédia, quando vivemos num país onde se fazem exames a um domingo e onde até aos Sábados os senhores do CD são capazes de despenalizar jogadores. Mas só os dos Benfica, como aconteceu com Rúben Dias no final da época passada. Para o seu querido clube, o senhor Meirim está sempre disponível, nem que seja a dias santos e feriados, mesmo que as decisões "necessárias"sejam tão patéticas que só deveriam ser conhecidas no dia de carnaval. 

Varandices


Olhando para a arbitragem de ontem, e sobretudo para o verdadeiro atentado à verdade desportiva levado a cabo pelo Conselho de Disciplina de José Manuel Meirim, o Sporting não tem uma palavra a dizer. E isto vem na sequência da vergonhosa expulsão de Ristovski em Setúbal, onde o jogador foi "abandonado em combate" pelo Sporting. O macedónio foi agredido, foi expulso e foi também foi o único a dar a cara contra o que aconteceu. Ninguém do Sporting se colocou ao lado do jogador. 

Já vai sendo hora de o Sporting ter um líder que defenda o clube e os seus profissionais destas constantes palhaçadas. Ontem era dia do Presidente do Sporting dar a cara pelo mau momento da equipa e defender o clube destas indignidades. Mais uma vez, não o fez. Ele que enquanto candidato tantas vezes referiu que daria a cara pelo clube nos maus momentos. Ora, se estar a 11 pontos da liderança, a 8 pontos do 2º classificado, a 7 pontos de um patético Braga - que nem sequer tem 1/4 do nosso orçamento - e em desvantagem na meia-final da Taça, não é estar em crise, não sei o que será. Mas pior do que a crise de resultados é a crise de valores, e sinceramente, não sei se não é com essa que estou mais preocupado neste momento. A continuarmos neste caminho, a bipolarização do futebol português transformar-se-a mesmo numa realidade efectiva e chegando a esse ponto, será ainda mais difícil de a combater. Tem a palavra o Presidente Varandas.

Podem seguir o blog nas redes sociais nos links seguintes:
Facebook: (aqui)  Twitter: (aqui) Instagram: (aqui)

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

O exemplo perfeito do "lápis vermelho" de Meirim


A 22 de Abril de 2017 realizou-se o derby entre Sporting e Benfica no estádio de Alvalade. Uma partida que teve arbitragem de Artur Soares Dias e que contou com Rui Manhoso e Manuel Castelo como delegados da Liga.

Peço aos leitores para verem o post até ao fim, para que percebem de uma forma definitiva como funciona o futebol português. 

Sporting apresentou uma participação disciplinar


O Sporting fez uma participação disciplinar sobre o comportamento de Rui Costa, Rui Vitória e Paulo Gonçalves por pressões à equipa de arbitragem no intervalo da partida. Consequentemente, o Sporting também fez uma participação disciplinar contra Artur Soares Dias e contra os delegados Rui Manhoso e Manuel Castelo por terem assistido a essas pressões e não terem colocado esses factos nos seus relatórios. 

As declarações de Artur Soares Dias



Diz Soares Dias que foi um diálogo cordial e normal e que não viu na atitude de Paulo Gonçalves, Rui Costa e Rui Vitória motivos para mencionar tal comportamento no Relatório da partida. 

Ora, eu sei que custa um bocadinho mas vamos pensar um pouco. É um facto que Artur Soares Dias não fez qualquer referência no relatório do jogo ao comportamento de Rui Vitória, Rui Costa e Paulo Gonçalves. Estando a ser acusado pelo Sporting de não ter cumprido com os seus deveres, o que é que estavam à espera que o árbitro da partida dissesse? Queriam que Artur Soares Dias dissesse: "Sim é verdade. Eles tentaram-me pressionar e eu não coloquei no relatório de forma voluntária, por isso façam o favor de me castigar". 

As declarações dos delegados da Liga



Como seria de esperar, os delegados da Liga corroboram o depoimento de Artur Soares Dias. O "diálogo ocorreu de forma normal, tranquila, calma e aberta". Mais uma vez eu pergunto: Estavam à espera que os delegados dissessem o quê? Que viram Paulo Gonçalves, Rui Vitória e Rui Costa a pressionar o árbitro e que não relataram esses factos no relatório de forma propositada?

Mas os delegados da Liga vão ainda mais longe nas suas declarações: "Nunca ocorreu qualquer tentativa de pressionar(...) o discernimento da equipa de arbitragem(...) como FANTASIOSAMENTE pretende fazer passar a o Sporting CP"

Com que então os delegados da Liga agora também já fazem juízos de valor sobre a participação de um clube da Liga. Mas estes senhores foram chamados a depor para relatar factos ou para fazerem juízos de valor? E o CD permite esta palhaçada.

Só faltava este...



Depois de ouvir os delegados, que neste processo eram parte interessada, uma vez que o recaia sobre eles a acusação de terem omitido factos relevantes dos seus relatórios, o "douto" CD decidiu chamar a depor o líder dos delegados, o inenarrável Reinaldo Teixeira.

Eu pergunto: Qual é a relevância de ser ouvido o líder dos delegados, depois de termos ouvido os próprios delegados? Obviamente, ninguém esperava outra coisa de Reinaldo Teixeira que não fosse a corroboração da versão dos delegados, por todos os motivos e mais alguns. 

Mas o CD não se ficou pela chamada a depor de Reinaldo Teixeira. Estes artistas ousaram mesmo perguntar a este sujeito "se de acordo com o seu entendimento e experiência visavam condicionar, pressionar ou colocar em causa a competência de de Artur Soares Dias?", ao qual o chefe dos delegados disse que não. E ainda foi mais longe, afirmando que o Sr. Rui Costa já teve intervenções agressivas no passado, mas neste caso foi um "diálogo correcto, cordial e respeitoso". 

O 4º padre e os tipos das bandeiras


Depois do árbitro, delegados e do chefe dos delegados, ficam apenas a faltar ouvir os restantes elementos da equipa de arbitragem. Começo pelo 4º padre, um tal de João Pinheiro.


O 4º padre, João Pinheiro afirma que o "Sr. Rui Vitória usou de um tom normal e sem qualquer excesso". O mesmo aconteceu com o "Sr. Rui Costa que que usou de um tom também normal e de forma educada". João Pinheiro confirmou que o "Sr. Rui Costa" também se queixou a Artur Soares Dias, "num tom uma vez mais normal e educado".

Vejamos agora o que disse o tipo da bandeira nº2, um tal de Paulo Soares:

Mais um a afinar pelo "tom normal".  Para fechar, fiquem com a teoria do tipo da bandeira nº 1, um tal de Rui Licínio.


Mais uma vez, a conversa foi "natural e normal para o que é o contexto de um jogo"

É só amor


Tudo somado, vamos a um breve resumo:

- Artur Soares Dias diz que "foi um diálogo normal e cordial". 
- Os delegados da Liga dizem que foi "diálogo normal, tranquilo, calmo e aberto" 
- Reinaldo Teixeira, chefe dos delegados afirmou tratar-se de um "diálogo correcto, cordial e respeitoso".
- João Pinheiro, 4º árbitro da partida diz que foi usado "um tom normal e sem qualquer excesso" no caso de Rui Vitória e um tom "normal e educado" por parte de Rui Costa.
- Paulo Soares, assistente nº 2 afirmou que foi usado "um tom normal".
- Rui Licínio, assistente nº1 afirmou que a conversa foi "natural e normal para o que é o contexto de um jogo".

Todos os árbitros afirmaram também de forma cabal que não se sentiram pressionados pelas atitudes de Rui Costa, Rui Vitória, Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves. Reinaldo Teixeira foi convidado a dar a sua opinião sobre se considerava os factos como uma forma de pressão, ao qual respondeu que não. Para fechar em beleza os delegados da Liga ainda tiveram a lata de afirmar que a queixa do Sporting era "fantasiosa".

Será que os árbitros e os delegados podiam dizer outra coisa nesta audição?


Claro que não. Se algum dos árbitros ou delegados dissesse em sede de audição que tinha errado e que os factos deveriam ter sido escritos nos relatórios, seriam imediatamente punidos com a sanção de exclusão das competições profissionais de acordo com o artigo 189º do Regulamento disciplinar uma vez que estaríamos perante um falsificação da verdade do relatório.

Posto isto, parece-me claro que ninguém iria reconhecer o "erro", para não lhe chamar outra coisa.

Que outros meios de prova foram colhidos?


Importa dizer que estamos a falar de um processo que visava 4 representantes do Benfica: Rui Costa, Rui Vitória, Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves, e também os 2 delegados ao jogo e os 4 árbitros da partida. O Sr. Meirim e seus pares optaram apenas por recolher apenas o depoimento dos árbitros e dos delegados, que obviamente não iriam dizer nada que os prejudicasse. Isto parece-me claro. 

É interessante verificarmos que a certa altura das declarações, Reinaldo Teixeira referiu que Nélson Pereira, treinador de guarda-redes do Sporting e Raúl José, treinador adjunto de Jorge Jesus assistiram aos factos. Eu pergunto ao sr. Meirim: Porque é que o Nélson e o Raúl José não foram chamados a testemunhar o que presenciaram? O CD admite que delegados e árbitros sejam juízes em causa própria, mas não permite a audição de quem assistiu aos factos. É a chamada justiça de "lápis vermelho". Será que a brigada dos bons costumes de Meirim também me pode fechar o blog?

Mas foi produzida outra prova neste processo. O Sporting entregou as imagens de vídeo do túnel de Alvalade ao CD.


Como? Ora diga lá outra vez! Com que então as imagens mostram que a conduta dos visados ali ou acolá, revelou maior exaltação!?

Mas então o diálogo não tinha sido "normal, cordial, tranquilo, calmo, aberto, respeitoso e educado"? Afinal nas imagens é possível ver exaltação. Se calhar a minha definição de exaltação está errada. O dicionário da língua portuguesa diz-nos que Exaltação: é um estado de excitação, descontrole, ou exagero nas ideias, sentimentos ou atitudes: falou com exaltação.

Em que ficamos? Devemos acreditar em artistas com um histórico absolutamente vergonhoso ou nas imagens de segurança?

Mais um dolo sem intenção


Deste acórdão sai uma decisão muito importante para o futebol português. A partir deste momento quando uma equipa for prejudicada basta os treinadores/dirigentes irem à CI e dizerem com um ar "calmo e normal" coisas como esta:

"Ó (inserir nome do árbitro), o que é preciso para que marques grandes penalidades?". Espero bem que os clubes aproveitem esta benesse já na próxima jornada.

Isto só dá mesmo para rir. Voltando a coisas sérias.

Como sabem, já aqui denunciei o facto de existirem delegados da Liga e exercerem os seus cargos de forma ilegal. Curiosamente, o senhor Rui Manhoso e Manuel Castelo estão nesta situação, uma vez que fazem parte dos órgãos sociais de Associações de Futebol. O mesmo acontece com o chefe dos delegados que foi chamado a dar o seu testemunho não se sabe muito bem porquê. Mais informações (aqui).

O senhor João Pinheiro, 4º árbitro da partida é um dos padres ordenados no processo dos emails. Este artista, conhecido pelo "Mostovoi de Viatodos" pelo seu benfiquismo, foi apanhado a enviar emails para Paulo Gonçalves com informações sobre estágios de arbitragem. Podem saber mais informação sobre estes emails clicando (aqui). Curiosamente, o mesmo Paulo Gonçalves que João Pinheiro não viu mexer uma palha no túnel de Alvalade. Por coincidência, este João Pinheiro foi também um dos internacionais provetas deixados por Vítor Pereira.

É fácil verificarmos que estes tipos não têm ponta de idoneidade para que o CD acredite nos que eles dizem. Fico estupefacto quando vejo que o próprio CD considera que existem imagens que provam "exaltação", mas decidem validar apenas as declarações destes tipos, que são parte interessada no processo.

Perante tudo isto, só me apetece citar Luís Filipe Vieira: "Ainda querem-me fazer atrasado mental".


Agradecer a todos pelo apoio. Se ainda não seguem o Mister do Café nas redes sociais, podem começar já. 

Link do Facebook: (cliquem)
Link do Twitter: (cliquem)

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

O Senhor do lápis vermelho


Foi ontem anunciado mais um castigo ao Presidente do Sporting CP. Desta feita, José Manuel Meirim e os seus acólitos - apreciadores de bilhetes "à pala" para partidas do Benfica contra a Juventus - decidiram aplicar uma suspensão de 90 dias e uma multa de 7600 euros a Bruno de Carvalho por declarações prestadas numa entrevista concedida à TVI em Março deste ano.

Confesso que já perdi a conta ao número de castigos e processos interpostos pelo Conselho de Disciplina a Bruno de Carvalho. Essa será uma contabilidade que qualquer dia farei. Para hoje quero-me apenas cingir ao castigo decretado ontem.

O lápis vermelho



Em primeiro lugar importa dizer que estamos a falar de uma entrevista concedida pelo Presidente do Sporting a 29 de Março deste ano, o que significa que o Conselho de Disciplina demorou cerca de meio ano a analisar esta situação.

Em segundo lugar é importante dizer que Bruno de Carvalho não foi castigado por ter dado esta entrevista, uma vez que o CD considerou tratar-se de uma entrevista "fora do âmbito do futebol. Absolutamente surreal esta argumentação. Como se alguém neste país pudesse ser proibido de falar sobre o que quiser, como quiser e onde quiser. Mas atenção que com esta argumentação o CD abre a porta para castigar dirigentes que em período de castigo concedam uma entrevista no âmbito do futebol. Os critérios começam a ficar claramente definidos e veremos até quando dura a coerência. Quando esta se for é só uma questão de trocar o Presidente do CD e volta tudo à estaca zero. Nova gente, novos critérios à lá carte.

Faz um pouco lembrar o castigo aplicado a Lisando Lopez que apanhou um jogo por simular uma grande penalidade. Foi o único jogador neste país a ser punido por tal acto. Algo que só pode fazer corar de vergonha três dos maiores piscineiros que a Liga já viu: Aimar, Saviola e Jonas.

O lápis vermelho


Bruno de Carvalho considerou nessa entrevista que está a ser alvo de um acto de censura e que apenas mudou a cor do lápis. Por ter dito algo que é evidente para todos apanhou 3 meses de castigo. Sinceramente, isto cabe na cabeça de alguém? Uma ironia com uma referência histórica é motivo para um castigo deste género?

Para fechar deixo-vos com as opiniões dos insuspeitos Pedro Sousa e de Manuel Queiróz. O primeiro está com um litígio em tribunal com o Sporting e o segundo é conhecido por não morrer de amores pelo presidente leonino.


Siga a banda. Venham de lá mais castigos para o Presidente do Sporting. Enquanto isso, a claque dos assassinos continua à solta e a ser apoiada pelo Benfica. Castigos, nem vê-los. 

PS: Se os senhores do CD estão a ler este post, alerto para que não se esqueçam de pedir bilhetes ao Benfica para irem a Old Trafford. 

Agradecer a todos pelo apoio. Se ainda não seguem o Mister do Café nas redes sociais, podem começar já. 

Link do Facebook: (cliquem)
Link do Twitter: (cliquem)

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Conselho de Disciplina legitima violência e incompetencia


O futebolzinho português continua a ser pródigo em decisões completamente inacreditáveis. Vejamos o incrível "caso Eliseu" ao pormenor.

"Caso Eliseu" - Arquivado


Vamos recordar as imagens para que não restem dúvidas:


O Conselho de Disciplina anunciou ontem o arquivamento do auto de flagrante delito elaborado pela Comissão de Instrutores da Liga, após queixa do Sporting, pelo lance entre Eliseu e Diogo Viana no último Benfica-Belenenses.

No defeso foi alterado o regulamento, permitindo agora aos clubes e ao próprio Conselho de Disciplina o pedido de abertura de um auto de flagrante delito por parte da Comissão de instrutores da liga. Com a decisão tomada ontem, o conselho de disciplina sentenciou à morte os autos de flagrante delito. 

Nos fundamentos da decisão, José Manuel Meirim e amigos entendem que não se podem sobrepor à avaliação do árbitro e do vídeo-árbitro, que julgaram o lance ocorrido ao minuto 60 do jogo Benfica-Belenenses, da terceira jornada da Liga NOS, e não descortinaram agressão nem prática de jogo violento de Eliseu.

As questões colocadas 



Foram estas as três questões que o CD decidiu colocar a Rui Costa, árbitro da partida e a Vasco Santos, vídeo-árbitro. As duas primeiras questão estão relacionadas com o que viram durante o jogo. Respostas que obviamente já toda a gente saberia qual seriam as respostas. Se tivessem opinião diferente teriam obrigatoriamente de ter agido no momento próprio. A terceira pergunta já roça o surrealismo. Por que raio é que é que é importante questionar os árbitros sobre a forma como o jogo foi reatado? 

Perante isto, serve de alguma coisa perguntar o que viram ou como é que o jogo foi reatado? A pergunta fundamental ficou por responder: Passados alguns dias, a frio e revendo as imagens o que pensam do lance? Havia ou não motivo para ser dada ordem de expulsão a Eliseu? 

Incompetente?


Aqui ficam as respostas de Rui Costa às questões levantadas pelo CD da FPF.


Rui Costa considerou o lance como sendo um "choque normal sem qualquer acção faltosa". Ora, perante isto, o que se pode concluir sobre a valia deste árbitro? Que nota é que Rui Costa teve neste jogo? É possível ter tido uma nota positiva? 

Mas há coisas ainda mais engraçadas.

Cego ou algo mais?



Até admito que Rui Costa possa não ter visto bem o lance no terreno de jogo. Agora, Vasco Santos teve à sua disposição todas as repetições do lance e mesmo assim considerou "não ter existido qualquer agressão ou prática de jogo violento".

Meus amigos, isto é o quê? É que eu só consigo concluir uma de duas coisas. Ou Vasco Santos tem claros problemas de visão ou então fez um enorme favor ao Benfica. Curiosamente, Vasco Santos é um dos padres apontados nos emails que têm denunciado o polvo encarnado. "Vamos ter os padres que escolhemos e ordenamos nas missas que rezamos, temos é de rezar e cantar bem", e de facto, Vasco Santos demonstrou claramente que tem a missa bem estudada.

As queixas do Sporting em relação às agressões de Vila do Conde


No jogo Rio Ave-Benfica, Pizzi agrediu Francisco Geraldes nas barbas do árbitro Hugo Miguel. Mais uma vez, nem o árbitro da partida nem o vídeo-árbitro vislumbraram o lance. 


No mesmo jogo, Eliseu voltou a espalhar magia, com especial destaque para um lance absolutamente vergonhoso na linha de fundo onde dá um pontapé no jogador do Rio Ave quando este se encontra caído contra os painéis de publicitários. 


Perante estes dois casos, aposto que as justificações lançadas pelo Conselho de Disciplina serão no mínimo, hilariantes.

Justiça? Onde?


Eliseu teve uma entrada brutal sobre Diogo Viana colocando em causa a integridade física de um colega de profissão. Com excepção de Pedro Guerra, do árbitro, do vídeo-árbitro e do conselho de disciplina, todo o país concorda com a barbaridade do acto. Os experts de arbitragem com espaço na imprensa são unânimes e até o próprio Conselho de arbitragem reconheceu o erro de avaliação. 


Há um assalto numa zona comercial. O polícia que patrulha a zona não se apercebe do roubo. O responsável pelo sistema de vídeo vigilância estava a ver a telenovela em vez de analisar as imagens claras sobre o ocorrido. Entretanto há uma queixa de roubo e são apresentadas provas definitivas e irrefutáveis do crime. O juíz não quer saber das provas para nada. Questiona apenas o polícia e o responsável pela vídeo-vigilância que dizem não ter visto nada. Ora, se não viram nada não há crime. 

Estamos, portanto, perante um "crime" que é legitimado pelos órgãos de justiça com base nas declarações de dois incompetentes (para dizer o mínimo). Mas isto cabe na cabeça de alguém? Pelos vistos cabe...



Agradecer a todos pelo apoio. Se ainda não seguem o Mister do Café nas redes sociais, podem começar já. 

Link do Facebook: (cliquem)
Link do Twitter: (cliquem)

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A actuação do Conselho de Disciplina no "caso Jorge Sousa"


É oficial. O árbitro Jorge Sousa foi punido com 3 jogos de suspensão após o caso que protagonizou com Stoijkovic, guardião do Sporting B no jogo do passado Domingo. Mas há muito mais a referir em relação a este processo do que nos é dado a conhecer. 

A rapidez do processo


Neste defeso o regulamento disciplinar foi alterado por forma a proporcionar ao Conselho de Disciplina da FPF a possibilidade de pedir à Comissão de Inquéritos da Liga a abertura de um processo sumário. Anteriormente, a Comissão de Inquéritos da Liga já podia abrir um processo sumário, mas nunca o fez, o que demonstra a plena inutilidade das pessoas que compõem esse órgão da Liga. 

Neste caso, e com o novo regulamento, o CD da FPF solicitou à Comissão de Inquéritos (CI) da Liga a abertura de um processo sumário ao árbitro Jorge Sousa. A CI da Liga preparou o auto de flagrante delito e entregou-o ontem ao CD da FPF para deliberação e eis que surgiu o castigo.

Não deveria ser preciso dar o mérito a um órgão como o CD da FPF, mas face à inoperância e incompetência latente no último ano, tenho de o fazer. Neste caso, o CD esteve bem ao pedir de imediato ao CI da Liga a elaboração de um auto de flagrante delito. 

O mapa com o castigo



Como podem verificar, Jorge Sousa foi castigado com 3 jogos de suspensão numa deliberação tomada com base no artigo 198º do regulamento disciplinar. O número do artigo é uma questão de extrema importância como vamos ver de seguida.

Em que artigo se enquadra a atitude de Jorge Sousa?


Existem dois artigos no regulamento onde são enquadradas as atitudes dos árbitros. O artigo 192º e o artigo 198º. Vejamos já o artigo em que o CD enquadrou a atitude do árbitro:


O castigo aplicado a Jorge Sousa foi deliberado de acordo com o artigo anterior (198º) que se aplica a quem se "dirige de forma menos correcta e educada". De facto, Jorge Sousa dirigiu-se a Stoijkovic de forma menos correcta e educada, mas considerar apenas isto é muito curto para a atitude do árbitro.


O artigo varrido para debaixo do tapete



Como podem verificar, o artigo 192º encaixa como uma luva no comportamento de Jorge Sousa. É indiscutível que o árbitro usou expressões de carácter ameaçador, injurioso e grosseiro. Recordo algumas passagens do brilhante discurso do árbitro:

"Mas estás a falar para mim porquê caralho? Estás a falar para quem caralho? Pá baliza! Poe-te na puta da baliza pá!"

Eu pergunto: Isto não é ameaçador, injurioso e grosseiro? Obviamente que é! E é tão claro que não deixa dúvidas a ninguém.

Então porque é que o CI da Liga e o CD não enquadraram o caso neste artigo?


Esta é a grande questão que o CI da Liga e o CD devem responder de imediato. A resposta talvez possa estar no número 2 do artigo 192º, mas já lá vou. 

Desde logo, a "moldura penal" deste artigo (192º) é muito maior. Vai de 3 a 15 jogos de suspensão, enquanto no artigo pelo qual foi castigado vai apenas de 1 a 5 jogos de suspensão. Mas ainda há outra questão de extrema importância. No ponto 2 do artigo 192º, é referido expressamente que em caso de reincidência o árbitro ficaria suspenso no mínimo por 6 épocas desportivas e um máximo de 10 épocas desportivas.

A aplicação errada do artigo 198º em detrimento do 192º que seria o mais justo e o que melhor se enquadrava é significativa não só pelo menor tempo de castigo, assim como pelo facto de ser retirado ao árbitro o peso de uma eventual reincidência. 

Regulamento atropelado


Ora, ao enquadrarem a atitude de Jorge Sousa apenas no artigo 198º, o CI e o CD estão a atropelar o artigo 192º para benefício do próprio árbitro, que pode assim voltar a dar o triste espectáculo já no próximo jogo que apite, sem que tenha qualquer problema com a reincidência. Este fechar de olhos não pode ser deixado passar impunemente e devem ser assacadas responsabilidades ao Conselho de Disciplina da FPF e em particular ao seu Presidente, José Manuel Meirim. 

Os regulamentos são claros e não deixam margem para dúvidas. E se o Conselho de Disciplina fez o que tinha de fazer numa primeira fase, deixou muito a desejar na forma como aplicou o regulamento disciplinar. E não está aqui em causa o que eu acho que deve ser o castigo, mas sim o que está estipulado no regulamento disciplinar. A lei é para cumprir, custe o que custar. 

O comportamento do Sporting e dos "cartilheiros"


O comportamento dos responsáveis do Sporting neste caso foi exemplar. De imediato, o acto foi condenado e o atleta do clube foi defendido através de um comunicado oficial. Saliento que o Sporting não pediu sequer qualquer sanção para o árbitro, aguardando para ver a actuação das entidades responsáveis. Por outro lado, não deixou de ser muito curioso acompanhar as justificações lançadas pelos cartilheiros encarnados, com especial destaque para a Rui Gomes da Silva e Paulo Garcia que lançaram a fantástica teoria dos "40º graus ao sol" que poderia justificar a atitude do árbitro. Por que será?

Edit: Inicialmente referi neste post que Jorge Sousa poderia ser castigado por dois delitos: Comportamento incorrecto (art 198º) e Ameaças injúrias e ofensas à reputação (art. 192º). Depois de ter colocado o post online, dois juristas enviaram-me mensagens em que referem que não pode existir esta multiplicidade de castigos. Fica a análise dos especialistas:

"O mesmo facto só poderá ser enquadrado numa norma punitiva ou na outra (não nas duas cumulativamente) porque os bens e valores jurídicos protegidos pelas normas punitivas são basicamente os mesmos. E há ainda o princípio do "ne bis in idem" (proibição de julgamento e de dupla punição pelos mesmos factos, fundamentos e objeto)."

De qualquer forma, isso não invalida que o artigo em que foi enquadrado o delito tenha sido errado em benefício do árbitro. Fica feito o esclarecimento. 

Agradecer a todos pelo apoio. Se ainda não seguem o Mister do Café nas redes sociais, podem começar já. 

Link do Facebook: (cliquem)
Link do Twitter: (cliquem)

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Fernando Veiga Gomes - Mais um especialista em direito desportivo


Nos últimos anos a quantidade de advogados especialistas em direito do desporto, que invadem o espaço de comentário público tem sido muito elevada. Curiosamente, praticamente todos têm ligações directas ao Benfica. 

O exemplo de José Miguel Meirim


O Sr. Meirim foi durante muitos anos o expert ao qual os jornais recorreram para questões jurídicas relacionadas com o desporto. Não foi por isso surpresa para ninguém a sua chegada ao cargo de Presidente do Conselho de Disciplina da FPF em meados de 2016. Para quem não sabe, "José Manuel Meirim faz questão de frisar previamente que é "adepto do Benfica, mas que entende que o Direito não é nem vermelho, nem azul-e-branco, nem verde" e vinca a sua posição de jurista.". Foi precisamente isso que disse a 14 de Maio de 2008 quando foi chamado pelo Mais Futebol para comentar o Apito Final. Uma notícia que pode ser lida (aqui).

Neste momento a concorrência entre os especialistas em direito do desporto é muita, mas os que têm cobertura mediática são praticamente todos do Benfica. E digo praticamente todos, mas ainda não apanhei um expert de outro clube. Mais para a frente falarei sobre alguns destes artistas. Vamos ao caso de Fernando Veiga Gomes.

Fernando Veiga Gomes


Na passada quinta-feira no programa "Verde no Branco" na Sporting TV, a comentadora Elsa Tiago Judas denunciou as declarações de Fernando Veiga Gomes feitas durante essa tarde num programa da SportTV+. Este senhor foi convidado na qualidade de especialista em direito desportivo para falar sobre o castigo a Bruno de Carvalho e Carlos Pinho. Vejamos:


Desde logo importa salientar a forma vergonhosa como este sujeito tentou condicionar a decisão futura do TAD e especialmente a opinião publica, afirmando que "o tribunal arbitral do desporto tem interpretado as normas no sentido de serem justas ou injustas". Um jurista a fazer um juízo sobre decisões de um tribunal é sempre algo interessante. Obviamente, esta declaração tinha água no bico (literalmente), basta vermos a conclusão do artista. 

Para não restarem dúvidas, diz este sujeito que "não devia haver recurso. Os presidentes deviam pedir desculpa pelo comportamento que tiveram e nem recorrer e acatar a decisão de um regulamento disciplinar que eles próprios aprovaram".

Eu não sei se as pessoas têm noção da gravidade destas declarações. Estamos perante o mesmo senhor que segundos antes tentou condicionar a decisão do TAD tendo até colocado em causa decisões recentes desse tribunal. Mas quando se fala na decisão do Conselho de Disciplina, já não há razões para qualquer contestação e a decisão de Meirim nem deveria merecer recurso por parte de Bruno de Carvalho, que ainda deveria ter pedido desculpa. Hilariante. 

Não sou especialista em direito, mas o que se pode dizer de alguém que ignora o conceito de "transito em julgado"? É que para quem não sabe o caso do túnel de Alvalade só acaba quando se esgotarem todas as hipóteses de recurso. E como foi prontamente anunciado pelo Sporting, haverá recurso para o TAD. 

A SportTV+ propaganda


Este senhor foi introduzido no programa como sendo um especialista em direito desportivo, mas ficou apresentado devidamente quando atropelou todos os princípios éticos e deontológicos, tendo decidido expressar uma opinião pessoal quando foi chamado para dar o seu ponto de vista legal. Tudo isto com a conivência e a bênção da SportTv. 

A opinião de qualquer um de nós sobre este caso é legítima. Agora, a Sporttv não pode permitir que alguém que foi chamado na condição de especialista em direito desportivo faça juízos de valor sobre o assunto. A não ser que a intenção seja mesmo a de usar um pretenso especialista para passar atacar o presidente do Sporting. Será?

Vejamos a sondagem feita pelo canal na sua conta de twitter.



Os senhores da Sporttv não colocam sequer a opção de Bruno de Carvalho estar inocente, o que é sintomático da ideia que querem fazer passar. Curiosamente, estes senhores também não conhecem o conceito de "transito em julgado" e já começaram a fazer julgamentos sumários. 

Mais um "Abreu"



Vamos a umas curiosidades:

Curiosamente, Fernando Veiga Gomes é associado da Abreu Advogados. A mesma firma que está a defender o Benfica em inúmeros assuntos, com especial destaque para a questão dos emails, como foi recentemente noticiado pelo Expresso. 

Curiosamente, também estamos a falar da mesma firma que conseguiu colocar 2 dos seus advogados em 4 possíveis no recente concurso para delegados da Liga. Isto através do vergonhoso método da pós-graduação, como já demonstrei em posts anteriores nomeadamente (aqui) e (aqui). 

Curiosamente, estamos também a falar da mesma firma de advogados que fez pareceres a favor de Frankc Vargas/Ferreira Nunes no valor de 18.450€ e pagos pelo Benfica, como recentemente foi divulgado pelo Porto Canal. 

Curiosamente, os autores desse parecer são Alexandre Mestre, antigo secretário de Estado do Desporto e Ricardo Costa, antigo presidente do Conselho de Disciplina da Liga cujo histórico é conhecido de todos. 

Mais uma curiosidade para fechar: Ricardo Costa, consultor da Abreu Advogados faz parte do TAD. Este senhor é vice-presidente do Conselho de arbitragem desportiva, órgão que escolherá os 8 árbitros para o processo de recurso que será interposto pelo Sporting.

E de curiosidade em curiosidade, de coincidência em coincidência, o polvo lá vai fazendo lei. Para fechar, deixo mais uma curiosidade. 

Benfica TV - A academia dos especialistas em direito desportivo



Ficam apenas 4 prints de participações distintas em programas do canal encarando. Coincidências...

Agradecer a todos pelo apoio. Se ainda não seguem o Mister do Café nas redes sociais, podem começar já. 

Link do Facebook: (cliquem)
Link do Twitter: (cliquem)

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Os envergonhados e os sem-vergonha


As últimas movimentações no que diz respeito ao processo de classificação e recrutamento de delegados para a Liga estão a ser conclusivas do estado calamitoso em que se encontra a Liga Portuguesa. Senão vejamos:

A formação da treta


Descritos por Pedro Proença como "os rostos e a extensão da Liga Portugal em todos os estádios do futebol profissional", os novos delegados juntaram-se no último sábado na sede da Liga de clubes para o 1º curso de formação de delegados para a época 2017-2018.

Mapa de "trabalhos"

Nesta leva de novos delegados de "raça pura" está o senhor João Moura, o novo "menino querido". Um artista cujo percurso de "excelência" já abordei num post que é de  leitura obrigatória. Se não leram cliquem (aqui).

Na dia da formação, a Liga de clubes disponibilizou a habitual foto de família com os delegados, formadores e alguns responsáveis pela Liga com especial destaque para Pedro Proença.

Lanço um desafio aos leitores em relação à imagem seguinte: 

Com fato de treino azul está a equipa de delegados da Liga. O quadro de delegados para 2017/2018 é constituído por 46 elementos. Quantos é que conseguem contar na imagem seguinte. (cliquem na imagem para aumentar). 

Cliquem na imagem para aumentar

Se só contaram 45 delegados, não desesperem. Está lá o 46º elemento. Curiosamente, o único delegado que ficou muito escondido na fotografia foi precisamente o nosso amigo e "menino querido", João Moura. 


Ampliei um pouco a zona da imagem onde está o nosso amigo. Ora digam lá se não é estranho o facto do "menino querido" se ter escondido atrás dos outros delegados? Estará com vergonha pelo facto de ter "comprado" a entrada como delegado, tendo ultrapassado dezenas de concorrentes com melhores notas? Ou será algo mais?

É engraçado que na última sexta-feira, véspera da formação de delegados da Liga, o nosso amigo João Moura e o "boss" enviassem abraços.


Uns verdadeiros sem-vergonha



Helena Pires, directora de competições da Liga Portugal referiu que "alguma incompatibilidade que os delegados possam ter, tal como está preconizado nos manuais, terão de nos dar conhecimento disso." Estamos então perante um Liga que resolve ignorar factos públicos, para confiar apenas na palavra dos delegados, como se estes fossem o pináculo da verdade e seriedade. 

Manuel Castelo, Nuno Pedro, Américo Gomes, Rui Manhoso e Albertino Galvão são 5 delegados que acumulam o cargo com funções em associações de futebol deste país. O próprio Reinaldo Teixeira, coordenador dos delegados, é o líder máximo da Associação de Futebol do Algarve. Mas para a directora de competições da Liga, não se passa nada. Se os delegados não relataram incompatibilidades, para a Liga está tudo bem. 

Podem consultar o post sobre as incompatibilidades destes 6 delegados: (aqui)

Ou isso, ou então mudaram os regulamentos durante o fim-de-semana para não haver qualquer tipo de inconveniente para os delegados de "raça pura". Já nada me espanta nesta gente. Se alteraram as regras no final da época passada para "arrumarem" com quem não interessa, mantendo e criando condições para receberem mais gente de "raça pura", porque raio não estariam disposto a atropelar mais uns quantos procedimentos e normas? 

Vergonha? O que é isso?


Se o facto de a directora de competições da Liga estar a dar cobertura a esta ilegalidade e imoralidade já é uma vergonha e um péssimo serviço para o futebol nacional, o que dizer do facto de José Manuel Meirim, Presidente do Conselho de Disciplina da FPF, juntar-se a esta gente ratificando a teoria do "no passa nada"!?


Para fechar quero deixar bem claro o seguinte: Desenganem-se aqueles que pensam que as minhas denúncias sobre a forma vergonhosa como está a ser conduzida a renovação de delegados da Liga vão ficar por aqui. E atenção que o que tenho denunciado é apenas um aperitivo para o que ai vem. 


Agradecer a todos pelo apoio. Se ainda não seguem o Mister do Café nas redes sociais, podem começar já. 

Link do Facebook: (cliquem)
Link do Twitter: (cliquem)

terça-feira, 21 de março de 2017

A piada do ano - A dualidade de critérios


Como disse no post anterior, o comunicado do Benfica é muito sumarento. Depois de já ter analisado as queixas sobre "Coação, intimidação e declarações públicas ofensivas", quero agora falar sobre a dualidade de critérios denunciada pelos encarnados. O post anterior pode ser lido clicando (aqui).

A dualidade de critérios



Desde logo, temos de analisar devidamente a gravidade desta acusação. O Benfica diz que a justiça desportiva usa de uma "inequívoca dualidade de critérios". Como órgãos de justiça desportiva temos de considerar o Conselho de Disciplina, o Conselho de Justiça e o Tribunal arbitral do desporto (TAD). Como o comunicado inicia com uma clara referência aos responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol, excluo o TAD.


Estes são os rostos das pessoas que constituem o Conselho de Disciplina da FPF, o órgão mais importante nestas questões de justiça desportiva, e que é presidido por José Manuel Meirim, o tal "expert" elevado à condição de "Deus da justiça" desportiva pela máquina de propaganda durante anos a fio. (Entretanto, João Diogo Manteigas ocupou o lugar de Meirim no olimpo dos "deuses" da justiça desportiva" para os pasquins de serviço).

Os exemplos apresentados

Nesta nota de imprensa publicada pelo Benfica são dados 3 casos de exemplo. Luís Filipe Vieira, Rui Costa e Rui Vitória). Vejamos, caso a caso:

Luís Filipe Vieira


O Presidente do Benfica proferiu as seguintes declarações após o jogo entre o Benfica e o Vitória de Setúbal no dia 21 de Agosto de 2016:

Acórdão Conselho de Disciplina sobre o castigo aplicado a Luís Filipe Vieira

"Isto é um escândalo, é um autêntico roubo" ou "Se querem que eu faça guerra então vão tê-la" são algumas pérolas proferidas por Luís Filipe Vieira no final desse jogo no estádio da Luz. Ora aqui está um bom exemplo de coação, não acham?

Link da notícia (aqui)
Como podem verificar na notícia anterior, o castigo de Luís Filipe Vieira saiu no dia 16 de Novembro de 2016. Ou seja, o castigo demorou precisamente 85 dias a ser divulgado pelo Conselho de Disciplina. Fixem bem este número de dias.

Caso Rui Costa


Dia 9 de Setembro de 2016. No final do jogo entre entre o Benfica e Arouca "o dirigente do Benfica terá trocado empurrões com membros da comissão de arbitragem e do Arouca". Podem consultar mais informação sobre este assunto clicando (aqui). 

Link da notícia (aqui)

"No final do jogo em apreço, no túnel de acesso aos balneários, o arguido provocou o sr. Joel Pinho, dirigindo-lhe as seguintes palavras: ‘O que é que queres? És um palhaço... Qual é o teu problema?’", pode ler-se.

No acórdão, o Conselho de Disciplina diz que Rui Costa colocou-se, também, no caminho do árbitro e, "de dedo em riste, gritou para ele: ‘Como é possível não marcares penálti? É uma vergonha... É inadmissível um árbitro da tua categoria não marcar este penálti'."

Ou seja, o castigo de Rui Costa demorou precisamente 108 dias a ser divulgado pelo Conselho de Disciplina da FPF.

Curiosamente, nessa mesma partida, Sílvio Cervan, vice-presidente do Benfica teve o seguinte comportamento:


Nem sequer existiu processo. De facto, Sílvio Cervan goza de uma impunidade à prova de bala, senão vejamos o que este artista escreveu após o jogo contra o Estoril para a Taça de Portugal:

Cliquem para aumentar
Limpinho, limpinho. Nem sequer houve lugar a processo. Será esta a coação de que tanto falam estes senhores?

Caso Rui Vitória


No dia 26 de Janeiro de 2017, Rui Vitória foi expulso pelo árbitro Hugo Miguel no final da partida da meia-final da Taça da Liga que o Moreirense acabou por vencer. 


Link da notícia (aqui)
“No final do jogo [das meias-finais da Taça da Liga, com o Moreirense], o recorrente Rui Carlos Pinho da Vitória dirigiu-se à equipa de arbitragem de dedo em riste a apontar para o árbitro adicional número um [Hugo Miguel], dizendo: ‘Parabéns, já conseguiste o que querias! Isto é uma vergonha!’, continuando, dirigindo-se a todos os elementos da equipa de arbitragem, disse: ‘Vieram para aqui tantos fazer o quê?’”, lê-se no acórdão do CD.

Devido à expulsão o técnico foi castigado de imediato com 15 dias de castigo, tal como aconteceu a Jorge Jesus após o jogo de Setúbal. 


Os casos do Sporting


Bruno de Carvalho

Para fazer uma comparação correcta com os casos do Benfica, usarei apenas processo referentes ao Sporting que tenham sido decididos pelos actuais orgãos sociais da FPF que tomaram posse no início de Junho. Vejamos.

Link da notícia (aqui)
Bruno de Carvalho foi suspenso pelo Conselho de Disciplina por ter festejado o título nacional de Futsal em pleno Pavilhão da Luz. Um crime de lesa-pátria que lhe valeu 15 dias de suspensão,. Uma decisão que demorou apenas 6 dias a ser divulgada.

Frederico Varandas


Sporting jogou o clássico com o Porto em Alvalade a  28 de Agosto de 2016. Dois dias depois, Frederico Varandas foi castigado a 30 dias de suspensão. Curiosamente, o castigo acabou por ser anulado depois de ter sido cumprido.


É preciso dizer mais alguma coisa sobre esta caso?

Nuno Saraiva

Vejamos agora o caso de Miguel Albuquerque, responsável pelo Futsal do Sporting, que foi castigado com uns inacreditáveis 16 meses de suspensão. Não existem imagens do incidente e a decisão foi tomada tendo em conta a palavra do Delegado da Liga. Talvez agora seja mais fácil perceber o porquê de estes "agentes" também terem direito a voucher.

Curiosamente, o mesmo delegado que viu as alegadas "agressões" de Miguel Albuquerque, não viu nenhum insulto de Bruno Coelho a Miguel Albuquerque, que lhe daria um castigo de 4 a 10 jogos. Mas alguém acredita que o rapaz "levou e calou"? Este mesmo rapaz que insultou os espectadores do Sporting nessa partida, e por esse facto levou apenas um jogo de castigo em quatro possíveis.

Nuno Saraiva, director de comunicação do Sporting saiu em defesa de Miguel Albuquerque num post de Facebook, onde apenas apresentou factos concretos. A resposta do Conselho de Disciplina não se fez esperar, e no espaço de uma semana após o post, Nuno Saraiva foi silenciado por 15 dias.

E adivinhem lá o que aconteceu depois...

Link da notícia (aqui)

Resumindo


Bruno de Carvalho foi castigado após 6 dias dos factos ocorridos, por ter festejado a vitória do campeonato de Futsal no Pavilhão da Luz junto dos jogadores da sua equipa. Curiosamente, André Horta (também um filiado na FPF), fez o mesmo durante esta época, mas nem processo de inquérito foi aberto. Já Luís Filipe Vieira esperou por uma decisão cerca de 85 dias por factos vistos e confirmados por todos os agentes desportivos presentes. 

O caso de Rui Vitória foi exactamente igual ao de Jorge Jesus. Ambos foram castigados após as expulsões já depois do apito final das partidas ficando suspensos por 15 dias. Curiosamente, Jorge Jesus passou de "lady a louca" aquando da transferência da Luz para Alvalade, senão vejamos:


Deve ser esta a dualidade de critérios a que o Benfica se refere no comunicado?

Rui Costa foi castigado 108 dias depois dos factos terem ocorrido. Já Nuno Saraiva e Frederico Varandas foram castigados em menos de uma semana. Mas o mais interessante é que cumpriram os respectivos castigos e depois foram ilibados. Justiça "à Portuguesa". Será que é esta a dualidade de critérios a que o Benfica se refere no comunicado de ontem? Deve ser.

Se não for, só vejo dualidade de critérios na forma como documentos oficiais e confidenciais chegam às mãos da máquina de propaganda encarnada. Não há um processo para isto?



Agradecer a todos pelo apoio. Se ainda não seguem o Mister do Café nas redes sociais, podem começar já. 

Link do Facebook: (cliquem)
Link do Twitter: (cliquem)