Como é domingo, pareceu-me pertinente trazer aqui um tema relacionado com padres e missas. Uma espécie de "eucaristia dominical".
O código das missas
No passado dia 21 de Setembro, o Correio da Manhã noticiou que no âmbito das buscas relativas ao processo e-Toupeira, os investigadores encontraram uma série de mensagens de Whatsapp que indiciam "códigos em conversas" relacionados com a Igreja, usadas como código para questões relacionadas com a arbitragem.
O jornal diz mesmo que essas mensagens "estão validadas e vão juntar-se ao processo dos emails". Como é do conhecimento público, no caso dos emails há várias emails sobre padres e missas. Cito apenas o clássico "vamos ter os padres que escolhemos e ordenamos nas missas que rezamos, temos é de rezar e cantar bem" do célebre email de Adão Mendes, concluído com um "agora apague tudo".
As mensagens
Neste artigo é inclusivamente revelado o conteúdo de algumas mensagens. A saber:
1) A 15 de Fevereiro de 2018, Paulo Gonçalves envia para Paulo Figueiredo, assessor jurídico do Departamento de futebol a seguinte mensagem: "Fomos hoje a Fátima ao terço".
2) A 17 de Fevereiro de 2018, Paulo Gonçalves enviou para Óscar Cruz, empresário de jogadores que é acusado de ter servido de intermediário entre Paulo Gonçalves e as "toupeiras" no sistema de justiça a seguinte mensagem: "Viemos à missa agora às 11, com o Justin".
3) Existe ainda uma outra mensagem que o CM não revela data, nem por quem foi enviada, mas trata-se de uma mensagem recepcionada por Paulo Gonçalves que apontava para uma notícia com o título "PJ vai comprar aparelhos com software para extrair dados de telemóveis à distância". Engraçado estarem "interessados" com esta matéria.
Os Padrecos
Posto isto, as missas passaram a ter transmissão em directo e exclusivo na TVI e CMTV. Vejamos:
Os padrecos têm de aprender a rezar melhor o terço
Ao contrário de Calado, Rui Pedro Braz e Pedro Guerra decidiram trazer para a baila a conversa relativa ao acidente que vitimou o filho de Paulo Gonçalves, como justificação para estas mensagens "religiosas".
Como vimos no vídeo anterior, Rui Pedro Braz disse que "estas mensagens, alegadamente, serão de uma época em que Paulo Gonçalves atravessou um momento familiar muito delicado. Foi publico, não estamos a revelar nada de novo, um acidente que vitimou um filho de Paulo Gonçalves, que entretanto conseguiu recuperar, mas foi uma fase muito complicada".
Pedro Guerra disse "o Dr. Paulo Gonçalves há cerca de um ano passou por um processo muito delicado em que ia perder um filho. Estou a falar de um pai que esteve na iminência de perder um filho e se as pessoas virem esses mails e essas mensagens são dessa altura"
Só que... não. Nem os emails, nem as mensagens relacionadas com missas e padres são relativos ao período em que o filho de Paulo Gonçalves sofreu o acidente. Como podem verificar de seguida, o acidente ocorreu a 5 de Maio de 2017 e as mensagens trocadas pelo Whatsapp e referidas pelo jornal são datadas de meados de Fevereiro de 2018. Mais de 10 meses depois.
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| Link da notícia (aqui) |
Felizmente, o menino recuperou bem do grave acidente. Só é pena que tenha de assistir a este terço mal rezado. Pior do que isso, só o facto de as televisões continuarem a dar palco a estes padrecos.
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