Mostrar mensagens com a etiqueta IPDJ. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta IPDJ. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Governo pressiona IPDJ para resolver a interdição do Estádio da Luz


Augusto Baganha, antigo presidente do IPDJ cuja exoneração ocorreu há cerca de um mês, esteve ontem no parlamento a prestar esclarecimentos perante a Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto. Estes recentes desenvolvimentos no IPDJ é um assunto que falarei ao longo dos próximos dias, mas para já fica uma declaração de extrema importância retirada da audição de ontem.


O SMS com o contacto do advogado do Benfica



No dia 30 de Julho de 2017, o JN avançou com a notícia que o Estádio da Luz estaria interdito pela nulidade do regulamento interno de segurança. Na altura fiz um post sobre essa matéria (aqui). Sabemos hoje que esse processo levou um "empurrão" do secretário de Estado, como diria o filho de Luís Filipe Vieira.

Segundo Augusto Baganha, o secretário de Estado intercedeu pelo Benfica através do envio de um SMS para Lídia Praça, membro do conselho directivo do IPDJ, com o número de telefone do advogado do Benfica para que esta entrasse em contacto com o mesmo para resolverem o caso da interdição do Estádio da Luz.

Esta declaração de Augusto Baganha é absolutamente clara quanto à forma como o Governo se ingeriu e pressionou o IPDJ nesta matéria. O antigo presidente do IPDJ não tem problemas em assumir as pressões e apenas deu este exemplo pelo facto de não pode ser desmentido. As SMS estão nos registos das empresas de telecomunicação e podem ser comprovadas. Augusto Baganha acrescenta ainda que esta foi a única vez que o secretário de Estado intermediou uma defesa de uma instituição com um processo no IPDJ. Uma defesa classificada pelo próprio como sendo exercida "com alguma impulsividade".

Portanto, existe no nosso Governo um secretário de Estado disposto a interceder pelo Benfica pressionado um organismo publico. A vulgar chico-espertice do empurrão. Relembrar ainda que João Paulo Rebelo esteve também recentemente envolvido no escândalo das incompatibilidades dos titulares de cargos políticos.

Perante este caso o primeiro-ministro tem de substituir imediatamente este senhor. Se não o fizer, estará ele e o seu Governo a ser conivente e a validar estes comportamentos. Tem a palavra o senhor primeiro-ministro.


Podem seguir o blog nas redes sociais nos links seguintes:
Facebook: (aqui)  Twitter: (aquiInstagram: (aqui)

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Também há "toupeiras" no IPDJ


Hoje ficamos a saber que o "toupeiral" encarnado tem tocas espalhadas por outros organismos públicos. Segundo o jornal Record o IPDJ também foi alvo de uma toupeira que através do computador de uma vogal do organismo acedeu aos processos envolvendo o Benfica. 

A notícia





Resumindo


A toupeira do IPDJ entrou no computador de Lídia Praça (Maio de 2017) para consultar todos os processos relativos às claques do Benfica. A vogal do CD do IPDJ fez uma participação interna e uma denúncia ao director da unidade de combate ao cibercrime e criminalidade tecnológica da PJ. Uma participação que contou também com a assinatura do presidente do instituto, Augusto Baganha. A PJ concluiu que o acesso foi feito presencialmente, mas não conseguiu descobrir o prevaricador sendo o caso arquivado. 

Curiosamente, Augusto Baganha e Lídia Praça foram recentemente exonerados dos seus cargos. Já outros subiram de "posto", como Vítor Pataco, antigo administrador da Benfica Multimédia que passou a ser o presidente da instituição. Coincidências...

Podem seguir o blog nas redes sociais nos links seguintes:
Facebook: (aqui)  Twitter: (aquiInstagram: (aqui)

terça-feira, 17 de abril de 2018

Um domingo à Benfica


Mais um clássico no estádio da Luz, mais uma verdadeira batalha campal protagonizada pelos "grupos de sócios" do Benfica. Depois do jogo de domingo o "fólclore" começou com agressões entre adeptos do Benfica, tendo a violência alastrado depois às forças de segurança pública e jornalistas.

Domingo à Benfica



No vídeo anterior é possível vermos diversas imagens das agressões de benfiquistas a agentes de segurança pública e a jornalistas. Vejamos as reacções a estes acontecimentos.

O que diz o sindicato dos jornalistas e o CNID?


O sindicato dos jornalistas publicou um comunicado a condenar os acontecimentos. Desta feita, ninguém viu a presidenta do sindicato a dar a cara nos diversos noticiários pelos seus jornalistas. A senhora só sai do buraco negro quando é para condenar declarações do presidente do Sporting. 

Curiosamente, o CNID, tão rápido a condenar palavras de Bruno de Carvalho, ainda não saiu da toca. Para que conste, a direcção do CNID é composta por três figuras muito conhecidas do grande público: Manuel Queirós, António Magalhães e José Manuel Freitas. 

E os senhores do IPDJ?


Dois dias depois, nem uma palavra dos senhores do IPDJ. Vamos por isso recuar até 10 de Novembro do ano passado, quando Augusto Baganha, presidente do instituto disse isto:


Dizia este senhor que "as claques ilegais do Benfica não tem sido um problema para o IPDJ nem para a polícia". Isto depois de no ano passado ter sido assassinado um adepto do Sporting, já para não falar dos diversos crimes que as claques do Benfica cometem, semana após semana, por todo o país.

A reacção do Benfica


Se o Benfica fosse liderado por gente séria, já teriam condenado os incidentes e feito um pedido de desculpa aos jornalistas e às forças de segurança pública. No mesmo sentido, o Benfica deveria punir também os sócios que enxovalham o nome do clube e do futebol português. Existem mecanismos estatutarios e legais para o clube o fazer.

Mas o que é que o Benfica faz? Precisamente o oposto. Como sabemos, o Benfica oferece espaços físicos, combustível, bilhetes e um sem fim de privilégios às suas claques. Isto quando está proibido por lei de o fazer, uma vez que os clubes só podem apoiar claques legais. O Benfica sabe disto, todo o país sabe disto e vergonhosamente o Estado e as instituições públicas nada fazem. 

Para fechar o post deixo-vos com mais uma benesse dada pela direcção do Benfica às suas claques.

Print site Benfica (aqui)
É magnifica a forma como o Benfica discrimina os seus sócios. Portanto, os bilhetes mais baratos vão para os "sócios do SL Benfica com lugar no Piso 0 das bancadas Sagres e Red Power". Curiosamente, estamos a falar das zonas do Estádio em que estão as claques ilegais do Estádio da Luz. 

Para quem não percebeu, os "meninos queridos" das claques do Benfica pagam 15 euros e vão ver o jogo numa bancada central. Já os restantes sócios do Benfica tem duas opções: Ou pagam 30€ para verem o jogo na outra central, ou pagam 18 euros para verem o jogo atrás da baliza. 

Está aqui à vista de toda a gente a discriminação que o Benfica faz das suas claques em relação aos restantes sócio do clube. Algo que é proibido por lei, uma vez que não se tratam de claques legalizadas. A imprensa finge que não vê, o IPDJ continua a fazer de conta que isto não acontece e até os benfiquistas comem e calam. No fundo, nada de novo. É apenas e só mais um "domingo à Benfica".

Podem seguir o blog nas redes sociais nos links seguintes:
Facebook: (aqui)  Twitter: (aqui)

sexta-feira, 23 de março de 2018

Tripla segurança - Prosegur, Benfica e No Name Boys


No programa Verde no Branco de ontem, Nuno Saraiva revelou uma série de situações sobre as claques do Benfica que merecem uma profunda reflexão.

A gala do Benfica



Portanto, na gala do Benfica que ocorreu na noite de quarta-feira, um dos seguranças principais do evento é um elemento dos No Name Boys que é arguido no caso do assassinato de Marco Ficcini. Na mesma gala aparece o senhor Sérgio Caetano, líder dos Diabos Vermelho como convidado de honra do evento. 

O senhor Diogo Medeiros


Aqui fica o senhor Diogo Medeiros a cumprir a sua função à porta do coliseu dos recreios, local onde se realizou a gala do Benfica.


Deixo também o vídeo da entrada triunfal de Sérgio Caetano, líder dos Diabos Vermelhos.


Gosto particularmente da forma quase instintiva como Sérgio Caetano se tenta esconder das câmaras. De ser um hábito. 

A questão de Sérgio Caetano é secundária e serve apenas para desmontar a teoria que não existe qualquer apoio ou ligação entre o Benfica e as suas claques. O que já não é secundário é o facto de uma empresa de segurança ter como seu funcionário alguém que está envolvido como arguido no assassinato de Marco Ficcini. Mais vergonhoso se torna quando o mesmo sujeito se encontra a prestar serviço para uma das partes envolvidas neste processo.  

Nuno Saraiva recuperou um email que já tinha sido divulgado na internet em é possível verificarmos a entranha ligação entre a Prosegur, o Benfica e os No Name Boys.

A Prosegur não diz nada?


Como vimos, Diogo Medeiros é membro dos No Name Boys e trabalha para a Prosegur em cliente como o Benfica (será que é em exclusividade?). Mas mais estranho ainda é o facto de a empresa ter um nos seus quadros e em plena actividade um sujeito que é arguido num caso de assassinato que tem sido muito falado no país.  

Já sei que há sempre aquele benfiquista que gosta de desvalorizar e dizer que todos estes temas não têm interesse nenhum no terreno de jogo. Para desmontar isso basta recordar que o célebre caso dos stewards da Prosegur no túnel da Luz que acabaram por dar um castigo pessado a Hulk e Sapunaru. 

Importa dizer que a relação entre o Benfica e a Prosegur está boa e recomenda-se. Basta verificarmos quem foi a empresa contratada para fazer a auditoria à fuga dos emails...


Sobre o contrato da Prosegur com o Benfica dizer que foi renovado em 2014 com um bacalhau de Domingos Soares de Oliveira.


Maravilha. A empresa que tem nos seus quadros arguidos em casos de assassinato oferece ainda um desconto de adesão em serviços de alarme anti-intrusão para particulares. A esta hora os leitores devem estar cheios de vontade em contratar esta firma. 

Escória da sociedade


É tempo de recuperarmos para a conversa um senhor chamado Nuno Gago. Este Nuno Gago ou "Zé Gago", é um conhecido claqueiro dos No Name Boys. No caso do assassinato de Rui Mendes em 1996 no Estádio do Jamor, este artista foi o responsável por conduzir a carrinha que levou o very-light que feriu mortalmente Rui Mendes. 


Vamos só recordar um pequeno episódio: 


Nuno Gago entrou oficialmente para o Benfica em Novembro de 2010 com o cargo de OLA (oficial de ligação aos adeptos) e e nos primeiros tempos mostrou claramente o motivo pelo qual foi contratado por Luís Filipe Vieira. Atentem bem no email que Nuno Gago enviou para Paulo Gonçalves a 18 de Janeiro de 2011.

Cliquem para aumentar
Todo o email é um verdadeiro escarro, mas as partes sublinhadas merecem claro destaque. Diz Nuno Gago que a Prosegur deveria colocar no estádio da Luz seguranças leais a si e ao Benfica. Gente que colocasse os interesses do clube e da direcção (gostei deste alerta a incluir a direcção) à frente dos interesses da entidade patronal (Prosegur). Acrescenta este sujeito que estes seguranças deveriam ser todos sócios do Benfica e dos No Name Boys. Não satisfeito com isso ainda diz que deveriam receber o curso de defesa pessoal e terem licença de porte de arma. Para acabar em beleza, esta gente deveria ser colocada em estratégicos do Estádio, nomeadamente o túnel, balneário visitante, sala de imprensa, tribuna de imprensa e porta 11 (porta dos adeptos adversários). 

Isto é um nojo absoluto e não há ninguém neste país que ponha mão nesta pouca vergonha. Até podia pedir mais uma vez para o IPDJ tratar do assunto, mas a esta altura devem estar mais preocupados em garantirem bilhetes para os próximos jogos no Estádio da Luz, como ainda ontem o Blog Artista do Dia demonstrou (aqui)

PS: É bom que as autoridades estejam bem atentas às imediações na nova loja verde a ser inaugurada hoje. Segundo consta, está a ser preparado folclore. 

Podem seguir o blog nas redes sociais nos links seguintes:
Facebook: (aqui)  Twitter: (aqui)

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

"As claques ilegais do Benfica não tem sido um problema para o IPDJ nem para a polícia", segundo o Presidente do IPDJ


Augusto Baganha, presidente do IPDJ protagonizou hoje declarações absolutamente surreais sobre a temática da violência e das claques. Vejamos:


Só pode ter sido depois de almoço...



Nota-se perfeitamente o desconforto e a forma como tentou encontrar as palavras certas para responder ao repórter da Sporttv. Quero destacar duas passagens do discurso deste verdadeiro artista.

"As claques ilegais do Benfica não tem sido um problema para o IPDJ nem para a polícia"


Diz este senhor que "as claques ilegais do Benfica não tem sido um problema para o IPDJ nem para a polícia". Em que planeta é que este senhor vive? Só este ano as claques do Benfica já proporcionaram episódios gravíssimos de violência e ódio clubístico, com o assassinato de Marco Ficini a ser o caso mais grave. No último fim de semana vimos uma bancada inteira a invadir o terreno de jogo depois da passagem de 500 adeptos benfiquistas na zona exterior da bancada em causa. Isto no dia seguinte aos incidentes em Braga entre as claques do Benfica e a polícia. 

Perante todos estes incidentes, este sem vergonha tem a lata de dizer que "as claques ilegais não tem sido um problema para o IPDJ nem para a polícia". Num país de direito este senhor não passava a noite na Presidência deste organismo público.


Preferíamos que estes grupos de adeptos do Benfica estivessem registados


Para fechar e quando questionado sobre como é que se pode resolver a situação do não registo das claques benfiquistas, o senhor diz que "estes grupos têm de se registar para ficarem como os outros grupos de adeptos. Preferíamos que estes grupos de adeptos do Benfica estivessem registados".

Vejamos o esclarecimento dado pelo próprio IPDJ ao jornal Expresso em Julho:

Link da notícia (aqui)
Como se pode ver, o instituto não pode punir claques que não estejam registadas no IPDJ como acontece com as claques benfiquistas. Desde logo, quando este artista diz que não precisa de mais poder, está completamente equivocado. Que lei e que justiça é esta que pune quem cumpre a lei e regista o seu grupo e assobia para o lado perante comportamentos muitíssimo mais gravosos de grupos ilegais? Urge mudar a lei, e ver que o Presidente do instituto que tutela estas questões não tem noção disto é uma vergonha para todos os portugueses.

Como o próprio IPDJ confirma, as claques que não estão registadas não podem ser punidas pelo instituto, mas também "lhes fica vedada a atribuição de qualquer tipo de apoio por parte do clube". Ora, no Benfica o que mais há é apoio às claques ilegais do clube. Desde as instalações no Estádio da luz, passando por bilhetes mais baratos ou por aluguer de carrinhas e combustível pago pelo clube. O apoio do Benfica às claques é do conhecimento geral para todo o país, com excepção destes senhores. Será pelo facto de terem medo de punir os encarnados com uma pena de jogos à porta fechada por um período de até 12 jogos?

Até quando vai durar esta inércia, parcialidade e incompetência do IPDJ? Já não está mais do que na hora de varrer esta gente destes cargos? 

Agradecer a todos pelo apoio. Se ainda não seguem o Mister do Café nas redes sociais, podem começar já. 

Link do Facebook: (cliquem)
Link do Twitter: (cliquem)

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O instituto da vergonha


O jornal Ojogo na sua edição online acaba de anunciar um castigo nunca antes visto em Portugal. Segundo o jornal, "Fernando Madureira, líder da claque SuperDragões, de apoio ao FC Porto, foi castigado com uma multa de 2600 euros e a uma sanção acessória de interdição de acesso a recintos desportivos por um período de seis meses, apurou O JOGO". Em causa está o polémico cantigo alusivo à Chapecoense durante o encontro de andebol entre FC Porto e Benfica, realizado na última temporada, no Dragão Caixa.

O cântico alusivo à Chapecoense



Que fique bem claro que este cântico é vergonhoso e os seus responsáveis devem ser severamente punidos, como aliás se prepara para acontecer, segundo o jornal Ojogo. Ser apenas o líder da claque parece-me muito curto, até porque no vídeo haverá mais gente passível de ser identificada. De qualquer forma, parece-me também lógico que a liderança da claque tenha um castigo superior devido à responsabilidade que têm, mas os castigos não podem ficar pela cúpula da claques. 

E os outros?


Este castigo acaba por ser um escândalo quando analisado à luz do que tem sido o comportamento das claques ilegais do Benfica senão vejamos. O cântico da Chapecoense ocorreu a 12 de Abril deste ano.

Três dias depois dos incidentes no Dragão Caixa as claques do Benfica simularam o som do very-light em partida de Futsal frente ao Sporting no Pavilhão da Luz.


Cinco dias depois do cântico dos Super Dragões sobre o avião da Chapecoense, as claques ilegais do Benfica cantaram isto no Pavilhão da Luz:


Quatro dias depois, a 22 de Abril um elemento dos No Name Boys atropelou mortalmente um adepto do Sporting nas imediações do Estádio da Luz.


Na acusação do MP pode ler-se coisas como estas:

-"O ministério público e a juíza de instrução criminal não têm dúvidas: Luís Pina quis atropelar o italiano Marco Ficcini e outros quatro adeptos Sportinguistas apenas por ódio clubistíco
-"Segundo o ministério público, Luís Pina arrastou o corpo de Marco Ficcini por 15 metros, passou por cima e ao sair do carro e verificar que se encontrava um corpo estendido, abandonou o local negando auxilio à vitima."

No dia seguinte ao atropelamento de Marco Ficini, e antes do começo do derby entre o Sporting e o Benfica as claques ilegais do Benfica cantaram isto:


E nem vale a pena recuar mais no comportamento desta gente quando ainda este fim-de-semana voltaram a mostrar os seus créditos em Guimarães e em Braga como já mostrei (aqui)

Estamos a falar de 4 casos que ocorreram em Abril deste ano:

12 Abril - Cântico Chapecoense
15 Abril - Simulação som very-light no Pavilhão da Luz
17 Abril - Cântico Very-light Pavilhão da Luz
22 Abril - Atropelamento mortal de um adepto do Sporting
23 Abril - Cântico Very-light Estádio de Alvalade

Perante todos estes casos o IPDJ só instaurou um processo, o de Fernando Madureira.

O Estado da vergonha


Mais uma vez reitero a minha concordância com o castigo aplicado a Fernando Madureira, mas esta decisão enquadrada à luz do que têm sido os acontecimentos recentes é uma vergonha. O que o IPDJ está a dizer é que quem é ilegal não leva castigo e que está na legalidade será fortemente punido. 

O IPDJ está a proteger aqueles que estão na ilegalidade e no fundo a incentivar as restantes claques a adoptarem o mesmo comportamento. E recordo que estamos perante um instituto tutelado pelo Estado Português.

Perante isto, Fernando Madureira está a ser fortemente incentivado a tornar os Super Dragões uma claque ilegal. De que lhes serve estarem inscritos e identificados no IPDJ se isso só os prejudica? Se os No Name Boys e Diabos Vermelhos insultam, roubam, agridem e matam sem que nada lhes aconteça, por estarem sob o manto da ilegalidade, porque raio é que as outras claques irão cumprir a lei?

Onde está o Estado? Onde está a Liga? Onde está a FPF do senhor do "basta"? Esta gente anda a brincar com os portugueses. Ainda recentemente o Governo reuniu em Conselho de ministros extraordinário para analisar os casos de violência na noite. Quanto toca ao futebol e particularmente a casos relacionados com o Benfica não há coragem para intervir. Até quando os portugueses aceitarão isto?

Agradecer a todos pelo apoio. Se ainda não seguem o Mister do Café nas redes sociais, podem começar já. 

Link do Facebook: (cliquem)
Link do Twitter: (cliquem)

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

IPDJ considera que Sporting apoia Diabos Vermelhos


No passado sábado o jornal Record publicou uma notícia sobre o facto de o Sporting ter recebido recentemente 12 contra-ordenações por parte do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ). 

Destaque de capa do jornal Record 21-10-2017

Surrealismo à moda do IPDJ


Estão por certo lembrados do caso da interdição do Estádio da Luz no final do mês de Julho. O caso pode ser recordado (aqui) e (aqui). Em traços gerais o IPDJ interditou o estádio da Luz a uma sexta-feira e na segunda-feira seguinte o IPDJ levantou essa interdição, após a entrega de um novo regulamento de segurança do Estádio da Luz. Para sua defesa o Benfica contratou José Fanha Vieira, advogado e comentador da BTV. Curiosamente um senhor que foi durante 3 anos vice-presidente do organismo (2008-2011). Por coincidência, já nessa altura o Benfica prestava apoio às suas claques ilegais e o IPDJ de Fanha Vieira assobiava para o lado. 

Neste processo foi conhecido o envolvimento de Vítor Pataco, actual vice-presidente da instituição e que no seu curriculum tem uma passagem pela Sport Lisboa e Benfica Multimédia, SA, conforme está documentado nos links anteriores. 

É óbvio para todos os portugueses que o Benfica goza de uma total impunidade junto do IPDJ que durante todos estes anos tem permitido absolutamente tudo às claques ilegais do Benfica. 

Vejamos agora o que aconteceu com o Sporting.


É do conhecimento geral que o Benfica apoia as suas claques ilegais de diversas formas. Estes "grupos organizados de sócios" - como Luís Filipe Vieira gosta de chamar - têm direito a instalações no Estádio da Luz, bilhetes mais baratos para os jogos fora, bilhetes de época a preço reduzido, meios de transporte e combustível pagos pelo próprio clube, etc. Isto para não entrar em questões como as excepções aplicadas em termos de segurança ou da conivência da direcção do Benfica com práticas criminosas dentro destes grupos.

Perante tudo isto, os senhores do IPDJ têm reiteradamente assobiado para o lado e aplicado apenas multas de valor irrisório ao Benfica. Dentro deste contexto é gravíssimo o que esta notícia do jornal Record relata. 

Ora, segundo o Record, o Sporting interpôs um processo disciplinar a Nuno Cardoso, responsável comercial do clube. Este sujeito é enteado de Augusto Baganha, presidente do IPDJ. Por coincidência, desde que existe esse processo disciplinar choveram contra-ordenações no Sporting, que é um dos poucos clubes em termos nacionais que tem mantido uma postura forte com as suas claques e que tem resultado muito bem. Basta vermos que as claques leoninas nos últimos 4 anos não têm participação em episódios infelizes.

Existem dois factos que tornam o aparecimento destas contra-ordenações ainda mais curiosas nesta fase. Numa das notificações o IPDJ foi buscar uma questão de um jogo com mais de 2 anos (Outubro de 2015). Compreende-se isto?

Mas se os dois anos de intervalo entre a situação e a apresentação da contra-ordenação são graves, analisem isto: "o Sporting é acusado pelo IPDJ de prestar apoio a claques ilegais, por, no derbi com o Benfica realizado a 22 de Abril deste ano, ter permitido a entrada e afixação no seu estádio de uma tarja onde se podia ler "Diabos", em alusão ao conhecido grupo de adeptos do Benfica".

Impunidade total para uns, guerra aberta para outros


Olhando para tudo isto parece-me que estamos perante um ataque vingativo ao Sporting, por oposição a um completo fechar de olhos a claques que vivem num mundo de criminalidade. Acusar o Sporting de apoiar os Diabos Vermelhos, mais do que uma mentira é um insulto para todos os adeptos do clube e uma particular humilhação para familiares e amigos dos dois adeptos assassinados. É preciso dizer que esta acusação do IPDJ é relativa ao derby realizado no dia seguinte ao assassinato de Marco Ficini.

É também curioso que Fernando Madureira, líder do Super Dragões, esteja a ser acusado pessoalmente pelo IPDJ em relação ao vergonhoso cântico sobre o avião da Chapecoense. Dizem os jornais que o "macaco" pode ser impedido de entrar em recintos desportivos por duas épocas. Nada a apontar contra isto, mas então onde está o processo do IPDJ para os claqueiros benfiquistas?

Vamos recordar:

No dia 17 de Abril deste ano, no jogo de andebol entre Benfica e Sporting no pavilhão da Luz, os adeptos do Benfica presentes no Pavilhão da Luz cantaram isto:


Quatro dias depois, Marco Ficini foi assassinado por um elemento com grande destaque na estrutura dos No Name Boys. Onde é que está o processo do IPDJ a pedir que os adeptos do Benfica que cantaram este nojo sejam impedidos de entrar em recintos desportivos? Onde está o processo a impedir de forma definitiva o assassino de entrar num recinto desportivo em Portugal?

A notícia do Record aponta uma contra-ordenação ao Sporting por ter apoiado os Diabos Vermelhos, precisamente no jogo realizado no dia seguinte ao assassinato de Marco Ficini. Nesse jogo foi desta forma que os adeptos do Benfica respeitaram o minuto de silêncio:


Onde está o processo com estes "adeptos"? O facto de ser ilegal permite-lhes fazer tudo? Se calhar é altura de as restantes claques se tornarem ilegais. É isto que o IPDJ deixa transparecer quando pune quem cumpre pertence a uma claque legal e iliba os que pertencem a claques ilegais. 

E é assim que anda o desporto em Portugal. A impunidade do Benfica é total e estes senhores ainda têm a lata de acusar o Sporting de apoiar os Diabos Vermelhos. 


Deixo aqui as caras dos senhores que lideram o IPDJ e que decidiram assinar uma verdadeira declaração de guerra ao Sporting e aos seus adeptos. Gente que devia ter outra postura, até porque já têm sangue nas mãos. Será preciso morrer mais alguém?


Agradecer a todos pelo apoio. Se ainda não seguem o Mister do Café nas redes sociais, podem começar já. 

Link do Facebook: (cliquem)
Link do Twitter: (cliquem)

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Toda a verdade sobre as claques do Benfica


A Sporting TV estreou ontem o programa "Verde no Branco". Um programa de análise semanal que contou com a presença de Nuno Saraiva, director de comunicação do Sporting e dos comentadores Eduardo Garcia e André Dias Ferreira. Neste primeiro programa, Nuno Saraiva abriu o livro sobre a ligação entre o Benfica e as suas claques, perdão, grupos organizados de sócios.

As alterações no regulamento de segurança do Estádio da Luz


Nuno Saraiva revelou ontem que existiu uma reunião entre Luís Filipe Vieira e as claques encarnadas para alteração de algumas situações no Estádio da Luz. No jogo da passada quarta-feira algumas dessas alterações já foram visíveis. Não entraram no Estádio nenhuns adereços afectos às claques encarnadas e  não existiu o habitual bombo e sistema de som/megafone para coordenar as tropas. Apesar disso, a PSP voltou a fazer um auto de notícia com irregularidades na zona das claques encarnadas. O IPDJ teve conhecimento dos mais de 80 autos de notícia da PSP só durante o último ano, e nada fez. E parece que vai continuar tudo praticamente na mesma. 

Vieira esteve no Aniversário dos No Name Boys em 2011 ao lado do assassino Luís Pina


A Sporting TV apresentou fotos do jantar de aniversário da claque NN Boys no ano de 2011. Nesse jantar estiveram presentes Luís Filipe Vieira e Rui Costa.





Por falar em aniversário


Curiosamente, a 4 de Março deste ano, Rui Vitória deu os parabéns aos No Name Boys por mais um aniversário.



Luís Pina, cabecilha dos No Name Boys


O assassino Luís Pina é uma das principais figuras da claque do Benfica. Em 2011 foi uma das pessoas que registou a marca "No Name Boys" claque no INPI (Instituto Nacional da Propriedade intelectual).

Link (aqui)
Para quem se orgulha da sua ilegalidade, não deixa de ser curioso que na hora de receberem dinheiro pela marca, os claqueiros já tenham interesse na legalização...

O "Zé" Gago



Neste vídeo da SIC é possível sabermos mais sobre um tal de "Zé Gago". É importante referir que em 2008, este sujeito era um alto quadro da claque encarnada.


No dia 18 de Julho de 2008, "Zé Gago" teve uma reunião com Luís Filipe Vieira, onde o Presidente do Benfica se comprometeu a fazer cedências aos No Name Boys, entre as quais:
- Devolver a casinha aos No Name Boys
- Despedir o chefe de segurança na pessoa do Sr. Paulo Dias
- Autorizar o uso de tochas no interior do estádio.

E Vieira cumpriu escrupulosamente estas indicações. Paulo Dias foi despedido por "excesso de competência" e para o seu lugar entrou Rui Pereira, precisamente no início do mês seguinte à reunião de Vieira com o "Zé Gago". Vejamos:

Link (aqui)

De "Zé Gago" a Nuno Gago


Curiosamente, dois anos depois o "Zé Gago" passou a ser funcionário do Benfica como se pode verificar no seu perfil de linkedin que coloco de seguida:

Link (aqui)
Nuno Gago passou a ser o designado OLA (oficial de ligação com os adeptos) do Benfica. E ligações não lhe faltam. No mesmo registo da marca "No Name Boys" em que o assassino fez parte, constou também o nome de Nuno Gago. Como podem verificar em cima, o pedido do registo da marca foi efectuado a 6 de Maio de 2011. 

Ora, a 6 de Maio de 2011, Nuno Gago já trabalhava no Benfica. Estamos entao perante um funcionário do Benfica que ao mesmo tempo faz parte de uma claque e que até está no processo do registo dessa marca. 


Importa salientar que Nuno Gago manteve o seu papel neste processo relacionado com a Marca dos No Name Boys até ao dia 29-05-2012, data em que pediu a renuncia à titularidade do registo.

Curiosamente, este Nuno Gago foi o condutor da carrinha que transportou o very-light com o qual o adepto do Sporting viria a ser assassinado na final da Taça de Portugal no Jamor em 1995. 


O mesmo Nuno Gago que ainda no fim-de-semana passada permitiu o acesso às claques ilegais do Benfica para que de forma antecipada (antes da abertura de portas) colocassem as tarjas nas bancadas do Estádio Municipal de Aveiro.



Quem paga a factura?


Também no programa de ontem, Nuno Saraiva apresentou uma factura da SAD do Benfica passada ao sócio Paulo Jorge Costa Dias, cujo descritivo é bem elucidativo: "Redpass Total - Claque NN"


Curiosamente, o Sr. Paulo Jorge Costa Dias para além de fazer parte dos No Name Boys e de estar na zona da "Claque NN", também esteve envolvido como arguido no processo do assassinato de Rui Mendes na final da Taça de 1995.


Para fechar


Gostava de perguntar aos Benfiquistas se não têm nada a dizer sobre este triste espectáculo? Esta gente representa o vosso Benfica? 

Provavelmente é tudo folclore como disse João Gabriel depois de adeptos benfiquistas terem atirado petardos para cima dos adeptos do Sporting em pleno estádio de Alvalade, com o castigo habitual, ou seja, apenas uma multa.


Nada de novo, vindo dos mesmos adeptos que já invadiram o terreno de jogo para bater num árbitro de Futebol.



Curiosamente, na altura desta invasão e agressão ao árbitro auxiliar, o senhor Ricardo Costa, à época presidente do conselho de disciplina da Liga, decidiu apenas dar uma multazinha ao clube encarnado. O mesmo Ricardo Costa que faz pareces pagos pelo Benfica para ajuda os "meninos queridos" do polvo encarnado.

Perante tudo isto, até quando é que o Estado e as instituições desportivas vão assobiar para o lado? É preciso morrer mais alguém? 

Agradecer a todos pelo apoio. Se ainda não seguem o Mister do Café nas redes sociais, podem começar já. 

Link do Facebook: (cliquem)
Link do Twitter: (cliquem)

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Impunidade total


É cada vez mais evidente o sentimento de impunidade total do clube encarnado na sociedade portuguesa. Estamos a falar de uma agremiação que vive em regime de excepção nas instâncias desportivas e governamentais e que conta ainda com uma total subserviência da imprensa. Neste post quero deixar de uma forma definitiva o que tem acontecido entre o Benfica e o IPDJ.

A interdição noticiada pelo Jornal de Notícias


No passado domingo, o Jornal de Notícias noticiou a interdição do Estádio da Luz por questões relacionadas com a nulidade do regulamento interno de segurança. Importa esclarecer que este processo surgiu de uma queixa do Sporting e que a decisão de interditar o Estádio da Luz foi tomada com base em mais de 80 autos de notícia da PSP, todos realizados no último ano. Para além de todos estes autos, a permissão dada pelos responsáveis benfiquistas à entrada de tarjas, bandeiras e a cedência de um espaço físico às claques ilegais do clube, foram outros dos factores que levaram à interdição do Estádio até o Benfica apresentar um novo regulamento de segurança.

O Fanhoso e a mentira


É engraçado que perante uma interdição para o qual o Benfica diz nunca ter sido notificado, tenha contratado de imediato um advogado. É ainda mais engraçado percebermos que o advogado escolhido não pertence a nenhuma das habituais firmas contratadas pelo Benfica. Curiosamente, o Benfica optou por José Fanha Vieira, um conhecido comentador da Benfica TV que ainda recentemente foi apontado para secretário de estado da Juventude e do Desporto. Cargo para o qual não chegou a ser nomeado, uma vez que nesse mesmo dia foi descoberto o seu histórico de Facebook com publicações insultuosas a Bruno de Carvalho.

Por coincidência, para além de Benfiquista e comentador da BTV, este senhor teve uma passagem pelo IPDJ durante mais de 3 anos, onde exerceu o cargo de vice-presidente. Curiosamente, durante esse período foi o responsável máximo pelo recrutamento de quadros em alguns dos concursos lançados pelo instituto. 

Perante isto, eu pergunto: Não havendo aqui uma incompatibilidade legal, é moralmente aceitável que um advogado defenda alguém num caso a correr numa instituição da qual já fez parte, e onde alguns dos funcionários que estão do outro lado da barricada foram escolhidos por ele? Só mesmo cá no burgo.

Estádio da Luz aprovado


De facto, o novo regulamento de segurança foi aprovado à velocidade da Luz, literalmente. No mesmo dia em que o Benfica tinha de entregar o novo regulamento, o IPDJ veio a terreiro notificar o clube da legalidade do novo documento.

Perante esta decisão tão célere do IPDJ, só podemos concluir que o novo regulamento expressa claramente a proibição de entrada de tarjas, bandeiras e a cedência de um espaço físico às claques ilegais por parte do Benfica, assim como condena as razões para os mais de 80 autos de notícia da PSP sobre as claques ilegais do Benfica. Assim sendo, no próximo jogo no Estádio da Luz será interessante verificarmos a inexistência de todo e qualquer material alusivo a essas claques, assim como por certo já poderemos assistir ao fecho da "casinha" das claques encarnadas no complexo da Luz.


Curiosidades


1) José Fanha Vieira esteve na sede do IPDJ na passada sexta-feira, onde pediu o adiamento do prazo de apresentação do novo regulamento para o final do mês de Agosto. Algo que foi liminarmente negado, uma vez que o Benfica tem sido sistematicamente avisado pelo IPDJ das ilegalidades cometidas. De repente, um documento que demoraria um mês para fazer foi conseguido num fim-de-semana. 

2)  Ainda o Benfica não tinha entregue o novo regulamento de segurança e  Luís Filipe Vieira já tinha garantido ao início da tarde de segunda-feira que o Estádio da Luz estaria apto para o jogo com o Braga.

3) Por que será que o Benfica não realizou nenhum jogo de apresentação aos sócios ou o habitual jogo de homenagem a Eusébio, designado de Eusébio Cup? Aposto que na próxima segunda-feira Pedro Guerra dirá que "a não realização do jogo ofendeu a memória do Eusébio"...

4) O antigo plano de segurança, assim como o novo e toda a restante documentação sobre este caso não são do domínio público porquê? O que esconde um organismo público dos seus cidadãos?

Este é o 2º processo contra o Benfica por nulidade de regulamento


Link da notícia (aqui)
Como podem verificar através da notícia anterior, este é o segundo processo contra o Benfica por nulidade do regulamento de segurança do Estádio da Luz. O veredicto do primeiro processo - também uma queixa do Sporting - foi conhecido no passado mês de Abril e o clube da Luz foi condenado a pagar uma multa de 37.250€. É muito importante referir que os factos relativos a este primeiro castigo foram baseados em 19 autos da PSP. O que é incomparavelmente menos do que os mais de 80 autos só no último ano, conforme foi referido na notícia do Jornal de notícias deste domingo.

Processo na gaveta durante meses


Este primeiro processo que acabou apenas numa multa para o Benfica. Mas mais relevante do que a pena aplicada, foi a forma inenarrável como o processo esteve na gaveta durante meses. Tudo por obra e graça de um senhor Vítor Pataco, actual vice-presidente do IPDJ e antigo director da Benfica Multimédia S.A. Podem saber mais sobre este senhor clicando (aqui).

O processo ficou concluído pelo departamento jurídico do IPDJ no dia 17 de Agosto de 2016. Para o Benfica ser notificado do castigo, Vítor Pataco teria apenas de assinar a decisão, uma vez que cabe a este vice-presidente a competência de validar e notificar os visados das decisões, tal como se pode ler na passagem do processo que foi disponibilizada na Sporting TV, que apresento de seguida.


Só a 10 Outubro de 2016 é que o senhor Vitor Pataco é que se dignou a assinar um processo que estava na sua secretária deste o dia 17 de Agosto desse ano. É também muito curioso que apenas meio ano depois de o Benfica ter sido notificado dessa multa, a imprensa tenha tido conhecimento do caso. Faz lembra o célebre caso da Porta-18 que foi abafada na imprensa durante meses. Obviamente, coincidências.

O futuro

Perante este estado de impunidade total, o futuro do desporto em Portugal não pode ser risonho. A legislação é clara como água, mas o IPDJ, o Estado Português e as instituições desportivas nacionais continuam a olhar para o lado. Estamos a falar das claques de um clube que conta já com dois assassinatos no seu curriculum. Eu pergunto: Quantas mais pessoas terão de ser assassinadas para se pôr cobro a isto? 

Deixo apenas o artigo nº8 do regime jurídico do combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espectáculos desportivos, para que os leitores possam tirar as suas conclusões.

Legislação (aqui)


Agradecer a todos pelo apoio. Se ainda não seguem o Mister do Café nas redes sociais, podem começar já. 

Link do Facebook: (cliquem)
Link do Twitter: (cliquem)

terça-feira, 1 de agosto de 2017

16 perguntas ao IPDJ


Os poderosos No Name Boys e Diabos Vermelhos nunca foram registados, apesar de a legalização dos Grupos Organizados de Adeptos (GOA) ser obrigatória há oito anos. Estas são as 16 respostas do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) a outras tantas perguntas do Expresso, feitas a 28 de abril de 2017, na sequência da morte de Marco Ficini, adepto atropelado por um membro dos No Name Boys, para perceber como funciona o nebuloso mundo das claques

1 - As claques Diabos Vermelhos e No Name Boys, do Benfica, já alguma vez estiveram legalizadas?
Nunca estiveram registadas.

2 - Para estarem legalizadas, as claques têm de proceder a que tipo de registo?
É obrigatório o registo dos Grupos Organizados de Adeptos (GOA) no Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), previamente constituídos como associações, nos termos da legislação aplicável ou no âmbito do associativismo juvenil.

3 - Desde quando é o registo obrigatório?
Desde 2009 (Lei nº 39/2009, de 30 de julho, de combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espetáculos desportivos). O registo cabe ao promotor do espetáculo, cumprindo a Lei da Proteção de Dados Pessoais, com indicação dos seguintes elementos: nome, número do BI ou CC, data de nascimento, foto, filiação (no caso de menores), morada, telefone e correio eletrónico.

4 - E registo criminal?
Não.

5 - Quais são as claques legalizadas?
São 23, entre as quais duas do FC Porto (Super Dragões e Coletivo Ultras 95), quatro do Sporting (Juventude Leonina, Torcida Verde, Diretivo Ultras XXI e Brigada Ultras Sporting), uma do Boavista (Panteras Negras), uma do Marítimo (Esquadrão Maritimista), uma do Guimarães (White Angels), duas do Setúbal (VIII Exército e Ultras 1910), uma do Nacional (Família Alvi-Negra). O Leixões, Naval 1º de Maio, Beira-Mar, Feirense, Desportivo de Tondela, União da Madeira, Académica, Arouca, Gil Vicente, Desportivo das Aves e Sanjoanense também têm as suas claques registadas.

6 - O registo é anual?
Após o registo único, o clube é obrigado a remeter trimestralmente nova cópia do registo e uma atualização dos membros dos GOA.

7 - As claques têm de prestar contas (despesas/receitas) e fazer relatório de atividades?
Relativamente ao IPDJ, neste domínio, não existe qualquer obrigação dos GOA.

8 - Em que tipo de sanções incorrem as claques não legalizadas? E os clubes das mesmas?
Não estão previstas sanções para a falta de registo dos GOA no IPDJ. Não sendo registados, fica-lhes vedada a atribuição de qualquer tipo de apoio por parte do clube. Em caso de violação desta proibição, o clube é sujeito a contraordenação e aplicação de coima, que pode variar entre €2500 e €250.000. A condenação pode ainda determinar sanção acessória de espetáculos à porta fechada por um período até 12 jogos.

9 - Os clubes visitados são obrigados a admitir claques adversárias nos seus estádios?
Sim. Devem reservar zonas distintas para os adeptos do clube visitante nas provas profissionais ou não profissionais consideradas de risco elevado (Lei nº 39/2009, alterada pela Lei nº 52/2013).

10 - Que sanções estão previstas em casos de violência, incitamento à violência através de cânticos, exibição de tarjas ou palavras de ordem?
São de natureza contraordenacional, aplicáveis, a “título individual”, aos adeptos e aos agentes desportivos (dirigentes, praticantes desportivos e árbitros). No caso dos adeptos, para incitamento ou prática de atos de violência, a moldura aplicável varia entre €750 e €10.000. Os agentes desportivos são punidos com coimas de €1500 a €20.000. Os clubes que atribuam apoio aos GOA que adotem sinais, símbolos e/ou expressões que incitem à violência sujeitam-se a coimas de €2500 a €200.000 e ainda a jogos à porta fechada (12 no máximo).

11 - A quem cabe punir as claques? E denunciar desacatos?
A Lei nº 39/2009 não prevê sanções às claques enquanto associações de natureza privada. Face ao comportamento das claques, as punições são aplicadas aos clubes, cabendo o poder sancionatório ao IPDJ. As denúncias cabem às forças de segurança, a qualquer entidade ou particular.

12 - Quais foram os castigos mais gravosos a clubes da I Liga?
€11.000, €30.000, €9000, €7500, €8550, €14.000.

13 - Marco Gonçalves, jogador do Canelas 2010 que agrediu o árbitro José Rodrigues, estava registado nos Super Dragões?
Segundo a Lei nº 39/2009, os elementos são facultados ao IPDJ e às forças de segurança, não devendo ser divulgados sem haver fundado interesse.

14 - Quem centraliza o registo de adeptos inibidos judicialmente de frequentarem recintos desportivos?
As medidas de interdição são comunicadas pelos tribunais ao Ponto Nacional de Informações sobre Futebol (PNIF), estrutura integrada na PSP.

15 - Quantos adeptos estão inibidos de entrar em estádios de futebol?
O IPDJ não dispõe destes dados (21, até 4 de abril, segundo a PSP).

16 - Que género de apoios podem as claques receber dos clubes a que são afetas?
Desde que registadas no IPDJ, podem receber qualquer tipo de apoios, nomeadamente através da concessão de facilidades de utilização ou cedência de instalações, apoio técnico, financeiro ou material.

Agradecer a todos pelo apoio. Se ainda não seguem o Mister do Café nas redes sociais, podem começar já. 

Link do Facebook: (cliquem)
Link do Twitter: (cliquem)