A 22 de Abril de 2017 realizou-se o derby entre Sporting e Benfica no estádio de Alvalade. Uma partida que teve arbitragem de Artur Soares Dias e que contou com Rui Manhoso e Manuel Castelo como delegados da Liga.
Peço aos leitores para verem o post até ao fim, para que percebem de uma forma definitiva como funciona o futebol português.
Sporting apresentou uma participação disciplinar
O Sporting fez uma participação disciplinar sobre o comportamento de Rui Costa, Rui Vitória e Paulo Gonçalves por pressões à equipa de arbitragem no intervalo da partida. Consequentemente, o Sporting também fez uma participação disciplinar contra Artur Soares Dias e contra os delegados Rui Manhoso e Manuel Castelo por terem assistido a essas pressões e não terem colocado esses factos nos seus relatórios.
As declarações de Artur Soares Dias
Diz Soares Dias que foi um diálogo cordial e normal e que não viu na atitude de Paulo Gonçalves, Rui Costa e Rui Vitória motivos para mencionar tal comportamento no Relatório da partida.
Ora, eu sei que custa um bocadinho mas vamos pensar um pouco. É um facto que Artur Soares Dias não fez qualquer referência no relatório do jogo ao comportamento de Rui Vitória, Rui Costa e Paulo Gonçalves. Estando a ser acusado pelo Sporting de não ter cumprido com os seus deveres, o que é que estavam à espera que o árbitro da partida dissesse? Queriam que Artur Soares Dias dissesse: "Sim é verdade. Eles tentaram-me pressionar e eu não coloquei no relatório de forma voluntária, por isso façam o favor de me castigar".
As declarações dos delegados da Liga
Como seria de esperar, os delegados da Liga corroboram o depoimento de Artur Soares Dias. O "diálogo ocorreu de forma normal, tranquila, calma e aberta". Mais uma vez eu pergunto: Estavam à espera que os delegados dissessem o quê? Que viram Paulo Gonçalves, Rui Vitória e Rui Costa a pressionar o árbitro e que não relataram esses factos no relatório de forma propositada?
Mas os delegados da Liga vão ainda mais longe nas suas declarações: "Nunca ocorreu qualquer tentativa de pressionar(...) o discernimento da equipa de arbitragem(...) como FANTASIOSAMENTE pretende fazer passar a o Sporting CP"
Com que então os delegados da Liga agora também já fazem juízos de valor sobre a participação de um clube da Liga. Mas estes senhores foram chamados a depor para relatar factos ou para fazerem juízos de valor? E o CD permite esta palhaçada.
Só faltava este...
Depois de ouvir os delegados, que neste processo eram parte interessada, uma vez que o recaia sobre eles a acusação de terem omitido factos relevantes dos seus relatórios, o "douto" CD decidiu chamar a depor o líder dos delegados, o inenarrável Reinaldo Teixeira.
Eu pergunto: Qual é a relevância de ser ouvido o líder dos delegados, depois de termos ouvido os próprios delegados? Obviamente, ninguém esperava outra coisa de Reinaldo Teixeira que não fosse a corroboração da versão dos delegados, por todos os motivos e mais alguns.
Mas o CD não se ficou pela chamada a depor de Reinaldo Teixeira. Estes artistas ousaram mesmo perguntar a este sujeito "se de acordo com o seu entendimento e experiência visavam condicionar, pressionar ou colocar em causa a competência de de Artur Soares Dias?", ao qual o chefe dos delegados disse que não. E ainda foi mais longe, afirmando que o Sr. Rui Costa já teve intervenções agressivas no passado, mas neste caso foi um "diálogo correcto, cordial e respeitoso".
O 4º padre e os tipos das bandeiras
Depois do árbitro, delegados e do chefe dos delegados, ficam apenas a faltar ouvir os restantes elementos da equipa de arbitragem. Começo pelo 4º padre, um tal de João Pinheiro.
O 4º padre, João Pinheiro afirma que o "Sr. Rui Vitória usou de um tom normal e sem qualquer excesso". O mesmo aconteceu com o "Sr. Rui Costa que que usou de um tom também normal e de forma educada". João Pinheiro confirmou que o "Sr. Rui Costa" também se queixou a Artur Soares Dias, "num tom uma vez mais normal e educado".
Vejamos agora o que disse o tipo da bandeira nº2, um tal de Paulo Soares:
Mais um a afinar pelo "tom normal". Para fechar, fiquem com a teoria do tipo da bandeira nº 1, um tal de Rui Licínio.
Mais uma vez, a conversa foi "natural e normal para o que é o contexto de um jogo"
É só amor
Tudo somado, vamos a um breve resumo:
- Artur Soares Dias diz que "foi um diálogo normal e cordial".
- Os delegados da Liga dizem que foi "diálogo normal, tranquilo, calmo e aberto"
- Reinaldo Teixeira, chefe dos delegados afirmou tratar-se de um "diálogo correcto, cordial e respeitoso".
- João Pinheiro, 4º árbitro da partida diz que foi usado "um tom normal e sem qualquer excesso" no caso de Rui Vitória e um tom "normal e educado" por parte de Rui Costa.
- Paulo Soares, assistente nº 2 afirmou que foi usado "um tom normal".
- Rui Licínio, assistente nº1 afirmou que a conversa foi "natural e normal para o que é o contexto de um jogo".
Todos os árbitros afirmaram também de forma cabal que não se sentiram pressionados pelas atitudes de Rui Costa, Rui Vitória, Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves. Reinaldo Teixeira foi convidado a dar a sua opinião sobre se considerava os factos como uma forma de pressão, ao qual respondeu que não. Para fechar em beleza os delegados da Liga ainda tiveram a lata de afirmar que a queixa do Sporting era "fantasiosa".
Será que os árbitros e os delegados podiam dizer outra coisa nesta audição?
Claro que não. Se algum dos árbitros ou delegados dissesse em sede de audição que tinha errado e que os factos deveriam ter sido escritos nos relatórios, seriam imediatamente punidos com a sanção de exclusão das competições profissionais de acordo com o artigo 189º do Regulamento disciplinar uma vez que estaríamos perante um falsificação da verdade do relatório.
Posto isto, parece-me claro que ninguém iria reconhecer o "erro", para não lhe chamar outra coisa.
Que outros meios de prova foram colhidos?
Importa dizer que estamos a falar de um processo que visava 4 representantes do Benfica: Rui Costa, Rui Vitória, Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves, e também os 2 delegados ao jogo e os 4 árbitros da partida. O Sr. Meirim e seus pares optaram apenas por recolher apenas o depoimento dos árbitros e dos delegados, que obviamente não iriam dizer nada que os prejudicasse. Isto parece-me claro.
É interessante verificarmos que a certa altura das declarações, Reinaldo Teixeira referiu que Nélson Pereira, treinador de guarda-redes do Sporting e Raúl José, treinador adjunto de Jorge Jesus assistiram aos factos. Eu pergunto ao sr. Meirim: Porque é que o Nélson e o Raúl José não foram chamados a testemunhar o que presenciaram? O CD admite que delegados e árbitros sejam juízes em causa própria, mas não permite a audição de quem assistiu aos factos. É a chamada justiça de "lápis vermelho". Será que a brigada dos bons costumes de Meirim também me pode fechar o blog?
Mas foi produzida outra prova neste processo. O Sporting entregou as imagens de vídeo do túnel de Alvalade ao CD.
Como? Ora diga lá outra vez! Com que então as imagens mostram que a conduta dos visados ali ou acolá, revelou maior exaltação!?
Mas então o diálogo não tinha sido "normal, cordial, tranquilo, calmo, aberto, respeitoso e educado"? Afinal nas imagens é possível ver exaltação. Se calhar a minha definição de exaltação está errada. O dicionário da língua portuguesa diz-nos que Exaltação: é um estado de excitação, descontrole, ou exagero nas ideias, sentimentos ou atitudes: falou com exaltação.
Em que ficamos? Devemos acreditar em artistas com um histórico absolutamente vergonhoso ou nas imagens de segurança?
Mais um dolo sem intenção
"Ó (inserir nome do árbitro), o que é preciso para que marques grandes penalidades?". Espero bem que os clubes aproveitem esta benesse já na próxima jornada.
Isto só dá mesmo para rir. Voltando a coisas sérias.
Como sabem, já aqui denunciei o facto de existirem delegados da Liga e exercerem os seus cargos de forma ilegal. Curiosamente, o senhor Rui Manhoso e Manuel Castelo estão nesta situação, uma vez que fazem parte dos órgãos sociais de Associações de Futebol. O mesmo acontece com o chefe dos delegados que foi chamado a dar o seu testemunho não se sabe muito bem porquê. Mais informações (aqui).
O senhor João Pinheiro, 4º árbitro da partida é um dos padres ordenados no processo dos emails. Este artista, conhecido pelo "Mostovoi de Viatodos" pelo seu benfiquismo, foi apanhado a enviar emails para Paulo Gonçalves com informações sobre estágios de arbitragem. Podem saber mais informação sobre estes emails clicando (aqui). Curiosamente, o mesmo Paulo Gonçalves que João Pinheiro não viu mexer uma palha no túnel de Alvalade. Por coincidência, este João Pinheiro foi também um dos internacionais provetas deixados por Vítor Pereira.
É fácil verificarmos que estes tipos não têm ponta de idoneidade para que o CD acredite nos que eles dizem. Fico estupefacto quando vejo que o próprio CD considera que existem imagens que provam "exaltação", mas decidem validar apenas as declarações destes tipos, que são parte interessada no processo.
Perante tudo isto, só me apetece citar Luís Filipe Vieira: "Ainda querem-me fazer atrasado mental".
Perante tudo isto, só me apetece citar Luís Filipe Vieira: "Ainda querem-me fazer atrasado mental".
Agradecer a todos pelo apoio. Se ainda não seguem o Mister do Café nas redes sociais, podem começar já.
Link do Facebook: (cliquem)
Link do Twitter: (cliquem)






















