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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Bicampeões europeus de Judo


No passado dia 16 de Novembro o Sporting sagrou-se bi-campeão europeu de Judo. A 37ª conquista internacional do palmarés dos leões foi conseguida em "casa", no Pavilhão Multiusos de Odivelas. Vejamos o percurso leonino na competição. 

Quartos-de-final: Sporting VS Golden Gori (Georgia)


No combate dos quartos-de-final, o Sporting defrontou os Georgianos do Golden Gori. Os leões saíram na frente com a vitória de Kherlen Ganbol nos (-66Kg). Nos (-73Kg), João Fernando perdeu o seu combate. Nos (-81Kg) João Martinho deu nova vantagem ao Sporting. No combate seguinte (-90Kg), Nikoloz Sherazadishvili deu a vitória ao Sporting. O Sporting entrou para o último combate com a qualificação assegurada e Jorge Fonseca perdeu o combate. Leões venciam por 3-2 e estavam nas meias finais. 

Meias-finais: Sporting VS Ratiborets (Rússia)


Os leões começaram a perder no combate (-66Kg) com a derrota de David Reis. De seguida, João Fernando deixou tudo empatado. Frank de Wit (-73Kg) e Nokoloz Sherazadishvili (-90Kg) venceram de seguida os seus combates e qualificavam o Sporting para a grande final. A final já estava garantida. No último combate, Jorge Fonseca bateu o seu oponente e fechou o marcador em 4-1 para o Sporting. 

Final: Sporting VS Yawara-Newa (Rússia)


Na final o Sporting encontrou precisamente a equipa que tinha derrotado na época anterior. Kherlen Ganbold ganhou o primeiro combate (-66Kg). De seguida os russos empataram após derrota de João Fernando nos (-73Kg). Nos (-81Kg), João Martinho voltou a brilhar dando a vantagem ao Sporting. Os leões lideravam por 2-1 e o combate dos (-90Kg) podia dar o bi-campeonato europeu ao Sporting. A responsabilidade recaia nos ombros de Nikoloz Sherazadishvili que não deu hipotese ao adversário. O Sporting era bi-campeão europeu. Mais uma vez, Jorge Fonseca entrou no tatami para "cumprir calendário", como ocorreu em toda a competição, tendo perdido o combate. Mas o importante estava feito. O 37º título internacional da história do Sporting estava conquistado.

As imagens da vitória leonina


Prestações individuais


(-66Kg) 
- Kherlen Ganbol (8º ranking mundial) venceu os seus dois combates.
- David Reis (434º ranking mundial) perdeu o seu único combate. 

(-73Kg)
- João Fernando (236º ranking mundial) venceu um dos três combates que disputou.

(-81Kg)
- João Martinho (171º ranking mundial) venceu os 2 combates que disputou
- Frank de Wit (4º ranking mundial) venceu o seu único combate.

(-90Kg)
- Nikoloz Sherazadishvili (1º ranking mundial) venceu os 3 combates que disputou.

(+90Kg)
- Jorge Fonseca (3º ranking mundial) venceu um dos três combates que disputou.

É nossa! 


Como se pode verificar, em 4 das 5 categorias de peso, o Sporting contou com verdadeiros "bombardeiros", incluindo 2 campeões do mundo: Jorge Fonseca e Nikoloz Sherazadishvili.

Nos (-66Kg), voltamos a contar com a brilhante participação de Kherlen Ganbol que venceu os seus 2 combates contra os dois grandes adversários do Sporting. O atleta da Mongólia já tinha estado no título europeu da época passada. David Reis, atleta da nosso formação também é um repetente da época passada, onde inclusivamente venceu um dos combates da final. Na participação deste ano perdeu o único combate que realizou.

Nos (-73Kg) a lesão de Nuno Saraiva (transferido esta época do rival Benfica) complicou as contas e deixou algumas dúvidas nos adeptos do Sporting face ao facto de termos deixado - mais uma vez - de fora o Rustam Orujov, vice-campeão do mundo em (-73Kg) e nº1 do ranking mundial. E aqui importa referir as declarações do técnico Pedro Soares que garantiu que a não participação de Orujov "tem que ver com gestão da equipa e emagrecimento de despesas."

Na época passada tivemos outro atleta da Mongólia, Odbayar Ganbaatar, actual nº13 do ranking mundial. A opção pelo desinvestimento nesta categoria de peso foi evidente. Fomos apenas a combate com João Fernando que perdeu - como seria de esperar - os 2 combates contra os judocas das duas equipas candidatas ao título.

Nos (-81Kg), perdemos Anri Egutidze, (nº16 do ranking mundial), atleta da nossa formação que foi transferido para o Benfica. Para o seu lugar contratamos 2 atletas: o holandês Frank de Wit (4º ranking mundial) e João Martinho (171º ranking mundial) que veio do Benfica. Quando se esperava que o holandês estivesse nos momentos decisivos da competição, Pedro Soares optou por João Martinho. O alteta português lesionou-se na cabeça no aquecimento para o primeiro combate, mas nem isso o impediu de conseguir um desempenho absolutamente brilhante. Nos quartos-de-final venceu o combate contra Luka Maisuradze (13º do ranking mundial) tendo vencido também o combate da final, apesar de ai já ter sido contra um atleta menos cotado (Denis Kalinin, 158º do ranking). Importa dizer que o João Martinho está na 171º posição do ranking devido à lesão que impediu de combate durante vários meses. Quanto ao holandês, realizou apenas um combate e venceu sem problemas.

Nos (-90Kg) voltamos a contar com o fantástico Nikoloz Sherazadishvili, campeão do mundo em 2018 e nº1 do ranking mundial que venceu os 3 combates realizados. Esta foi a 4ª participação na Liga dos Campeões pelo Sporting do atleta naturalizado espanhol, tendo conseguido duas medalhas de bronze e duas medalhas de ouro.

Nos (+90Kg) contamos com Jorge Fonseca, o nosso campeão do mundo. E aqui importa salientar que o nosso campeão nesta competição entrou numa categoria de peso que não é a sua, uma vez que é atleta de (-100Kg). Para além dessa dificuldade, Jorge Fonseca esteve adoentado durante a semana. Devido à qualidade dos companheiros, Jorge Fonseca acabou por nunca ter sido verdadeiramente colocado à prova, uma vez que por altura dos seus combates, já o Sporting tinha as vitórias asseguradas.

Uma longa caminhada


A secção de Judo do Sporting tem sido nos últimos anos um grande motivo de orgulho para os Sportinguistas. Em termos nacionais a hegemonia começou em 2011, época do 1º titulo nacional da história do clube. De lá para cá, falhamos apenas o título nacional em 2015. São 8 títulos nacionais nas últimas 9 épocas. Em termos internacionais esta caminhada teve também um caminho ascendente. Um 5º lugar em ano de estreia (2012) e uma eliminação na primeira ronda em 2013 foram resultados curtos para um clube como o nosso. Fruto do investimento que passou a ser feito nas modalidades, os resultados começaram a ser mais consentâneos com a grandeza do clube. Em 2014, 2015 e 2016 o Sporting ficou com a medalha de bronze na Liga dos Campeões, tendo em 2018 e agora em 2019 conseguido sagrar-se campeão europeu da modalidade. Como se vê, foi um crescimento gradual até ao topo da Europa. 

Pelo meio há alguns feitos individuais que são sempre importantes recordar. A medalha de bronze de Joana Ramos no Campeonato da Europa em 2017, as duas medalhas de ouro de João Pina nos campeonatos da Europa de 2010 e 2011, e mais recentemente as medalhas de ouro de Daria Bilodid e Jorge Fonseca nos campeonatos do mundo em Agosto deste ano. 

Que futuro para o Judo do Sporting?


E visível que existem duas correntes no seio do clube, relativamente ao futuro da secção. Há quem defenda que o Sporting deve ir a "jogo" com judocas da sua formação e há quem defenda que o Sporting deve contratar aqueles que maiores garantias de sucesso dão ao Sporting, independentemente da nacionalidade. 

Para mim, esta questão é muito simples. O futuro do Judo leonino tem de continuar a passar por vencermos tudo. E para o conseguirmos não estou preocupado se o fazemos com judocas portugueses, georgianos, indianos ou americanos. No fundo, o que tem de definir a estratégia é a valia dos judocas. Se tivermos em casa atletas com capacidade para continuarem a dar os títulos que o Sporting procura, óptimo. Não tendo, temos de os ir buscar onde for preciso. É isso que os Sportinguistas querem para daqui por um ano estarmos todos a festejar o tri europeu e o penta nacional. 

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terça-feira, 21 de maio de 2019

Uma visão histórica do título europeu


O Sporting é campeão da Europa de Hóquei em Patins. Quarenta e dois anos depois, os nossos rapazes repetiram o feito do "dream team" composto por Ramalhete, Júlio Rendeiro, Sobrinho, Chana e do melhor jogador português de todos os tempo, António Livramento. Mas para regressarmos ao topo da Europa foi necessário percorrer um longo e triste caminho. Um percurso que é fundamental recordar na hora da vitória. 

Honra à equipa maravilha



A conquista desta Liga Europeia tem na sua génese o título conquistado em 1977. Foram estes homens e a história que escreveram no Sporting que serviu de fundação e de inspiração para a conquista. Honra a todos estes heróis. 

O projecto Roquette


Para os mais jovens e para os mais esquecidos, importa recordar que o Sporting fechou a secção de hóquei em patins em 1995, pelas mãos do Presidente Santana Lopes. Estava dado o pontapé de saída no chamado "projecto Roquette", personagem que por essa altura entrou para a Presidência do então Conselho Fiscal. 
"O Sporting não pode andar nestas andanças, e teremos que adequar as modalidades ao que se passa nos outros clubes europeus, que se traduz na redução das modalidades de alta competição para duas ou três, mais o futebol, e o resto dedicar-se-á ao trabalho de formação e iniciação." Pedro Santana Lopes 30-05-1995
A 12 de Junho desse ano foi anunciado o fecho da secção de hóquei em patins e de voleibol. Foi também decidida a realização de um referendo aos sócios para que estes decidissem entre o fecho do andebol ou do basquetebol. É bom que os Sportinguistas saibam que os directores destas secções andaram em campanha eleitoral a defender a sua modalidade entre os sócios. Um enxovalho publico ao nome do Sporting que culminou com o fecho do Basquetebol e a manutenção do Andebol. 

Referendo aos sócios do Sporting
Importa também recordar que por esta altura o hóquei em patins era a segunda modalidade do Sporting com mais títulos internacionais no seu palmarés. Dos 20 títulos conquistados até então, 14 eram de Atletismo, 5 de hóquei em patins e um de futebol.

A primeira secção autónoma (1999-2005)


Em 1999/2000 pela mão de 14 sócios do Sporting, o hóquei em patins do Sporting foi constituído como secção autónoma do clube. Nessa época disputamos e vencemos a terceira divisão. Nas três épocas seguintes o Sporting lutou pela subida à primeira divisão, mas só à quarta tentativa foi possível, com a conquista do campeonato nacional da 2ª divisão.

Em 2004/2005, época de regresso à primeira divisão, os Sportinguistas foram brindados por outra "originalidade" dos dirigentes de punho rendado. Sporting terminou a primeira fase em 9º lugar em 14 equipas e tinha de disputar a segunda fase de apuramento das equipas de lutavam para não descer. A meio dessa segunda fase do campeonato, o Conselho Directivo anunciou a desistência do campeonato e o fim do projecto, por dificuldades financeiras da secção autónoma. Este foi apenas mais uma acto brilhante de gestão por parte do senhor Dias da Cunha, o mesmo artista que construiu um estádio cujo custo final teve uma derrapagem de cerca de 80 milhões de euros. Coisa pouca, numa obra orçada em 100 milhões e que acabou num incríveis 180 milhões de euros, sendo o estádio mais caro do país.

Enquanto tudo isto acontecia, os Sportinguistas batiam palmas e teciam loas a estes génios da finança e do tal "saber estar". Mas enfim, foi o Sporting que os Sportinguistas quiseram.

A segunda secção autónoma


Desta desistência nasceu nova secção autónoma, então designada por "Associação de patinagem do Sporting Clube de Portugal". A associação foi criada pelo Eng. Gilberto Borges em 2005 e contou apenas com a permissão do Sporting para a utilização do nome e do símbolo do clube. O projecto inicial dava sequência à formação que vinha da anterior secção autónoma, sendo que neste projecto havia claramente o sonho de voltar a ter equipa sénior. 

Cinco anos depois, a equipa sénior estava de regresso. Na época de 2010/2011 conquistamos o título da terceira divisão nacional. Na época seguinte (11/12), novo título nacional da segunda divisão e estávamos de regresso à elite nacional. Nestas equipas que subiram da terceira para a primeira divisão pontificavam três meninos bem conhecidos do grande público. O nosso guardião Zé Diogo, André Pimenta ,que viria a fazer parte da equipa que venceu a Taça CERS em 2015 e Gonçalo Alves, craque que joga no FC Porto e na selecção nacional.

Gonçalo Alves ao serviço do Sporting

Gonçalo Alves que há muito era cobiçado por clubes de topo nacional e internacional, mas que teve sempre um comprometimento fantástico com o Sporting, cumprindo a promessa de ficar no clube até conseguir a promoção à primeira divisão. Mal esse objectivo foi cumprido, saiu do Sporting e foi para a Oliveirense.

Na primeira divisão sem apoio do Sporting


Em 2012/2013 a contratação mais sonante foi a de Ricardo Figueira, que regressou à modalidade depois de dois anos de paragem para se dedicar à medicina. Nesta primeira época na elite do hóquei nacional, o objectivo passava pela manutenção, que só foi conseguida na última jornada, num jogo épico que terminou com um empate a 6 bolas, precisamente contra a Oliveirense de Gonçalo Alves. Podem ver um pouco desse jogo e os festejos da equipa (aqui).

Em Março de 2013, Bruno de Carvalho tornou-se presidente do Sporting e face à grave situação financeira do Sporting não foi possível fazer regressar de imediato a modalidade ao seio do clube. Na época seguinte, 2013/2014, conseguimos a qualificação para a Taça CERS sob a liderança do capitão Ricardo Figueira. No banco da equipa destaque para a entrada de Nuno Lopes como treinador em Fevereiro de 2014.

Regresso anunciado no Congresso Leonino de 2014


Para quem não sabe, muito antes de ser presidente do Sporting, Bruno de Carvalho esteve ligado à "Associação de Patinagem do Sporting CP". De 2006 a 2009 como patrocinador e de 2009 a 2011 como vice-presidente da associação. Foi por isso com naturalidade que a modalidade regressou ao clube assim que a situação financeira ficou estabilizada.


A 8 de Junho de 2014, no discurso de encerramento do IX Congresso Leonino, Bruno de Carvalho anunciou aos Sportinguistas o regresso da modalidade ao seio do clube 
"É com orgulho, honra e esperança que todos os sportinguistas continuem a abraçar o sue clube, que anunciamos que o hóquei em patins sénior passou a ser modalidade oficial do clube" Bruno de Carvalho 8/06/2014
Nessa declaração foram logo anunciados 4 reforços para a época 2014/2015: Ângelo Girão, João Pinto, Poka e Nico Fernandez. 

2014/2015 - A conquista da Taça CERS



Para além destes quatro reforços anunciados de imediato por Bruno de Carvalho, entraram ainda no plantel Tiago Losna e Carlitos. O Sporting fez um campeonato tranquilo e lutou até à última jornada pelo 4ºlugar que daria a qualificação para a Liga Europeia. Acabamos no 5º lugar, atrás de Porto, Benfica, Oliveirense e Valongo. Fomos também à final da Taça de Portugal que perdemos contra o Benfica, num jogo que foi um verdadeiro assalto armado.

A grande alegria da época surgiu a 26 de Abril de 2015, com a conquista da Taça CERS. Nos últimos 20 anos antes desta conquista o Sporting tinha apenas vencido dois títulos internacionais: Taça Campeões Europeus de Pista em 2000 e a Taça Challenge de Andebol em 2010. 

2015/2016 - A conquista da Supertaça e a qualificação para a Liga Europeia


Link da notícia (aqui)

Para esta época entraram 4 novos jogadores: Tuco, Cacau, André Centeno e Luís "Zorro" Viana, veterano que tinha sido o melhor marcador do campeonato anterior. Saíram Nico Fernandez, Carlitos, André Pimenta e André Moreira.

A época começou bem para o Sporting com a vitória na Supertaça frente ao Benfica (2x João Pinto, Centeno e Luís Viana) e com a vitória por 2-0 (Cacau e Tuco) na primeira mão da Supertaça Europeia em casa frente ao Barcelona. Na segunda mão, derrota por 5-1 em Espanha ficando o título europeu para os catalães. Na Taça CERS, quando se esperava que fosse possível revalidar o título, ficamos pelo caminho nas meias-finais frente ao Vilafranca.

No campeonato, 4º lugar a 20 pontos do campeão Benfica e a qualificação para a Liga Europeia da época seguinte.

2016/2017 - A primeira época a jogar para os primeiros lugares



Para esta época o Sporting apresentou-se como outros argumentos para lutar pelos primeiros lugares. Saíram Cacau, Luís Viana, Ricardo Figueira e Tiago Losna e entraram Sergi Miras, Caio, Ferran Font, Pedro Gil, Gonçalo Nunes. Henrique Magalhães e Gonçalo Nunes foram contratados mas emprestados nesta época.

Foi contratado Guillem Perez para treinador e Nuno Lopes passou a ser coordenador de toda a formação assim como líder da equipa B. A meio da época anterior já tinha sido feito uma alteração na estrutura com a contratação de José Trindade para coordenador geral da modalidade.

A realidade é que as coisas correram muito mal durante a época, sendo o caso da perda dos 3 pontos na secretaria pelo caso Zé Diogo, o mais sintomático. A meio da época, José Trindade e Guillem Perez saíram do Sporting e entrou para o comando técnico Paulo Freitas. 

2017/2018 - Campeões nacionais



No defeso foram dispensados Poka, Sergi Miras, Tuco e André Centeno. Entraram Henrique Magalhães, Toni Pérez, Vítor Hugo e Matias Platero. Com cara lavada, com novo técnico e sobretudo em casa nova, o Sporting tinha todas as condições para lutar finalmente pelo título nacional. Mas, do ter condições para lutar até ganhar vai uma grande distância, até porque os outros três rivais tinham grandes equipas e projectos consolidados de muitos anos.

Neste sentido é importante salientar que o Sporting não era favorito à conquista do título e que há muito mérito de toda a estrutura do Sporting, principalmente do seu treinador Paulo Freitas, que conseguiu montar uma equipa de guerreiros em que o "nós" se superou ao "eu" durante toda a época. A grande força do Sporting foi a raça e a entrega mostrada durante toda a época com os capitães Girão e João Pinto a darem o exemplo.

Em termos europeus, caímos nas meias-finais frente ao Porto no Dragão Caixa. Foi o primeiro grande ensaio para o título que chegou este ano.

Mais dois títulos internacionais na mira e a Taça de Portugal


Com a conquista da Liga Europeia, o Sporting aponta agora a mais dois títulos internacionais. A Taça Continental - que para os menos familiarizados com a modalidade é uma espécie de Supertaça europeia que desde 2017 passou a ser disputada em final 4 entre os finalistas da Liga Europeia e os finalistas da Taça CERS - e a Taça Intercontinental, a disputar entre os melhores da Europa e os melhores da América do Sul.

Relativamente à Taça Continental será a 5 presença do Sporting na final, depois já termos perdido 4 finais. Em 1981, 1985 e 2015 para o Barcelona e em 1991 para o Óquei de Barcelos. Desta feita jogaremos contra o Lleida, Sarzana e Porto. Relativamente à Taça Intecontinental, será a primeira participação do Sporting na competição.

No que diz respeito ao campeonato, as contas estão fechadas e o Porto será o novo campeão nacional. Resta saber se o Sporting será 2º ou 3º classificado. A época acaba com a Final 4 da Taça de Portugal que o Sporting disputará contra Benfica, Oliveirense e Riba D´Ave. Em caso de vitória, teremos que adicionar às contas da próxima época mais uma Supertaça.

Quanto ao futuro, o que os Sportinguistas querem é simples: continuar a ganhar. Ganhar a Taça de Portugal desta época. Começar a próxima época com a Taça Continental e com a Supertaça nacional. Fazer história e ganhar a Taça Intercontinental, reconquistar o campeonato e revalidar a Taça de Portugal.

Pra cima deles!

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segunda-feira, 25 de março de 2019

33 títulos internacionais


As nossas leoas e os nossos leões do Goalball são campeões da Europa de clubes e conquistaram o 32º e o 33º títulos internacionais do palmarés do Sporting.

Bravo!!!



Quero deixar aqui uma palavra de agradecimento ao nossos campeões em particular à nossa treinadora Márcia Ferreira pelo extraordinário trabalho que tem feito no Sporting e também a Luís Gestas, vogal do Conselho Directivo de Bruno de Carvalho com o pelouro do desporto adaptado, responsável pela criação do gabinete paralímpico e que tanto fez por estes atletas e pelas modalidades adaptadas. 

Todas as conquistas


São 33 conquistas em 6 modalidades diferentes que fazem do Sporting um clube ímpar em termos mundiais. 

É a continuidade do projecto de ecletismo com vista à conquista internacional que foi lançado pela direcção de Bruno de Carvalho e que está a ter continuidade esta época. As direcção de Bruno de Carvalho e Frederico Varandas têm em conjunto 11 títulos internacionais (7+4) que se equivalem aos 11 títulos conquistados pelo Presidente João Rocha. E mais títulos podem estar a caminho, já esta época. 

Relembrar que no futsal já estamos na final 4 da Liga dos Campeões. No hóquei em patins estamos bem lançados para estar na final 4 da Liga Europeia e temos ainda a oportunidade de defender a Taça dos clubes campeões europeus de pista em atletismo no próximo mês de Maio. 

Não ao revisionismo


Foi com surpresa e agrado que verifiquei que em termos oficiais o Sporting abandonou o vergonhoso revisionismo dos títulos internacionais que retirava dignidade às modalidades adaptadas. Uma patetice que tinha sido instituída pela direcção de Frederico Varandas (sabe-se lá porquê) e que felizmente durou apenas 6 meses. Para quem não está familiarizado com o assunto pode ficar a saber mais (aqui). 

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Campeões Europeus de Judo - 30º título internacional da história do Sporting


Finalmente!!! O Sporting conquistou hoje o 30º título internacional da sua história ao vencer a Liga dos Campeões Europeus de Judo na Roménia, depois de ter ficado com o bronze nas três últimas épocas.

Os heróis


Os nossos heróis bateram os espanhóis do Valencia, por 3-2, os russos do Edel Weiss por 4-1 e na final os russos do Yawara-Neva, campeões em título.

Aqui ficam os nomes dos nossos rapazes:
- Kerlen Ganbold (-66Kg) - Mongólia
- David Reis (-66Kg) - Portugal
- Odbayar Ganbaakar (-73Kg) - Mongólia
- João Fernando (-73Kg) - Portugal
- Anri Egutidze (-81Kg) - Portugal
- Miguel Alves (-81Kg) - Portugal
- Nico Sherazadishvili (-90Kg) Espanha
- Jorge Fonseca (-90Kg) - Portugal

O momento da vitória



Cerimónia do pódio e hino nacional




Os 30 títulos europeus


Este é o primeiro grande título internacional para a direcção de Frederico Varandas que dá continuidade ao melhor ano da história das modalidades do Sporting. Cinco título europeus em 2018 é um feito absolutamente incrível e 2019 promete trazer mais alegrias aos Sportinguistas.


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terça-feira, 29 de maio de 2018

Os 29 títulos internacionais da história do Sporting


O Sporting conquistou ontem o 29º título internacional da sua história ao vencer a Taça dos clubes Campeões de Atletismo feminino. Mais um grande feito para o atletismo nacional e para o clube.

As 29 conquistas


No quadro anterior é fácil verificarmos que o Presidente João Rocha foi o grande impulsionar das vitórias europeias do Sporting, especialmente no Atletismo e no Hóquei em Patins. Entre 1977 e 1994 raro era o ano em que o Sporting não ganhava um título internacional. Em 17 anos o Sporting conquistou 19 títulos internacionais. 

Em 1995 o clube foi tomado pelos senhores de punho rendado e discurso eloquente. O tal "projecto Roquette" acabou com o Futebol Feminino, Hóquei em Patins, Voleibol e Basquetebol. Nos 20 anos seguintes apenas dois títulos, a Taça dos Clubes Campeões europeus de Pista e a Taça Challenge. Foi este o legado da trupe do croquette. 

Desde que Bruno de Carvalho tomou posse o Sporting voltou a conquistar títulos internacionais ao ritmo com que fazia nos tempos de João Rocha. Em cinco anos o Sporting conquistou 7 títulos em 4 modalidades diferentes. O ano de 2018 fica marcado a letras douradas na história do clube. São já quatro os títulos internacionais conquistados, um recorde para o clube que tinhas nos anos de 1977, 1981 e 1991 os seus anos mais importantes. 

Das quatro modalidades extintas em 1995 esta direcção já fez regressar três e todas com sucesso. No futebol feminino ganhamos todas as provas nacionais que disputamos: 2 campeonatos, 2 taças de Portugal e 1 Supertaça. No Voleibol, conseguimos logo no primeiro ano conquistar o campeonato nacional. No hóquei em Patins já conquistamos uma Taça Cers e uma Supertaça. No próximo sábado somos campeões nacionais se vencermos o Porto no Pavilhão João Rocha. 

Influência presidencial 



Com a conquista de ontem, Bruno de Carvalho distancia-se de Sousa Cintra e fica a 5 títulos internacionais de João Rocha. Este ano o Sporting esteve perto de outras conquistas, nomeadamente no Futsal (finalista vencido) e no hóquei em patins e ténis de mesa onde caiu nas meias-finais. Esta semana disputam-se ainda a Euro Winners Cup de Futebol de Praia em que o Sporting está representado em masculinos e femininos. 

A conquista de títulos internacionais é um desígnio do nosso clube desde a nossa fundação. O Sporting nasceu para ser um clube tão grande como os maiores da Europa e é este o caminho que devemos seguir. 

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domingo, 25 de fevereiro de 2018

Petição pelo reconhecimento dos campeonatos de Portugal


Está neste momento a decorrer uma petição que visa o reconhecimento oficial dos vencedores do campeonato de Portugal como campeões nacionais da modalidade. Peço a todos os desportistas que a assinem para assim o assunto ser debatido na Assembleia da República e ser reposta a verdade dos factos. 

Assinem a petição (aqui)


Sporting sempre na linha da frente


Desde sempre que o Sporting considerou os títulos do campeonato de Portugal como sendo de campeão nacional. Existem documentos e até declarações publicas de antigos presidentes do Sporting que o comprovam. Podem ver isso mesmo clicando (aqui).

A contabilidade foi sempre feita de forma separada até ao dia em que alguns iluminados na FPF decidiram alterar a contabilidade sem darem cavaco a ninguém. É curioso que esta alteração "pela porta do cavalo" tenha sido feita quando o Porto empatou em número de títulos com o Benfica. Nessa mesma altura o Benfica também deu tudo por tudo para tentar fazer de uma Taça Latina uma competição oficial. Algo que a UEFA rejeitou por completo. 

FC Porto, Belenenses, Marítimo e Atlético juntam-se à luta


Filipe Soares Franco, José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes nunca se preocuparam em defender a história e o legado leonino. Com a entrada de Bruno de Carvalho no Sporting esta questão voltou a ser tema de conversa. O primeiro aliado do Sporting na luta pelo reconhecimento dos campeonatos de Portugal como títulos nacionais foi o Porto, que em Maio de 2017 em comunicado conjunto com o Sporting afirmou: "Reconhecimento dos títulos do Campeonato de Portugal como sendo de Campeões Nacionais, como consta da documentação oficial da Federação Portuguesa de Futebol e suas plataformas" - Link (aqui)




A FPF está a criar uma comissão técnica que irá avaliar este assunto. Não vejo aqui qual é a dificuldade. Os factos são indesmentíveis e nem o nacional-benfiquismo conseguirá tornar uma mentira em realidade. O mais engraçado no meio de tudo isto é vermos o Benfica a lutar para que estes títulos não sejam reconhecidos, mesmo sabendo que para eles é indiferente, uma vez que de uma maneira ou de outra ficarão sempre com o mesmo número de títulos. Neste momento os prejudicados são o Sporting, Porto, Atlético, Marítimo, Belenenses e Olhanense. 

Para quem tem dúvidas sobre o assunto basta verem o vídeo seguinte:


Mais uma vez é hora de os Sportinguistas mostrarem a sua força. Só assim conseguiremos levar o assunto à casa de democracia.

Assinem a petição (aqui)



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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Como desmontar o argumento do "revisionismo" sobres os títulos do SCP


Um dos argumentos mais tristes da narrativa anti-Sporting relacionado com a contagem de títulos nacionais e o já célebre "revisionismo". Dizem estes patetas que Bruno de Carvalho quer conquistar quatro campeonatos na "secretaria" quando na realidade o Sporting sempre defendeu os seus títulos nacionais. 

A pessoalização do chamado "revisionismo" em Bruno de Carvalho é uma estratégia de propaganda que visa descredibilizar os argumentos históricos e factuais do Sporting. Melhor exemplo disso mesmo está na vergonhosa e mentirosa notícia do jornal Abola, que se baseou num documento que não existe para afirmar de forma cabal que "Bruno de Carvalho não tem razão". Repito: um documento nunca existiu conforme fica provado pelo recente anuncio de revisão dos títulos nacionais por parte da FPF- Provavelmente o jornaleiro de Abola foi desencantar esse documento na mesma fonte que montou o ranking de clubes mais corruptos da Europa...


Vamos então verificar a defesa dos títulos do campeonato de Portugal como principal título nacional em três fases bem distintas da vida do Sporting.

5 títulos nacionais em 1940



No I congresso leonino datado de 1940 que serviu de comemoração do 34º aniversário do Sporting, foram apresentadas as conquistas de "campionatos" nas diversas modalidades do clube. Ora, como podem verificar na imagem anterior, no futebol estão contabilizados 5 títulos: os quatro campeonatos nacionais em seniores (1923,1934,1936,1938) e o 1º campeonato de Juniores realizado que foi vencido pelo Sporting em 1938. 

13 campeonatos em 1954


Jornal Sporting 8 de Maio de 1954. Créditos: Wiki Sporting
Como podem verificar, o Sporting em termos oficiais através do seu jornal já defendia em 1954 os títulos conquistados no campeonato de Portugal como sendo títulos nacionais. 

Alambiques de propaganda


Jornal Sporting 22 Setembro de 1982 - Créditos: Wiki Sporting 

Este artigo do jornal Sporting é absolutamente delicioso e merece uma leitura muito atenta. Destaco esta frase:

"Tão úteis para avivar a memória dos voluntariamente "esquecidos" - a arteriosclerose é evolutiva - como para desmontar equívocos dos involuntariamente ignorantes que, coitados, não têm culpa de haver sido estupidificados por certos jornais que, camuflados de isenção e independência, constituem autêntico perigo público já que estão muitíssimo mais vocacionados - ou totalmente direccionados -  para fomentadores de escândalos, desencadeadores de paixões lavadores de cérebros, correias de transmissão e ... alambiques de propaganda do que para a saudável divulgação da educação física, para o estímulo da sua prática, para formação das sãs mentalidades desportivas e para o enobrecimento duma causa que merecia ser devidamente respeitada e dignificada."

José Roquette em discurso directo em 2000



No livro de Ouro do Sporting publicado pelo Diário de Notícias no ano 2000, o então presidente do Sporting, José Roquette deixou um texto de abertura nesse livro onde considerava os "20 títulos nacionais", como se pode ler logo no primeiro parágrafo do texto anterior. Importa dizer que o livro foi publicado no inicio do ano e que em Maio desse mesmo ano o Sporting conquistou o seu 21º título nacional com Augusto Inácio como técnico principal. Em 2002 o Sporting viria a conquistar novo título nacional com Laszlo Boloni. 

Para fechar


Este post serve essencialmente para demonstrar que o Sporting sempre considerou os títulos do campeonato de Portugal como sendo títulos nacionais. O verdadeiro "revisionismo" foi feito em 2005 quando o Benfica em plena guerra com o Porto pelo "título" de clube com mais títulos do país, decidiu passar a incluir no seu palmarés de campeonato nacionais as 3 Ligas experimentais (o nome diz tudo). Na mesma altura também tentaram passar a ideia que a Taça Latina deveria também ser contada como um título internacional oficial. Algo que nenhuma instituição validou. 

Quanto a este verdadeiro revisionismo, importa dizer que a FPF nunca reconheceu oficialmente e publicamente esta situação, apesar de ao longo dos tempos ter começado uma operação silenciosa de limpeza, sendo que o último passo conhecido passou por apagar informação do seu site oficial. Em 16 de Novembro de 2016 era esta a informação disponível no site da FPF.


Voltarei ao tema com um post histórico e outro a explicar o comportamento de FPF em relação a este assunto.

EDIT: A 2 de Abril de 2018, inclui neste post a imagem do I congresso leonino. 

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

ULTIMA HORA: FPF cria comissão técnica para estudar questão dos títulos nacionais


Segundo a agência Lusa, a FPF decidiu criar uma comissão técnica independente para estudar a categorização das competições internas, sendo que o resultado deste estudo será apresentado em Assembleia-Geral, que ratificará ou não as conclusões.

Finalmente a vergonhosa alteração efectuada pela "porta do cavalo" a mando do Benfica será devidamente analisada e apresentada em AG da FPF. Havendo uma equipa independente, a razão terá de ser obviamente dada ao Sporting que verá os seus 22 títulos de campeão nacional devidamente reconhecidos. 

Momento para recordar a capa do pasquim Abola e aguardar pacientemente pela capa de amanhã.



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