segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Eles já tinham avisado


Há muito para dizer sobre os acontecimentos dos últimos dias no Sporting, mas para já parece-me relevante recordar dois episódios importantes do percurso de Miguel Cal, actual administrador da SAD e do Presidente Frederico Varandas.

"Não reconheço amor puro, vejo um negócio"


Em Fevereiro de 2019, Frederico Varandas apresentou-se em conferência de imprensa para divulgar dados da Auditoria de Gestão em primeira mão, num acto introdutório da divulgação publica de todo o documento.

Link da notícia (aqui)


"É necessário refundar a Juve Leo e repensar toda a política das claques"


O texto apresentado de seguida foi publicado em Junho de 2018 numa espécie de manifesto intitulado de "O Futuro do Sporting depende de todos nós" e foi escrito por Miguel Cal em parceria com Ricardo Farinha. Parece-me que a visão expressa relativamente às claques é muito clara. Vamos recordar.


Um manifesto que referia expressamente que não tinha "subjacentes quaisquer intenções eleitoralistas". No mesmo documento é dito que "todos os elementos que participaram neste documento são independentes e não pertencem a qualquer lista ou fação dentro do Sporting. Não somos, nem pretendemos ser, candidatos às eleições"

Link da notícia (aqui)

O que é certo é que cerca de um mês depois, Miguel Cal foi anunciado nas "listas" de Frederico Varandas. Para que não tinha "nenhuma intenção eleitoralista", "nem pretendia ser candidato às eleições", não está nada mal não senhor.  

Quanto ao resto, de facto, eles já tinham avisado ao que vinham.

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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Onde está o Chicão?


Onde está Francisco Rodrigues dos Santos? Onde está o "nosso" querido "Chicão"? Alguém sabe? Sinceramente, começo a ficar seriamente preocupado com o desaparecimento do rapaz. É que já lá vão 11 dias desde a última aparição e até agora nada.

Para perceberem a minha preocupação com o membro do Conselho Directivo do Sporting é melhor começarem por este post (aqui). Parece-me importante que leiam este primeiro post antes te avançarem para o resto deste post.

De "Chicão" a "Chico fininho"


Como se sabe, o nosso "Chicão" foi nº2 pelas listas do CDS no distrito do Porto, nas legislativas do passado dia 6 de Outubro. No final do dia, as suas aspirações políticas levaram um grande revés ao não ter sido eleito deputado. Uma estrondosa derrota do seu partido, que no distrito em causa foi apenas a 6ª força política, tendo até sido ultrapassado pelo PAN.

Uma "maça sumarenta"


Link da notícia (aqui)
Mas "Chicão", mesmo na hora em que nas urnas se tornou num "Chico fininho", aspira sempre a mais. No dia seguinte ao acto eleitoral, em balanço à dolorosa derrota sofrida, eis que reaparece como "maça sumarenta" para atacar a liderança do partido. Desde esse dia, anda desaparecido.

"Onde está o Chicão?"


"Onde está o Chicão?". Esta terá sido uma interrogação que muitos sócios do Sporting terão feito na última assembleia geral do Sporting, realizada no passado dia 10 de Outubro. Uma pergunta que tem toda a razão de ser pois Francisco Rodrigues dos Santos falta à chamada precisamente numa altura em que os Sportinguistas tinham tantas coisas interessantes para o questionar. A começar pelo facto de ter continuado em funções no Sporting enquanto decorria a campanha eleitoral (já sabia desde Abril que estaria nas listas do CDS ao parlamento) e a acabar na transformação do departamento de núcleos no Sporting num espécie do Largo do Caldas para "jotinhas".

Eu recordo que este é o mesmo rapaz que em Maio de 2018 dizia: "Não misturo emoções. Desde o momento em que a política tomou conta de boa parte da minha vida pública, decidi-me pelo recato na expressão da pulsão clubística. Ao futebol o que é do futebol à política o que está reservado à política.". Portanto, parece-me que havia por aqui muito para responder ao Sportinguistas, nomeadamente o que terá mudado de lá para cá. Por que será que o rapaz que não misturava política com futebol, o passou a fazer?

Tenho de confessar que não fico surpreendido por ter faltado à chamada para dar esclarecimentos aos sócios no local próprio. É coerente com a má índole que tem mostrado ter ao longo de todo este tempo em que tem misturado "futebol e política". A minha dúvida está apenas relacionada sobre se o facto de ter decidido faltar à AG do Sporting está relacionada com covardia ou se com medo de alguma perda política numa fase em que se apresenta como "maça sumarenta" à liderança do CDS. Se calhar as duas opções até estão certas.


Chicão - O André Ventura do Sporting 


Não sei se as pessoas repararam, mas se transformássemos as eleições legislativas num derby entre Sporting e Benfica verificaríamos que os cartilheiros do Benfica venceriam o conselho directivo do Sporting por dois "golos" sem resposta. É que Telmo Correia e André Ventura foram eleitos deputados enquanto que o "Chicão" ficou "curto". E que fique claro que este campeonato da promiscuidade entre o futebol e a política é uma competição que nem sequer quero ver o Sporting participar, quanto mais ganhar.

Link notícia (aqui)

Mas o mais engraçado no meio disto é que há alguns benfiquistas que também não querem ver o clube a jogar neste "campeonato". Esta semana ficou até marcada pela carta aberta de um grupo de sócios "notáveis" benfiquistas - assim foram apresentados os senhores - onde expressaram o seu descontentamento pelo aproveitamento e utilização do Benfica por parte de André Ventura.

Ou seja, pelas bandas do estádio da Luz há benfiquistas indignados com a utilização do Benfica por parte de André Ventura para obter ganhos políticos. André Ventura que não é funcionário ou membro dos órgãos sociais do Benfica. É um mero cartilheiro. Do outro lado da segunda circular temos o nosso "Chicão", membro do conselho directivo com a responsabilidade dos núcleos (mais me ajuda quanto à incompatibilidade) que vai a eleições legislativas sem sequer suspender o cargo no Sporting. Posto isto, digam-me vocês em qual destes casos está a maior incompatibilidade entre desporto e política?

Será que é hoje?


Para terminar, dizer que hoje há reunião do conselho nacional do CDS. Uma espécie de Assembleia Geral. Do género da que o nosso querido "Chicão" faltou na última quinta-feira no pavilhão João Rocha. Confesso que tenho alguma expectativa para perceber se tem mais consideração pelos militantes do CDS do que a que teve pelos sócios do Sporting, ao ter faltado à última AG.

Contudo, até posso aceitar a sua ausência do Pavilhão João Rocha se, à semelhança de Pedro Santana Lopes nos anos 90, estiver a preparar-se para lançar a sua candidatura à liderança do partido, devendo assim abandonar imediatamente a Direcção do Sporting. Se assim não for, tem de vir imediatamente a terreiro dar explicações aos Sportinguistas. É preciso colocar um ponto final entre esta promiscuidade entre o mundo do futebol e o mundo da política. Como diz o nosso "Chicão": "Ao futebol o que é do futebol à política o que está reservado à política."


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terça-feira, 15 de outubro de 2019

A agenda "transparente" de Frederico Varandas


Durante a campanha eleitoral para a presidência do Sporting, Frederico Varandas e seus pares apresentaram-se aos Sportinguistas como sendo uma espécie de arautos da transparência, da seriedade e dos bons costumes. Estão por certo recordados da campanha "Zero Suspeição" levada a cabo por esta lista. Uma campanha onde a transparência relativa às informações do mercado prometia ser total. Vamos lá ver se foi mesmo assim. 

A herança deixada pela direcção de Bruno de Carvalho


A direcção de Bruno de Carvalho fez história a partir do momento em que assumiu e cumpriu com uma política de total transparência para com os Sportinguistas, divulgando todos os valores relacionados com o mercado de transferências do clube no Jornal Sporting. Uma prática iniciada em 2013 e que foi até sendo melhorada com o tempo. Recordo que a partir de 2016 a Sporting SAD passou a comunicar à CMVM essas informações, precisamente no mesmo dia em que o Jornal Sporting também as publicava.

Uma iniciativa da anterior direcção que orgulha os Sportinguistas e que até serviu de inspiração para os reports anuais das federações europeias de futebol, que se iniciaram em 2016. Ora, face a isto, a promessa de Frederico Varandas continuar com esta medida tinha todo o cabimento porque ia precisamente no sentido daquilo que os Sportinguistas desejavam e desejam para o clube. 

"Zero Suspeição"


Excerto programa eleitoral Frederico Varandas
Excerto programa eleitoral Frederico Varandas

Os dois prints anteriores foram retirados do programa eleitoral de Frederico Varandas. Neles podemos ver 3 exemplos de medidas que o senhor Varandas considera como sendo necessários para a tal política de "zero suspeição". Haveria muito por dizer em relação aos dois primeiros pontos, mas para hoje não me quero dispersar muito no tema. Falemos então da propalada "transparência". 

Da "transparência" à canalhice


Tenho muita pena, mas esta prometida "transparência" traduz-se na prática em mais uma canalhice. E peço desculpa pelo termo, mas por estes dias não há uma palavra mais justa e proporcional para descrever os actos destes órgãos sociais. Passo a explicar.

Varandas e seus pares garantiram aos Sportinguistas que iriam "publicar sínteses das operações realizadas pelo Clube e pela SAD na contratação de jogadores logo que terminado o período de transferências, identificando todos os destinatários dos valores envolvidos nessas operações, sem exceções".

Saliento o "logo que terminado o período de transferências". Ora, que eu saiba o mercado de transferências fechou no dia 2 de Setembro. Entretanto, já passaram 42 dias e 6 edições do Jornal Sporting (sai às quintas-feiras) e até agora... nada. Vou repetir como se fosse o Dr. Varandas e estivesse a ser entrevistado pela Teresa. As informações foram publicadas na primeira semana após o fecho de mercado? Não! E na segunda semana? Não!! E na terceira semana? Não!!! E na quarta? Não!!!! E na quinta semana? Não!!!!! E na sexta semana? Não!!!!!!

Informações para serem debatidas em sede de AG


Como se sabe, os montantes envolvidos nas transferências, comissões e outros, são sempre pontos muito relevantes nas análises feitas pelos sócios e accionistas. E com as habituais Assembleias Gerais da SAD e do clube a serem realizadas sempre entre o final de Setembro e o início de Outubro, estes dados tornam-se sempre motivo para debate nas reuniões magnas. Tem sido assim desde que esta política de transparência foi implementada em 2013 por Bruno de Carvalho. 

Para que não restem dúvidas, importa dizer que durante 6 anos e para 12 Assembleias Gerais (6 da SAD e 6 do clube) só numa delas é que estas informações não estiveram disponíveis antecipadamente para escrutínio. Ocorreu em 15/16 quando o quadro resumo foi disponibilizado entre uma AG do clube e uma AG da SAD. Nesse ano não foi debatido na AG do clube, mas foi debatido na AG da SAD. Tudo o resto foi escrutinado dentro de portas entre sócios e accionistas nos momentos chave. 

Suspeição Total


É muito importante dizer que estamos a falar de um quadro resumo que se faz em 5 minutos. Um quadro cujas informações que até deveriam estar memorizadas ao pormenor na cabeça de quem tomou as rédeas destas negociações. Qual é a dificuldade disto?

Como se percebe, só há uma maneira de não existir discussão nas AG´s relativamente a estas questões e passa por esconder essas informações dos sócios/accionistas. Foi precisamente o que aconteceu este ano. Pela primeira vez desde que esta política foi instituída, nem os sócios nem os accionistas tiveram a oportunidade de confrontarem os responsáveis pelas decisões tomadas no mercado de transferências. Precisamente num ano em que a política desportiva tem sido das mais contestadas dos últimos anos, com inúmeros negócios a serem alvo de fortes críticas por parte dos Sportinguistas. Deve ser coincidência.

Mas há aqui um outro facto que demonstra a canalhice deste conselho directivo. Para quem não sabe, informo os Sportinguistas que na AG da SAD realizada no dia 1 de Outubro vários accionistas questionaram o Presidente Varandas e Francisco Salgado Zenha em relação a esta matéria. A resposta dada foi que "brevemente" iriam divulgar essa informação. Por "brevemente", subentendeu-se que seriam divulgadas as informações antes da AG do clube a 10 de Outubro, para que os sócios pudessem questionar o conselho directivo. A realidade é que divulgaram "bola". Se isto não é uma canalhice, não sei o que será. E estes são os tais senhores da "agenda transparente" com "zero de suspeição". Imaginem se não fossem.

Agora que as AG´s já passaram e se perdeu o tempo e o local certo para questionar o conselho de administração da SAD, a informação já pode sair. E no dia que sair, os Sportinguistas vão perceber o porquê desta gente ter andado a esconder esta informação dos escrutínio dos sócios e accionistas em sede de AG.

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