terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Afonso de Melo - O avençado dos mil euros volta a atacar


Na passada quinta-feira escrevi sobre o senhor Afonso de Melo e a sua avença por "questões políticas" com o Benfica. Se não leram esse post devem fazê-lo antes de continuarem com a leitura neste post. Podem ler clicando (aqui). 

É muito interessante constatar que depois da denúncia deste caso nenhum órgão de comunicação social tenha procurado saber mais sobre o assunto. De qualquer das formas estive particularmente atento ao jornal "O Benfica" e ao "jornal i" para perceber se os directores dos jornais ou o próprio Afonso de Melo esclareceriam a situação. Até agora nem uma palavra sobre o assunto. E muito menos da comissão de carteira de jornalista. Não devem ter internet por aquelas bandas...

Não havendo reação sobre esta pouca vergonha, Afonso de Melo tem continuado a espalhar o ódio, senão vejamos.

Análise da jornada


Jornal I - 22/01/2018

No habitual peça de análise à jornada Afonso de Melo mostra algumas das suas credenciais. Diz o artista que o Sporting está "cada vez mais envolvido nas guerrilhas pessoais do seu presidente que, quer se queira ou não provocam desgaste psicológico na equipa". É engraçado que este senhor considere que as guerrilhas de Bruno de Carvalho desgastem a equipa do Sporting, mas não achar que acontece precisamente o mesmo com o Benfica relativamente ao caso dos emails. Aliás, Afonso de Melo não sabe sequer que existe o caso dos emails, afinal de contas, o jornal i nunca escreveu uma única linha sobre o assunto. Afonso de Melo pergunta se o Sporting "abana ou não abana?". Bem, eu gostava era de saber se a comissão de carteira de jornalista vai abanar com este artista retirando-lhe de imediato o estatuto. 

Sobre o Porto considera uma "traquibérnia estabelecida com esta historieta da Amoreira, difícil de entender do ponto de vista da harmonia natural de um cérebro que funcione a meio gás". Classe pura. Mas o mais interessante está mesmo nas questões políticas da coisa. Diz o artólas que "pelo que conheço de Luís Filipe Vieira e da estrutura política que tem instalada no clube, não vai o Benfica ao mercado buscar um jogador que possa fazer o lugar de Krovinovic". Coincidência ou não foi esta a teoria que foi passada nos programas de ontem pelos cartilheiros do Benfica. 

Recordo só que estamos a falar de mesma personagem que no início da época quando o Sporting se encontrava em primeiro lugar, dizia coisas como estas: "Os rapazes de JJ(...) parecem decididos a manterem-se longe das vulgares tranquibérnias do seu presidente e respectivos apaniguados obedientes, arranjando guerras gratuitas a torto e a direito que agora até metem o muitíssimo desconfortável prova provada pelos ingleses de uma oferta por William Carvalho que toda a estrutura de Alvalade jurou a pés juntos de mão estendida sobre o Novo Testamento que nunca teria existido. Enfim. Nada de novo no reino da selva leonina, por esse prisma. Ignorem os jogadores essas trampolinices". 

O que a avença obriga


Para que se perceba melhor o nível da figura, deixo-vos com os títulos e sub-títulos dos artigos que Afonso de Melo escreveu para o jornal "O Benfica" desde o início do mês de Dezembro até à edição da semana passada. Infelizmente, não consegui arranjar jornais mais antigos, mas as últimas 7 crónicas são elucidativas do percurso deste senhor. 




É engraçado constarmos que o clube do tal presidente que pede para não se falar dos outros, se dediquem páginas inteiras a atacar os rivais. Normalmente, os ataques ao Porto surgem de Afonso de Melo, ficando os ataques ao Sporting a cargo do pateta do Pragal Colaço.

Sobre os emails, nem uma linha. É o chamado branqueamento à Benfica. Ainda ontem escrevi escrevi um post sobre a coação que o Benfica está a fazer à comunicação social para que não publiquem nada relacionado com o caso dos emails (aqui).  Bem, de uma coisa o jornal I e Afonso de Melo estão livres. Contra eles não haverá nenhum processo criminal interposto pelo Benfica por publicarem notícias relacionadas com o caso dos emails, até porque a única notícia que fizeram sobre o assunto foi no dia seguinte às buscas ao estádio da luz e nas residenciais de Luís Filipe Vieira e outros artistas da mesma estirpe.



Ainda há por ai alguém que dúvide da utilidade desta avença por "questões políticas"?


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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O lápis vermelho no caso dos emails


Neste fim-de-semana o site que tem divulgado os leaks dos emails do Benfica disponibilizou o email que o Benfica enviou para diversos órgãos de comunicação social com o intuito de fazer com que estes se "abstenham de publicar" qualquer tipo de informação relativa ao denominado "caso dos emails".

A declaração de guerra



Depois de ameaçarem cidadãos comuns com cartas enviadas para as suas entidades patronais (aqui) e de ameaçarem os próprios colaboradores do clube com processos crime e processos disciplinares (aqui), o Benfica virou-se para a Comunicação social. 

Esta ameaça à imprensa já tinha sido noticiada na semana passada, mas agora que o email é publico ficamos ainda com uma melhor noção do que é que João Correia e José Luís Pereira Seixas pretendem. Este email é uma verdadeira declaração de guerra à liberdade de imprensa e é algo que deveria merecer o máximo repudio por parte de todos estes órgãos. Mas, olhamos para esta tudo isto e verificamos que apenas o jornal Ojogo e o Jornal de Notícias é que fizeram notícia com o caso. 


Perante a atitude de ameaça e coação por parte do Benfica a imprensa está absolutamente calada. Onde está o sindicado de jornalistas a criticar este condicionamento? Onde estão os directores de jornal a escreverem editoriais sobre esta matéria? Onde está a solidariedade da restante imprensa? E sobretudo, onde estão as notícias sobre o caso dos emails? Não estão. E é fácil de perceber que o condicionamento está a surtir efeito.

Ainda na semana passada foi denunciado o caso absolutamente vergonhoso do deputado Sérgio Azevedo. Podem saber tudo sobre o caso (aqui). Sabem quantas notícias foram feitas sobre este escândalo? Bola! 

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Triste Sado


Azia, angústia, frustração, tristeza, raiva ou desalento. Todas estas palavras são bem representativas dos sentimentos que os Sportinguistas viveram na passada sexta-feira, após o empate frente ao Vitória de Setúbal. De imediato os Sportinguistas abriram o seu coração e expressaram todos estes sentimentos nas redes sociais. Algo absolutamente normal. Publicamente não escrevi nada sobre o assunto, mas em privado com outros Sportinguistas disse coisas sem qualquer ponta de racionalidade sobre o assunto. É assim o futebol. Compreender que reacções a quente raramente são justas, também deve ser algo que os Sportinguistas têm de perceber, assim como os jogadores, treinadores e presidentes. Por isso decidi arrefecer um pouco até escrever algo sobre o jogo. E sim, foram mesmo precisas 60 horas para a azia acalmar. 

O jogo


O Sporting fez uma exibição que em circunstâncias normais chegava para vencer o jogo sem problemas. A equipa criou várias oportunidades de golo frente a um Vitória de Setúbal absolutamente inofensivo. O Sporting apresentou-se em Setúbal na liderança do campeonato e com um registo muito bom na época, estando a lutar em todas as frentes. O problema é que a equipa achou que o jogo seria resolvido com maior ou menor dificuldade. Nunca na vida o Setúbal empataria frente ao todo poderoso Sporting, pensaram os nossos rapazes. Infelizmente, enganaram-se redondamente. Um exemplo claro desta atitude ficou visível nos momentos de finalização, onde os jogadores se apresentaram completamente tranquilos depois de falharem um clara oportunidade de golo. Um relaxamento total quando o jogo estava longe de estar fechado. Se alguém tem dúvidas, basta comparar a expressão que os jogadores fizeram quando falharam oportunidades de golo na Champions com o que vimos em Setúbal. 

Da soberba ao derrotismo


A soberba que invadiu a equipa deve ser expurgada definitivamente do Sporting CP. Quem não perceber que todos os jogos são para serem jogados no limite do 1º ao último minuto não pode fazer parte da família Sportinguista. Mais do que qualquer outra questão técnica - que acho irrelevante no jogo de Setúbal - é na vertente mental que me parece que Jorge Jesus acaba por ter alguma culpa neste empate. Percebermos que foi por completo demérito da nossa equipa que perdemos 2 importantes pontos é o que nos queima mais a alma. É inadmissível e não pode ser repetido.

Mas esta também é a equipa que entrou em Setúbal na liderança da Liga, a equipa que fez uma excelente Champions League contra dois colossos como a Juventus e o Barcelona. Esta é também a equipa que se qualificou para as meias-finais da Taça da Liga e da Taça de Portugal e que estará a lutar pelo sonho na Liga Europa. 

Esta equipa tem crédito pelo que tem feito durante a época, e não é por um desaire inesperado que os Sportinguistas devem retirar a sua confiança e cair numa espiral de derrotismo. Relembro que ainda estamos a meio da época e há muito para disputar.

União de Aço 


A união de aço preconizada pelo Sporting só funciona se todas as partes cumprirem os pressupostos definidos. A equipa tem de ter responsabilidade, atitude e compromisso com o clube. Estas tem de ser as pedras basilares do Sporting. Todos sabemos que no futebol a diferença entre o sucesso e o insucesso pode ser muito ténue. Agora, estes três pilares têm de estar representados a cada exibição. Isto é inegociável.

Do outro lado desta união que se quer de aço, os adeptos têm de continuar com exigência máxima e apoio total a esta equipa nos momentos bons e sobretudo nos maus. Com todos estes factores bem vincados durante a época temos tudo para sermos felizes. 

Da parte da equipa gostei de ver o presidente, treinador e jogadores a assumirem as responsabilidades, mas isso por si só não chega. É dentro do campo que quero ver responsabilidade na representação dos nossos valores. Neste sentido, a mensagem de Fábio Coentrão e em particular a atitude de empenho total que demonstrou em Setúbal são bons indicadores.


Para que não restem dúvidas, quero muito ganhar a Taça da Liga. Apesar de saber que é a competição menos importante do calendário, não há qualquer desvalorização da minha parte em relação a esta competição. Enquanto adepto vou cumprir com a minha parte do acordo nesta união de aço, e lá estarei em Braga a apoiar o Sporting. Cabe agora à equipa fazer a sua parte. Todo o respeito pela equipa do Porto que também está a fazer uma excelente época, mas meus senhores, não há desculpas, é para ganhar. 

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