A Benfica carimbou ontem o passaporte para casa nas competições europeias desta época. Num grupo onde eram cabeças de série, os encarnados fizeram história ao serem a primeira equipa nesta condição a ficar no último lugar do grupo da Champions. É por isso importante revermos aquilo que foi o discurso do navegador Rui Vitória durante as conferencias de imprensa no final das 5 partidas já realizadas.
Discurso de Professor
É confrangedor analisar o discurso do técnico encarnado durante toda a competição. Destaco dois momentos absolutamente maravilhosos. O primeiro ocorreu no final do primeiro jogo, com Rui Vitória a garantir que o Benfica iria buscar os pontos perdidos aos estádios dos rivais. Em Basileia levou 5 e em Manchester e Moscovo perdeu por dois golos. No total o Benfica sofreu 9 golos e não marcou nenhum nos campos onde Vitória tinha prometido recuperar pontos.
Depois, o segundo momento aconteceu na noite passada:
De facto, com padres, piriquitos e outros artistas de inegável categoria a coisa fica mais fácil. Talvez seja hora de o Benfica internacionalizar a sua marca. Podem sempre contratar o Blatter e o Platini como consultores.
Nada se perde, tudo se transforma
Depois dos 5 secos em Basileia toda a gente percebeu que Benfica tinha o seu destino carimbado. Desse dia em diante o jornal Abola centrou-se naquilo que poderia ser mais útil. O pensamento de Serpa, Delgado e Guerra deve ter andado por aqui: "Já que não vamos ser apurados, pelo menos propagandeamos a treta do Seixal." Se não foi assim, deve ter sido parecido.
Vejamos: antes do jogo em casa com o Manchester United, assistimos a um verdadeiro espectáculo de propaganda em torno de Svilar. Para a deslocação a Manchester o foco virou-se para Rúben Dias, "o novo patrão". Para fechar em beleza, o jornal Abola mete um barrete na cabeça de Diogo Gonçalves. E aqui acertaram na mouche! Que bem lhes fica o barrete...
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