sexta-feira, 28 de julho de 2017

O vergonhoso caso de Keaton Parks


Começa a ficar complicado acompanhar tanta vergonha no futebol português. Hoje trago o caso absolutamente vergonhoso de Keaton Parks. Em Janeiro deste ano o nome de Keaton Parks foi apontado ao Benfica pelo jornal Ojogo que como sabemos tem excelentes contactos com os clubes do norte. 

Jornal Ojogo 4/01/2017

Keaton Parks rescinde e o Varzim recorre ao TAD


Curiosamente, após o interesse do Benfica...

No dia 21 de Fevereiro de 2017, Keaton Parks enviou uma comunicação a rescindir o contrato de trabalho desportivo com o Varzim. O Varzim  respondeu no dia 28 de Fevereiro com uma acção de oposição de reconhecimento da justa causa alegada pelo jogador  no tribunal arbitral do desporto (TAD). Importa referir que de acordo com os regulamentos, um jogador só pode inscrever-se por outro clube caso se encontre validamente desvinculado, o que no caso de rescisão contratual, equivale a dizer, se lhe for reconhecida justa causa na rescisão contratual. Importa referir que ficou desde logo marcada uma diligência processual no TAD para o dia 6 de Junho.

Atalhos à Benfica


Link da notícia (aqui)

No dia 30 de Maio, o jornal Record anunciou que Keaton Parks estava a caminho do Benfica. Curiosamente, uma notícia que surge poucos dias depois da Comissão Arbitral Paritária ter dado razão ao atleta. Só que estamos a falar de uma comissão completamente incompetente para julgar este assunto e que NUNCA notificou o Varzim para se pronunciar sobre o assunto. Passo a explicar:

Nos termos da Lei n.º 74/2013 de 06 de Setembro, que criou o TAD, posteriormente alterada pela Lei n.º 33/2014, de 16 de Junho, foi atribuído ao TAD a competência arbitral anteriormente atribuída à Comissão Arbitral Paritária formada entre a LPFP e o SJPF, que se manteve em vigor apenas até 31 de Julho de 2016, tendo a partir de então sido extinta.

Ou seja, com a criação do TAD a comissão arbitral paritária foi extinta a 31 de Julho de 2016, ficando o TAD com essas competências. Este processo de extinção da Comissão arbitral paritária contou até com forte oposição do sindicato dos jogadores, como se pode ver de seguida:

Link da notícia (aqui)

Mas estes senhores tanto esgravataram que conseguiram recuperar a comissão arbitral, que entrou em funções a 28 de Março deste ano, num processo que ficou conhecido do grande público pelo facto de um dos escolhidos para essa comissão ser o senhor João Pinheiro, benfiquista e comentador da BTV.

Os benfiquistas Lúcio Correia e João Pinheiro  

Dos três membros escolhidos para o nova comissão arbitral, dois são adeptos do Benfica. Com a denuncia que o blog "Tu Vais Vencer" fez sobre o senhor João Pinheiro, a Liga e o sindicato não tiveram outra opção senão mostrar a porta de saída a esse artista, que depois disso passou ainda a ser mais incisivo nas críticas a Bruno de Carvalho e ao Sporting. Aconselho a leitura do post do Blog "Tu Vais Vencer" (aqui) e de dois posts fiz sobre esse artista (aqui) e (aqui).

Talvez agora seja mais fácil aos leitores perceberem a necessidade de o polvo abraçar o maior número de áreas possíveis.

Uma completa ilegalidade


Como vimos em cima, de 1 de Julho de 2016 a 27 de Março de 2017 a única entidade competente para resolver estes casos era o TAD. Ora, se o jogador rescindiu com o Varzim a 21 de Fevereiro de 2017, o caso tem de ser resolvido pelo TAD e nunca pela comissão arbitral, que aliás só entrou em funções mais de um mês depois da rescisão do jogador.

Posto isto, qualquer pessoa compreenderá que na presente situação a Comissão Arbitral Paritária era, e é, incompetente para decidir do processo de oposição de reconhecimento de justa causa para efeitos desportivos.

Fica claro perante todo o país a incompetência - para não lhe chamar outra coisa - da Comissão Arbitral, que tudo fez para defender o Benfica mesmo sabendo que não tinha qualquer competência e legitimidade para apreciar o caso, num caso que está no TAD desde 28 de Fevereiro. Alguém me explica como é que o Varzim poderia ter dado entrada do processo na comissão arbitral que na altura nem sequer existia? Alguém me explica como é que a comissão arbitral decide este caso sem NUNCA ter ouvido ou notificado o Varzim de qualquer elemento processual? 

Estamos perante um escândalo que tem de ser rapidamente resolvido com a demissão imediata de todos os membros desta comissão arbitral. Isto é brincar com o futebol português. 

Benfica assina com o jogador


Link (aqui)

No passado dia 25 o Benfica anuncia Keaton Parks como reforço da sua equipa B. Com o objetivo de impedir a inscrição do médio para esta época, o Varzim interpôs uma providência cautelar e o TAD decidiu que a CAP não tem competência para julgar o caso, impedindo Keaton de ser inscrito por outro clube até que seja conhecida a decisão. Sustentada na aprovação da CAP, a Liga aceitou a inscrição de Keaton Parks e enviou a mesma para a FPF que teve outra leitura e baseou-se na decisão da TAD para recusar inscrever o jogador, já tendo notificado o Benfica.

Uma vergonha sem fim


Este caso é apenas mais um a somar a um sem fim de irregularidades preconizadas por alguém que sempre disse que o poder nas instâncias desportivas era mais importante do que os bons jogadores. E isso é provado todos os dia. 

Importa referir que o Varzim tem defendido intransigentemente a sua posição e até vai apresentar na Liga uma queixa contra o Benfica. Segundo Pedro Faria, presidente do Varzim "o Benfica tem de ter mais respeito por uma instituição centenária como o Varzim". 

Em Janeiro o Benfica manifestou interesse no jogador. Em Fevereiro o jogador rescinde com o Varzim. Em Março é reactivada comissão arbitral paritária composta por "meninos queridos" e que de forma completamente ilegal, dá razão ao jogador e permite a sua inscrição pelo Benfica. E tudo isto acontece com a completa conivência da imprensa portuguesa. Obviamente, tudo isto é uma enorme coincidência.

De qualquer forma, já todos sabemos como é que o processo no TAD vai acabar, não fosse o famoso Ricardo Costa, o vice-presidente do conselho de arbitragem desportiva do TAD. Quem não se lembra dos quatro anos em que este artista esteve à frente do Conselho de Disciplina!? 

Curiosamente, Ricardo Costa também é consultor da Abreu Advogados, a tal empresa que defende o Benfica no caso dos emails e de onde dois dos novos delegados da Liga saíram, como podem ver (aqui) e (aqui).

Link (aqui)

Coincidências...

PS: Adorava saber que escritório de advogados defende o atleta.

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Os delegados do Reino do Algarve


Depois do post sobre a "coordenação" entre o jornal Record e a Associação de Futebol do Algarve, quero falar um pouco do comunicado sobre a incompatibilidade de funções dos seus delegados. Vou colocar o comunicado na integra mas dividido por vários prints para ir comentando ponto a ponto. Vamos lá.

Levantou poeira...



Desde logo é muito interessante verificar que o comunicado principia com a teoria da poeira. Uma pequena variação à "teoria da lama" utilizada por amigos de outras andanças. Com sorte ainda vão exigir uma indemnização de 14 milhões.

Não posso falar pelos comentadores, nem pelos blogues ou redes sociais. Falo por mim. E perante a teoria das suspeitas lançadas, tenho a dizer que o que escrevi não são suspeitas, são factos. E bem sei que isso causa alguma irritação no reino do Algarve, mas é a vida.

O momento de comédia deste comunicado chegou ao terceiro parágrafo, quando os senhores do reino do Algarve trazem à colação o código deontológico dos jornalistas e a conivência das direcções de informação. E ainda bem que foi a própria Associação de Futebol a levantar essa questão, até porque encaixa como uma luva no senhor Armando Alves, jornalista do Record desde 1 de Setembro de 1986. Curiosamente, o senhor Armando Alves acumula a função de jornalista nesse diário com o cargo de Coordenador editorial da revista da AF Algarve desde Janeiro de 2006, como demonstrei (aqui).

Já que falam no código deontológico dos jornalistas e perante a notícia publicada ontem por Armando Alves no jornal Record, quero deixar aqui o que diz o código deontológico dos jornalistas:

Link (aqui)
É engraçado perceber como este ponto 10 do código deontológico se enquadra na perfeição em Armando Alves e na AF Algarve. Incompatibilidade? Nahhh. E o Record continua a bater palmas a isto.

Continuando com a análise ao comunicado:

"Função não é cargo" ou "dolo sem intenção"



É importante que as pessoas percebam que este comunicado omite questões de extrema relevância. Falam num parecer do Conselho de Justiça mas não referem que conselho de Justiça é esse. Será o Conselho de Justiça da FPF ou o Conselho de Justiça da AF Algarve? Por que será que isto foi omitido? Estarão com medo de dizer que o parecer é do Conselho da Justiça da própria associação? E é um parecer vinculativo? Se sim, vincula quem: AF ou FPF? E porque é que o parecer não é divulgado para que de uma vez por todas se fique a perceber quem o assinou e as verdadeiras fundamentações?

Depois, estes senhores não têm a coragem de dizer que o tal parecer é datado de 2005. E eu pergunto: que relevância pode ter um parecer com 12 anos, face a todas as alterações sociais e regulamentares que foram feitas ao longo deste período?

Segundo o comunicado, esse parecer milagroso afirma que não existe incompatibilidade porque "a condição de delegado se traduz no exercício de uma função e não no exercício de um cargo". Ora digam lá que isto não é surreal. Mais um "dolo sem intenção" para a mesa do canto se faz favor...

Vejamos o que dizem os estatutos da AF Algarve:

Artigo 9º ponto 4 - Link (aqui)

No comunicado, os senhores do reino do Algarve "lançam poeira para o ar" afirmando que a AF Lisboa não é uma associada da Liga, que é a entidade que gere os delegados. Isso é um facto tão indesmentível como irrelevante para o caso. O enquadramento à situação de incompatibilidade está sublinhado a amarelo no print anterior, e está relacionado com a ilicitude de "exercer cargos em quaisquer organizações nacionais directamente relacionadas com o Futebol". Ora, se a Liga de clubes não é uma organização ligada ao futebol, vou ali e já venho...

Critérios de admissão de delegados para 2017/2018 - Link (aqui)
É importante referir que no concurso de admissão de delegados para esta época está a condição de não serem agentes desportivos ligados por qualquer forma ao futebol profissional. Aqui está mais um ponto que prova o completa irrelevância de um parecer com 12 anos.

Mas existe ainda um argumento mais importante e que desmonta por completo a validade do parecer.

Parecer não se enquadra na função de Reinaldo Teixeira



Como já vimos, para além de Reinaldo Teixeira, coordenador dos delegados da Liga e Presidente da Mesa da Assembleia Geral da AF Algarve, também Albertino Galvão, delegado da Liga e vice-presidente da AF. Algarve está em situação de incompatibilidade.

Em 2005 o parecer foi emitido para o caso de Reinaldo Teixeira que na altura era delegado da Liga. Logo, quanto muito poderia ser usado como arma de defesa de Albertino Galvão nos dias de hoje, uma vez que ocupa o cargo de delegado da Liga.

Actualmente Reinaldo Teixeira não é delegado da Liga, mas sim coordenador de todos os delegados, logo esse parecer nem sequer se enquadra na situação actual do líder dos delegados. E aqui eu faço a pergunta do milhão de dólares: Coordenador dos delegados da Liga é um cargo ou uma função?

Estou muito curioso para saber o que vão inventar a seguir para justificar um claro caso de incompatibilidade.

Quem escreveu o comunicado? 



É interessante verificarmos que a AF Algarve decidiu dar uma explicação histórica sobre a forma como os delegados eram escolhidos, algo que foi alterado há dois anos. Até por aqui se percebe que por todas as alterações regulamentares e sociais, o parecer de 2005 está completamente desactualizado e só serve para perpetuar no poder alguns artistas como os que tenho aqui apresentado. Mas porque é que a AF Algarve tem de se pronunciar sobre isto?

A AF Algarve vai ainda mais longe e assume as dores do coordenador dos delegados, ameaçando "sem pretender, por ora, entrar na verdadeira razão pela qual alguns colocaram a circular estas questões, mas conhecendo a quem poderiam beneficiar". E aqui acho que há matéria mais do que suficiente para a comissão de instrutores da Liga abrir um processo de averiguações. O que é que a AF Algarve está a insinuar?

Um verdadeiro ditado


Digam lá que este comunicado não parece um ditado. E continua...


A AF Algarve considera que o concurso para novos delegados se realizou em "moldes inovadores". Lindo!!! Mas o que é que a AF Algarve tem a haver com os moldes em que realizou a escolha de delegados? E ainda tiveram a lata de "lançar mais poeira para o ar" afirmando que existiam 8 vagas para 400 candidatos. Algo que é mentira! Existiram sim 4 vagas para 400 candidatos e depois mais 4 vagas para os senhores que fizeram a pós-graduação dos 3600€.

E para fechar, a própria AF Algarve ainda acusa candidatos "não aprovados" de fomentarem esta polémica. Algo que também é falso. Não vi nenhum dos "não aprovados" a reclamar publicamente. Quem deu a cara contra a forma a Liga renovou os quadros foram dois ex-delegados: César Pereira e Ana dos Santos.

A dignidade e a honra



É engraçado vermos um comunicado assinado por um dos visados neste assunto, como é o caso de Albertino Galvão, vice-presidente da direcção. De facto, é sempre mais fácil ser juiz em causa própria.

Para fechar, a ameaça habitual a todos os que atentaram contra o "bom nome, a dignidade e a honra da instituição e dos que emprestam o seu tempo ao serviço da mesma." Por falar em questões deste género, Alves Caetano, presidente da AF Algarve é um expert na matéria.





Resumindo

- A AF Algarve está preocupada com o código deontológico dos jornalistas, mas tem nos seus quadros Armando Alves como coordenador editorial da revista da AF Algarve. Esse senhor acumula as funções com as de jornalista do jornal Record. Foi também esse senhor quem escreveu uma notícia manipuladora sobre a  AF Algarve na passada segunda-feira entrando em incumprimento do ponto 10 do código deontológico dos jornalistas.

- O parecer tem 12 anos e não está claramente adequado ao futebol actual. Na altura os delegados eram nomeados pelas Associações e pelos clubes. Hoje há um processo de selecção completamente diferente e uma das condicionantes passa pelo facto de os candidatos não estarem ligados de qualquer forma ao futebol profissional.

- O parecer foi feito para a função/cargo de delegado, logo nunca pode ser utilizado para defender a situação de Reinaldo Teixeira que é coordenador dos delegados.

- Neste comunicado, a AF Algarve assume de forma vergonhosa as dores de Reinaldo Teixeira e tenta a todo o custo defender o escandaloso processo de renovação dos quadros de delegados onde Reinaldo Teixeira teve um papel fundamental.

- A falta de vergonha ficou também bem patente quando um dos "incompatíveis" teve a lata de assinar este comunicado.

E é este o futebol que temos em Portugal. A Liga e a FPF continuam a assobiar para o lado, mas não o vão conseguir por muito mais tempo. Já o disse e volto a repetir, ainda nem cheguei a meio do caminho sobre este assunto.


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terça-feira, 25 de julho de 2017

Olha que bem coordenados que eles são...


A Associação de Futebol do Algarve decidiu sair a terreiro na defesa de Reinaldo Teixeira e Albertino Galvão, dois dos delegados que considero estarem em situação de ilegalidade, como denunciei no passado dia 9 de Julho (aqui).

Habemus resposta


É interessante verificar que foi preciso esperar 3 semanas para que alguém se pronunciasse sobre esta situação. Neste caso, estão directamente envolvidos: o coordenador dos delegados, cinco delegados, a AF Algarve, AF Coimbra, AF Lisboa, AF Santarém, Liga Portuguesa de Futebol Profissional e Federação Portuguesa de Futebol. Todos eles já deveriam ter esclarecido esta situação. Mas, mais vale tarde do que nunca...

Ontem coloquei novo post sobre este assunto, utilizando como base um post de Facebook de Bernardino Barros de dia 17 de Julho. O post de ontem pode e deve ser lido (aqui) até para ficar mais fácil perceberem a o "escaldão" provocado pelo reino do Algarve. 

Coincidências e curiosidades...


Curiosamente, passadas cerca de 3 horas e meia de ter colocado o meu post online, o jornal Record teve acesso privilegiado ao conteúdo de um comunicado da Associação de Futebol do Algarve, como podem ver de seguida:

Link da notícia (aqui)

Ao ler a notícia saltaram-me quatro situações à vista: a hora a que foi publicado (17:43h), o título e a foto escolhidas e o facto de na notícia do jornal Record não estar referido quem é que assinou o comunicado da AF Algarve. 

Por volta das 18:00h tive contacto com a notícia através de um leitor. Nessa mesma altura confirmei no site da AF Algarve e no facebook da associação se algum comunicado tinha sido publicado. Curiosamente, não encontrei nada. 

Por coincidência, o comunicado a que o jornal Record teve acesso antecipado só foi colocado online por volta às 19:45, precisamente duas horas depois de o jornal Record ter publicado a notícia, como podem ver no print seguinte:

Link (aqui)

1- Como é possível um jornal ter acesso antecipado a comunicados oficiais de instituições, duas horas antes de serem publicados oficialmente pelos órgãos de comunicação da AF Algarve? Por certo é coincidência...

2 - Perante um título como "CJ VALIDA ACUMULAÇÃO DE FUNÇÕES DOS DELEGADOS", os leitores são imediatamente levados a acreditar que o Conselho de Justiça se pronunciou no próprio dia sobre esta questão. Nada mais falso. Estamos a falar de um mero parecer que continua escondido e que é datado de 2005. Mas, por certo também é coincidência...

3 - Depois olhei para a foto e vi Reinaldo Teixeira, um dos implicados nesta ilegalidade. É curioso que tenha sido escolhida uma foto deste senhor para ilustrar a notícia. E mais curioso ainda é o facto de ter sido escolhido um sorridente Reinaldo Teixeira. Obviamente, também será uma coincidência...

4 - Para fechar, verifiquei que na notícia não constava o nome das pessoas ou órgão que assinaram o comunicado da AF Algarve. Como é possível um comunicado deste género não ter sido assinado? 

E pronto, fechamos por aqui as coincidências relativamente a esta notícia do jornal Record. Mas há outro tipo de coincidências...

O Jornaleiro


Perante tanta coincidência fiquei curioso em saber mais sobre a pessoa que escreveu uma "peça jornalística" deste género. Senhoras e senhores, apresento-vos Armando Alves.


Como podem verificar estamos a falar de alguém com 30 anos de serviço no jornal Record. 


Armando Alves teve a felicidade de poder estar presente na final do Euro 2016, o que sempre algo interessante para colocar no cv. Cada vez mais me convenço que só eu é que não fui ver a final. Se calhar tenho de começar a meter combustível na Galp.


O nosso amigo Armando tem um "fraquinho" pelo Benfica, mas provavelmente o seu grande amor é o anti-Sporting. 








Acho que já perceberam, certo?  Aqui fica a forma como o jornalista Armando Alves reagiu à notícia que indicava Reinaldo Teixeira como novo coordenador dos delegados da Liga.


Eu diria até que a figura de Reinaldo Teixeira não tem só "prestigiado e engrandecido" o futebol nacional. O trabalho fantástico deste senhor deve ser reconhecido até em termos internacionais, ao nível de figuras como Michel Platini, Joseph Blatter ou Angel Vilar. 

Voltando ao futebol algarvio, o nosso amigo também é um grande apreciador da Associação de Futebol do Algarve, senão vejamos:


Aqui está Armando Alves a discursar num palanque da Associação de Futebol do Algarve, com uma bandeira da Associação de Futebol do Algarve em pano de fundo e também com um polo da Associação de Futebol do Algarve. 

Um escriba com dois patrões


Curiosamente, para além da relação profissional com o Record que como vimos dura há mais de 30 anos, o nosso amigo Armando Alves é também coordenador editorial da revista da Associação de Futebol do Algarve desde Janeiro de 2006, como podem ver no link seguinte:

Link da revista (aqui)
E fica também a edição deste mês para não haverem dúvidas: 

Link da revista (aqui)
Isto deve ser complicado servir dois patrões ao mesmo tempo, não? Fico curioso para saber o que irá fazer o Record perante um funcionário que anda claramente a passar as mensagens que interessam à Associação de Futebol do Algarve num jornal que deveria ser isento. Incompatibilidade? Nada disso!

Com sorte, pode ser que o Record tenha no seu arquivo um parecer qualquer dos anos 60, assinado pela alta concorrência para a propaganda do regime, que prove que aqui não há incompatibilidade nenhuma.

PS: E ainda há gente que diz que o Reinaldo Teixeira não coordena bem.

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