segunda-feira, 2 de setembro de 2019

10 notas sobre o Sporting-Rio Ave


Aqui ficam 10 apontamentos sobre a derrota que nos tirou a liderança da Liga e nos enviou para o 5º lugar da classificação.

Ervado


A época ainda agora começou e o relvado de Alvalade está uma completa miséria, fazendo lembrar outros tempos. Depois de nos últimos anos se ter conseguido resolver o problema crónico do relvado, parece que os problemas estão de volta, mantendo a tendência negativa da segunda metade da época passada. Já vai sendo tempo de esta administração da SAD cuidar do seu património. 

Sporttv ou BTV10?



De facto, os Sportinguistas têm mesmo de ver os jogos em "mute" tamanha é a falta de vergonha nas escolha dos comentadores para os nossos jogos. Depois de termos levado com a Helena Costa nos primeiros jogos da época, eis que a desfaçatez destes senhores foi ainda mais longe, uma vez que para o jogo desta jornada o escolhido foi José Sousa, antigo jogador do Benfica e cartilheiro na Benfica TV, que com a sua parcialidade habitual lá foi batendo no Sporting. Isto já só falta mesmo levarmos com os lampionissímos Rui Amaro ou Pedro "uish" Henriques. 


Defesa patética


E vão mais 3 golos encaixados. Nos 5 jogos oficiais realizados esta época sofremos uns incríveis 11 golos, o que dá uma média de mais de 2 golos sofridos por jogo. Algo para o qual fui alertando ao longo da pré-época, fase em que fomos a equipa da 1ª Liga com mais golos sofridos. Precisamente 11 golos, mas em 6 partidas realizadas. Vejamos os números de Marcel Keizer à frente dos destinos do Sporting.


Portanto, em apenas 10 dos 48 jogos realizados é que conseguimos terminar sem sofrer golos (cerca de 20%). Em termos médios falamos de 1,2 golos sofridos a cada jogo realizado. 

Oportunidades? Onde


Para além do primeiro golo, que surge num mau alívio da defesa do Rio Ave e de um golo às três pancadas que surgiu de um lançamento de linha lateral, o Sporting conseguiu apenas um par de remates à figura e um remate ao poste já na fase final do jogo. Paupérrimo para uma equipa que quer ser campeã nacional.

Mete o Bas Dost


Pela terceira jornada consecutiva o Sporting vai a jogo com um único ponta de lança nos convocados. Se isto não é amadorismo puro, não sei o que será. Nos dois jogos anteriores estivemos sempre na frente do marcador e nunca foi necessário chegar ao momento de "meter toda a carne no assador" como diria Quinito. Nesta partida, com o resultado desfavorável para o Sporting, Keizer olhou para o seu banco e o melhor que conseguiu encontrar foi o jovem Plata, que fez a estreia com a camisola do Sporting.

Portanto, Keizer pediu a um rapazinho que jogou pela primeira vez uma partida de futebol sénior na vida e que entrou já nos minutos finais do jogo, para virar a partida a favor do Sporting. Isto quando na semana passada com o jogo controlado em Portimão com 2 golos de vantagem, desperdiçou a oportunidade de estrear o rapaz sem pressão. Mas enfim, é o que temos. É esta a gestão fantástica dos nossos recursos.

Um hino à incompetência


Esta partida ficou também marcada pelo regresso de Carlos Mané a Alvalade, numa partida disputada numa fase em que o mercado está aberto. Ora, se o Sporting ofereceu o jogador sem custos ao Rio Ave e se sabia que esta partida se realizaria em período de mercado, porque raio é que não cedeu o jogador ao Rio Ave só depois de o jogo estar realizado? Desta forma não permitia que o adversário tivesse mais uma opção para este jogo. Isto parece-me básico. No limite, tinham cedido o jogador, mas tinham feito um acordo de cavalheiros para que o atleta não jogasse esta partida. Por acaso o atleta não foi decisivo para a derrota do Sporting, mas vamos imaginar se ele tem marcado o golo da vitória da equipa de Vila do Conde. Como era?

Pensei que já tínhamos aprendido a lição dos tempos em que emprestamos o Wender ao Braga nas vésperas de um jogo contra nós em que o rapaz acabou por nos marcar 2 golos.

Link da notícia (aqui)
Parece que o senhor que conta com "mais de 4000 mil dias de futebol" ainda não aprendeu este truque.

Reinan não apareceu


Desta feita Renan não esteve inspirado nos pontapés de penálti e acabou por não conseguir disfarçar - como fez contra o Braga - as insuficiências evidentes de uma equipa que não joga um charuto e que nem sequer tem capacidade de controlar o jogo.

O tal gabinete de performance


Mais uma vez, os jogadores do Sporting não conseguem sequer chegar a meio da segunda parte em condições físicas suficientes para disputarem todos os lances com os adversários. Algo que é absolutamente inaceitável. 

O apito


Por muito que nos custe, as três grandes penalidades foram bem assinaladas. No lance do 2º penálti, a Sporttv não passou imagens do ângulo que mostra que existiu um toque de Coates a derrubar o adversário. Imagens que só aparecerem no programa Juízo Final. Mas mais importante do que os penáltis foi a forma patética como o Mostovoi de Viatodos conduziu a partida. Obviamente, nunca se marcariam 3 penáltis contra os nossos rivais nas suas casas.

Vitória justa


Nada a dizer da vitória do Rio Ave. Foi sempre a equipa mais esclarecida, a equipa que soube o que estava a fazer em todos os momentos do jogo, a equipa que não abdicou da sua forma de jogar, a equipa que na adversidade do resultado foi mudando as suas peças e arriscando mais, etc. No fundo, foram tudo o que o Sporting não foi. É triste chegarmos a ponto de ver Carvalhal a dar um banho táctico ao treinador do Sporting, mas enfim, é o que temos.

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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

"Ah e tal o Bas Dost foi vendido porque não rendia com Marcel Keizer"


A transferência a preço de saldo de Bas Dost é um momento marcante da temporada leonina e quer-me parecer que durante muito tempo vamos falar sobre ela. Nesse sentido, começo por desmontar a teoria do sub-rendimento do atleta às mãos de Marcel Keizer.

"Ah e tal o Bas Dost foi vendido porque não rendia com Marcel Keizer"


Vamos a números:

Números de Bas Dost de 16/17 a 18/19

Começo a análise retirando José Peseiro e Tiago Fernandes da equação. A amostra destes dois técnicos é tão curta que não dá para tirar grandes conclusões. Contudo, em relação ao rendimento de Bas Dost com José Peseiro, parece-me importante recordar que o técnico só teve Bas Dost a 100% durante uma partida e meia. Marcou 2 golos na estreia no campeonato em Moreira de Cónegos tendo-se lesionado e saído ao intervalo da partida frente ao Setúbal na 2ª jornada da Liga. Só regressou à competição alguns minutos nos dois últimos jogos de José Peseiro à frente do Sporting.

Passando ao que interessa, verificamos que com Jorge Jesus, Bas Dost conseguiu uma média de um golo a cada 108 minutos. Curiosamente, com Marcel Keizer à frente da equipa a média de golos por minuto do jogador não é assim tão diferente, ficando-se pelo 112 minutos até marcar um golo. Uma diferença de apenas 4 minutos a mais até chegar ao golo. E não esquecer que na fase final da época passada o gigante holandês teve uma lesão que o afastou de 6 partidas. Ou seja, Bas Dost fez com Keizer o que sempre fez no Sporting: um golo a cada pouco mais de 100 minutos jogados.

Fica a pergunta aos Sportinguistas: são estes 4 minutos adicionais até chegar ao golo, em comparação com o período de Jorge Jesus, que provam que o jogador tinha de ser vendido porque não rendia sob a orientação e o esquema de jogo do treinador holandês?


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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

O grande desafio


Objectivo cumprido na deslocação ao sempre complicado reduto do Portimonense. Uma vitória tranquila que nos permite estar na liderança da liga juntamente com o Famalicão. 

O grande desafio


Nesta fase estamos precisamente com os mesmos pontos da época passada, com a diferença que os então pupilos de José Peseiro foram empatar ao Estádio da Luz, enquanto que nesta época deixamos pontos na Madeira frente ao Marítimo. Não fosse esse jogo miserável e poderíamos estar agora com uma vantagem de 3 pontos para os principais adversários. 

Esta é a quinta época seguida em que o Sporting termina a 3º jornada na liderança da Liga. O pior, infelizmente, tem estado no resto do campeonato. Deixo os dados das últimas 10 épocas no que às primeiras três jornadas diz respeito.


O grande desafio é estarmos em primeiro no final da 34ª jornada e não no final da 3º jornada, porque isso, como vimos em cima, tem sido um hábito. E para conseguirmos estar na frente no final do campeonato é importante que os Sportinguistas se unam em torno da equipa e que pensem jogo a jogo. É este o único caminho. Neste momento devemos estar focados em encher Alvalade para o próximo jogo contra o Rio Ave onde temos de conquistar mais três pontos. É aqui que podemos ser úteis à equipa. O resto do trabalho tem de ser feito pela equipa técnica, jogadores e pela estrutura directiva que tem ainda muito trabalho pela frente até ao fecho do mercado. Espero bem que a vitória de ontem não apague a necessidade imperiosa que o Sporting tem de ir ao mercado e de finalmente se reforçar com verdadeiros "reforços" e não com jogadores para fazer número. Neste momento o Sporting precisa de pelo menos 3 reforços capazes de entrar de imediato na equipa: um médio defensivo, um extremo e um ponta de lança. 

Posto isto, mãos à obra!

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