terça-feira, 30 de julho de 2019

O plantel e a pré-época - Os Guardiões


A análise que ontem fiz aos números da pré-época tem de ser complementada com uma análise sobre as escolhas que estão a ser feitas para o plantel e para o trabalho que foi sendo desenvolvido na pré-época. Neste sentido farei uma série de posts onde analisarei estas questões nas mais diversas posições, começando agora pela baliza leonina. 

No final da época passada tínhamos 5 guarda-redes "séniores" sob contrato: Renan, Luís Maximiano, Salin, Diogo Sousa e Viviano. 

O caso Viviano


Começo precisamente pelo internacional italiano, que não conta para o Sporting. E não conta porquê? Até hoje os Sportinguistas não tiveram a indicação sobre o que se terá passado para o guarda-redes italiano ter sido proscrito pelo Sporting. Viviano, que na minha opinião é só melhor guarda-redes do Sporting. Mas ok, vamos imaginar que o Viviano fez algo de muito grave que não lhe permite vestir a camisola do Sporting. Adiante.

"Reinan"


Em relação a Renan, parece-me que o papel preponderante que teve na conquista das taças na época passada fazem com que esteja mais valorizado do que nunca. Será difícil ter o atleta mais valorizado do que esteve neste verão. Não acho que o Renan seja um guarda-redes para o nível que um titular do Sporting deva ter, mas também me parece que não seria a maior das prioridade a troca de guarda-redes quando existem outras lacunas mais relevantes no plantel. Havendo a possibilidade de venda do Renan e de compra de um guardião de categoria não hesitaria. Situação que também ficaria resolvida com a venda do Renan e com o regresso do Viviano, mas isso será impossível. Portanto, apesar de não ser a minha opção aceito a manutenção de Renan como número 1.

O futuro que não é presente


Em relação ao Luís Maximiano, todos sabemos que estamos perante um jovem com muito potencial  e que nos próximos anos pode ser o titular do Sporting. Também neste caso fico com a ideia que o atleta está a ser mal gerido. Desde logo, quando na época passada não lhe foi dada uma oportunidade de fazer alguns jogos nos últimos dois meses, altura em que já não havia nada a disputar na Liga. Teria sido um bom momento para vermos o atleta em acção na primeira equipa do Sporting. Infelizmente, não foi essa a opção de Keizer. 

Luís Maximiano parte para esta época como número "2" do Sporting sem que tenha feito um único jogo oficial numa primeira equipa. Por muita qualidade que tenha - e tem - é um risco enorme estarmos a lançar o jovem desta forma na equipa principal. Basta recordarmos a forma como Svilar entrou no Benfica ou até mesmo as dificuldades que Rui Patrício teve no seu início de carreira. Se o Renan tem um azar, estará Luís Maximiano pronto para assumir a titularidade numa equipa como o Sporting? Não me parece.

Mesmo retirando da equação todas as questões mentais e de experiência acumulada que só se consegue ganhar com o tempo de jogo, Luís Maximiano tem uma fragilidade importante. Falo do seu jogo de pés que ainda deixa muito a desejar e isso nos dias que correm é muito importante, especialmente para equipas que jogam em posse, como o Sporting pretende jogar.

O segundo guarda-redes tem de ter condições para a qualquer momento passar para a titularidade e assumir a posição sem hesitações, sem desconfiança dos adeptos ou dos companheiros. Algo que neste momento me parece ser algo que o Max não consegue oferecer. A posição de guarda-redes pele sua especificidade não pode ser olhada da mesma forma com que é analisada a situação de um jogador de campo. Um jovem jogador de campo pode fazer parte do plantel e ir crescendo em jogos. É relativamente fácil dar essas oportunidades. No caso de um guarda-redes nenhum treinador do mundo vai tirar o guarda-redes a 10 minutos do final de partida oficial para ir dando minutos a um jovem da formação.

Portanto, parece-me que a melhor opção seria emprestar o jogador para uma equipa onde pudesse crescer a jogar todas as semanas, para que na próxima época regressasse ao Sporting sendo uma opção garantida para nº2 e até quem sabe se já não teria condições para lutar declaradamente pela titularidade.

Continuidade tinha todo o sentido


Neste verão o Sporting entendeu deixar sair o Salin a custo zero. O francês não é um monstro das balizas, mas sempre que foi chamado foi correspondendo muito bem. Lembro-me por exemplo da exibição magistral que fez no derby da Luz da época passada onde nos garantiu o empate. A brincar, a brincar, ainda fez 22 jogos pelo Sporting nestas duas épocas.

Na minha opinião a sua saída foi um enorme erro. Não só desportivo, mas também "político", quando sabemos que está em investigação um caso de um alegado aliciamento de jogadores do Marítimo por parte do Benfica, em que ele é uma das testemunhas. Mas para o caso, quero falar apenas para a vertente desportiva.

Ora, face a tudo o que fui dizendo anteriormente, parece-me evidente que o Salin tinha lugar neste plantel como número 2, permitindo ao Luís Maximiano ser emprestado esta época para uma equipa onde tivesse oportunidade de jogar o ano todo.

Mais incompreensível fica esta saída quando o atleta não tinha um salário elevado e em Janeiro passado - já com Varandas e Keizer no clube - tinha renovado contrato até final de 2020.

Sinais da pré-época


Olhando para esta pré-época é possível verificarmos que Luís Maximiano não teve grandes oportunidades de jogar. Jogou a segunda parte frente aos amadores da terceira divisão da Suiça, jogou o jogo inteiro contra o Estoril na Academia, fez 27 minutos frente ao St. Gallen onde fez duas belas intervenções e jogou 10 minutos contra o Brugge. Portanto, em jogos contra adversários de alguma valia (St. Gallen e Brugge) fez uns míseros 37 minutos. No jogo contra o Liverpool, nem um único minuto, assim como também não teve direito de jogar no Estádio José Alvalade no jogo do troféu Cinco Violinos. Nem uns míseros 10 minutos foram concedidos por Keizer para o seu número 2 das balizas.

Portanto, no final da época passada não estando nada em disputa não se deu uma oportunidade ao rapaz para jogar. Nesta pré-época jogou praticamente só contra as equipas de "mija na escada". Contra clubes de algum nível fez 37 minutos. Foi esta a confiança e a quantidade de jogo que foi dada a um rapaz que tem de jogar para crescer e poder mostrar todo o seu potencial.

Diogo Sousa nem a cheirou


Quanto a Diogo Sousa, terceiro guarda-redes do Sporting, nem sequer a cheirou. Zero minutos na pré-época. Durante a época irá acompanhar a equipa em todos os jogos e acabará por ficar sempre de fora dos convocados. É provável que sempre que o calendário permita seja o guardião dos sub-23.

Os rivais


No Sporting há Renan e Max. No caso do Benfica há Vlachodimos e o jovem Svilar. No Porto há Vaná e o jovem Diogo Costa. Três situações idênticas com 3 guardiões experientes e 3 jovens com muito potencial. A única diferença é que Benfica e Porto estão no mercado em busca de jogadores para garantirem a titularidade da posição, permitindo depois o empréstimo destes jovens guarda-redes. Svilar tem interessados na Bélgica e Diogo Costa já esteve perto do Paços de Ferreira. Este exemplo do que está a ser feito pelos rivais é mais um sinal que entronca na minha ideia de manter o Salin como número dois do Renan e emprestar o Max. Algo que infelizmente, já não é possível.

A época


A época seguirá um de dois caminhos no que à baliza diz respeito. Se Renan não se lesionar será dono do lugar durante todo o ano, provavelmente com excepção de uns jogos menores das Taças onde poderá entrar Luís Maximiano. Ou seja, se isto acontecer o Max vai ficar praticamente o ano todo parado a ver Renan jogar.

O caminho alternativo passa por haver uma qualquer infelicidade com Renan e o Luís Maximiano ter de assumir a baliza do Sporting. Se isso acontecer, será colocado um peso do tamanho do mundo nas costas de um jovem que aos 20 anos terá de defender a baliza de uma equipa que luta para ganhar todas as competições em que está inserida e em que qualquer erro pode ser fatal e deitar a época a perder.

Podem seguir o blog nas redes sociais nos links seguintes:
Facebook: (aqui)  Twitter: (aquiInstagram: (aqui)

segunda-feira, 29 de julho de 2019

"No pasa nada"


Ainda agora terminamos a pré-época e a promessa feita pela administração da SAD de "batermos todos os recordes" já está a ser cumprida. Infelizmente, são recordes negativos.

Zero vitórias



Seis jogos realizados nesta pré-época e o melhor que conseguimos foram três empates e três derrotas. Vitórias, nem vê-las. E não é que os adversários tenham sido particularmente complicados, até porque no lote estão equipas de campeonatos secundários, como o Brugge da Bélgica e o St.Gallen da Suiça e até equipas de divisões secundárias, como o Estoril (2ª Liga) e o FC Rapperswill-Jona (quem?).

Mas, lá está, "no pasa nada"...

Há quantos anos não acabávamos a pré-época sem uma única vitória?


Bem, esta é uma pergunta interessaste, mas para a qual não posso dar uma resposta definitiva. Dos registos que consegui consultar, o Sporting venceu pelo menos um dos seus jogos de pré-época de 1968/1969 até 2018/2019. Em 1967/1968 só encontrei 3 amigáveis realizados (empate contra Estudiantes e Real Madrid e derrota com o Vasco da Gama), mas estes dados podem estar incompletos. Tenho dúvidas que o Sporting tenho apenas realizado estes três jogos de pré-época. De qualquer forma, mesmo com a informação incompleta é perceptível a grandeza do "feito" conseguido.

Mas, lá está, "no pasa nada"...

"Feito" igualado...


Nesta pré-época houve um momento que fica para a história do clube. Os tais rapazes do FC Rapperswill-Jona, que são um bando de amadores que jogam na estrondosa 3ª divisão da Suiça conseguiram o incrível feito de ganhar ao Sporting Clube de Portugal. Em 113 anos de história só tínhamos perdido uma partida frente a um adversário do terceiro escalão, na longínqua época de 1948/1949 frente ao Tirsense.

Mas, lá está, "no pasa nada"...

A única equipa da 1ª Liga a acabar a pré-época sem uma única vitória


A pré-época terminou para praticamente todas as equipas da 1ª Liga e o Sporting foi a única equipa do principal escalão do futebol português a não conseguir uma única vitória. No topo da tabela que seria onde o Sporting deveria estar, estão precisamente os nossos rivais com percentagens de vitórias muito altas. O Benfica venceu 7 dos 8 jogos disputados (87,5% vitórias) e o Porto venceu 6 dos 8 jogos disputados (75%). 

Mas, lá está, "no pasa nada"...

Ainda sou do tempo dos campeonatos de pré-época



Os celebres campeonatos de pré-época caíram em desuso nos jornais desportivos nacionais, mas se existissem mostrariam que o Sporting foi a equipa com pior desempenho das 18 que participam na primeira liga, com uma média ridícula de meio ponto por jogo. Enquanto isso, os rivais lideram esta "classificação" com 2,63 pontos por jogo para o Benfica e 2,38 pontos por jogo para o Porto. O Sporting conseguiu uns incríveis 0,5 pontos por jogo.

Mas, lá está, "no pasa nada"...

A equipa com mais golos sofridos na pré-época



Em termos absolutos o Sporting é a equipa da 1ª Liga que sofreu mais golos nesta pré-época (11). Em termos médios dá uns incríveis 1,83 golos encaixados por partida. Mais do que a soma dos golos sofridos pelos nossos rivais (11>9). Nos 6 jogos realizados, só por uma vez o Sporting não sofreu dois golos (derrota contra o Estoril por 1-0). 

Mas há mais. Das 18 equipas da 1ª Liga o Sporting foi a única que não conseguiu acabar uma única partida sem sofrer um golo. Sofremos golos em todos os jogos. 

Mesmo em termos de golos marcados o Sporting é o 11º clube com melhor média de golos por jogo com 1,33 golos/jogo enquanto que Benfica lidera a lista com 4,38 golos/jogo e o Porto tem o segundo melhor registo com 2,38 golos/jogo. 

Mas, lá está, "no pasa nada"...


"No pasa nada"


O Sporting é um clube que joga todos os jogos para ganhar e para dominar os adversários. Nesta pré-época nem domínio, nem vitórias, mas "no pasa nada". Pelo menos desde 67/68 que o Sporting não terminava uma pré-época sem conseguir vencer um único jogo, mas "no pasa nada". Das 18 equipas da 1ª Liga, o Sporting foi a única que não conseguiu vencer um único jogo de pré-época, sendo que Porto e Benfica foram as equipas com maior percentagem de vitória, mas "no pasa nada". Das 18 equipas da 1ª Liga o Sporting foi a que consentiu mais golos e a que terminou a pré-época com a pior média de golos sofridos, sendo que os rivais estão no topo da lista com melhores registos, mas "no pasa nada". Sporting que pela primeira vez na sua história perde o jogo do Troféu 5 violinos (já tinha perdido o troféu na época passada, mas tinha empatado o jogo), mas "no pasa nada". Como cereja no topo deste bolo de pré-época os Sportinguistas ainda foram brindados com uma derrota frente a um bando de amadores da 3ª divisão da Suiça, mas "no pasa nada". 

Na realidade até não se "poderia passar nada", se os Sportinguistas vissem a equipa com processos de jogo definidos, com ideias claras para o que se quer, com um plantel bem composto, com reforços a mostrarem capacidade, com jovens da formação devidamente aproveitados, etc. O problema é que a estes números junta-se uma mediocridade total em todas estas áreas. 

A única área onde estamos fortíssimos é mesmo na propaganda na comunicação social. Aí de facto, "no pasa nada" e o Sporting vive num mundo encantado. Vejam lá que até o director do Jornal Record se queixou da arbitragem de João Pinheiro na partida de ontem. 


Sobre o futebol medíocre apresentado pelo Sporting nesta pré-temporada é que há pouco ou nada a dizer. Tudo isto no mesmo jornal que anunciou ontem em parangonas que iriam estar mais de 40 mil espectadores em Alvalade. Da "expectativa" à realidade foi só a diferença de 8 mil pessoas. Mas há algo ainda mais relevante e que mostra a "boa fé" como a imprensa tem analisado a pré-época do Sporting. No dia de hoje, depois de os sócios do Sporting terem sido brindados por uma má exibição, por uma derrota no Troféu 5 Violinos e por uma pré-época com resultados miseráveis, eis que a medalha de lata do Record não vai para Marcel Keizer mas sim para um tal de... Tamas Kanderesi. 

Imaginem o que se diria noutros tempos desta pré-época do Sporting. Nos jornais de hoje já tinham surgido análises a tudo o que aqui coloquei, os comentadores já estariam todos a questionar as opções de Keizer e da administração da SAD, etc. Meus caros, enquanto não contarmos para o totobola do que realmente interessa (luta pelo campeonato e pelo pote dos 40M da Champions) continuaremos a estar nas boas graças da imprensa nacional. É este um dos efeitos da bipolarização do futebol português. E é bom que os Sportinguistas tenham noção disso. 

Quanto à Supertaça estou profundamente convicto que vamos ganhar da forma habitual. O problema é que para se ganhar campeonatos não é possível vencer jogos nas grandes penalidades. 

Podem seguir o blog nas redes sociais nos links seguintes:
Facebook: (aqui)  Twitter: (aquiInstagram: (aqui)

quinta-feira, 18 de julho de 2019

"Se a opção de cortar for para a frente, daqui a um ano estamos a falar no desaparecimento da modalidade"


Depois dos ecos relacionados com cortes nas mais diversas modalidades do Sporting, eis que chegou o dia em que os protagonistas falam abertamente sobre o assunto. Aqui ficam as declarações de Carlos Silva, director técnico do Sporting e de dois dos mais importantes treinadores leoninos. José Uva, treinador dos saltos e Luís Pinto do meio fundo. 

A entrevista


Aqui fica o print da notícia de hoje do Jornal Ojogo.

Abram imagem num outro separador


Os cortes


Se há alguém que tem falado no corte absurdo do orçamento para a época 2019/2020 tenho sido eu. Em tempo útil dei a minha opinião desfavorável à aprovação deste orçamento que tem um corte de 2,3 milhões de euros (+ de 20%) em relação ao montante executado em 18/19 e com a agravante de temos uma nova modalidade que custa entre os 700 e os 800 mil euros. Portanto, em termos gerais, as modalidades que tivemos em 18/20 sofrem um corte de 3M. Importa também salientar que a época 18/19 acabará com lucro, tal como as 5 épocas anteriores. Já falei sobre isso (aqui) e (aqui)

Clarinho como água


Declarações mais claras do que estas são difíceis de encontrar. Ora, vamos lá:

Luís Pinto

"O Carlos Silva mostrou que era possível sonhar com a Europa. Deu um balão de oxigénio ao atletismo. Tem havido um apoio que não houvera em dez anos"

Carlos Silva: 

- "O factor financeiro nem é muito nem pouco importante - é fundamental."

- "O dinheiro condiciona sempre. E estamos preocupados, não o escondo"

- "Com mais fazemos melhor; com menos, fazemos o possível"

- "Há limites para manter a qualidade. O projecto está longe de estar acabado e os resultados são muito interessantes. Agora, se quisermos andar para trás, admito que seja mais fácil destruir do que construir"

- "Não é uma decisão nossa o que cortar, mas sim a de produzir. Se alguém nos exigir mais, terá de dar mais. Somos treinadores e não nos queremos intrometer na gestão do clube. Sabemos, porém, o que é possível fazer"

José Uva

- "Se há modalidade que tem feito jus ao nome de ser os melhores da Europa, tem sido o atletismo. Não me parece assim tanto o valor investido"

- "Para sermos os melhores, tem de haver investimento. Por isso é que os títulos europeus voltaram a aparecer"

- "Se a opção de cortar for para a frente, daqui a um ano estamos a falar no desaparecimento da modalidade"

Para fechar


Em 20 anos, de 1995 a 2015 o Sporting venceu apenas um título internacional no Atletismo: a TCCE de Pista em 2000. Com a aposta nas modalidades feita pelo conselho directivo presidido por Bruno de Carvalho, o Sporting conquistou de 2016 até 2019 uns incríveis 5 títulos internacionais. O primeiro destes 5 títulos ainda foi visto pelo nosso eterno professor Moniz Pereira, que faleceu pouco tempo depois. Que alegria teria ele se tivesse a possibilidade de ver como o Sporting desenvolveu o atletismo nos últimos anos e que falta nos faz hoje nesta luta contra quem quer matar o que tanto custou a construir. 

Os títulos, o corte no Orçamento e agora as declarações de directores e técnicos estão ai para os Sportinguistas analisarem. Termino deixando um abraço solidário aos três pela coragem das declarações e por informarem os Sportinguistas sobre o rumo interno que está a ser traçado. 


Podem seguir o blog nas redes sociais nos links seguintes:
Facebook: (aqui)  Twitter: (aquiInstagram: (aqui)