terça-feira, 9 de outubro de 2018

A primeira passagem de José Peseiro pelo Sporting


José Peseiro chegou ao Sporting no defeso de 2004/2005, numa época que terminou com um 3º lugar no campeonato e que fechou com uma derrota em casa na última jornada, numa partida cuja vitória garantiria o 2º lugar e o acesso directo à Champions League. A tal época do "quase" com uma final da Taça Uefa perdida em casa. 

Histórico


Se olharmos para todos os campeonatos disputados com 18 equipas desde que as vitórias valem 3 pontos, temos o seguinte panorama.

Como podem verificar, nestas 16 épocas o registo pontual de José Peseiro é apenas e só o 14º melhor. Em termos pontuais o Sporting só fez pior do que os 61 pontos de 2004/2005 em 2002/2003 - 59 pontos e em 1997/1998 - 56 pontos. 

Em termos ofensivos o registo é mediano. Peseiro consegue o 6º melhor ataque, mas em termos defensivos a estatística é avassaladora. José Peseiro conseguiu ter a 14ª pior defesa da história do Sporting em campeonatos com 18 equipas e com as vitórias a valerem 3 pontos. 

A época seguinte


Para a época 2005/2006, José Peseiro decidiu dispensar os capitães Pedro Barbosa e Rui Jorge. A época começou com a qualificação para Champions League numa eliminatória perdida com a Udinese. Duas derrotas com os italianos. O Sporting passou então para a Taça Uefa onde enfrentou o Halmstad. Depois de uma vitória por 2-1 na Suécia, os comandados de José Peseiro perderam em casa por 3-2 e foram eliminados da competição. No campeonato, 3 derrotas em 7 partidas ditaram o despedimento de José Peseiro após a 7ª jornada. Precisamente a jornada em que nos encontramos. 

Para fechar


Para além dos dados estatísticos, depois desta primeira passagem pelo Sporting, José Peseiro deixou em grande parte dos Sportinguistas três ideias fundamentais:
1) um treinador com "pé frio";
2) equipa a jogar bom futebol;
3) um treinador sem mão no balneário.

Não digo que concordo com estas três ideias, mas uma coisa é certa. José Peseiro tudo tem feito para destruir estes preconceitos. De "pé frio" passou a ganhar jogos nos descontos. De não ter mão no balneário passou a mostrar pulso de ferro, basta olharmos para os casos de Matheus Pereira, João Palhinha, Francisco Geraldes, Wendel e Nani. E para fechar, resolveu contrariar a única ideia positiva formada pelos Sportingusitas. O tal mito que as equipas de José Peseiro jogavam um "bom futebol" está morto e enterrado perante aquilo que o Sporting tem feito esta época.

Em traços gerais foi assim a primeira passagem de Peseiro pelo Sporting. Infelizmente, quando se escrever sobre a segunda passagem de Peseiro no Sporting, a realidade não será muito diferente da primeira vez. Só espero é que esse balanço possa ser feito o mais rapidamente possível.

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Muita palavra e pouca acção


O dia seguinte à pesada e humilhante derrota frente ao até então lanterna vermelha do campeonato trouxe muitas movimentações que merecem alguma análise.

O regresso de Paíto pela manhã


O dia começou com uma entrevista de Paíto ao programa "Bola Branca". Nessas declarações divulgadas pela Renascença, o antigo jogador do Sporting diz que Peseiro foi "dos melhores treinadores que me treinou" e que "a direção do Sporting tem de ser inteligente. Não tem sido fácil fazer a equipa que o ‘mister’ Peseiro tem vindo a fazer, a arrumar a casa, e isso leva tempo. Há que ter paciência com o Peseiro".

Link da notícia (aqui)
Esta entrevista é obviamente uma "encomenda" a favor do José Peseiro. Resta saber se o serviço foi pedido por parte do Sporting ou de José Peseiro. Enquanto jogador, Paíto foi agenciado por Jorge Mendes, por isso é provável que o serviço tenha tido o "toque de Midas" do agente de José Peseiro. Mas mais relevante do que a própria encomenda é o facto de o melhor que terem conseguido arranjar para defender José Peseiro foi um jogador absolutamente banal. Era giro os jornalistas deste país pedissem uma opinião sobre José Peseiro aos pesos pesados do plantel treinado por Peseiro na sua primeira passagem pelo Sporting. Jogadores como Pedro Barbosa, Liedson, Polga, Ricardo, Nélson, Rui Jorge ou até mesmo o "amigo" Rochemback. Aposto que iam ter pano para mangas.

Beto ao entardecer 


Ao final da tarde de ontem a "estrutura" do Sporting reagiu de forma oficial. Pelas 18:32 a página de Facebook da Sporting TV anunciou uma entrevista de Roberto Severo no programa 19:06 (aqui). Depois das declarações de Paíto pela manhã e ao ver o anúncio da entrevista a Beto fiquei sem dúvidas sobre uma eventual demissão durante o dia de ontem.


O clássico leonino "há que levantar a cabeça" deu agora lugar a um "o campeonato é uma maratona e não uma prova de velocidade". Foi precisamente desta forma que o jornalista da SportingTV colocou a questão. Beto dissertou durante mais de 4 minutos sobre estes pontos: maratona e não corrida de velocidade, dignificar a camisola, dar a cara, união, trabalho, melhorar e grupo fantástico. 

Mais do que o que foi dito, destaco o que não foi dito. Beto nunca se referiu ao trabalho do treinador e da equipa técnica do Sporting. Durante a campanha eleitoral Frederico Varandas disse aos sócios que daria a cara nos momentos complicados e nos momentos positivos deixaria o palco livre para os artistas. Ora, das duas uma: Ou Frederico Varandas acha que uma derrota vergonhosa frente ao lanterna vermelha da Liga e o facto de o Sporting estar em 5º lugar com 1/5 do campeonato realizado não é um momento negativo, ou ou então está pouco importando com o que promete aos Sportinguistas. De uma maneira ou de outra não fica bem na fotografia. 

Desviar as atenções pela noitinha


Ao final do dia eis que surge mais uma "bomba" na CMTV, lançada por Tânia Laranjo. Segundo a senhora, na auditoria forense que está a ser feita às contas do Sporting não foram encontrados os relatórios de scouting de múltiplas facturas de diversas empresas que prestam estes serviços na época passada. Em causa estarão cerca de 700 mil euros. 

Acho particularmente relevante que esta notícia surja precisamente neste dia. Também é muito relevante que no período em causa o Sporting tenha tido o mesmo director de Scouting que tem actualmente. Falo de Manuel Fernandes. Destaco por isso o facto da senhora jornalista Tânia Laranjo não tenha questionado o líder desse departamento sobre essa matéria. Por que será? 

Sobre mais esta "encomenda" não deve ser muito difícil perceber quem foi o mandante do serviço. Das duas, uma. Ou a informação foi passada pelo Sporting ou então foi passada pela empresa que está a auditar as contas. Só estas partes estão na posse dos dados. E já agora, isto serve os interesses de quem? Do Sporting e dos seus associados não será de certeza absoluta. 

Para fechar sobre este assunto, dizer que espero que as conclusões da auditoria sejam apresentadas em sede de AG aos sócios e que sejam os sócios a decidir as medidas a tomar em caso de haver alguma irregularidade, tal como aconteceu com as auditorias feitas às gestões anteriores. E que não fiquem dúvidas, se alguém roubou o Sporting deve ser punido por isso. 

Assume, Varandas! 


Frederico Varandas foi eleito pelos sócios do Sporting para presidir ao Sporting Clube de Portugal. Não foi eleito para se esconder no gabinete e deixar matérias desta relevância entregues ao team-manager. Aliás, foi o próprio Frederico Varandas que disse que a pasta do futebol seria assumida  por si, sendo que a responsabilidade seria sua. Se assim foi prometido aos sócios, porque não assume estas matérias? Os Sportinguistas têm o direito de saber se o Presidente da SAD apoia ou não a continuidade José Peseiro à frente da equipa. 

Que assuma definitivamente a sua posição, tal como por exemplo Bruno de Carvalho assumiu no final de 2012/2013, quando contra a vontade da maioria dos Sportinguistas decidiu não renovar contrato com Jesualdo Ferreira. Os presidentes são eleitos para decidir em nome dos sócios, por mais difíceis que sejam as decisões. Ficar parado a ver o que dá é que não me parece justo para os Sportinguistas que merecem uma palavra do seu presidente.

Unir!? Unir é ganhar!!!


A ideia com que fico é que Frederico Varandas está a analisar a situação tendo em perspectiva a vertente política da decisão e não a vertente desportiva. Desportivamente parece-me evidente para todos que José Peseiro é um treinador absolutamente medíocre e que não tem espaço num clube como o Sporting. E por "José Peseiro" incluo também a restante equipa técnica, que na minha opinão tem de ser varrida do clube. 

Do ponto de vista político, Varandas deve considerar que qualquer que seja a tomada de posição o pode fragilizar no futuro. Ora, é aqui que o presidente tem de perceber que cada minuto que passa e que descura a vertente desportiva da decisão, acaba por matar a validade política da mesma. Se não resolver de forma definitiva a questão desportiva não restará política que o salve. E antes de se pensar em salvar a si, deveria pensar naqueles que são os superiores interesses do Sporting e esses não se compadecem com ter a liderar a equipa mais representativa do clube um incompetente como José Peseiro. 

Se Frederico Varandas ainda não percebeu, eu explico de forma mais clara. Só há uma formula para  cumprir com o desígnio da sua campanha - "Unir o Sporting" - A formula é ganhar e não é com José Peseiro que o faremos.


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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Crónica de uma morte anunciada


Domingo, 7 de Outubro de 2018, 20:00h, Estádio Municipal de Portimão. Frente a frente, Portimonense e Sporting. Os locais entraram em campo no último lugar do campeonato com um registo péssimo de 6 golos marcados e 13 golos sofridos ( sofreram sempre 2 ou mais golos em todos os jogos da Liga). O Sporting entrava em campo em 5º lugar e sabendo que uma vitória permitiria subir ao 3º lugar da Liga ficando a apenas 1 ponto da liderança de Braga e Benfica. Por volta das 22 horas, Hugo Miguel apitou para o final de uma partida que os locais venceram por 4-2. 

Começar a perder


Aos 30 minutos de jogo, Wilson Manafá - jovem que passou pelas camadas jovens do Sporting - marcou o golo que deu a vantagem no marcador para o Portimonense. Mas não se pense que foi nessa altura que o Sporting começou a perder a partida. A partida começou a ser perdida há precisamente uma semana, quando Rafael Barbosa foi agredido à cabeçada pelo Presidente da SAD do Portimonense, Rodiney Sampaio.

A resposta do Sporting


No próprio dia em que foi noticiada as agressão, o Sporting reagiu em comunicado no seu site oficial. 

Link comunicado (aqui)

Neste caso o Sporting mostrou de imediato uma posição de força, não recorrendo a qualquer acto diplomático para resolver o assunto. O clube mostrou o seu "apoio incondicional" ao jogador, anunciando que se tornará assistente no processo contra o Presidente do Portimonense, assim como anunciou que iria fazer uma participação ao CD da FPF. Para terminar, o Sporting ainda "exigiu" ao Portimonense um "pedido de desculpa público"

Lá se foram os bilhetes


Na madrugada de dia 2 para dia 3 de Outubro o jornal Record publicou que o "caso Rafael Barbosa terá impedido acordo" para a venda dos bilhetes da bancada nascente ao Sporting.

Link da notícia (aqui)

E até aqui nada de especial. É normal que em tempos de guerra não se limpem as armas. Só que... 

O comunicado conjunto


No dia 3 de Outubro e três dias depois do comunicado inicial, Sporting e Portimonense fazem um comunicado conjunto. Aqui está ele:

Link do comunicado (aqui)

Portanto, Sporting e Portimonense estiveram reunidos com o "intuito de solucionar o diferendo" e as conclusões desse encontro foram simples: O jogador regressou ao Sporting e o Portimonense desejou as maiores felicidades ao jogador. 

A ver se eu percebo


O Sporting emprestou um jovem jogador da sua formação ao Portimonense para que este tivesse oportunidade de crescer na 1ª Liga. Por ter sido agredido à cabeçada pelo Presidente do Portimonense, o atleta deixou de ter a oportunidade de jogar e de evoluir durante a temporada num clube de 1ª Liga. Rafael Barbosa terá agora de regressar ao Sporting onde treinará, mas não poderá jogar pelo menos até Janeiro. A sua carreira ficou prejudicada, assim como o Sporting que vê um activo seu não se desenvolver de acordo com o esperado. 

Pelo meio de toda esta confusão os Sportinguistas ainda ficaram privados de comprar bilhetes em Alvalade para assistirem ao jogo ao vivo. E depois há ainda outro pormenor que deveria ter sido acautelado. Porque raio é que o Sporting não acordou com o Portimonense outra data para a realização do jogo? Porque não jogar hoje? Ainda na semana passada vimos o Benfica a jogar na quinta-feira para estar em melhor condição física para a Liga dos Campeões. 

Exigências à moda de Frederico Varandas


No comunicado oficial o Sporting "exigiu ao Portimonense um pedido de desculpas público". Três dias depois, Sporting e Portimonense já faziam comunicados conjuntos e até hoje o tal pedido de desculpas público "exigido" continua sem aparecer. E aqui é o exemplo que fica para futuro. Se a primeira exigência feita por Frederico Varandas foi atropelada pelo Portimonense, imaginem o que acontecerá quando forem feitas exigências a peixe graúdo. 

Por comparação, pergunto: Qual acham que seria a reacção do Presidente da Juventus se Frederico Varandas desse uma cabeçada no Sturaro? 

O "apoio incondicional"


Quer-me parecer que "apoiar incondicionalmente" o jogador não se faz através de comunicados conjuntos com quem agrediu à cabeçada o atleta e muito menos estando presente na Tribuna do Estádio de Portimão junto das mais "altas patentes" do clube de Portimão.


Rodiney Sampaio, CEO da SAD do Portimonense que agrediu Rafael Barbosa à cabeçada, esteve como habitualmente, no banco da equipa. Na tribuna presidêncial, Frederico Varandas sentou-se ao lado de Robson Ponte, director-geral da SAD do Portimonense e Theodoro Fonseca, accionista maioritário da SAD do Portimonense. Quem também não "faltou à chamada" foi Sousa Cintra. Curiosa esta presença.

Infelizmente, o tal "apoio incondicional" também não surgiu por parte dos jogadores e equipa técnica do Sporting que se apresentaram a um nível medíocre no Algarve. Nem um triste episódio como este consegue ser aproveitado internamente pela estrutura para espicaçar os jogadores na defesa da "honra" de Rafael Barbosa e do Sporting. 

Por comparação


Curiosamente, Frederico Varandas começa o seu mandato com uma polémica semelhante aquela que envolveu Bruno de Carvalho no início do seu mandato. Na Final da Taça de Portugal de Andebol em 2013, o então presidente do Sporting foi deixado de mão estendida por Adelino Caldeira, administrador da SAD do Porto. Isto porque Bruno de Carvalho defendeu os interesses do Sporting na transferência de João Moutinho do Porto para o Mónaco, processando o clube azul e branco. Um processo que transitou em julgado em 2017 e que acabou com o pagamento de cerca de 1 milhão de euros ao Sporting. 

Na altura do incidente o Sporting pediu ao Porto para fazer um pedido de desculpas formal condenando o acto do vice-presidente do Porto. Tal não aconteceu, e três dias depois do incidente o Sporting cortou relações institucionais com o Porto. As relações estiveram cortadas cerca de 4 anos. 

Este exemplo serve para ilustrar aquilo que gostaria de ver da parte da direcção do Sporting. Firmeza, inteligência e defesa intransigente dos interesses do clube. Algo que claramente não aconteceu neste caso que foi gerido muito mal por Frederico Varandas e a sua equipa. É bom que percebam que o Sporting tem de ser ouvido e respeitado. Quando o Sporting ameaça, ou neste caso "exige", é bom que as exigências sejam correspondidas, caso contrário é preciso agir em conformidade. E este agir em conformidade não passa por fazer comunicados conjuntos com o último classificado da Liga e muito menos ser humilhado por esse clube dentro e fora de campo. 

Obviamente, demissão


Deixando a análise do que aconteceu fora do campo para o que aconteceu dentro do campo. 

O jogo de ontem foi a gota de água que fez transbordar um copo cheio de erros, incapacidades e incompetência da equipa técnica do Sporting. Não tenho por hábito fazer este tipo de análises, mas hoje tenho de o fazer. Aqui ficam algumas ideias:

- É confrangedor ver esta equipa a jogar. Com a má qualidade do futebol do Sporting posso eu bem, desde que semana após semana se vá conseguindo vencer as partidas. O problema está quando a qualidade da exibição se traduz no resultado, como aconteceu ontem;

- O Sporting é o 7º melhor ataque da Liga e praticamente não consegue criar ocasiões de golo. O Sporting marcou ontem dois golos ao Portimonense, mas isso é completamente irrelevante se virmos que todas as equipas com quem o Portimonense jogou esta época para a Liga o conseguiram fazer;  

- Em termos defensivos o Sporting é a 8ª melhor defesa da Liga com 8 golos sofridos. Sofremos ontem 4 golos do lanterna vermelha. A última vez que o Sporting sofreu 4 golos para a Liga foi há mais de 10 anos numa derrota com o Leiria em Abril de 2008;

- O Sporting não joga nada. Nada. Não há nenhuma vertente do treino e do jogo em que se veja a mão do treinador. Não há lances de bola parada criados para surpreender o adversário, não há uma ideia de jogo, um movimento característico, nada. Ou melhor, existem quatro lances característicos desta equipa: o célebre "chutão prá frente" em organização ofensiva e o "manda prá bouça" em organização ofensiva. Em transição ofensiva José Peseiro usa o "mete no Nani, no Jovane ou no Raphinha que eles correm pela ala até cruzarem para a área onde não está ninguém" e em transição defensiva aposta num "Battaglia e Gudelj virem o gajo que leva a bola"; 

- Viviano passou de titular para não convocado. O guarda-redes italiano ia começar a Liga como titular em Moreira de Cónegos, mas a lesão no aquecimento deixou-o de fora. Até hoje, nunca mais foi convocado, apesar de treinar sem limitações. José Peseiro não explica o que se passa com aquele que é de muito longe o melhor guardião do Sporting;

- José Peseiro é o homem que não quis Fábio Coentrão e que foi para uma conferência de imprensa orgulhar-se disso. Prefere o Jefferson;

- José Peseiro é o homem que não vê que 5 dos 8 golos sofridos pelo Sporting na Liga foram obtidos na zona de acção de Ristovski;

- José Peseiro é o homem que não dá um único minuto de jogo a Marcelo. Um central que tem toda a capacidade de dar uma saída de bola com qualidade, coisa que nem Coates nem André Pinto conseguem fazer. Prefere o "chutão prá frente" destes dois;

- José Peseiro é o homem que anda há 3 meses para explicar aos jogadores o que quer do duplo pivot de meio campo. Parece-me que nem o próprio sabe o que quer;

- José Peseiro é o homem que montou um plantel com 9 jogadores capazes de fazer as duas posições de meio campo: Battaglia, Bruno César, Wendel, Bruno Fernandes, Petrovic, Sturaro, Misic, Miguel Luís e Gudelj. Destes 9, os "Brunos" fazem outras posições, mas mesmo considerando que Peseiro não quer estes 2 jogadores para jogarem neste duplo pivot, sobram 7 jogadores. Quando Stuararo e Wendel estiverem aptos quem fica de fora? 

- José Peseiro é o homem que exigiu Diaby, obrigando o Sporting a um esforço financeiro grande para depois nem sequer ter definida uma posição para o atleta. Tirando o jogo de quinta-feira onde foi titular, Diaby fez mais 5 partidas pelo Sporting. Eis os tempos de utilização: 1min, 1min, 5min, 3min e 6min. 

- José Peseiro é o treinador que mete em campo jogadores para jogarem os descontos de jogo em que muitas vezes não tocam na bola. Das 20 substituições feitas por Peseiro na Liga, metade foram feitas nos últimos 10 minutos de jogo.

- José Peseiro é o homem que preferiu emprestar o Gelson Dala para ficar com o Castaignos. O Angolano que leva já 4 golos e 3 assistências no Rio Ave. 

- O Sporting está no 5º lugar da Liga com 13 pontos. Desde os tempos de Ricardo Sá Pinto (10º lugar com 7 pontos) que o Sporting não estava tão mal classificado numa 7ª jornada da Liga. 

Para fechar


Algo que me irritou profundamente foi ver mais indignação e preocupação por parte do Sporting e dos Sportinguistas por uma porcaria de uma multa ao Jubas do que pela agressão à cabeçada do Presidente do Portimonense ao Rafael Barbosa. 

E assim se fechou uma semana horrível para o Sporting. Uma semana em que o Sporting foi humilhado dentro e fora de campo pelo lanterna vermelha da Liga. Um enxovalho que ficará para a história e que é bom que fique na memória dos actuais dirigentes do Sporting para que nunca mais se repita. 

Por tudo isto, está mais do que na hora de Frederico Varandas ter noção do cargo que ocupa e assumir definitivamente as suas responsabilidades e a defesa dos superiores interesses do Sporting. Neste sentido é preciso despedir de imediato José Peseiro e fazer com que as exigências que o Sporting faz sejam respeitadas. 

O presidente do Sporting tem de se assumir como verdadeiro líder e passar das palavras à acção. Na campanha eleitoral disse que só o ouviríamos falar nos momentos maus e que nos momentos bons daria o palco aos artistas. Ora, este é um dos tais momentos maus em que é preciso dar a cara e sobretudo, tomar decisões para o futuro do clube. 

Os Sportinguistas aguardam uma tomada de posição. 


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